alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







sabato 8 agosto 2015

שירים לקראת שבת - Songs for Shabbat



שירים לקראת שבת

עץ החיים



ויצמח ה"ה אלהים מן האדמה כל עץ נחמד למראה וטוב למאכל ועץ החיים בתוך הגן ועץ הדעת טוב ורע

בראשית: ב 

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giovedì 30 luglio 2015

de Marcus Fabiano: O POETA, A VOZ, A POLÍTICA



 O POETA, A VOZ, A POLÍTICA

À medida que consumam os seus projetos hegemônicos, as elites passam a ter algum remorso ou até vergonha de parecerem tão alienadas e despolitizantes. Pega mal. E a despeito das alianças que lhes mantém os muitos privilégios, elas então logo se reconvertem a um ativismo vagabundo e performático, feito de declarações genéricas, muito normativismo moral e alguns selinhos fetichistas. Entregam-se a “statements” ordinários e pregações tediosas para um público de apáticos convertidos. Esses espantalhos via de regra erguem-se contra algum mal remoto no tempo e no espaço: o genocídio da Armênia ou o Holodomor na Ucrânia. Mas quando a política, para além do discurso pietista, toca os interesses dessas próprias elites, elas rapidamente passam a sustentar o caráter supraideológico de uma suposta ética da beleza. Para isso, elas se servem dos seus muitos meninos de recados, lançam mão de seus escudeiros aspirantes e bajuladores que têm no cortejo servil e interesseiro o caminho facilitado para mais uma colocação inofensiva. Contra os genocídios do passado, a condenação. Mas contra as máfias locais da cultura, necrosada de nepotismo e corrupta até a raiz, não só o silêncio obsequioso, mas o aplauso e a incrustação permanente. São esses serviçais que reforçam a “politização” superficial, o mais das vezes nascida de uma mixórdia de slogans genéricos em um caldo morno de direitos humanos, sobretudo na versão culturalista norte-americana. Essa torna-se uma política de diferenças sem substrato econômico de desigualdades, sem interesses de classe – por isso sem horizonte de universalização. E subsiste sempre aí uma tentativa de se faturar o político como um charminho a mais, alguma brandura caridosa e altruísta, que se possa traduzir em deslumbramentos por nomes de autores/produtos dessa indústria de seriação das nulidades anódinas. Mas o Poeta, quando o é de fato, não se presta a ser um integrante obediente no coro dos meninos do Capital. O poeta, quando o é de fato, torna-se a VOZ de toda uma estirpe, alguém que se faz merecedor do mandato que os muitos silenciados nem puderam lhe atribuir. O resto é animador de baile e entretenimento passageiro de festinhas privadas.

Marcos Fabiano Gonçalves 
Poeta e Professor da UFF 
autor do Arame Falado - Editora 7Letras, RJ 

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martedì 28 luglio 2015

Così Forte - Cortometraggio contro la violenza sulle donne



COSÌ FORTE 
cortometraggio contro la violenza sulle donne 

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La violenza non è solo fisica, la violenza è anche psicologica, è anche economica. Ma quel che conta è che la violenza si può vincere.
Questo video vuole raccontare la storia di una ragazza che è stata "Così Forte" da saper trovare dentro di sè la forza di vincere il suo tiranno.

Musica - Così Forte di ALESSANDRO DE PIERI 
Opera d'arte di ROBERTO GROSSO

Regia LUCA GADDINI
Fotografia NICOLO' RAMELLA
Attrice VALENTINA CESANO
Make up GIADA GARIAZZO CATERINA CATTO

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Short film versus violence against women.

Violence is not only physical, violence is also psychological, is also economical. But the important is that we can beat it.
This video wants to tell the story about a girl who's been "Così Forte"(so strong) to be able to find in herself the power to win her torturer.

