alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







lunedì 22 agosto 2016

MINHA ÚLTIMA NOTA SOBRE O IMPEACHMENT

Quem me conhece, já sabe - e sabe muito bem, que para os partidos políticos (todos) eu faço apenas um escarro! Política, para mim, é outra coisa. Sim, há diferença, e muita, entre os partidos políticos e a Política. Usando um recurso estilístico, diria que os partidos políticos brasil(eiros), assim como os sindicatos, são semelhantes ao esgoto, enquanto a Política e a Luta Operária formam alguma coisa como o sol e a lua: aquilo é lixo e isto, bem, isto é referência, é astro, é o acima. No esgoto, concentra-se tudo (com alguma exceção, quase tudo) o que não presta - no sol e na lua, a conversa é outra!

Relembrado isso, vale dizer algo mais. Algo mais sobre o impeachment da Dilma Rousseff. Não, não se trata de dizer uma vez mais o óbvio, ou seja, que tudo isso é a inversão absoluta de valores democráticos, que tudo isso é uma violência antidemocrática, que Eduardo Cunha, Michel Temer, Carlos Sampaio, Aécio Neves, Ronaldo Caiado, José Serra, Romero Jucá, Renan Calheiros, Gilmar Mendes, incluindo a Janaina Paschoal e o Miguel Reale Jr., e outros, deveriam, eles sim, estar presos por tramarem contra uma Democracia e contra uma Constituição. Mas, isso é papo pra gente grande e, por desgraça, não é o caso atual.

A questão, para mim, é pessoal, já que não consigo descer tão baixo ao ponto de ser um petista ou um antipetista. Há uma medida, consciente, a que me permito descer - quando necessário. E, vou dizendo logo, para eu aceitar minimamente o impeachment, eu precisaria fazer um sacrifício muito grande tipo emburrecer (no exato conceito de emburrecimento tratado por Theodor Adorno): precisaria esquecer valores das Ciências Políticas, valores jurídicos, valores constitucionais, e precisaria rasgar todos os filósofos de várias tonalidades ideológicas: liberais, anarquistas e marxistas. Mais do que isso, eu precisaria negar valores judaicos milenares. Eu precisaria rasgar todos os meus Profetas hebreus. E, neste momento, não estou nem um pouco predisposto a rasgar o que estudei e a abandonar o que sou, nem desprezar minha formação!

Por não querer negar valores judaicos, por não querer descer nem emburrecer, por não querer rasgar os meus filósofos (de todas as tendências) e, além disso, por julgar que as pessoas (que deveriam estar presas) acima citadas fazem parte do polo antidemocrático e abusivo, mantenho-me em uma dimensão acima e em uma linha onde me reconheça como agente crítico: considero o impeachment  e sua defesa, o ponto de baixo, decadente, pensado e processado no esgoto!

P.S.:

O texto acima de modo algum pretende provocar alguém ou desfazer do modo de pensar de alguém. Como libertário, sou aberto a todas as correntes e pensamentos, respeito todos os pontos de vista e todos os juízos de valores. Ocorre, entretanto, que o impeachment de Dilma Rousseff, não é um "pensamento" ou uma ideia diferente, e, também, não estou nada preocupado com ela (Dilma). O impeachment é um atentado contra mim e contra a Democracia e, por isso mesmo, não dá para tolerá-lo!

Pietro Nardella Dellova

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