alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







mercoledì 27 luglio 2016

Hannah Szenes

DO AI-5 À CF/88: VOZES DO PASSADO

DO AI-5 À CF/88: VOZES DO PASSADO
Pietro Nardella-Dellova
Na minha época de Graduação em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito), eu tive um Professor de Teoria Geral do Estado, membro da TFP, apoiador incondicional da Ditadura (não informarei seu nome por respeito a mim mesmo!). À época, a Constituição Federal era o monstro a partir do AI-5 (CF/69).
Certa vez, ele começou a falar do projeto que avançava entre os Constituintes de 1987 e, não resistindo, passou a criticar o que viria a ser a CF/88. Ele zombava da quantidade de Artigos, dizendo: "não é uma Constituição, é um Código" e, ainda, ridicularizava direitos: "é um absurdo que contenha dispositivos acerca da empregada doméstica", e julgava que "os direitos fundamentais eram excessivos..." e, finalmente, dizia ele: "a atual Constituição é formidável, não há necessidade de mudança" (referindo-se ao AI-5).
Na mesma Faculdade havia três (talvez quatro) pessoas "estranhas" ao contexto daquela super conservadora Faculdade. Para se ter uma ideia do conservadorismo, certa vez o Diretor determinou por Portaria, afixada em todas as paredes, que "era proibido o beijo de boca entre namorados, sob pena de suspensão". Bem, os "estranhos" eram dois negros e uma mulher obesa. Um dos negros, Willian, era homossexual; o outro, Milton, um senhor de uns sessenta anos; e a mulher obesa, acho que se chamava Carla, era de esquerda. Eu, que havia chegado naquele ano, era duas vezes "estranho" e, pior, poeta. Todo o resto era qualquer coisa de "normal". Não poucas vezes, atacavam o Milton, questionando sua idade, bem como o porquê de estar ali; outras, o Willian (não vou dizer o que falavam dele!) e, na maioria das vezes, maltatratavam a Carla, apelidando-a de muitas coisas (não tenho estômago para reproduzir aqui) e de "comunista" (na verdade, ela era do PT, bem longe de ser comunista).
Quando, finalmente, a Constituição Federal de 1988 foi promulgada, lembro-me bem que o tal Professor de Teoria do Estado lançou todas as pragas sobre ela. Neste dia, eu tive a certeza de que estava em um país pouco inclinado à Democracia ou, ao menos, doente, digamos, bipolar.
Enfim, eu estudei o Direito pelo AI-5 (CF/69) e, passados alguns meses, recebi um exemplar da CF/88, autografado por Jorge Miguel, um senhor, Procurador do Estado e Professor, com profunda inteligência e sensibilidade democrática, (tenho-o até hoje, com muito carinho). Ele a deu na Cantina, entre dois cafés. Disse-me ele: "isso é um tesouro, é tua, use-a!" Passei aquele mês inteiro estudando a CF/88, o tesouro, segundo o Prof. Jorge Miguel (cito o seu nome em homenagem a ele). Estudei-a em profundo. Comparando-a com todas as outras sete Constituições anteriores e, também eu, passei a dizer: "é um tesouro!".
Aliás, o Professor Jorge Miguel foi o responsável por me iniciar na Docência Superior. Então, como Professor, eu sempre acreditei (a cada giz e aula) que nunca mais o Brasil estaria na sombra de um AI-5 ou na estupidez e violência de uma Ditadura. Embora eu tenha seguido pelo Direito Civil, minha principal Cadeira, jamais consegui afastar a Constituição de 1988 das minhas aulas, sobretudo porque, por muitos anos, tive que lecionar a partir do desalmado CC/16 e me lembrar o que faziam com os três "estranhos" por serem negros, gay, idoso, obesa e de ideologia diversa. Graças à Constituição de 1988, criou-se algo, que sigo e ensino: Direito Civil-Constitucional. A CF/88 é muito mais que um texto constitucional: é uma fonte garantidora de direitos fundamentais e de direitos comuns e, sobretudo, de uma viva hermenêutica democrática.
Porém, depois de duas décadas lecionando "Direito", confesso, hoje eu tenho dúvidas, muitas dúvidas... sobre a Democracia brasileira e, de quando em quando, escuto a voz daquele antigo Professor de Teoria Geral do Estado, zombando e batendo contra seu texto - porque muitos fazem isso hoje! Mas, ouço, também, a voz do Professor Jorge Miguel, entre dois cafés, dizendo: "é um tesouro, é tua, use-a!".
Pietro Nardella-Dellova

