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ברוך ה"ה







sabato 15 luglio 2017

PERFIL PSICOPATA E A SUA TESSITURA DE IDEIAS

PERFIL PSICOPATA E A SUA TESSITURA DE IDEIAS
(a partir das reformas trabalhista e previdenciária, redução da maioridade penal, preconceito contra homoafetivos, combate ao amor livre, defesa da violência policial e do sistema prisional)
Após vários estudos e levantamentos significativos, constatei que os defensores da "reforma" previdenciária, da "reforma" trabalhista e da manutenção de Temer no poder, são os mesmos que defendem a redução da maioridade penal, são também contra os direitos homoafetivos, movimentos LGBT e amor livre, são contra os sindicatos de trabalhadores e movimentos sociais e são defensores fervorosos da meritocracia!
Além da constatação acima, os meus entrevistados dizem que os policiais militares não devem responder por qualquer morte em operação, os Direitos Humanos servem apenas para defender "bandidos" e o sistema prisional brasileiro é muito bom.
Enfim, parece mesmo que a defesa daquelas ideias ou pautas revela um perigoso perfil psicopata (pior que a de um sociopata), perverso e punitivo, especialmente na tessitura do pensamento a partir de seus posicionamentos e correspondência intrínseca/extrínseca de suas ideias.
Torna-se tanto mais evidente o perfil psicopata nesses casos porque os agentes têm uma maior capacidade de explicar suas ações com referências à economia ou desenvolvimento econômico do país ou, ainda, segurança e "justiça". Dissimulação. O discurso é perverso, pois seria exatamente o contrário, mas os psicopatas não se importam com a dor, privação e o sofrimento que podem causar aos outros, pois esse é seu objetivo. O discurso sobre economia e progresso econômico são apenas máscaras!
Vejamos.
Os defensores da "reforma" trabalhista, bem como da "reforma" previdenciária não têm outra intenção senão a de causar sofrimento para um maior número de pessoas. Apoiar a manutenção do Temer no poder refere-se a utilizar um agente (no caso, o Temer), que sistematicamente impõe desgastes e angústias à sociedade. O sadismo é um resultado esperado, ou no crime direto, ou nessas agendas políticas!
Ainda, o traço da psicopatia revela-se plenamente quando alguém faz a defesa da redução da maioridade penal, ridiculariza os homoafetivos (e tudo o que se refere ao movimento LGBT), bem como relações livres de amor, menospreza os Direitos Humanos e desdenha dos sindicatos. Por quê? O psicopata ataca diretamente a criança (é sabido que os defensores da redução da maioridade penal odeiam crianças ou, quando menos, odeiam crianças para as quais querem mais punição, isto é, no caso do Brasil, as crianças negras, nordestinas, pobres e periféricas).
O psicopata ataca a liberdade sexual e as agremiações de defesa do trabalhador. Neste caso, umbilicalmente relacionado à defesa da "reforma" trabalhista e previdenciária, pois uma das características do psicopata é não se importar com a segurança e bem-estar dos outros. No caso do ataque à liberdade de associação amorosa ou sexual, encontramos aí, outra vez, a psicopatia, pois os psicopatas têm dificuldade em se relacionar emocionalmente, afetivamente, tendo geralmente relações artificiais, superficiais, cujo objetivo é apenas a manipulação. Para o psicopata é odioso presenciar a juventude ou a felicidade em outrem. É preciso "matar" isso!
Dizer que policiais militares não devem responder por qualquer morte em operação e que o sistema prisional brasileiro é muito bom. por si mesmo revela o psicopata! Todos sabem que a polícia brasileira e, em especial, a paulista, é a que mais mata e, igualmente, todos sabem que o sistema prisional brasileiro é um verdadeiro campo de extermínio. Por isso mesmo, o psicopata diz: "bandido bom é bandido morto" e, quando não morto, diz: "que ele apodreça na cadeia". Daí que a violência policial e o extermínio prisional atendem ao psicopata que, dizem os estudiosos, pode aparecer como "homem de bem"!
Por último, a defesa da meritocracia é, atualmente, o flagrante revelador do perfil de um psicopata, pois nada há de mais artificial, raso, manipulador e dissimulado, do que o constante discurso da meritocracia em uma sociedade que não dá (e nem permite que se dê) o mesmo ponto de partida para todos. Não pode haver meritocracia, sequer mérito, nesse caso. Podemos dizer, então, na realidade brasileira, que ser psicopata e defender a meritocracia é praticamente a mesma coisa.
Detalhe importante, e quase ia me esquecendo: todos eles são religiosos praticantes, ou têm um discurso religioso! Mas, isso não parece causa, pois há religiosos cuja doçura e humanidade são formidavelmente bem-vindos! Provavelmente, os que têm aquelas características (e condutas) se escondem nas religiões, talvez para mascarar seu perfil psicopata e perverso.
Segundo os estudiosos, os psicopatas podem ser vistos como pessoas bem sucedidas, charmosas, confiáveis, mantendo empregos estáveis e aparentemente normais. Alguns até possuem famílias e práticas religiosas normais. Não é ser religioso, mas ser tudo aquilo (e agir daquela forma) acima descrita que revela um psicopata. A religião é apenas seu esconderijo e maquiagem.
Advertência. Não é a defesa de uma outra ideia que leva à caracterização da psicopatia, mas, ao menos a coincidência de três das pautas acima na mesma pessoa. Façamos um resuminho para esclarecer esse ponto.
Dos tópicos levantados acima (e reproduzo abaixo), para uma pessoa ser considerada psicopata ou com algum grau de psicopatia, ao menos três deles devem estar presentes em uma mesma pessoa, ou dois deles mais a prática religiosa:
1) defesa da reforma trabalhista;
2) defesa da reforma previdenciária
3) apoio ao Temer
4) defesa da redução da maioridade penal
5) desprezo pelos homoafetivos
6) combate ao movimento LGBT
7) desprezo pelo amor livre
8) ataque aos sindicatos dos trabalhadores
9) repudiam os movimentos sociais
10) defesa da meritocracia
11) defesa da violência policial
12) ódio ou desprezo pelos direitos humanos
13) defesa do sistema prisional
14) apenas dois desses tópicos e mais prática religiosa
Pietro Nardella-Dellova
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Pietro Nardella-Dellova. Doutoramento em Ciências Jurídicas e Sociais pelo PPGSD-UFF. Pesquisador bolsista pelo PROCRE-PUC/SP. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito USP - FDUSP. Mestre em Ciência da Religião pelo PROCRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil. Pós-graduado em Literatura. Formado em Filosofia e Direito. Professor de Ciência Política, Direito Civil-Constitucional e Direitos Humanos. Coordenador do Grupo NUDAR - Teorias Críticas Aplicadas ao Direito. Poeta e Autor de vários Livros. Coordenador temático e Comentarista do Programa "Vítimas da Lei", exibido todo sábado pela Band-TV. Membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB, do Centro Cultural e Social (judaico) Bnei Chalutzim, do Gruppo Martin Buber, de Roma (para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos), e da Accademia Napoletana (Napoli).

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