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ברוך ה"ה







giovedì 21 aprile 2016

RÉQUIEM PARA DILMA – MORTA!

RÉQUIEM PARA DILMA – MORTA!
por Pietro Nardella Dellova

O Brasil vive atualmente o Reino do Esgoto.


Os que dizem que há um golpe em curso dizem, realmente, pouco. Os que dizem que não há um golpe, menos ainda! Porque os dois fatos estão aí postos a olhos nus! Não há um golpe, mas muitos golpes, embora nem tudo seja golpe!


Quem diz que não há uma conspiração e que tudo, tudo mesmo, segue o espírito do Direito, erra (Direito não é Lei, embora dela se sirva!) e, então, seguir o rito, prazos, os atos, as formalidades instrumentais não dizem muito, sobretudo, quando há, sim, flagrante "abuso" do Direito. Quando se extrapolam manifestamente os limites dos quadrantes impostos para o exercício do Direito (fins econômicos, fins sociais, bons costumes e boa-fé) pratica-se ato ilícito de abuso de direito!


Há golpe, mas não daqueles golpes clássicos, daqueles que vêm se escrevendo pelos Babilônios, Medo-Persas, Greco-Macedônios e, finalmente, pelos Romanos. Não, realmente não há um golpe como o dos europeus, em especial, dos franceses. O golpe em curso, não é golpe no sentido clássico, é o do "jeitinho" brasil(eiro).


É o golpe "silencioso" contra o Tratado de Tordesilhas, é o golpe do "Dia do Fico", é o golpe do "Dia da Independência", é o golpe da "Maioridade" de Pedro II, é o golpe da "Proclamação da República", é o golpe eleitoral da política "Café com Leite", é o golpe do "Estado Novo", é o golpe de 1964 apoiado pelos religiosos e pela TFP, é o golpe de José Sarney ao tomar posse, ilegítima, da Presidência da República (pois não era o vice-Presidente haja vista que sequer havia Presidente à época).


Há um "golpe" do inconformismo alucinado do PSDB que, por sua vez, foi robustecido pelo rebanho de Eduardo Cunha e, finalmente, aproveitado por aqueles que, vendo a fragilidade de Dilma, especialmente, depois da sua estúpida Reforma Ministerial, em função da qual deu (eu disse, deu) a maior parte do seu governo ao PMDB que, acostumado às "belas e devassas" tetas governamentais, perguntou-se: "por que ficar com a maior parte se é possível ficar com todo ele?"; "por que ficar com uma teta se é possível ficar com as duas?"; "por que participar apenas um pouquinho do estupro se é possível estuprar sozinho?"; "por que dividir se é possível ter o baú inteiro?"


Então, no jeitinho brasileiro, as várias forças que batiam contra o governo encontraram um ponto de convergência: o PSDB será servido com a cabeça de Dilma (na verdade, de Lula, seu imbatível adversário), Eduardo Cunha se sentirá vingado (e muito mais que isso, manterá seu Mandato, quiçá a Presidência da Câmara), a Bancada neopetencostal se sentirá tendo cumprindo a "Palavra de Deus" e não permitindo que projetos emancipatórios (mas, contrários aos fundamentos bíblico-evangélicos) sigam adiante e Michel Temer fica, alegremente, com sua "bela, recatada e do lar" Marcela e com três anos do corpo inteiro da Presidência da República. Todos estão servidos para o festim (talvez, menos a bela!).


Nessa história, que será uma página feia da História do Brasil, mas não a mais feia, já que a História do Brasil não "é coisa fácil de se engolir", todos deram os seus golpes e sua pedradas, assim como ocorre no apedrejamento de uma pessoa. Ao final, não há um golpe específico, uma única pedrada fatal: ninguém ficará, sozinho, responsável por isso ou aquilo.


Mas, devemos dizer, a bem da verdade, que entre os "golpes" que levaram o Governo Dilma à UTI e do qual esperamos apenas o dia do velório (haverá velório, mas não enterro, pois o corpo ficará à mostra pública e ao gosto das aves por cento e oitenta dias!), estão os golpes da própria Dilma (ela veio pouco a pouco cortando os pulsos!), os golpes do Lula que, no mínimo, traindo seus eleitores e os grupos que o apoiaram, recebeu o "Cavalo de Troia" dentro do governo e, nele, escondidos, todos os que agora ajudam no apedrejamento. A política de Lula mostrou-se totalmente estúpida para não dizer traidora (da sua própria base). Lula fez, no governo, o que fez a vida inteira como sindicalista (no modelo brasileiro de sindicalismo) e, não satisfeito, impôs o modelo a Dilma. Dilma e Lula são pessoas com histórias diferentes. Dilma, contra quem nada há, lutou na guerrilha por um país que, segundo seu grupo, seria melhor, luta contra a Ditadura, da qual foi vítima (lembrada, não por acaso, pelo Bolsonaro ao dar a sua pedrada e dizer a ela que finalmente está morta!); Lula, por sua vez, nunca lutou contra a Ditadura, mas compôs acordos com ela. Lula é sindicalista de composição; Dilma, guerrilheira. Lula nunca sofreu um único cuspe da Ditadura e dos Empresários; Dilma, ao contrário, foi espancada, surrada, cuspida, esbofeteada e, finalmente, golpeada, também, por Lula.


O corpo de Dilma, apedrejado e morto, ficará exposto por 180 dias e será totalmente comido - e carcomido. Lula seguirá, como sempre, seu curso ao lado de Aécio, Serra, FHC, Temer, Cunha, Gilmar Mendes, Veja, Globo, CBN, FIESP, Edir Macedo, CUT, Força Sindical e outros.


Dilma, a única pessoa digna nessa história, será, entretanto, a única condenada. Nunca a música "Geni" poderia ser tão bem aplicada quanto a ela, Dilma. Assim que o Zepelim partir, com seus mil canhões, a cidade inteira dirá: "joga bosta na Geni..."


Muitos estão preocupados com a viagem de Dilma a New York. Muitos têm, de um lado, medo do que ela possa dizer; outros, ao contrário, torcem para que diga tudo. Creio que ambos estão desinformados (para dizer o mínimo). O mundo ocidental não é democrático nem, muito menos, socialista. O mundo é impositivo e capitalista e a ele só interessa o que atender ao capitalismo. Não existe visão romântica! Ademais, o mundo inteiro sabe bem o que é o Brasil, qual o nível de sua política, quais produtos pode fornecer. O Brasil continuará, sem surpresas para direitas e esquerdas, sendo mesmo o quintal do mundo e do depósito de resíduos globais.


© Pietro Nardella Dellova


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