Director LUCA GADDINI
DOP NICOLO' RAMELLA
Actress VALENTINA CESANO
Make up GIADA GARIAZZO CATERINA CATTO

Music - Così Forte by ALESSANDRO DE PIERI 

Artwork by ROBERTO GROSSO

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mercoledì 22 luglio 2015

ragazzi ebrei: Ghetto di Lodz, Polonia, 1940: Aleksander Henry Laks



Foto: ragazzi ebrei: 
Ghetto di Lodz, Polonia, 1940
dettaglio: Aleksander H. Laks (il ragazzino con una freccia)
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Aleksander Henry Laks, 
nato a Lodz, il 28 ottobre 1927. 
Sopravvissuto dell'Olocausto. 
Presidente dell’Associazione degli Ebrei sopravvissuti della persecuzione nazista - Suerit Hapleita. Residente in Rio de Janeiro. 
Riposò il 21/7/2015
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Palestra sobre Holocausto - Aleksander Henryk Laks

ז״ל Aleksander Henryk Laks 28/10/1926 - 21/07/2015


ז״ל
Aleksander Henryk Laks
28/10/1926  - 21/07/2015

E allora si riposò un amico, 
una voce, un sopravvissuto, 
un testimone, un esempio di bontà e sapienza
In questo momento, 
un misto di tristezza 
e di riflessione invadono la mia anima 
ed ora conservo l'abbraccio, il bacio, l'aspetto, 
la forza, gli insegnamenti ei consigli 
del nostro amato Laks
Questo grand'uomo mancherà molto nel mondo 
e il mondo sarà meno umano senza lui!


Pietro N-Dellova, luglio, 2015

]

ז״ל
Aleksander Henryk Laks
28/10/1926  - 21/07/2015

sabato 11 luglio 2015

"Luar do Sertão (1914) - Moonlight in the Sertão", Interpretation by Vicente Celestino





LUAR DO SERTÃO 
(1914)
(Moonlight in the Sertão)
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(The sertão is the semi-arid hinterland region of Northeast Brazil)

Music and Lyrics by Catulo da Paixão Cearense (1863-1946) and João Pernambuco (1883-1947)

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Interpretation by Vicente Celestino (Italo-Brazilian: 1894-1968)

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TEXT

the original text in Portuguese and the English version

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PORTUGUESE

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há,ó gente,ó não
Luar como esse do sertão

Oh!que saudade do luar da minha terra
Lá na terra branquejando folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção e a lua cheia a nos nascer do coração

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Mas como é lindo ver depois por entre o mato
Deslizar calmo regato, transparente como um véu
No leito azul das suas águas murmurando
E por sua vez, roubando as estrelas lá do céu

Não há, ó gente, ó não,
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão. 

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ENGLISH

There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão
There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão

Oh what longing
for the moonlight of my land
There in the discolored white mountains
dried leaves on the ground

This moonlight here in the city
so dark
doesn’t have that longing
of the moonlight in the sertão

There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão
There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão

If the moon rises
behind the green forest
it looks more like a silver sun
turning loneliness to silver

And everyone picks up
the violin that plays
And the song
is the full moon
to lighten our heart

There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão
There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão

Nothing more beautiful
exists in this world
than to listen to a sad rooster
in the sertão, transforming the moonlight

It seems that the soul of the moon
is the one that serenades
from deep in the throat
of this crowing rooster

There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão
There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão

Ah, what I would give
to die there in the mountains
embracing my land
and sleeping once and for all

To be buried
in a tiny grotto
where in the afternoon the birds
mourn your widowhood.

There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão
There isn’t, oh people
oh no, Moonlight
like this in the sertão


il "CAFFE' MALATESTA" (torrefazione artigianale autogestita)


CAFFE' MALATESTA 
(torrefazione artigianale autogestita)
Lecco, Italia 

http://www.caffemalatesta.org/ 

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Cinque princìpi fondamentali

CAFFE' MALATESTA

Il gruppo costituisce un “Collettivo di Lavoro” autogestito che ha voluto articolare la propria attività in 5 punti fondamentali:

1. Creazione di reddito da lavoro manuale ed intellettuale ed in nessun caso di profitti o  introiti incoerenti con la partecipazione e l’impegno al progetto collettivo.

2. Lavorazione di Caffè prodotti in condizioni lavorative e sociali dignitose, con particolare attenzione alle piccole realtà prive di accesso alla certificazione internazionale FairTrade.

3. Lavorazione di materie prime prodotte nel rispetto dell’ambiente e del territorio con metodi di coltivazione biologica, ricercando rapporti di fiducia con piccoli produttori privi di accesso alla certificazione riconosciuta Organic/Bio.