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lunedì 25 luglio 2016

LASHON HARÁ NA POLÍTICA

LASHON HARÁ NA POLÍTICA
Pietro Nardella-Dellova
Em hebraico temos uma expressão "lashon hará" que, literalmente, significa "língua para o mal". Já escrevi sobre o tema dezenas de vezes, incluindo meu livro. Trata-se de uma expressão que sempre me faz pensar, pois tudo é "língua e linguagem".
Alguns consideram-na uma expressão que diz respeito apenas à fofocas, mexericos e maledicências cotidianas. Não creio que tão simples assim, já que a Torá informa que "o corpo, as roupas e as paredes das casas" ficarão cobertos de lepra caso uma pessoa pratique o "lashon hará". É mais que mexerico...
"Lashon hará" é mesmo o uso maléfico (maligno) da língua (linguagem). É mais que mexerico, é uma força negativa que vai centrifugando a todos e a tudo. Há inúmeros casos de "lashon hará" na Torá de forma exemplar!!!
Nos últimos quinze meses, o que mais testemunho é o "lashon hará" na política ou em função dela. O PSDB fez "lashon hará" desde o minuto posterior à Eleição presidencial e, somando-se ao "lashon hará" de Eduardo Cunha e demais cúmplices parlamentares, levou o Brasil a um estado caótico! Mas, o PT também fez "lashon hará", faltando com a verdade, desvirtuando-se e estabelecendo coligações que, no mínimo, causam nojo, asco! O Brasil está com seu corpo, roupas e paredes cobertos de lepra!
Mas, devo dizer, que, segundo o que eu penso, "lashon hará" não é apenas uma ação, o uso efetivo da língua para o mal, mas, também, o silêncio covarde, já que o silêncio também é linguagem e, nesse sentido, pode transformar-se em "lashon hará". Católicos, Cristãos Evangélicos, Umbandistas, Ateus, Agnósticos e Judeus, fizeram "lashon hará" desavergonhadamente nos últimos quinze meses! Até o "fora dilma" é "lashon hará"! O resultado é que, ao longo dos quinze meses, a Constituição fragilizou-se, os Direitos Fundamentais se fragilizaram, os organismos responsáveis pela manutenção dos Direitos Humanos foram violentamente atacados.
Se há algo na Torá que aparece de Bereshit à Israel, ou seja, da primeira à ultima palavra, é o estudo e exercício de um "bem dizer". Não, não dizer bem, no sentido oratório ou de saber pronunciar as palavras em hebraico, mas de dizê-las no seu profundo, vertical e substancialmente. No mais, é um exercício para resistir ao "lashon hará"! Insisto, "lashon hará" é muito mais que mexerico!
Como o silêncio constitui-se em linguagem e, assim, possibilidade de "lashon hará" e, sobretudo, porque não tenho muita vontade de ter meu corpo, roupas e paredes, cobertos com esta "lepra", rompo o silêncio em defesa de Marilena Chauí e Eduardo Suplicy. Para quê? Para dizer que este é uma das reservas políticas de melhor nível, e aquela, uma das pensadoras mais profícuas e interessantes! Este, não é um simplório, e aquela, não está ultrapassada, sobretudo, em face do que disse sobre Sérgio Moro!
Pietro Nardella Dellova


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I CLASSICI DELL’ARTE, by Rino Stefano Tagliafierro


