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ברוך ה"ה







sabato 23 aprile 2016

UMA PEC PARA MANTER A DIGNIDADE DE DILMA

UMA PEC PARA MANTER 
A DIGNIDADE DE DILMA

por Pietro Nardella-Dellova

Com ou sem Impeachment, com ou sem razão para o Impeachment, sendo ou não injusto e inconstitucional o Impeachment, o fato é que governar tornou-se impossível para Dilma Rousseff. Quatorze meses de paralisia a que seu governo foi submetido provam-no!

Dentro em poucos dias o movimento oposicionista (de baixo nível, a maioria de nós concorda!) que começou um dia depois da Eleição de 2014, finalmente conseguirá o que pretendia: Dilma Rousseff será mesmo afastada da Presidência da República! O STF está mudo feito pedra - e assim se manterá!

A questão (para o Congresso) não é jurídica: ele tem outra (i)lógica!  Dilma, após ser surrada e, pior, linchada, vergonhosamente, durante esses meses todos e, sobretudo, exposta como troféu daquela parte da sociedade, representada pelos "excelentíssimos" 367 Deputados que berraram seu "sim", será afastada e, como cadáver insepulto, ficará 180 dias a céu aberto na Praça dos Três Poderes. Não basta matar - é preciso ridicularizar, exibir, humilhar e tripudiar sobre ela - é o que representarão os 180 dias!

Nada nessa história é racional. Portanto, sabemos, a priori, que ao cabo de 180 dias o Impeachment será decidido. Insisto, a questão não é lógica, racional ou jurídica. O Impeachment de Dilma não resiste à abordagem de qualquer desses critérios e, por isso mesmo, passará, como está passando, apenas por um infundado (e estúpido) "sim". Depois de ouvir 367 Deputados exibindo o que têm de "melhor" e o que "representam", não deveria restar dúvidas quanto ao que acontecerá no Senado, cujo material não é melhor que o da Câmara.

Penso que, nessa situação, a fim de respeitar a própria história e interromper o sangramento sobre essa mesa sacrificial e, antes que seus pedaços sejam comidos pelos ilógicos, irracionais e antijurídicos pró-impeachment, Dilma pode escolher um final em que saia por cima, com a dignidade e honradez que merece, ou seja, apresentar urgentemente uma PEC reduzindo o próprio Mandato e convocando Eleições para outubro. 

Com isso, estancaria a sangria a que foi submetida, daria um tapa na cara de 367 irresponsáveis e criminosos, calaria os opositores raivosos, devolveria Temer para o submundo de seu "recato mórbido assexuado", exporia as feridas do Congresso, escolheria o final do capítulo e iria cuidar da vida e dos seus netinhos (o que, em qualquer caso, vale mais que tudo isso). Sua história de luta e sua honradez - reconhecidas pelo mundo - seriam preservadas! 

Insistir no Mandato (ainda que legítimo), diante do quadro caótico, ilógico, irracional, antijurídico e inconstitucional, que sufocou seu governo e, sobretudo, diante do movimento sacrificial a que ela, pessoalmente, está submetida, é acreditar (demasiadamente) em messianismo, sebastianismo, papai noel, reencarnação,  cavaleiros do Apocalipse, intervenção divina, macumba e, além disso, na formação democrática dos brasil(eiros).

É isso! No meio desse ataque de zumbis e congêneres, em face dessa coisa que se formou absolutamente ilógica, irracional e antijurídica, preparar com urgência - e enviar - uma PEC específica para "redução de mandato" e para novas eleições, poderia ser a unica coisa sóbria e, então, constitucional, a ser feita! Isso a livraria das mãos de seus algozes antes que, depois de tudo, ainda lhe tirem o coração!

Pietro Nardella Dellova 

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