4. Condivisione comune, mediante una costante pratica assembleare, delle scelte e dei percorsi che il progetto intraprenderà, rifiutando la formazione di dinamiche verticistiche ed autoritarie.

5. Costante ricerca di confronto e scambio con le realtà che intendono promuovere la cultura e la pratica della solidarietà, del mutualismo e dell’autogestione.

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Sappiamo di poter contare su una realtà nazionale e internazionale che, crescente e diversificata, fa della solidarietà, del mutualismo e dell’autogestione la propria tensione e la propria battaglia quotidiana. Auspichiamo perciò, di poter intessere sempre più diffuse relazioni con chi, come noi, aspira alla propria e all’altrui emancipazione.
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venerdì 10 luglio 2015

O SEGREDO DE UMA SALA DE AULA, por Pietro Dellova



O SEGREDO DE UMA SALA DE AULA

Em uma Sala de Aula, pública ou particular, há todos os tipos, de ateus a fanáticos, de ávidos leitores a analfabetos, de esclarecidos a mórbidos, de pessoas que sabem bem o porquê de estar ali a pessoas que não sabem sequer o próprio nome. Há de tudo, e de todos!

Se o Professor não for um Autoritário (e não ceder à fraqueza de ser Autoritário), mas, assumir-se como Profissional da Educação, conhecedor profundo de sua disciplina (teoria e praxis) e, sobretudo, tiver consciência plena de que em sua Sala de Aula há todos os tipos, bastará que comece em um ponto, descendo e subindo, em linha reta e lógica, lançando luzes sobre os multifacetados aspectos, teóricos e práticos, de sua exposição, reconhecendo a todos, o direito de falar, pensar falando, ainda que pareça pequeno ou não importante, e, sobretudo, desestimulando, com vigor, qualquer tipo de repressão ou constrangimento, então, terá descoberto o segredo de uma Sala de Aula!

A Sala de Aula não é um Espaço de uniformidades, mas de pluralidades. Não é uma sessão de julgamento, mas de emancipação. Não é um ritual de linchamento moral, mas de preservação inegociável da dignidade de quaisquer seres humanos que ali estejam. 

© Pietro N-Dellova, 2015 

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foto: detalhe de uma aula de Direitos Fundamentais, Pós-graduação, Rio de Janeiro
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domenica 21 giugno 2015

Sergio Bruni IL SOLE È NATO A NAPOLI





IL SOLE È NATO A NAPOLI
Sergio Bruni 
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guarda che sole stupendo
nu giovane straniero diceva

e ‘a ‘nnammurata
na bella biondina
c’o sole intall’uocchie
rideva……..
io dinta varca
pe’ marechiaro e purtave
e chillo facenno ‘o maestro
le diceva…….
mari’….


il sole e’ nato a napoli
la luna pure qui’
e sono lo splendore d’italy
e io ca so’ romantico
dicette…e’ bella napoli
e’ bella e sfurtunata
signuri’……
il sole e’ nato a napoli
e’ nostra proprieta’
ma nunnasciutte e lacreme
da ll’uocchie e sta’ citta’
il sole e ‘ nato a napoli
e ‘o munno ho po’ sape’
si tutto ‘o munno canta
‘o sole mio sta nfronte a te.


sole di napoli mia
a voce e nu poeta diceva
quanno a matina ce dice….
buongiorno
se scetano ‘e speranze
e cient’anne……..
e nuie cantamme
e ce guardamme
‘o paese do sole
e a chille ca fanno ‘e prumesse
l’aspettamme ancora


il sole e’ nato a napoli
e’ nostra proprieta’
ma nunnasciutte e lacreme
da ll’uocchie e sta citta’
il sole e’ nato a napoli
e ‘o munno ho po’ sape’
si tutt’o munne canta
‘o sole mio sta ‘nfronte a te


il sole e ‘nato a napoli
e ‘o munno ho po’ sape’
si tutte ‘o munne canta
‘o sole mio sta ‘nfronte a te.
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domenica 14 dicembre 2014

NAPOLI PER PICCOLI FRANCESI, lezioni di napoletanità da Massimiliano Verde

PASSIONE ou, PORQUE MINHA AMIGA TEM ASAS

PASSIONE ou,
PORQUE MINHA AMIGA TEM ASAS
por Pietro Nardella-Dellova


Encontrei a amiga em uma manhã de sol, brisa suave e muita vida para viver, pois, afinal, não tenho tempo para morrer entre vampiros, asnos e vias públicas. E ela, então, perguntou-me sobre a palavra passione e seu sentido no modo italiano de viver.