I CLASSICI DELL’ARTE 
(si animano con la magia digitale)


I grandi capolavori del simbolismo, manierismo, paesaggismo, romanticismo e neoclassicismo diventano animati. Il progetto di Rino Stefano Tagliafierro trasforma i gesti “congelati” dei dipinti in animazioni digitali, by RINO STEFANO TAGLIAFIERRO.
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Directed by RINO STEFANO TAGLIAFIERRO

MATILDE SERAO, by Edoardo Scarfoglio


Simbolo dell’indipendenza femminile in un periodo storico in cui le sue coetanee non potevano ancora votare, Matilde Serao fu la prima donna a fondare e dirigere un giornale. Nata in Grecia il 7 marzo del 1856 da padre napoletano e una nobile discendente dei principi Scanavy di Trebisonda, la Serao si trasferì in Italia nel 1860, all’età di ventiquattro anni. A Napoli conseguì il diploma di maestra e dopo poco iniziò a lavorare ai Telegrafi di Stato. Fu in questi anni che iniziò a collaborare con alcuni giornali locali seguendo le orme del padre che scriveva per alcuni fogli d’ispirazione liberale come Il Pungolo. Con lo pseudonimo di “Tuffolina” la Serao iniziò a scrivere per il Giornale di Napoli e intanto inviò la sua prima novella intitolata “Opale” al Corriere del Mattino.

Nel 1882 lasciò il capoluogo campano e si trasferì nella Capitale dove iniziò a collaborare con alcune delle più importanti riviste romane quali Capitan Fracassae la Nuova Antologia. In questo periodo conobbe il verista Giovanni Verga e il giornalista Edoardo Scarfoglio che sposò nel 1885. L’affinità sentimentale presto sfociò anche in una collaborazione lavorativa e i due fondarono il Corriere di Roma. Richiamati a Napoli dall’imprenditore toscano Matteo Schilizzi, proprietario del Corriere del Mattino, i due diventarono direttori del Corriere di Napoli, nato nel 1888 dalla fusione del giornale romano e di quello napoletano. In questo periodo la Serao diventò particolarmente famosa grazie alla rubrica “Api, Mosconi e Vespe” dedicata alla cronaca mondana. In seguito a un litigio con l’industriale, i due giornalisti investirono la liquidazione di 86mila lire in un nuovo progetto e, nel 1892, fondarono Il Mattino.


La Serao abbandonò il giornale napoletano nel 1904, due anni dopo la separazione da Scarfoglio, e poco dopo diede vita a Il Giorno. Insieme al nuovo giornale, la giornalista iniziò una nuova vita accanto all’avvocato Giuseppe Natale con il quale restò fino alla sua morte. In tutti questi anni la Serao scrisse, oltre a numerosi articoli, anche libri che riscontrarono un notevole successo. Si ricordano in particolare “Vita e avventure di Riccardo Joanna”, edito nel 1887 e definito “il romanzo del giornalismo”, “II Paese di cuccagna”, ritratto crudo e suggestivo di Napoli, pubblicato nel 1891, e “Il ventre di Napoli”, che dimostra l’attaccamento e l’amore che la scrittrice ha sempre avuto nei confronti del capoluogo campano. “Questo libro – scrive la stessa giornalista – è stato scritto in tre epoche diverse. La prima parte, nel 1884, quando in un paese lontano, mi giungeva da Napoli tutto il senso di orrore, di terrore, di pietà, per il flagello che l’attraversava, seminando il morbo e la morte […] La seconda parte, è scritta venti anni dopo, cioè solo due anni fa, e si riannoda alla prima, con un sentimento più tranquillo, ma, ahimè più sfiduciato, più scettico che un miglior avvenire sociale e civile, possa esser mai assicurato al popolo napoletano […]La terza parte è di ieri, è di oggi: né io debba chiarirla, poiché essa è come le altre: espressione di un cuore sincero […] espressione nostalgica e triste di un ideale di giustizia e di pietà, che discenda sovra il popolo napoletano e lo elevi o lo esalti!”.




