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ברוך ה"ה







lunedì 25 luglio 2016

LASHON HARÁ NA POLÍTICA

LASHON HARÁ NA POLÍTICA
Pietro Nardella-Dellova
Em hebraico temos uma expressão "lashon hará" que, literalmente, significa "língua para o mal". Já escrevi sobre o tema dezenas de vezes, incluindo meu livro. Trata-se de uma expressão que sempre me faz pensar, pois tudo é "língua e linguagem".
Alguns consideram-na uma expressão que diz respeito apenas à fofocas, mexericos e maledicências cotidianas. Não creio que tão simples assim, já que a Torá informa que "o corpo, as roupas e as paredes das casas" ficarão cobertos de lepra caso uma pessoa pratique o "lashon hará". É mais que mexerico...
"Lashon hará" é mesmo o uso maléfico (maligno) da língua (linguagem). É mais que mexerico, é uma força negativa que vai centrifugando a todos e a tudo. Há inúmeros casos de "lashon hará" na Torá de forma exemplar!!!
Nos últimos quinze meses, o que mais testemunho é o "lashon hará" na política ou em função dela. O PSDB fez "lashon hará" desde o minuto posterior à Eleição presidencial e, somando-se ao "lashon hará" de Eduardo Cunha e demais cúmplices parlamentares, levou o Brasil a um estado caótico! Mas, o PT também fez "lashon hará", faltando com a verdade, desvirtuando-se e estabelecendo coligações que, no mínimo, causam nojo, asco! O Brasil está com seu corpo, roupas e paredes cobertos de lepra!
Mas, devo dizer, que, segundo o que eu penso, "lashon hará" não é apenas uma ação, o uso efetivo da língua para o mal, mas, também, o silêncio covarde, já que o silêncio também é linguagem e, nesse sentido, pode transformar-se em "lashon hará". Católicos, Cristãos Evangélicos, Umbandistas, Ateus, Agnósticos e Judeus, fizeram "lashon hará" desavergonhadamente nos últimos quinze meses! Até o "fora dilma" é "lashon hará"! O resultado é que, ao longo dos quinze meses, a Constituição fragilizou-se, os Direitos Fundamentais se fragilizaram, os organismos responsáveis pela manutenção dos Direitos Humanos foram violentamente atacados.
Se há algo na Torá que aparece de Bereshit à Israel, ou seja, da primeira à ultima palavra, é o estudo e exercício de um "bem dizer". Não, não dizer bem, no sentido oratório ou de saber pronunciar as palavras em hebraico, mas de dizê-las no seu profundo, vertical e substancialmente. No mais, é um exercício para resistir ao "lashon hará"! Insisto, "lashon hará" é muito mais que mexerico!
Como o silêncio constitui-se em linguagem e, assim, possibilidade de "lashon hará" e, sobretudo, porque não tenho muita vontade de ter meu corpo, roupas e paredes, cobertos com esta "lepra", rompo o silêncio em defesa de Marilena Chauí e Eduardo Suplicy. Para quê? Para dizer que este é uma das reservas políticas de melhor nível, e aquela, uma das pensadoras mais profícuas e interessantes! Este, não é um simplório, e aquela, não está ultrapassada, sobretudo, em face do que disse sobre Sérgio Moro!
Pietro Nardella Dellova


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