Va bene! Não tente traduzir esta palavra em português, seja do Brasil, de Portugal ou de Angola, nem em inglês britânico e, menos ainda, em inglês americano! Em alemão não é possível sequer pensar em passione. Para o hebraico também não se pode traduzir e, por falta de uma palavra, o rei Salomão escreveu um livro todo sobre passione: o Cântico dos Cânticos (Shir HaShirim)! Enfim, não há tradução para passione! Seria preciso viver alguns anos na Itália, da Sicilia aos extremos alpinos.

Seria preciso caminhar entre construções de pedra e ouvir pessoas cantando com suas janelas abertas e passar muito tempo em Napoli, em suas vias estreitas, descobrindo como nascem tenores e, quem sabe, beber em Milano com seu encanto feminino e multifacetado. Seria preciso ir a Firenze e descobrir o que é Rinascimento. Ou, simplesmente, ver um filme, talvez, Cinema Paradiso, Il Postino e Il Poeta ou La Vita è Bella!

Passione no modo italiano inclui variados aspectos, do tipo mergulhar de boca na mulher amada, promover o bem integral da mulher amada, fazer com que a mulher amada voe e, diante disto, aplaudi-la com entusiasmo incontido. É voar com a amada sobre os mares e fazer com que ela veja estrelas um montão de vezes até ficar vermelha e lançada sobre os lençóis com os cabelos esguedelhados – colorida e maravilhosa, como pintura feita à mão. Passione é viver um dia com a amada como se fosse a própria eternidade...

É uma experiência única, singular e linda! Não há esta coisa de chorar pelos cantos, beber até morrer, de magoar-se ou de prantear, transformando tudo em música sertaneja, cachaça e churrasco, isto é, em monólogos, rezas sem fim, pedidos a Santo Antonio e programas de auditório, com gritinhos e tudo. Não, de fato não! A experiência da passione é algo superior, capaz de transformar animais em gente, transeuntes em pessoas – é alguma coisa entre o Jardim do Éden e os desertos dos enfrentamentos humanos. É roubar o fogo de Zeus e entregar, doar, experienciar as musas noite adentro – ainda que isto custe o fígado durante o dia. Não é ficar com uma viola órfica na porta dos infernos chorando nostalgias sem fim e cortando-se os pulsos, mas descer aos infernos, fundo e consciente, dar umas boas porradas em Plutão e trazer Eurídice em beijos tresloucados, sonoros e escandalosamente públicos!

Passione não inclui egoísmo, mas, cumplicidade. Não inclui choro, mas risos. Não inclui oitavada desarmônica, mas a música plena e o canto pleno em afinação absoluta de corpos que se completam na delícia humana! É a experiência do diálogo – não da conversa! É um estado de envolvimento intenso que exige o mergulho na última gota de vinho: o mistério das pérolas escondidas no mais profundo deste mar tinto e bravio! Por isso mesmo, no estado de passione não se perde a última gota do vinho, aliás, nem se bebe vinho em duas taças e, poucas vezes, em uma. É experiência do vinho na boca, da boca na boca, da procura da gota do vinho no umbigo, no abdômen, nas faces, no pescoço, nos lábios, do perfume do vinho no seio desnudo – o movimento de vida! Passione é vida!

Passione é a intensidade com solidariedade. Fazer amor, intenso e sem limites, com amizade. O estado de envolvimento, com prazeres sem fim, mas, sempre, de mãos dadas, juntos, voando juntos. Não há previsão de futuro no modo passione – apenas de carpe diem, daquela intensidade presente que não se perde em prognósticos, futurismos, profetismos, rezas. No modo passione não lemos as linhas das mãos da pessoa amada, tentando ver seu dia porvir, apenas, beijamos as mãos, acariciamos as mãos, apertamos as mãos na intensidade plena do encontro dos corpos presentificados. Nas mãos não ficam linhas nem marcas, mas, impressões indeléveis de ternura, encontro e sabores do corpo inteiro!

