alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 26 ottobre 2017

ENTÃO, BRASÍLIA FEDE!

ENTÃO, BRASÍLIA FEDE!
(por Pietro Nardella-Dellova)
O "governo" Temer é uma mentira, uma violência contra qualquer consciência minimamente esclarecida e é, sim, uma ruptura institucional. Por ser mentira, violência e ruptura, não tem nada com Democracia ou parâmetros constitucionais - aliás, é um "governo" antidemocrático. E, assim, por ser mentira, violência, ruptura e não ter a ver com parâmetros constitucionais, nada se pode esperar, além de mentiras, violências, rupturas e antidemocracia!
Ontem, uma vez mais, criminosos conhecidos - e condenados (veja-se o emblemático caso do Maluf, primeiro a votar a favor de Temer ontem), ou cúmplices de Temer, reuniram-se para barrar a ação da Justiça e blindar Michel Temer. As duas denúncias contra Temer barradas na Câmara dos Deputados valeram 10 bilhões de reais (valor equivalente a 200 vezes o que tinha Geddel no apartamento, que poderia ser usado para a construção de 40 mil casas populares com moradia para 160 mil pessoas!). Em outras palavras, reuniram-se para ridicularizar o Judiciário e, zombando, a ação da Procuradoria Geral da República (veja-se a manifestação do troglodita Carlos Marun ontem mesmo).
Lembremos. Aécio Neves, outro criminoso (um dos autores, junto com Carlos Sampaio, Janaina Paschoal, Miguel Reale Jr, MBL, Eduardo Cunha, que, sem qualquer responsabilidade, jogou o país na maior crise institucional de todos os tempos), também zombou do Judiciário, faz poucos dias. Aécio Neves está na base aliada de Temer.
Enfim, é a concentração do maior número de criminosos de todos os tempos, em um só lugar: Legislativo e Executivo. Para piorar tudo isso, aliás, para dar uma aparência de legitimidade a tudo isso, no meio do caminho encontra-se Gilmar Mendes que, em si mesmo, tem pouco de Juiz, e muito de correligionário político. Gilmar Mendes não é, realmente, um Magistrado - é um estranho no ninho, com interesses outros, bem outros, nada coincidentes com o Estado de Direito. Não quero ofendê-lo diretamente, mas há palavras suficientes no Dicionário para qualificar alguém que apoia e defende, com unhas, dentes e saliva gosmenta, criminosos da República. Gilmar Mendes é defensor de Temer e de Aécio Neves. Pior, ele violenta a inteligência de qualquer um e não poupa ataques ao próprio STF. É, no mínimo, alguém sem qualquer elegância ou etiqueta! Ao lado dele, não necessariamente com suas mesmas "qualificações", um STF acovardado, sem qualquer respeito pela "toga". Cito figuras estranhas, e covardes, como Dias Toffoli, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski. Quanto ao Alexandre de Morais, se mais comentários. Desde o momento em que autorizou "espancar" estudantes secundaristas, joguei seu livro no lixo - e no lixo mantém-se! Desprezo-o, como jurista, como ex-Secretaria da Segurança Pública, como autor e, agora, de modo vitalício, desprezo-o como "juiz"!
Por último, o crime, a organização criminosa, a mentira, a violência, a ruptura, a antidemocracia e o anticonstitucional, marcam o "governo" Temer, caracterizam seus apoiadores no Congresso e de alguma forma jogam para baixo qualquer "honorabilidade" dos que o defendem no Judiciário. O quadro completa-se com a anestesia e idiotização a que foi submetida a sociedade em geral (incluam-se os movimentos sociais, tomados de uma inércia incompreensível e os partidos de "esquerda", bem como "petistas" e "ex-petistas" e o próprio PT).
Brasília fede!
Pietro Nardella-Dellova
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Pietro Nardella-Dellova, com Doutoramento em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense (defesa de Tese "Ideias Libertárias Aplicadas ao Direito). Pesquisador bolsista na PUC/SP (Judaísmo e Direitos Humanos). Mestre em Direito pela Faculdade de Direito USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil, Processo Civil e Literatura. Formado em Filosofia e em Direito. Professor de Graduação e Pós-graduação em Direito Civil, Filosofia Política, Literatura e Direitos Humanos desde 1990. Autor de vários livros. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores (São Paulo). Membro da Academia Napolitana (Napoli). Membro do Grupo Martin Buber (Roma) para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos. Coordenador do Grupo de Pesquisas NUDAR – Teorias Críticas Aplicadas ao Direito. Atualmente coordena e organiza o livro Antropologia Jurídica: Uma Contribuição sob Múltiplos Olhares.

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