alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 12 maggio 2016

NO PERCURSO DO DELÍRIO DO IMPEACHMENT, ENCONTREI MINHOCAS E GENTE MAIOR E RESPEITÁVEL

NO PERCURSO DO DELÍRIO DO IMPEACHMENT, ENCONTREI MINHOCAS E GENTE MAIOR E RESPEITÁVEL
por Pietro Nardella Dellova
Durante esse período de violência (in)constitucional e de desinteligência sócio-política, vi (e li) homens e mulheres, por mim considerados como grandes e respeitáveis, que fizeram análises críticas de alto nível (ainda que não concorde com elas, no mérito). E, mesmo não concordando com o mérito, por exemplo, do impeachment (pois não é caso de concordar), fiz questão de publicar sobre minhas páginas a fim de honrar intelectuais que, por uma direção ou outra, conseguem aprofundar análises, ainda que diversa das minhas. Honrar não é concordar, mas reconhecer a capacidade de alguém na abordagem de um tema sem se permitir centrifugar pelo senso comum. Para o que escolhi na minha vida, ouvir (ou ler) alguém com racionalidade e conhecimento já é, de per si, motivo de satisfação, pois permite o debate, a dialética e o desenvolvimento das ideias com o que podemos chamar "honestidade intelectual".
Mas, vi (e li) outros, que eu considerava grandes (e respeitáveis), se converterem em minhocas, não mais que minhocas, com comentários levianos dos mais idiotas e odiosos, a serviço do desserviço político e da gosma reacionária.
Outrossim, descobri outros, com os quais não tinha contato algum (ou tinha apenas de passagem e por etiqueta), que demonstraram capacidade de, no meio dos tantos comentários miseráveis e tacanhos, manter a sobriedade e a serenidade que o momento exige. Com estes, são uns três ou quatro colegas, comecei um diálogo profícuo, em nada partidário, causando-me a satisfação de saber que "nem tudo está perdido" e, sobretudo, "nem tudo é conversinha, maledicência ou ódios da situação, oposição ou de zumbis"
Na imensidão dos contatos (pessoais, universitários ou simplesmente na rede social), muitos se apresentaram conscientes, críticos, sóbrios, atentos, observadores, de considerável compreensão, dialogando, perguntando, refletindo, ponderando - sem se deixar levar pela enxurrada de coxinhas, mortadelas e anencéfalos, anencéfalos gritadores de uma ou outra coisa!
Da turba acrítica, osmótica e mimético-repetitiva, que se arrasta pelo mundo sem a capacidade de ver e enxergar, ouvir e escutar, e de fazer a mais simples análise conjuntural, econômica, política, jurídica e social, nada se obteve, exceto a acriticidade, osmose e repetição mimética, a demonstração da incapacidade de ver e enxergar, ouvir e escutar, e a absoluta incompetência de realizar uma análise conjuntural, econômica, política, jurídica e social. Sem surpresas!
Enfim, o período oportunizou a limpeza do para-brisa, a clareza das relações, a desanuviação, a diferenciação entre o grande e o pequeno, o valor dos cafés, a descoberta de mentes críticas, a reafirmação do respeito por mentes analíticas (ainda que haja discordância no mérito). Há mais ganhos que perdas. Há mais certezas e discernimento entre o artificial e o real, entre o superficial e o profundo, entre a fofoca e a análise, entre o cuspe e a fala, entre o delírio e a sabedoria.
Pietro Nardella Dellova

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