Fonti:

1. Matilde Serao, “Il ventre di Napoli”, Milano, RCS Libri, 2011
2. Umberto Eco, “Carolina Invernizio, Matilde Serao, Liala”, Venezia, La Nuova Italia, 1979
3. Questo testo: www.vesuviolive.it/


domenica 24 luglio 2016

ENTRE ISSO E AQUILO (Temer, PT e outras coisas...)

ENTRE ISSO E AQUILO (Temer, PT e outras coisas...)
O governo Temer (sequer interino) e seu PMDB, PSDB e DEM, demonstram (e provam) que o povo brasil(eiro) tem pouca familiaridade com o chamado Estado Democrático de Direito, e muita, muita mesmo, familiaridade com uma cultura de "abuso de direito", com sói acontecer, e, sobretudo, de "enriquecimento ilícito". O Direito não é visto como um sistema que deva ser respeitado, mas como "algo" que deva servir a oportunistas, a grupos famélicos pelo Poder ou interesses elitistas.
Por outro lado, o mesmo povo brasil(eiro) é orgulhoso, muito orgulhoso (de um mórbido orgulho) de viver em uma escuridão abissal nas ciências políticas. Primeiro, por confundir política com futebol e, nos últimos anos, dizer (por osmose midiática) que os governos do PT foram de Esquerda - ou vermelhos! Política não é futebol e, muito menos, jogo regional e bairrista de futebol, bem como os governos do PT nunca foram de Esquerda. Neste caso, no máximo, seriam mais sociais (e isso não significa socialismo nem mesmo mudança estrutural). Enfim, o Brasil não tem a melhor seleção de futebol do mundo (nem mesmo o melhor futebol) e os governos do PT nunca foram vermelhos; ao contrário, foram mais bancários e protetores dos Bancos, nacionais e internacionais, do que qualquer outro governo.
Temer, o PMDB, o PSDB e o DEM, não passam de um café frio e amargo do dia anterior; o PT, por sua vez, não passa de um partido que desmerece qualquer respeito. (1) e (2)
Os partidos não são corruptos. Nenhum partido é corrupto: são apenas pessoas jurídicas de direito privado. Mas, todos eles recebem, com alegria incontida, corruptos, estelionatários, criminosos, assassinos, estupradores, torturadores, bestas religiosas, devoradores das florestas, militaristas, fascistas, nazistas e, de vez em quando, algum cidadão (que vira ração).
DUAS NOTAS DE RODAPÉ
1. a maioria dos outros partidos não merece sequer nota de rodapé;
2. o chamado "governo Temer" deveria ser desfeito, pois demonstra que, efetivado, será o pior dos monstros antidemocráticos, já que não usa tanques de guerra, mas um discursinho jurídico para se efetivar no poder (assim o fez Hitler) e, por outro lado, Dilma deveria retornar apenas e tão somente para convocar eleições antecipadas, quiçá, gerais.
© Pietro Nardella-Dellova

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MOREL MALKA e MAHMUD MANSUR (the love between a Jewish and a Muslim)


MOREL MALKA e MAHMUD MANSUR
(the love between a Jewish and a Muslim)

The marriage between a Jewish woman and a Muslim man
in Israel (Tel Aviv)
...because there are Jews and Muslims who refuse to be enemies!

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MOREL MALKA e MAHMUD MANSUR
(l'amore tra una ebrea ed un musulmano)

Il matrimonio tra una donna ebrea e un uomo musulmano
in Israele (Tel Aviv)
...perché ci sono ebrei e musulmani che rifiutano di diventare nemici!