Em passione ninguém pensa em morrer de dor ou de sofrimento, ou em arrastar correntes por corredores sem fim! Ao contrário, passione é luz, é salvação, é bênção. O momento máximo que dá sentido a uma pessoa, que a resgata da caverna e da mesmice cotidiana, pois é neste momento que é possível ver-se, encontrar-se e plenificar-se na pessoa amada! Na passione tiramos as asas da mala empoeirada e as colocamos de volta nas costas (e nos pés).

Minha amiga ficou em silêncio, trêmula e com os olhos brilhantes. E eu lhe disse: Hai Capito adesso? Então, ela olhou para suas costas e viu suas asas. Minha amiga tem asas!

Ah, minha amiga, passione nos faz voar, por isso não tem esta coisa de sofrimento, dor e choradeira. Depois que aprendemos a voar não tem mais jeito – é preciso voar sempre! Depois que você reencontra suas asas escondidas naquelas malas estranhas dos comportamentos socialmente compatíveis, sai de perto... Pois, elas grudam em suas costas e se tiver alguém por perto que não voa ou com tesouras nas mãos, ui... As asas grudadas às costas empurram idiotas ao chão, pois elas têm um poder próprio, vida própria, por isso mesmo, quando se abrem as asas o melhor é voar junto ou “vixe, fodeu!”, ou seja, cai a casa, cai o muro, cai a máscara, cai o beco, cai tudo e a vaca vai para o brejo! Asas é o que melhor retrata o movimento da passione! Gostou disso, amiga? Então, olhe para suas costas agora...wow!!! você tem asas! Quem se atreve a colocar você na gaiola? Como esconder esta maravilha que aparece no seu andar e no seu dia? Como prender você? Mulher! Encanto! Fogo! Vida! Inteligência! Voe! Abra suas asas, grandes, abertas e vença os olhares idiotizantes de asnos que passam!

E lembre-se, minha amiga, se alguém quiser ter você, na cama ou no sofá, o melhor a fazer é destruir gaiolinhas e aprender a voar...

Sem asas, ou seja, sem passione, as pessoas definham e perdem o canto. Especialmente a maioria dos homens, que têm medo psicanalítico de Freud e não resistem a cinco páginas de suas obras! Passam longe dele e sequer o mencionam, pois para ler Freud é preciso ter asas e senso de humanidade e, sobretudo, é preciso ter senso de si próprio! Voar é viver, mas, não para todos os homens! Todos não viverão nem voarão – apenas alguns. Porque para voar é preciso duas capacidades com habilidades expressivas. A primeira é ter asas! A segunda, é ver as asas de uma mulher e aprender a voar com ela, pois, somente a mulher pode ensinar o vôo a quem tiver asas. Se um homem souber ver asas em uma mulher, e se tiver as suas próprias asas, aprenderá com ela e voará alto e liberto. Mas, se tiver asas e for cego, suas asas serão sua mortalha e passará seus dias escondido entre arbustos edênicos, nomeando bichos, e terminará fazendo culto ao falo. Sim, o culto fálico é a condenação para quem não vôa, nem enxerga o vôo e, ao contrário, prefere se esconder nas cavernas de sua estupidez!

É no desenho feminino, nas asas femininas, na alma feminina e na intensidade feminina, que um homem pode ser homem completamente, com vôo, liberdade e alma! É ali, e apenas ali, que ele descobre o movimento da passione, o tempo, a experiência de voar e a vida na plenitude de uma gota de vinho. Ecco, amica mia, la passione è così!

(28 de maio, 2010)

© Pietro Nardella-Dellova (Prof. Dellova) é Escritor e Poeta. Professor de Direito Civil, Direito e Literária e Direitos Humanos, em graduação e pós-graduação.  Membro da UBE – União dos Escritores. Colaborador do Gruppo Martin Buber, de Roma/Napoli (dialoghi israelo-palestino), bem como sócio dell’Associazione sócio-culturale Notre Napul’a Visionaire, Napoli. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).


