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ברוך ה"ה







giovedì 15 marzo 2018

A EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO (por Pietro N-Dellova)

 A EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO
(e reflexões sobre grupos, apropriação, fascismo e petismo)
A brutal execução da jovem militante dos Direitos Humanos, Marielle Franco, lança algumas luzes para reflexão. Proponho algumas, mas (eu disse: mas!) há, e haverá, outras. A brutalidade desse assassinato é por demais ruidoso para ficar apenas com alguns pontos de vista! Proponho alguns e respeito o de outras pessoas.
De início, é bem expressivo que ela estivesse filiada ao PSOL, Partido pelo qual foi eleita Vereadora da Cidade do Rio. O PSOL é uma das poucas reservas de ética à esquerda (à direita, qualquer direita, não há qualquer reserva moral, ética, jurídica ou econômica). O PSOL reúne vários militantes que saíram (ou foram expulsos) do PT, exatamente pelo monstro incompreensível que se tornou este Partido.
Muitos postaram mensagens sobre esta "execução". Sabemos que os mandantes e mandatários do bárbaro crime estão ligados às forças de segurança (principalmente, agora, sob intervenção federal-militar). Não são traficantes ou bandidinhos comuns que tiraram a vida da militante. São, ao contrário, aqueles que se incomodam com o Estado de Direito!
Mas, no meio das muitas postagens (por boa-fé ou má-fé, ou simplesmente repetição burra e osmótica), li mensagens do tipo: "...negra, mulher, lésbica, da comunidade tal...". Parece-me apropriação do corpo (e alma) absurda de Marielle Franco. Os Partidos a levarão para seus comícios e cada grupo, em sua própria limitação, tentará, ao máximo, valorizar cada aspecto da vida de Marielle.
Lembro que Marielle Franco era, sim, negra, mulher, lésbica. E cada um destes aspectos faz parte de uma legítima luta emancipatória, mas ela não morreu por ser negra, mulher ou lésbica. Ela morreu por algo mais amplo, maior, a saber, por ser militante dos Direitos Humanos. Os grupos (legítimos) tentarão levar Marielle para sua tribo... Terrível erro!
Não apenas por ser militante de Direitos Humanos, como sói acontecer com palestrantes, professores e debatedores (incluo-me entre estes), ou com carregadores de placas e faixas nas vias públicas em protesto (até justo, mas inócuo) que começa em um ponto da cidade e termina n'outro, com cachaça e maconha, samba e sexo! E, muito menos, fazedores de memes e posts nas redes sociais, mormente, Facebook. Marielle era outro tipo de militante.
Os palestrantes babadores para públicos selecionados, os professores devoradores de gizes "críticos" e os debatedores fazem os fascistas e nazistas rirem, rirem ao extremo. Aliás, são mesmo financiados pelos tais, tendo em vista que, por incapacidade de luta real, não oferecem qualquer risco. Por outro lado, carregadores de placas e faixas são, igualmente, financiados e são, inclusive, importantes para "dar uma cara de democracia" ao ambiente de fascismo. Por último, entre os mais inexpressivos e superficiais, estão os fazedores de memes e postadores de "qualquer urro" no Facebook. Marielle estava além disso tudo. Ela combatia no espaço real a todo tipo de esmagamento e violência. Ela, sim, ofereceria risco suficiente para que os "donos" do Rio (que não são os traficantes vendedores de ervas e químicos) decidissem pela sua execução.
Marielle lutava não apenas por ser negra, ou por ser mulher, ou por ser lésbica. Lutava contra o Estado fascista instalado no Brasil desde o impeachment, momento em que, rasgada a Constituição Federal, abriu um incontrolável "modus" fascista. É luta pra gente grande.
Lembro que nós, Judeus, cometemos erro semelhante ao considerar o nazismo como exclusivamente contra a comunidade judaica. O nazismo e o fascismo, seu pai, esmagam quaisquer pessoas, entre as quais, Judeus.
Por último, antes que o mundo assuma de vez que é idiota, atribuo ao PT e, em especial, ao Lula, muito da responsabilidade do que ocorre hoje. Lula facilitou a abertura das portas desse abismo chamado "Estado Fascista". Fez por ser mau? Não. Fez por ser corrupto? Não. Fez, sim, porque de modo irresponsável esqueceu-se da luta de classes, do poderio financeiro e, sobretudo, porque esqueceu-se que dos seus coligados, da direita, não poderia jamais ter algo de bom. A direita é assassina por natureza, e Lula não entendeu isso.
Enfim, o "status" de barbárie instalou-se definitivamente. Com a intervenção federal-militar no Rio, fica mais evidente. O Brasil é hoje, por qualquer ângulo que se considere, um país fascista que encontra, por desgraça, em seus Três Poderes, modos e trejeitos fascistas!
(Pietro Nardella-Dellova)

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