Pietro Nardella Dellova

giovedì 21 luglio 2016

KAYAPÓ EN AMAZONIE


KAYAPÓ EN AMAZONIE

A diffuser le plus largement possible
Peine de mort pour la tribu kayapó en Amazonie

L'évacuation de la tribu kayapó - un peuple indigène de la région du Mato Grosso au Brésil - a commencé... La construction du barrage de Belo Monte est en marche malgré plus de 600 000 signatures recueillies contre ce projet. Cela signifie la peine de mort pour tous les habitants du grand méandre de la rivière Xingu. Un total de 400.000 hectares de forêt sera noyé et 40 000 membres de communautés indigènes devront bouger ou mourir. L'habitat de nombreuses espèces animales et végétales sera définitivement détruit.

Blog Caffè Diritto Poesia 

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POLENTA COM LEITE (na Favela)


POLENTA COM LEITE 
(na Favela)

Faz três meses, fui a uma Favela no ABC Paulista (foto), convidado especialmente para fazer uma "roda" de poesia e música. Ao chegar ali, além da música e da poesia, me foi servida polenta, polenta com leite quente e um pouco de café, em uma pequena cumbuca de ferro esmaltado. Senti-me um deus, um demônio, um ser humano, enfim, gente! Mas, fui especialmente indelicado - e pedi que repetissem a polenta com leite quente... por duas vezes...

Fiquei ali por horas e concluí que o "país" Brasil, digo, o "Estado" brasil(eiro), é desgraçado, desgraçado e condenado ao insucesso, por excluir almas e cérebros tão criativos da economia formal. Tudo bem, há um Brasil à parte, ao qual respeito, uma nação à parte, que admiro, um Direito para além da forma. Há gente muito boa, criativa, poética, há músicos e há polenta com leite quente servida em pequenas cumbucas de ferro esmaltado! 

Ah, há também café delicioso passado em coador de pano, e poesia, e música, e humanidade, e abraços sem limites! Há um Brasil verdadeiro, culturalmente rico, de brasilianos e brasilienses, que os miseráveis brasil(eiros) não conhecem!

Pietro Nardella Dellova 

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foto: "vista parcial da Favela no ABC Paulista" © Pietro N-Dellova

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DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL: A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO


DIÁLOGOS (in)PERTINENTES SOBRE A POLÍTICA NA ATUALIDADE, O IMPEACHMENT E A CIDADANIA CONSCIENTE



DIÁLOGOS (in)PERTINENTES SOBRE A POLÍTICA NA ATUALIDADE, O IMPEACHMENT E A CIDADANIA CONSCIENTE

entre

o Juiz ANDRÉ AUGUSTO BEZERRA
e o Prof. PIETRO NARDELLA-DELLOVA

promovido pelo CAD VIII de Dezembro - Centro Acadêmico da Faculdade de Direito Padre Anchieta
20/8, 10h
Jundiaí, SP
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Dr. André Augusto Bezerra, Juiz de Direito em São Paulo. Presidente da AJD - Associação Juízes para a Democracia. Mestre e Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e outras legitimidades da USP - Universidade de São Paulo.
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Prof. Pietro Nardella-Dellova (SP/RJ/Napoli), Doutoramento em Sociologia e Direito pelo PPGSD da Universidade Federal Fluminense. Mestre em Direito pela USP, Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Consultor Internacional. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos desde 1990. Professor da Pós-Graduação EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, da Unimep e da Unesa. Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos de Teorias Críticas e Direitos Humanos, do Damásio/DeVry, SP. Poeta. Membro da "Accademia Napoletana", Napoli, e do "Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos", Roma.