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venerdì 25 luglio 2014

Então, MAIS HISTÓRIA, MAIS VERDADE e menos OSMOSE: Israel e Hamás

ENTÃO, MAIS HISTÓRIA, MAIS VERDADE E MENOS LOUCURA OSMÓTICA
 (em função do conflito Israel-Hamás)
 por Pietro N Dellova


 Tenho lido alguma coisa das muitas coisas (e coisinhas) que se publicam, tanto na Internet quanto em jornais impressos, do mundo, da Europa e alguns da América Latina, sobre o conflito, brutal, entre Israel e Hamás. Depois de ler tanto, chego a uma primeira conclusão, aliás, duas:


 1) As pessoas do mundo todo, entre as quais, italianos, judeus, árabes e sul-americanos, enfim, as tantas pessoas que se manifestam, das quais li alguma coisa (ou coisinha) nada sabem da História Judaica, História Árabe, Judaísmo e Islamismo, bem como das Línguas hebraica e árabe (e suas variações). Nada sabem sobre os movimentos emancipatórios judaicos e árabes e quase nada sobre o pré-1948 e o pós-1948. A ignorância, nesse caso, é mais nefasta que o conflito atual, pois não apenas mata corpos, mas, sobretudo, cérebros, mentes, corações e consciências!


 2) Sinto-me um "merda" ou, como disse Sartre nos anos 60 sobre a questão Israel-Árabe, um "ausente", pois até agora não tive a predisposição de escrever algo mais científico e histórico, ou mesmo de proferir alguma palestra ou promover algum encontro para tratar do tema, exceto minhas aulas de Direito Hebraico, em colaboração com a Cadeira de História do Direito da Faculdade de Direito da USP. Por um lado, fiquei um tanto ausente, porque quando quis me manifestar em 2009, fui violenta e injustamente atacado por alguns dos meus colegas professores do Brasil, de certa "agremiação de professores de Direito", sob o argumento de que eu, enquanto Judeu, não poderia me manifestar, pois havia um certo "pertencimento" (argumento usado por eles à época). Sem desmerecer a pessoa que usou tal argumento (a quem respeito muito), mas é um argumento flagrantemente pobre (para dizer o mínimo), pois eu, eu mesmo, como Judeu, tenho, junto com Árabes e Muçulmanos, a legítimidade "a priori", além do dever, para falar sobre isto. Por outro lado, fui (e sou) muito criticado pela comunidade judaica (mais a brasileira e menos a italiana), sob o argumento de que eu, assumidamente anarquista, não tenho razão para falar do assunto que envolva "Estado". Enfim, o estado de "ausência" neste assunto, apenas contribui para o alargamento da ignorância, da proliferação de juízos miseráveis e, finalmente, para um crescente -e assustador- antissemitismo e islamofobia, observáveis a olho nu em cada postagem ou artigo!
 Resolvi, então, desenvolver ações concretas, ao menos no que respeita ao mundo acadêmico, universitário, incluindo, textos, palestras, grupos e encontros, para esclarecer e lançar algum tipo de referência para ajudar no que mais desejamos, a paz duradoura. Mas, ainda, tenho dois outros objetivos, a saber, colocar-me contra, frontalmente contra, como militante, às falas antissemitas e islamofóbicas (substrato da maioria das manifestações).


 Começo, aqui, agora, trazendo alguns esclarecimentos (mais adiante, produzirei textos e artigos, bem como organizarei grupos de pesquisa e de estudo e, também, palestras e conferências a este respeito. Também, comecei o contato com vários professores e pesquisadores "do mundo", judeus, muçulmanos, árabes, não judeus, não árabes etc, para a elaboração de um livro sob minha organização e coordenação com esta temática). Eis, então, alguns esclarecimentos sintéticos:


 a) Por "Sionismo", devemos entender um movimento filosófico, não religioso, de 1897, cujo objetivo era a emancipação dos judeus que viviam principalmente na Europa, sem segurança. O fim último do "sionismo" era a constituição de um lar judaico, sob a proteção da lei internacional. O que era ideia encontrou um terreno propício no Oriente Médio, em face dos Judeus que lá moravam fazia milênios (são chamados judeus do Eshuv, ou seja, judeus que nunca saíram daquelas terras). O chamado movimento sionista encontrou seu objetivo, concretizando-se na constituição do Estado de Israel, em 1948. Desde então não há movimento sionista nem, muito menos Estado "sionista", a menos que utilizemos esta expressão com muita impropriedade, porque o Estado de Israel é formado, hoje, entre outros, por grupos judaicos, árabes muçulmanos, árabes cristãos, africanos (negros), e drusos. A menos que utilizemos a expressão "sionismo/sionista" (sem mais sentido) para nos referirmos a grupos radicais da direita israelense (mas, grupos de direita não contam, devem ser combatidos!)


