alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 25 febbraio 2016

A RAINHA E OS BRUTOS (nella lingua di Camoens)

A RAINHA
E OS BRUTOS
(nella lingua di Camoens)

Teresa, 
Teresa, 
que saudade de Teresa!

eu 
fui 
ao 
outro 
mundo,
ao miserável 
mundo além-mar, 
ao 
encontro 
da minha "principessa",
porque me disseram que ela, 
minha Teresa,
era, agora, uma rainha, 
mãe de outra princesa...

cortei, então, um mar, o meu mar,
cortei outro mar, atravessei a floresta,
levei um poema, uma flor, um sorriso,
minha canção, dança: dança e festa!

e quando cheguei, 
não encontrei Teresa:
os brutos, salivando, uivavam,
com suas espadas, coturnos e frieza:

os brutos
haviam 
maltratado, cuspido, arrasado,
ah, os brutos!
haviam 
maltratado, cuspido, arrasado,
a minha "principessa", 
então, uma rainha,
condenando Teresa 
à miséria 
de uma rua qualquer francesa!

brutos e toscos
fundem correntes 
da escravidão sem fim,
mastigam café, açúcar, sangue e aipim,

mal
sabem
os
porquês
da
última
flor
do
Lácio: 

brutos!
os brutos, esses brutos, tão brutos, apenas brutos!

© Pietro N-Dellova 

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domenica 21 febbraio 2016

LA NOMINA UFFICIALE ALL'ACCADEMIA NAPOLETANA


SONO ONORATO
CON LA NOMINA UFFICIALE
ALL'ACCADEMIA NAPOLETANA

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MEMBRI DELL'ACCADEMIA

Presidente, dott.Massimiliano Verde, Consultant en Projets Culturels et Educatifs, Ricercatore storico e Formatore, Vice Presidente Alliance Européenne des Langues Régionales.

Prof.ssa Véronique Autheman, Vice Presidente dell'Accademia Napoletana, storica, Docteur en Sciences Humaines Paris I Pantheon Sorbonne, Membro Consiglio Direttivo della Federazione Alliance Européenne des Langues Régionales

Dott.sa Alessandra Martinelli, giornalismo, comunicazione

Dott.ssa Enza Alfano, giornalismo e comunicazione

Dott.Pino Aprile, giornalismo, letteratura e divulgazione storica

Dott.Maurizio de Giovanni, letteratura

Dott.Salvatore Argenio, Dott.sa Annamaria Pisapia, ricerca, divulgazione
storica e Made in Naples

Marchese Don Pierluigi Sanfelice di Bagnoli, ricerca, divulgazione e tutela storico-culturale, promozione sociale della Campania

Dott.Forgione Angelo, giornalismo, letteratura, Promozione e Divulgazione Patrimonio Storico-Culturale di Napoli

Dott.Claudio Saltarelli, Ricerca e Divulgazione Storica e Culturale del Mezzogiorno

Prof.ssa Maria Perna Franchini, Letteratura e Divulgazione del Patrimonio Storico-Culturale di Napoli

Dott.Luigi Gelli, Comunicazione e Divulgazione Patrimonio Immateriale e
Materiale della Città di Napoli

Dott.Domenico di Frenna, Presidente NapoliWithMe – Comunicazione, Divulgazione e Marketing del Territorio e delle Eccellenze e Positività Napolitane

Ing. Rosario Terracciano, Studi sull’Ingegneria e Divulgazione Storico-Culturale di Napoli e del Mezzogiorno

Dott.Antonio Giordano, Ricerca Scientifica e Tutela della Salute

Dott.Mario Lepre, Presidente emerito Corte d'Appello di Napoli, Studi Storico-Giuridici, Canzone Napoletana

Prof.Carlo Iandolo, lingua e letteratura NAPOLETANA

Prof.ssa Bianca Granisso, lingua, teatro, letteratura e Poesia Napoletana

Poeta, Sig.Nazario Napoli Bruno, lingua e Poesia Napoletana

Poeta Gianni Polverino, Lingua e Divulgazione del Patrimonio Linguistico Napoletani

Poetessa ed Attrice Liliana Palermo, Lingua, Poesia e Teatro Napoletani

Dott.Alberto della Sala, editoria, diffusione e tutela del patrimonio letterario ed editoriale di Napoli

Dott.Paolo Izzo, editoria, diffusione e tutela del patrimonio letterario ed editoriale di Napoli

Dott.Sergio Coppola, Archeologia, Fotografia Subacqua

Dott.Pasquale Vassallo, Fotografia Subacquea

Sig.Marcello Erardi, Fotografia Beni Monumentali, Artistici ed Ambientali di Napoli

Sigg. Mauro Gambardella, Arte Presepiale Napolitana

Sig.Vincenzo Gambardella, Arte Presepiale di Napoli

Sig.Aldo Vucai, Arte Presepiale di Napoli

Prof.ssa Marina Lebro, Studi e Ricerca Antropologica, Progettazione Culturale Internazionale a favore di Napoli.