NOTA OBJETIVA SOBRE MENTIRAS E VERDADES

NOTA OBJETIVA SOBRE MENTIRAS E VERDADES
É mentira que o Brasil não presta! É mentira que os favelados não prestam! É mentira que os moradores das periferias não prestam! É mentira que o Brasil tenha um povo inculto! É mentira!
É verdade que todos os Bancos mentem! É verdade que muitos Pastores mentem e praticam o estelionato (mas, não todos!). É verdade que o Povo trabalha e paga impostos, mas é mentira que todos os ricos paguem impostos. É verdade que a Família seja a base de qualquer sociedade civilizada, mas é mentira que o modelo religioso de Família, especialmente, o neopentecostal, seja verdadeiro e contribua com algum progresso. É verdade que os Sindicatos precisem de liberdade, mas é mentira que a Terceirização seja honesta e boa para os trabalhadores. É verdade que o governo Temer tenha sido interinamente constituído por vias processualmente "legais", mas é mentira que seja legítimo e conforme o espírito constitucional e democrático. É mentira que os Estudantes da Universidade particular sejam estúpidos e que os da Universidade pública sejam os melhores. É verdade que todo e qualquer estudante seja a salvação do país. É mentira que todos tenham as mesmas oportunidades. É verdade que apenas uma parcela privilegiada tenha oportunidades!
É verdade que a classe política seja formada, em sua grande maioria, por malandros, espertalhões, estelionatários, vagabundos, criminosos, machistas, ladrões, assassinos, exploradores, traidores, golpistas, roubadores dos recursos públicos, fazedores de tudo o que não presta, realizadores do sistema faveleiro, opressores das periferias, pervertidos, miseráveis, destruidores da educação, latifundiários, banqueiros e outras pestes! É verdade!
Pietro Nardella Dellova

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mercoledì 20 luglio 2016

KAYAPÓ en AMAZONIE


A diffuser le plus largement possible
Peine de mort pour la tribu kayapó en Amazonie

L'évacuation de la tribu kayapó - un peuple indigène de la région du Mato Grosso au Brésil - a commencé... La construction du barrage de Belo Monte est en marche malgré plus de 600 000 signatures recueillies contre ce projet. Cela signifie la peine de mort pour tous les habitants du grand méandre de la rivière Xingu. Un total de 400.000 hectares de forêt sera noyé et 40 000 membres de communautés indigènes devront bouger ou mourir. L'habitat de nombreuses espèces animales et végétales sera définitivement détruit.


"Shema Yisrael" from "The Suffering of the Innocents" by Kiko Arguello

lunedì 18 luglio 2016

PAUTAS NAZI-FASCISTAS

PAUTAS NAZI-FASCISTAS

Infelizmente, para a maioria dos "juristas", especialmente os que não têm muita familiaridade com princípios democráticos e quase nada de conhecimento histórico, econômico e social, a defesa do atual sistema prisional, a defesa da redução da maioridade penal, incluindo outras pautas de igual perversidade medieval, as palavras "prisão" e "direito penal" significam apenas "linchamento e extermínio"!

Em tais pautas há teologia demais, autoritarismo demais, antidemocracia demais, desonestidade intelectual demais, nazismo demais, fascismo demais, capitalismo demais, stalinismo demais e ignorância demais

Pietro Nardella Dellova

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domenica 17 luglio 2016

SOBRE VERMES E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

SOBRE VERMES 
E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Sobre o Brasil atual, 
devo dizer algo (por respeito a mim mesmo e ao que ensino nas últimas duas décadas, bem como por honestidade intelectual e consideração ao povo): nem a Dilma Rousseff deve voltar nem o Michel Temer deve governar. Ela, porque não fez o que deveria ter feito com o mandato que, reconheço, legitimamente recebeu; ele,  porque simplesmente não presta e jamais recebeu (qualquer criança sabe disso) mandato algum!

A crise (e não me refiro à economia) promovida pelo PT, PMDB, PSDB e todos os outros lixos partidários que a eles estão ligados, tornou o Brasil amargo, odioso e uma vergonha internacional. Tal crise só pode ser resolvida pelo Povo, se ainda quisermos falar em Democracia e Estado Democrático de Direito, unicamente via Eleições imediatas e gerais. 

Fora disso, o Brasil continua sendo amargo, odioso, noveleiro, midiático, pequeno, bipolar e assumidamente um "anão debiloide" no cenário internacional. 

