alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







mercoledì 30 novembre 2016

UM PAÍS DOENTE, MUITO DOENTE

UM PAÍS DOENTE, MUITO DOENTE
(por Pietro Nardella Dellova)
Muita gente não entendeu ainda como a "coisa" (que nunca foi pública) funciona no Brasil... e isso é, por si só, uma desgraça! Muita gente, embora se vista de bandeira nacional (e de suas cores), mal conhece o significado de tais cores e de tal bandeira e, pior, muito pior, nada sabe da História do Brasil ou, talvez ainda pior, saiba algo, alguma coisa, conhecimento medíocre, superficial, resumido, sinóptico, midiático, noveleiro (aliás, tudo contra o que tenho lutado, com gizes e livros, ao longo dos meus 25 anos de Magistério!). Muita gente fica muda diante dos reais problemas, econômicos e jurídicos, porque não consegue pensar (de "pensare", por em pratos da balança) e, por desgraça, apenas reproduz gritinhos, palavras de efeito e a bizarrice geral!
Grandes e pequenos, diplomados e não diplomados, alfabetizados e analfabetos, pretos e brancos, indígenas e estrangeiros, ricos e pobres, pobres e miseráveis, sulistas e nortistas, religiosos e irreligiosos, héteros, (bi, pluri), homossexuais e assexuados, petistas e antipetistas, juízes e advogados, promotores e defensores, professores e estudantes, matriculados em escolas públicas ou privadas, todos, de posse efetiva das redes sociais, entre as quais este "Facebook", não têm mais pudor - e vergonha: assumem-se (e fazem questão de que o mundo os veja), como ignorantes em Política, em Economia e em Direito!
O que querem os milhares feitos zumbis?
Querem que seus assentos sejam poupados, que seu dinheiro seja garantido, que suas Instituições sejam veneradas, que seus anéis de formatura sejam beijados, que seus títulos sejam reverenciados (mesmo quando não haja título algum), que seus cargos públicos sejam preservados, que suas viagens (e vantagens) sejam mantidas, que os acréscimos em seus salários sejam perpétuos, e nada querem saber de justiça social, de igualdade econômica real, de liberdade, de conhecimento (real e não sinóptico!), de construir uma sociedade mínima (e constitucionalmente) emancipada!
Por exemplo, muitos lutam, hoje, contra a PEC 241, atual 55, preocupados com seus salários, assim como fazem os policiais do Rio de Janeiro (que em outros momentos, agride e violenta a pessoa humana). Muitos lutam contra a PEC 55, quando deveriam lutar (a meu juízo e valor) contra o Congresso inteiro e, sobretudo, contra Temer, porque Temer não tem, nem se importa com isso, qualquer Mandato Presidencial: é um sabotador, impostor e chefe da maior organização criminosa do país, o PMDB, liderando as outras Siglas, entre as quais o PT!
A luta é mais embaixo e mais acima. Sou absolutamente contra a PEC 241 (55), tenho proferido Palestras neste sentido, amanhã mesmo estarei na Unicamp para expor tais ideias (e dialogar sobre elas), mas não estou ao lado de outros que se incomodam com a aprovação desta PEC e, particularmente, a ela se opõem. Estou ao lado de quem se incomoda (e vomita) com a destruição do "projeto" CF/88! Também não quero saber dos "projetos" parlamentares que buscam anistiar os crimes dos próprios parlamentares ou de seus colegas e, muito menos, do miserável projeto de "10 Medidas" contra a corrupção. Não estou ao lado desse MP minúsculo, feito por homúnculos, que aí está - e que apresentou suas "10 Medidas" noveleiras e midiáticas, mas de um outro MP, institucional, grandioso, constitucional, com Homens e Mulheres de profundo conhecimento jurídico e político. Interessa-me menos, bem menos, os projetos de anistia (de crimes de caixa 2, 3, 4 ...), porque o mesmo parlamento está cuspindo na Constituição, sob o aplauso de alucinados de plantão. Tudo isso, isso que aí está, fervilhando como bigatos em corpo morto, todas essas medidas, projetos, PECs, não são causa, são efeitos, efeitos da ruptura com o projeto constitucional, e outros efeitos virão, com ou sem Temer, pois houve uma aprovação, geral, ao ataque impiedoso às regras constitucionais: a ferida está aberta!
Enfim....
© Pietro Nardella Dellova
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Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pesquisador pelo PPGSD/UFF, onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.