Dott.sa Adriana Dragoni, Letteratura e Ricerca sulla Storia dell’Arte

Dott.Mauro Squillante e tutti i componenti della "Casa del Mandolino",
Musica

Dott.Gianni Aversano, musica e tradizioni musicali di Napoli

Dott.sa Simona de Rosa, Diffusione Internazionale della Tradizione Musicale di Napoli

Dott.Massimo Faella, Presidente ASS.RESPIRIAMO ARTE, Promozione e Tutela del Patrimonio Storico-Culturale di Napoli

Prof.Pietro Nardella Dellova, Filosofia, Studi Storico-Giuridici, Difesa dei Diritti Umani

Sigg.Ciro Fiengo e Pasquale Rapillo NATI CON LA CAMICIA, Teatro,
Promozione, Educazione Civica Napoletana

Dott.Guido del Giudice, GIORDANO BRUNO SOCIETY, Scienze Morali e Filosofiche Napolitane

Dott.Giuseppe Serroni, Presidente Associazione I Sedili di Napoli, Progettazione, Tutela e Ricerca circa il Patrimonio Storico-Culturale di Napoli

Dott.Giuseppe Maresca, Ricerca, Protezione e Promozione Internazionale dell’Arte Equestre e della razza nobilissima del Cavallo Napolitano.

Dott.Alessandro Iorio e Dott Lorenzo Iorio, Archeologia e Tutela del Patrimonio Storico Culturale di Napoli

Prof.ssa Angela Marzia Sannino, Ricerca storica, Progettazione e Tutela dei Beni Architettonici di Napoli

Prof.Gianluca Pappalardo, Architetto, Progettazione e Tutela dei Beni Architettonici di Napoli

Dott.Maurizio Imparato, Comunicazione, Marketing e diffusione del Crowfunding a tutela del Patrimonio Immateriale e Materiale di Napoli

Dott.Marcello Gombos, Fisica, Poesia e Letteratura di Napoli

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L'Accademia Napoletana è organismo di lavoro, studio e ricerca storico-linguistica, letteraria, filosofica e scientifica internazionale e locale creata dall'Associazione Notre Napule'a Visionaire e dalla Federazione Alliance Européenne des Langues Régionales
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lunedì 15 febbraio 2016

A CONQUISTA DO PÃO E A PROVOCAÇÃO PARA O CONHECIMENTO

E, finalmente, o semestre começa, e eis-me, com os gizes, cantinas, bibliotecas, corredores, pátios, livros e toda alma, para

A CONQUISTA DO PÃO,
PROVOCAÇÃO PARA O CONHECIMENTO
E APOIO NA EMANCIPAÇÃO DOS ESTUDANTES

I/2016

Sudeste-Sul

Graduação:

- Direitos Humanos e Ideias Libertárias
- Direitos Humanos
- Direito Civil: Parte Geral
- Direito dos Contratos
- Direito Reais
- Direito das Sucessões

Pós-graduação "lato sensu"

- Direito das Famílias e Temas Contemporâneos
- Direito das Sucessões e Temas Contemporâneos
- Direito das Obrigações

Núcleo de Pesquisa

- Nudar - Teorias Críticas Aplicadas ao Direito: Propriedade, Livre Iniciativa e Ordem Econômica Constitucional

Cursos de Extensão

- Direitos Fundamentais e Núcleos Familiares
- Teorias Críticas Aplicadas ao Direito Civil
- Direitos Humanos e Ideias Libertárias

e,
assim,
diante de tanto trabalho e provocações, resolvi que não tenho tempo para morrer nem deixar-me morrer: na Educação é preciso estar vivo, bem vivo, vivíssimo, vivificado!