 b) Antes de 1948, aquelas terras eram chamadas de "Palestina". Os romanos assim chamaram aquela região "Syria Palaestina ", no século II e.c. (era comum), nome não inventado pelos romanos, mas de origem grega "Philistia" designando uma região que abrangia, no século XII a.e.c. (antes desta era comum) o que hoje é Tel Aviv até Gaza. Portanto, uma região dos filisteus (Philistia) que não eram, por sua vez, semitas, ou seja, nem árabes nem judeus. Os filisteus eram originados de Creta e ocuparam vários pontos do Mar Mediterrâneo, incluindo Gaza (todos conhecem o mito de Sansão e Dalila? Dalila era filisteia!). Portanto, Palestina não se refere, até então, a um país ou povo específico, mas a uma região geográfica.


 c) Antes de 1948, a, então região chamada Palestina não era um país, era um lugar, onde existiam judeus, árabes, drusos, ingleses, cristãos, muçulmanos etc. Estava sob "mandato" internacional da Inglaterra. As relações eram entre judeus-árabes-muçulmanos-drusos-cristãos e, como maior número, especialmente, entre judeus e árabes. Não havia israelense nem o que chamamos hoje "palestinos" (como povo). Os judeus viviam comumente em Kibbutzim, da agricultura, enquanto os árabes e outros, também, da agricultura familiar.


 d) Com a criação do Estado de Israel, houve oposição de todo o mundo árabe. E, desde logo, guerra entre os recém-nascidos israelenses e os árabes. Por isso mesmo, nesta ocasião, todos os jornais, livros, artigos etc, mencionam apenas o conflito "israelo-árabe". Após a primeira guerra, de 1948, vencida por Israel contra a coligação Síria-Líbano-Jordânia-Egito-Iraque, começada no dia 15.5.1948 com a invasão destes países, um dia depois da declaração de Independência de Israel, o conflito passou a ser chamado Israelo-Árabe. Também, não é mais apropriado (desde os anos 70) utilizar os termos "pan-arabismo ou pan-islamismo", excetuando os grupos radicais (mas, grupos radicais não contam!)


 e) Apenas a partir do final dos anos 60, os árabes da resistência que lá ficaram (ou estavam em campos de refugiados), abandonados pelos países árabes, estes, vencidos em todas as guerras, começaram a ser identificados como árabes palestinianos. Todos os outros passaram a ser chamados de árabes israelenses (inserido nos contexto do Estado de Israel, assim como, drusos israelenses, cristãos israelenses ...).


 f) Dos anos 70, os árabes não israelenses (da Cisjordânia e Gaza), passaram a ser chamados "palestinos", e o conflito, não mais Israelo-Árabe, mas Israelense-Palestino que se arrastou, de forma sangrenta, pelos anos 70, 80 e 90. Apenas depois de muitas intervenções internacionais, bem como acomodação de israelenses e palestinos, começou algum processo de paz objetivando à criação do Estado da Palestina, processo esse, quase sempre interrompido, seja pela direita israelense, seja por grupos radicais palestinos, entre os quais, o Hamás. A partir de 90, o conflito não é exatamente (embora seja ainda em certa medida), entre Israelenses e Palestinos, mas, entre Israel e Hamás.


 g) ....continuarei este esclarecimento mais adiante, em nova oportunidade...


 obs.: conforme meus textos anteriores, continuo contra a resposta bélica israelense em face dos ataques do Hamás. Considero que haja outros meios, alternativos, de resposta!
 Pietro N Dellova, 2014

lunedì 7 luglio 2014

eccolo IL BACIO LIBERTARIO


"Noi apprezziamo un piano di sviluppo per la Galilea, ma sottolineiamo che il piano deve beneficiare ebrei e arabi nella stessa misura. A questo scopo, è necessario proporre un piano che sin dall'inizio tenga conto dei bisogni di entrambi i gruppi di cittadini."

