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ברוך ה"ה







domenica 15 maggio 2016

BREVES NOTAS (NECESSÁRIAS) ENTRE UMA COISA E OUTRA NO CENÁRIO POLÍTICO BRASILEIRO

BREVES NOTAS (NECESSÁRIAS) ENTRE UMA COISA E OUTRA NO CENÁRIO POLÍTICO BRASILEIRO

por Pietro Nardella-Dellova

1.    A inteligência política da grande maioria (antes, durante e depois da admissão do impeachment) é semelhante ao movimento delirante dos bigatos que nascem e se justificam na podridão das coisas. Os comentários, por sua vez, nada diferem dos comentários “muito inteligentes” que fazem do futebol;

2.    É perfeitamente perceptível (e até compreensível) que a maior parte dos comentários nas redes sociais (sobretudo, os que tentam se referir à política) expressa angústias multifacetadas, cuja solução estaria no divã de um psicanalista, em uma sessão neopentecostal de exorcismo, no uso recomendado de psicodrópicos ou, melhor que tudo isso, em boa e libertária prática de sexo;

3.    Ler que o Alexandre de Moraes não poderia assumir o Ministério da Justiça porque foi Advogado dos membros do  PCC demonstra estupidez. Por acaso os membros do PCC não podem ter Advogado e, pior, o Advogado, a partir de agora, não pode advogar para criminosos, porque isso arruína sua carreira? Se a resposta é “sim”, estamos realmente em um país de merda. O Alexandre de Moraes não poderia assumir o Ministério da Justiça por outra razão: por ser fascista ou, ao menos, ter comportamento equivalente ao dos fascistas e, ainda, por ter sido denunciado na Comissão Interamericana de Direitos Humanos por abuso da PM sob seu comando;

4.    Ainda, sobre Advocacia, José Eduardo Cardozo foi muito criticado por exercer, na plenitude, a verve da advocacia, buscando todos os meios para defender uma pessoa. Deveria, não ser criticado, mas imitado;

5.    Li em vários lugares que Michel Temer é o Presidente em exercício. Acho que não! Michel Temer é o Presidente da República, não o Presidente em exercício, pois tomou o poder, usando o pior das forças parlamentares e judiciais, depondo Dilma Rousseff. Fosse ele um Presidente em exercício, teria legitimidade e, além disso, não poderia mudar, extinguir ou questionar qualquer ato do Presidente da República. Apenas substituir e cumprir a agenda. Não é o caso: Temer apropriou-se do poder, depôs Dilma e começou a governar. É um governo ilegítimo – não interino ou em exercício. Por isso mesmo, não se pode falar (muito menos repetir) que quem votou em Dilma, votou em Temer, pois deveria ser óbvio (eu sei que não é) que os eleitores de Dilma (54 milhões) votaram em Dilma que, para os efeitos constitucionais, tinha um vice-presidente para substituir-lhe interinamente. Não é o caso: o Temer que conspirou contra a República, contra a Constituição e contra a Presidente da República não é mais o vice-presidente.

6.    No desespero, muitos trazem as falas de Joaquim Barbosa contra Temer. Outra infantilidade: Barbosa é carne de pescoço, com procedimento fascista e autoritário, um super herói (de gente que precisa de super heróis) em nada diferente de Sérgio Moro, outro autoritário;

7.    Muitos dizem: o STF é cúmplice do golpe! É justo isso? Tem inteligência essa afirmação? É afirmação de gente que para e pensa antes de dizer algo? O STF é a Suprema Corte do Brasil e, por isso mesmo, tem a dignidade de sua função maior: guardião da Constituição. O mais justo e inteligente é dizer: “Gilmar Mendes é um conspirador”; “Gilmar Mendes não reúne condições, intelectuais, jurídicas e éticas, para o exercício da Magistratura no STF, aliás, em Tribunal algum”. A generalização conduz ao estado de desfazimento e podridão completa e, que não se tenha dúvidas, o resultado não será bom;

8.    Para não esquecer: Dilma não é Collor; Temer não é Itamar Franco; Collor não sofreu impeachment – renunciou; Itamar Franco, na condição de vice-presidente, além de se comportar com o silêncio que aquele momento exigia, assumiu a presidência em plena legitimidade. Temer, ao contrário, conspirou, agregou as piores forças parlamentares, planejou e, valendo-se de um momento de fragilidade política de Dilma, usou Eduardo Cunha, Renan Calheiros, entre outros, e tomou o poder;

9.    Por último, li muito sobre o Ministério (de monstros) de Michel Temer. Todos eles, à exceção de Henrique Meirelles, não valem mais que um bigato: é gente ruim e que não presta. Porém, admira-me muito que o assunto seja a composição (sobre gênero) de tal Ministério. É debate infantil e sem propósitos, pois não é o Ministério de Temer o problema, é Michel Temer o problema – já que ali está ilegitimamente, não representando boa parte da sociedade (nem por ela sendo reconhecido). Falar do Ministério e de sua composição é esquecer do principal.

© Pietro Nardella Dellova

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