Prof. Pietro Nardella-Dellova

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domenica 14 febbraio 2016

DIREITO, DIREITO CIVIL E PENSAMENTO CRÍTICO

DIREITO, DIREITO CIVIL E PENSAMENTO CRÍTICO

Faculdade de Direito Padre Anchieta
Cursos de Extensão
Prof. Pietro N-Dellova

Cursos, Datas e Programas

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1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E OS NÚCLEOS FAMILIARES
março/2016

Programa

• Direitos Fundamentais: Princípios, Objetivos e Direitos e Garantias
• Direitos Fundamentais e Estado Democrático de Direito
• História da Família: romana, medieval, moderna e contemporânea
• Impossibilidade de um Código ou Sistema de Famílias
• Dignidade da Pessoa Humana e Núcleo Afetivo
• Afeto e Direito: uma conquista
• Direito de Família e Direito das Famílias
• Direito das Famílias e Núcleos Familiares
• Família biológica, jurídica e afetiva
• Tutela jurídica dos Núcleos Familiares

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2. TEORIAS CRÍTICAS APLICADAS AO DIREITO CIVIL
abril/2016

Programa

• Teorias Críticas
• Revolução Francesa e as Teorias Críticas posteriores
• Stuart Mill, Proudhon e Marx
• Ihering e Savigny: objetivismo e subjetivismo
• Codificação vs Descodificação
• Estrutura do Direito Civil
• Institutos Específicos do Direito Civil: Contrato e Propriedade
• O Contrato e a Constituição
• A Propriedade e a Constituição
• Abordagem Crítica do Contrato e da Propriedade
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3. DIREITOS HUMANOS E IDEIAS LIBERTÁRIAS
maio/2016

Programa

• História dos Direitos Humanos
• Fundamentos conceituais dos Direitos Humanos
• Sistemas de Direitos Humanos
• História das Ideias Libertárias
• Principais Libertários e Ideias Libertárias
• Estudo das ideias de Stuart Mill, Proudhon, Bakunin, Kropotkin e Chomsky
• Contribuições Libertárias para a Crítica do Direito
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Local: Faculdade de Direito Padre Anchieta
Jundiaí, São Paulo


MORAL e ÉTICA


MORAL e ÉTICA


A Moral me interessa pouco, muito pouco. A Ética, essa sim, interessa-me em toda a profundidade, pluralidade, largura, altura e intensidade! A Moral é uma caixa de gordura acrítica, que nunca foi limpa, onde se encontram, frutos da impiedade, o sangue e o "ismo" unilateral e opressor! A Ética, ao contrário, é um mundo, um mundo de criticidade, aberto e compreensivelmente emancipador. A Moral move uma pessoa para seu próprio mundo interior, é unidimensional. A Ética move as pessoas, todas, umas em direção às outras, em busca de um equilíbrio relacional e dialógico, de uma felicidade amplificada: é pluridimensional! A Moral é oração silenciosa (e triste), é escuridão; a Ética é encontro, a céu aberto, na praça, sob ventos e chuvas, sóis e luas!

© Pietro N-Dellova




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sabato 13 febbraio 2016

PALÁCIO DA JUSTIÇA? MENOS, ACHO QUE NÃO!

PALÁCIO DA JUSTIÇA?
ACHO QUE NÃO!

O que comumente se chama "Palácio da Justiça" ou, simplesmente, "A Justiça" é, com mais honesta correção, apenas "Palácio da Lei" ou "A Lei", pois "Justiça" é um conceito que caberia tão somente em uma sociedade Justa, Igualitária, Livre e Solidária! Justiça seria o resultado da emancipação total e irrestrita. 

Por exemplo, quando se julgam "contratos bancários", incluindo, o anatocismo, o pressuposto contratual é de injustiça  e violação ao princípio dos direitos fundamentais e, óbvio, a decisão (em qualquer instância) é injusta, ainda que seja aparentemente contra os bancos, pois, neste caso nada mais há que "sentença boi de piranha". Em outras palavras, julga-se um caso contra os bancos para esconder outros cem a favor dos mesmos! Quando se julgam casos de locação imobiliária, em especial, residenciais, nada mais se faz do que consagrar a injustiça praticada diuturnamente contra o direito à moradia, pois  milhões moram em favelas, cortiços e em locações que, são, "ab initio", marcas da injustiça contra o conceito de "domus". Casos de reintegração de posse, não apenas são injustos, mas talhados de perversidade e violência da polícia militar. Nas Varas de Família encontram-se os espaços de maior injustiça, histórica e retumbante! Nas Varas Criminais, apenas abrem-se as portas para a prática de exclusão e extermínio sociais, pois o Direito Penal foi (e é) pensado e articulado para um específico destinatário: o pobre, o preto, o analfabeto, o imigrante, o gay, a lésbica, o adúltero, o herege e, historicamente, o rebelde, libertário e anarquista!

Insisto, só haveria alguma Justiça se, como ensinou Mário Quintana, todos tivessem o mesmo ponto de partida, o que, no caso desta sociedade formada por ratos, moscas varejeiras, urubus, hienas e chacais, não é verdadeiro, pois não há sequer o conceito de "ponto de partida", especialmente, em uma economia formada pela escravidão (ainda hoje!), pela rapina, pelo esbulho e destruição dos recursos naturais. 