Lettera di Martin Buber al primo ministro Levi Eshkol (26.10.1964)

GRUPPO MARTIN BUBER, Roma, Fondi, Napoli 
(ebrei per la pace)
http://www.martinbubergroup.org/ 

Pietro N Dellova, 5774 
Sinagoga Scuola בית מדרש (Casa Degli Spiriti) 


domenica 29 giugno 2014

spettacolare: ADDIO LUGANO BELLA (Gaber, Jannacci, Toffolo, Profazio, Pisu, 1964)





Cari amici eccola, stupenda e spettacolare
ADDIO LUGANO BELLA
lettera e musica di P. Gori (1894)

con
Giorgio Gaber, Enzo Jannacci, Lino Toffolo, Otello Profazio e Silverio Pisu (1964)

Addio, Lugano bella,
o dolce terra pia,
scacciati senza colpa...
gli anarchici van via
e partono cantando
colla speranza in cor.

Ed è per voi sfruttati,
per voi lavoratori,
che siamo ammanettati
al par dei malfattori;

eppur la nostra idea
non è solo idea d'amor.

Anonimi compagni,
amici che restate,
le verità sociali
da forti propagate:
è questa la vendetta
che noi vi domandiam.

Ma tu che ci discacci
con una vil menzogna,
repubblica borghese,
un dì ne avrai vergogna
ed oggi t'accusiamo
di faccia all'avvenir.

Scacciati senza tregua,
andrem di terra in terra
a predicar la pace
ed a bandir la guerra:
la pace tra gli oppressi,
la guerra agli oppressor.

Elvezia, il tuo governo
schiavo d'altrui si rende,
di un popolo gagliardo
le tradizioni offende
e insulta la leggenda
del tuo Guglielmo Tell.

Addio, cari compagni,
amici luganesi,
addio, bianche di neve
montagne ticinesi,
i cavalieri erranti
son trascinati al nord.

giovedì 15 maggio 2014

ALTERNATIVAS POÉTICO-POLÍTICAS AO DIREITO: A PROPÓSITO DAS MANIFESTAÇÕES POPULARES EM JUNHO DE 2013

Estimados amigos e amigas, salve!
ALTERNATIVAS POÉTICO-POLÍTICAS AO DIREITO:
A PROPÓSITO DAS MANIFESTAÇÕES POPULARES EM JUNHO DE 2013 NO BRASIL
 
23/5/2014, sexta-feira, das 18h às 21h
PUC/SP
Rua Ministro de Godoy, 969, sala 239 (2º andar)
Com amizade,
Pietro Nardella Dellova,
Edmundo Aruda, Outros Autores e o Organizador (Willis Santiago Guerra)

venerdì 2 maggio 2014

HAI CAPITO?



Maria Oliverio (detta Ciccilla)


MARIA OLIVERIO
detta Ciccilla
(Casole Bruzio, 30 agosto 1841 – Forte di Fenestrelle, 1879 circa),
è stata una brigante italiana, facente parte della banda di Pietro Monaco, suo marito, tra il maggio 1862 e il febbraio 1864,
operante in Calabria all'indomani della proclamazione del Regno d'Italia di Vittorio Emanuele II.
 
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STAZIONE DI NAPOLI CENTRALE



SOBRE O PAULO FREIRE E O REINO DOS PATIFES



PAULO FREIRE
E O REINO DOS PATIFES

 

É uma vergonha (e desonra), diria, uma indignidade, encontrar em algumas Bibliotecas Escolares e Universitárias, as obras de Paulo Freire, bem como as mesmas serem mencionadas pelas Secretarias e Ministério da Educação!

Esses "lumpens" da educação não merecem a memória de Paulo Freire e, muito menos, suas Obras!

Paulo Freire e suas Obras oferecem emancipação, libertação. Os patifes, ao contrário, impõem algemas intelectuais, e destruição humana!

 

Pietro N Dellova, 2014


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PRASSI GIURIDICA / PRÁTICA JURÍDICA CIVIL


LABORATORIO DI PRASSI GIURIDICA CIVILE
DIRITO CIVIE E PROCEDURA DI DIRITTO CIVILE
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OFICINA DE PRÁTICA JURÍDICA CIVIL
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL
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