Pietro Nardella Dellova 

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POETA BLACK-RED (disegno di Marcello Dellova)


POETA BLACK-RED

Un disegno fatto da un artista 
quando io pronunciavo una conferenza sulla Letteratura Libertaria 

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"Poeta Black-Red": di Marcello Dell'ova (matita), 1991

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DOIS POEMAS PARA UMA SENHORA (COMPLETAMENTE AMADA)

DOIS POEMAS PARA UMA SENHORA
(COMPLETAMENTE AMADA)

Pietro Nardella Dellova. ADSUM. Editora Scortecci, 1991, p. 46 e 47




ALTERNATIVA (Pietro Nardella Dellova, ADSUM. Edit. Scortecci, 1991, p. 68)


RISOS (Pietro Nardella Dellova, ADSUM. Edit. Scortecci, 1991, p. 14)


Noam Chomsky - Requiem For The American Dream

venerdì 15 luglio 2016

HOMMAGE AUX VICTIMES DE NICE


DEZ EMPRESAS QUE LUCRARAM COM O NAZISMO (E HOLOCAUSTO)

Ao contrário do que se tem pensado e tido como verdadeiro pelo senso comum por muitas décadas, os fenômenos do nazismo e do Holocausto não foram empreendidos a partir do esforço e do gênio de uma única pessoa.
Apesar das constantes afirmações e reafirmações divulgadas ao longo das décadas subsequentes aos acontecimentos, através de noticias e de ficção, Hitler não teria alcançado os objetivos que alcançou se não tivesse contado com o financiamento de muitas empresas nacionais e internacionais.
Outras instituições que lucraram com o nazismo foram os bancos suíços, que lucraram com os depósitos dos judeus mortos no Holocausto – embora posteriormente, por pressões e ações judiciais, se comprometeram a indenizar algumas vítimas do regime, como os que foram forçados a trabalhar como escravos, por exemplo. Confira a lista:



Durante o Holocausto, uma empresa alemã chamad IG Farben fabricava o gás Zyklon B usado nas câmaras de gás nazistas. Eles também financiaram e ajudaram as “experiências” de Josef Mengele em prisioneiros de campo de concentração. IG Farben foi a empresa que teve os maiores lucros com os nazistas.
Depois da guerra a empresa “quebrou” e reabriu com o nome de BAYER (Friedrich Bayer, o mesmo fundador da IG Farben). A Aspirina foi criada por um empregado da BAYER, Arthur Eichengrun. Mas Eichengrun era judeu e Bayer não quis admitir que um judeu havia criado um produto que mantinha sua empresa. Assim, até hoje, Bayer oficialmente deu os créditos a Felix Hoffman, um homem ariano, pela criação da Aspirina.


A BMW admitiu que utilizou até 30.000 trabalhadores forçados durante a guerra. Estes prisioneiros de guerra, trabalhadores escravos e presos dos campos de concentração, produziram os motores para a Luftwaffe e foram obrigados a ajudar o regime defendendo daqueles que estavam tentando salvá-los. A BMW centrada unicamente nos aviões e motocicletas durante a guerra, não tinha outra pretensão a não ser a fornecedora da maquinaria de guerra dos nazistas.


Mais especificamente a FANTA. A Coca-Cola jogou dos dois lados durante a Segunda Guerra. Eles apoiaram tanto as tropas americanas quanto as alemãs. Em 1941, a filial alemã da Coca-Cola ficou sem o xarope para produzir a bebida e não podiam adquiri-lo dos EUA devido as sanções do tempo de guerra.
Contrataram trabalho escravo e desenvolveram uma nova bebida especificamente para os nazistas: Um refrigerante com sabor de frutas chamado Fanta. Durante muito tempo a Fanta foi associada a mulheres exóticas cantando um jingle nazista horrível e foi a bebida oficial da Alemanha nazista.


Henry Ford foi um grande lendário antissemita. Ele era o mais famoso defensor estrangeiro de Hitler. Em seu 75º aniversário, em 1938, Ford recebeu uma medalha nazista, concebida para “estrangeiros ilustres”. Ele lucrou de ambos os lados da guerra: produzia veículos para os nazistas e para os aliados.