Não preciso sequer invocar Proudhon ou Pontes de Miranda, para revelar as bases "econômicas" que formaram este país:  assassínio (no caso da escravidão) e roubo (no caso da propriedade). E, hoje, afinal, quem entenderia o porquê da sociedade ter sido dividida em brasil-eiros, brasilianos, brasilienses e "res", ou, respectivamente, comerciantes de brasis, brancos nascidos de prostitutas e degredados nestas terras,  nativos indígenas e pretos escravizados e transformados em "res in patrimonium" dos "brasil-eiros"!

Enfim, há Lei, muita Lei, mas, não Justiça - nenhuma Justiça! Pois, Justiça tem a ver com Direito, é um conceito bem distante da Lei e sua aplicação osmótica. E continuam, assim, a construir telhados, muitos telhados, em Palácios da Lei - e nenhuma via real, substantiva e emancipadora para Justiça!


© Pietro N-Dellova
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PRISÕES: A BARBÁRIE CONTEMPORÂNEA


PRISÕES

O absolutamente perverso e iníquo defende a pena de prisão, não porque queira justiça, mas porque ela é, com outro nome, eufêmico, a pena de morte - e todo perverso e iníquo excita-se irresistivelmente diante da pena de morte e de sua execução. Aliás, quanto mais lenta a morte, melhor!

Por outro lado, o estúpido, que não é perverso, por ter um conhecimento raso, repete, osmoticamente, a mesma defesa da pena de prisão. Não é perverso nem iníquo, apenas estúpido, o estúpido que se posiciona diante da forca e do apedrejamento e lambe o sangue que lhe pinga sobre o rosto!

Eu, que sou contra a pena de morte, a despeito destes cérebros impermeáveis que a defendem, por perversidade, iniquidade ou estupidez (e que são a maioria), sou contra, absolutamente contra a pena de prisão, porque não aprendi a ser perverso, iníquo nem, muito menos, estúpido! Tenho suficiente cérebro e alma para pensar, alternativamente, o que fazer diante da violência!

© Pietro N-Dellova

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obs.:

leia e acompanhe a série especial "Prisões - a Barbárie Contemporânea", da Revista LE MONDE DIPLOMATIQUE - BRASIL, a partir da edição de Novemobro de 2015.
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NUDAR: DIREITO PRIVADO - ESTUDO DA PROPRIEDADE, LIVRE INICIATIVA E ORDEM ECONÔMICA CONSTITUCIONAL



NUDAR
NÚCLEO DE ESTUDOS 
"TEORIAS CRÍTICAS APLICADAS AO DIREITO"

Coord. Específica: Prof. Pietro N-Dellova 

tema do semestre

DIREITO PRIVADO: 
ESTUDO DA PROPRIEDADE, 
LIVRE INICIATIVA 
E ORDEM ECONÔMICA CONSTITUCIONAL

Super confirmado - e aprovado para 1.2016!

Pietro N-Dellova

CENTRIFUGATI, ZOMBIE & MEDIOCRI - CENTRIFUGADOS, ZUMBIS & MEDÍOCRES

CENTRIFUGATI, ZOMBIE & MEDIOCRI
[in marcia]

Lo Stato, ogni stato, non mi (pre)occupa! Lo stato nazista non mi (pre)occupa! Lo Stato fascista non è mi (pre)occupa! Lo Stato teocratico non mi (pre)occupa! La religione unidimensionale ed autoritaria non mi (pre)occupa!

Quello che veramente mi (pre)occupa ed occupa diuturnamente è lo stato di centrifuga, di zombie e mediocrità. Sì, la centrifuga, il mondo di zombie e la mediocrità mi occupano, in modo che non mi permetto di soccombere ed  affogare, e non farmi da loro prigioniero, ed infine, legato e morto, diventare centrifugato, zombie e mediocre. Perché?

Perché sono i centrifugati, zombie e mediocri che legittimano e danno il potere, tutto il potere, allo Stato, qualunque esso sia, nazista, fascista, teocratico e di religioni unidimensionali, autoritarie! Essi, i centrifugati, zombie e mediocri, eleggono loro rappresentanti e li impongono a tutti!