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venerdì 18 novembre 2016

SOBRE AS INSTITUIÇÕES, AGREMIAÇÕES E ALGUNS CANALHAS QUE AS FREQUENTAM

SOBRE AS INSTITUIÇÕES, AGREMIAÇÕES E ALGUNS CANALHAS QUE AS FREQUENTAM
Pietro Nardella-Dellova
O Ministério Público é uma estupenda Instituição? Sim. O Judiciário é uma estupenda Instituição? Sim. A Advocacia é uma estupenda Instituição? Sim. A Defensoria é um estupenda Instituição? Sim. A Universidade é uma estupenda Instituição? Sim. O Congresso Nacional é uma estupenda Instituição? Sim. A Presidência da República é uma estupenda Instituição? Sim. As Forças Armadas são uma estupenda Instituição? Sim. A Religiões católicas, protestantes, evangélicas, umbandistas, candomblecistas, espiritistas, hinduístas, muçulmanas, judaicas, são estupendas Religiões? Sim.
Tudo isso é estupendo, necessário, realmente organismos vivos dentro de uma estrutura social, civilizada, constitucional e liberal (nada contra os liberais!). Mas, em todas essas Instituições e Grupos, há canalhas, gente que não presta e que, sobretudo, não pode representar o todo.
Os Membros do MP, do Judiciário, da Advocacia, da Defensoria Pública, da Universidade, do Congresso, da Presidência da República, das Forças Armadas e das agremiações Religiosas, que agem como canalhas, contra o Direito e em flagrante violação à Constituição, merecem reprimenda, críticas severas, condenação pública? Sim, merecem - e devem ser questionados de forma contundente e inequívoca!
Todavia, seria mais honesto e eficaz, e menos dolorido socialmente, que cada membro e participante dessas Instituições e Agremiações, fizesse a crítica e manifestasse o repúdio (aos seus próprios pares), em vez de, ao contrário, fazer defesa "abstrata" da Instituição e Agremiação. Por isso mesmo, quando alguém questiona, critica e condena, publicamente, o Procurador "d", o Promotor de Justiça "c", o Juiz "s", o Advogado "r", o Defensor "k", o Professor "s", o Senador "r", o Deputado "e", o Presidente "m", o Militar "a", o Líder religioso "b" (dos que têm comportamento de canalha), não está ferindo ou atacando a Instituição ou Agremiação - de modo algum, exceto na cabeça osmótica de quem não pensa!
[© Pietro N-Dellova]

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OS DIREITOS HUMANOS SÃO FALSOS?

OS DIREITOS HUMANOS SÃO FALSOS?
Pietro Nardella Dellova
Os Direitos Humanos são falsos. Li tal afirmação em uma postagem de determinada professora. São falsos? Os Direitos Humanos não são falsos nem são originados por esta ou aquela agremiação religiosa. Não se prestam para a defesa de bandidos, criminosos, espancadores e, muito menos, para a defesa de policiais corruptos ou de autoridades opressoras (autoritárias), sejam de que matiz forem. Os Direitos Humanos não formam apenas uma das Disciplinas de um Curso de Direito, mas, uma tessitura de proteção da pessoa humana, inclusive quando criminosa, corrupta e desviante, porque mesmo criminosa, corrupta e desviante, há critérios para investigação, denúncia, julgamento e condenação (e execução da pena!) - e critérios que não devem ser mudados a fim de se atender à enxurrada vingativa da sociedade (que clama por linchamentos!).
São conquistas milenares da pessoa humana que foram criando raízes e força. Muito mais que Direitos Humanos, são direitos humanos! Trata-se da medida exata de atuação de quaisquer entes políticos, judiciais, administrativos, pessoas jurídicas e pessoas naturais. A todos se aplicam, a todos regram e a todos faz, ainda que muitos não queiram, olhar para o centro do Direito e das relações: a pessoa humana!
Desprezar ou dizer que os Direitos Humanos sejam falsos - ou "direitos dos manos", demonstra, entre outros defeitos de caráter, uma absoluta falta de inteligência e capacidade intelectual, bem como um "ethos" autoritário, impositivo, retilíneo, abusivo, discriminatório, preconceituoso, racista e destrutivo!
Entre todas as áreas do Direito, sem dúvida, a maior, de caráter internacionalista, de poder emancipatório, para além das fronteiras territoriais (bem como para além das limitações dos limitados), e que mais se aproxima das tradições de lutas e resistência, bem como dos ideais libertários, é a área dos Direitos Humanos! Aliás, não há uma única letra de quaisquer Códigos e Estatutos, até mesmo da própria Constituição, que não deva passar pela balança dos Direitos Humanos!
Não, os Direitos Humanos não são falsos! Os Direitos Humanos são a viva expressão de civilidade, altivez humana, respeito pelo individual, promoção do social, defesa de direitos individuais, sociais, coletivos e difusos. É tudo isso, e mais, tão mais que os cérebros de minhoca não podem compreendê-lo e sequer alcançá-los!
[© Pietro Nardella Dellova]


Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pelo PPGSD/UFF, onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi Coordenador Acadêmico da Faculdade de Direito (2002-2011). Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados, entre os quais o seu A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Membro efetivo da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.



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