Em 1946 a General Electric recebeu uma multa por parte do governo americano por suas nefastas atividades durante a guerra. Em colaboração com Krupp, uma empresa produtora alemã, General Electric de forma intencionada e artificial subiu o preço do Carbeto de tungstênio, um material de vital importância para os metais das máquinas e armas necessárias para a guerra, dificultando o esforço para ganhar a guerra e aumentando o custo para derrotar os nazistas. GE também comprou ações da Siemens antes que começasse a guerra, transformando em cúmplice do uso da mão de obra escrava para construir as mesmas câmaras de gás onde muitos dos trabalhadores afetados faleceram. Há quem diga que até hoje, o logo da GE leva uma suástica estilizada.


Na década de 30, Hugo Boss começou a fazer uniformes nazistas. O motivo: o próprio Hugo Boss tinha aderido ao partido nazista e fechou um contrato para fazer uniformes da Juventude Hitlerista e da SS. Esse foi um ótimo negócio para Hugo Boss. Ele, assinou um contrato apenas oito anos depois de fundar sua empresa e foi esse contrato que ajudou a levar a empresa a outro nível. A fabricação dos uniformes nazista teve tanto sucesso que Hugo Boss acabou tendo de trazer trabalhadores escravos da Polônia e da França para ajudar na fábrica.


A IBM construiu máquinas personalizadas para os nazistas com quais eles podiam usar para controlar tudo, do fornecimento de petróleo, os horários dos trens em campos de morte até em controlar as contas bancárias de judeus vítimas do Holocausto. Em setembro de 1939 quando a Alemanha invadiu a Polônia, o New York Times informou que aproximadamente 3 milhões de judeus iam ser “imediatamente retirados” da Polônia e provavelmente seriam “exterminados”. A reação da IBM? Um memorando interno disse que devido à “situação”, eles teriam que aumentar a produção de equipamentos o mais rápido possível para os nazistas.


Durante a Segunda Guerra Mundial uma filial alemã da Kodak usou trabalhadores escravos vindos dos campos de concentração. Várias outros ramos europeus da Kodak fizeram alianças com o governo nazista. Wilhelm Keppler, um dos principais assessores econômicos de Hitler, tinha ligações profundas na Kodak. Quando o nazismo começou, Keppler aconselhou à Kodak e várias outras empresas norte-americanas a demitir todos os empregado judeus em troca de benefícios.


A Siemens levou trabalhadores escravos durante o holocausto e os forçou a construir as câmaras de gás que iriam matá-los, assim como suas famílias. SIEMENS é a única também que teve seu grande momento pós-Holocausto de qualquer outra dessa lista.
Em 2001 eles tentaram registrar a marca “Zyklon” (ciclone em alemão) para tornar o nome de uma nova linha de produtos…incluindo uma linha de fornos a gás. Zyklon era o nome do gás venenoso usado nas câmaras de gás durante o Holocausto. Uma semana mais tarde, depois de muitos grupos se manifestarem contra a empresa, a SIEMENS retirou o pedido.


Ferdinand Porsche, o homem por trás da Volkswagen e Porsche, reuniu-se com Hitler em 1934 para discutir a criação de um “carro do povo” (essa é a tradução em português de Volkswagen). Hitler disse Porsche fazer um carro com uma forma simplificada, “como um besouro”. E esse foi o nascimento do Fusca/Beetle.
Não só foi projetado para a guerra e os nazistas como o próprio Hitler o nomeou. Durante a Segunda Guerra Mundial, quatro a cada cinco trabalhadores em fábricas da Volkswagen eram trabalhadores escravos. Ferdinand Porsche ainda tinha conexão direta com Heinrich Himmler, um dos líders da SS para solicitar diretamente escravos de Auschwitz.


fonte: Fatos Desconhecidos