Comunque, quello che mi (pre)occupa ed occupa diuturnamente, che mi fa timore e tremore, che mi lascia inorridito, spaventato e in guerra costante, non è solo che ci vengono i centrifugati, zombie e mediocri, perché singolarmente sono appena centrifugati, zombie e mediocri, ma che ora formano un formidabile esercito, uniforme, potente, distruttivo: un esercito di centrifugati, zombie e mediocri! E' questo stato di cose (e non gli Stati) che mi fa paura, è contro ciò che si muove il mio anarchismo!

© Pietro N-Dellova 

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CENTRIFUGADOS, ZUMBIS & MEDÍOCRES
[em marcha]

O Estado, qualquer Estado, não me (pre)ocupa! O Estado Nazista não me (pre)ocupa! O Estado Fascista não me (pre)ocupa! O Estado Teocrático não me (pre)ocupa! A Religião unidimensional e autoritária não me (pre)ocupa!

O que realmente me (pre)ocupa e ocupa diuturnamente é o estado de centrífuga, zumbilização e mediocridade. Sim, a centrífuga, a zumbilização e a mediocridade me ocupam, a fim de que não mergulhe nelas, não seja por elas levado e, finalmente, entregue, vá me tornando um centrifugado, um zumbi e um medíocre. Por quê?

Porque são os centrifugados, os zumbis e os medíocres que legitimam – e dão poder, todo o poder – ao Estado, qualquer que seja, ao Estado Nazista, ao Estado Fascista, ao Estado Teocrático e às Religiões unidimensionais e autoritárias! São os centrifugados, zumbis e medíocres que elegem seus representantes e os impõem sobre todos! 

Enfim, o que me (pre)ocupa e ocupa, o que me faz temer e tremer, o que me deixa horrorizado, amedrontado e em constante guerra, é, não apenas que haja centrifugados, zumbis e medíocres, pois individualmente são apenas centrifugados, zumbis e medíocres, mas, que, agora, formam um exército formidável, uniformizado, poderoso, destrutivo,: um exército de centrifugados, zumbis e medíocres! É este estado de coisas (e não os Estados) que me faz medo, é contra isso que se move o meu anarquismo!

© Pietro N-Dellova

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venerdì 12 febbraio 2016

DIZERES

DIZERES

Os antigos filósofos pressocráticos diziam:

"com a palavra água, eu digo água; com a palavra terra, eu digo terra; com a palavra fogo, eu digo fogo".


E, depois de vinte e cinco séculos, filósofos e poetas continuam dizendo:

com tetas não estou dizendo seios; com seios não estou dizendo tetas; com ejaculação não digo orgasmo; com orgasmo não digo ejaculação; com amor não digo amar; com amar não digo amor; se eu digo poesia não estou dizendo poema; se eu digo poema estou dizendo versificação; se eu digo poesia, estou dizendo poesia!



com ateísmo estou dizendo ateologismo e irreligiosidade; ateísmo não é o desprezo por "forças" que desconheço;



com feminino não estou dizendo mulher, mas feminino! se digo anarquismo não estou dizendo caos, mas, se digo capitalismo, estou dizendo caos; se eu digo casamento, estou dizendo ato jurídico, mas, se digo relação conjugal, refiro-me a algo, uma experiência, que não pode estar no ato jurídico nem na lei; se digo pai ou mãe, não estou me referindo a genitores!



se eu digo irmão, não me refiro a pessoas que saíram do mesmo ventre; se digo solidariedade, não estou dizendo esmola: esmola não é solidariedade!



se eu digo Justiça não me refiro ao Fórum nem ao que ocorre no Fórum, pois qualquer coisa ocorre no Fórum, menos Justiça! se digo Justiça, digo sociedade justa, igualitária e solidária! se eu digo, estudar o Direito, não me refiro a curso preparatório,  mas às Ciências Jurídicas e Sociais! se eu digo, estudante, não estou me referindo a matriculado! se eu digo, professor, não estou me referindo a biqueiro! estudante é estudante! matriculado é matriculado! professor é professor! biqueiro é qualquer coisa, menos professor!


se digo Direito não penso, de modo algum, em Lei, mas, se digo Lei, penso em opressão de alguns sobre todos! se eu digo Banco, estou dizendo forças do mal; mas, se digo Demônio, estou me referindo ao melhor de mim!



se eu digo amigo não estou dizendo perfil, nem contato, nem colega: colega é colega; contato é contato; amigo é amigo; perfil é fake, sempre!



e, então, digo tantas outras coisas pouco compreendidas, porque não poucas vezes eu digo tudo isso para portas, pedras, ferros e cascos, e ouço ruídos, ranger, trote e barulho que cansa, porque, agora, se digo ou emocional, mas a um palavrão! "cansa", estou mesmo querendo dizer, não algo sobre o cansaço físico



Pietro N-Dellova


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