alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







lunedì 22 agosto 2016

O' SOLE MIO - Pietro Nardella-Dell'ova


MINHA ÚLTIMA NOTA SOBRE O IMPEACHMENT

Quem me conhece, já sabe - e sabe muito bem, que para os partidos políticos (todos) eu faço apenas um escarro! Política, para mim, é outra coisa. Sim, há diferença, e muita, entre os partidos políticos e a Política. Usando um recurso estilístico, diria que os partidos políticos brasil(eiros), assim como os sindicatos, são semelhantes ao esgoto, enquanto a Política e a Luta Operária formam alguma coisa como o sol e a lua: aquilo é lixo e isto, bem, isto é referência, é astro, é o acima. No esgoto, concentra-se tudo (com alguma exceção, quase tudo) o que não presta - no sol e na lua, a conversa é outra!

Relembrado isso, vale dizer algo mais. Algo mais sobre o impeachment da Dilma Rousseff. Não, não se trata de dizer uma vez mais o óbvio, ou seja, que tudo isso é a inversão absoluta de valores democráticos, que tudo isso é uma violência antidemocrática, que Eduardo Cunha, Michel Temer, Carlos Sampaio, Aécio Neves, Ronaldo Caiado, José Serra, Romero Jucá, Renan Calheiros, Gilmar Mendes, incluindo a Janaina Paschoal e o Miguel Reale Jr., e outros, deveriam, eles sim, estar presos por tramarem contra uma Democracia e contra uma Constituição. Mas, isso é papo pra gente grande e, por desgraça, não é o caso atual.

A questão, para mim, é pessoal, já que não consigo descer tão baixo ao ponto de ser um petista ou um antipetista. Há uma medida, consciente, a que me permito descer - quando necessário. E, vou dizendo logo, para eu aceitar minimamente o impeachment, eu precisaria fazer um sacrifício muito grande tipo emburrecer (no exato conceito de emburrecimento tratado por Theodor Adorno): precisaria esquecer valores das Ciências Políticas, valores jurídicos, valores constitucionais, e precisaria rasgar todos os filósofos de várias tonalidades ideológicas: liberais, anarquistas e marxistas. Mais do que isso, eu precisaria negar valores judaicos milenares. Eu precisaria rasgar todos os meus Profetas hebreus. E, neste momento, não estou nem um pouco predisposto a rasgar o que estudei e a abandonar o que sou, nem desprezar minha formação!

Por não querer negar valores judaicos, por não querer descer nem emburrecer, por não querer rasgar os meus filósofos (de todas as tendências) e, além disso, por julgar que as pessoas (que deveriam estar presas) acima citadas fazem parte do polo antidemocrático e abusivo, mantenho-me em uma dimensão acima e em uma linha onde me reconheça como agente crítico: considero o impeachment  e sua defesa, o ponto de baixo, decadente, pensado e processado no esgoto!

P.S.:

O texto acima de modo algum pretende provocar alguém ou desfazer do modo de pensar de alguém. Como libertário, sou aberto a todas as correntes e pensamentos, respeito todos os pontos de vista e todos os juízos de valores. Ocorre, entretanto, que o impeachment de Dilma Rousseff, não é um "pensamento" ou uma ideia diferente, e, também, não estou nada preocupado com ela (Dilma). O impeachment é um atentado contra mim e contra a Democracia e, por isso mesmo, não dá para tolerá-lo!

Pietro Nardella Dellova

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PRINCIPESSA: Paolo Filippi (Sicilia) canta Pietro Nardella-Dell'Ova (Napoli)


PRINCIPESSA
Poesia di Pietro Nardella Dell'Ova (Napoli)
Musica Paolo Filippi (Sicilia)


(opera in siae Italia)
Conosci questo volo principessa ?
Volare cantare vivendo..
Andare verso il sole
Trovar la luna
Principessa
Principessa..
Ed abbracciare l'alba
E camminare
Verso acqua e baci
Conosci acqua del bacio
Senza fine
Principessa
Principessa..
VOLARE AL CIELO DELLA BOCCA TUA
E CONOSCERE LA TERRA
GIARDINI
LA MUSICA E POESIA
OGNI MOMENTO DEL NOSTRO VOLO...
Volare al sole tutta la giornata
Alla luna nella notte divina
L'amore dolce per tutta la vita
Principessa
principessa


Versi di Pietro Nardella Dell'Ova
dell'Accademia Napoletana


Musica di Paolo Filippi
opera in SIAE-ITALIA

sabato 13 agosto 2016

O IMPEACHMENT E A VITÓRIA DA CORRUPÇÃO

O IMPEACHMENT E A VITÓRIA DA CORRUPÇÃO
O problema do "impeachment" não é se Dilma fica ou não, mas que todo esse processo está viciado desde as origens. Não um simples vício instrumental, mas vício material e, ademais, vício político, pois os parlamentares, em sua maioria, decidiram em conluio expresso e desavergonhado que sufocariam o governo Dilma - e tiveram êxito nisso. A má-fé dos deputados e senadores marca, caracteriza e alimenta essa "coisa" toda. O que se vê - e o que se ouve, é fruto de um desavergonhado desprezo pela Democracia e pelo Estado Democrático. As regras e o sistema constitucional nada valem!
O processo de "impeachment" contra Dilma não chega a ser um clássico golpe contra um governo, com violência e armas, mas é uma "coisa", um monstrengo, uma bactéria que foi adoecendo o sistema, um vírus, enfim, um "modus dragão-de-komodo". Aos esclarecidos, esta expressão basta!
Alguns dizem: "o processo de impeachment é impecável". Em outra seara, a frase me faz lembrar que, não faz muito tempo, os maridos que estupravam suas esposas não respondiam por coisa alguma, pois marido e mulher estavam em união "legítima". Ou seja, estar formalmente casado descaracterizava o estupro! Hoje, um pouco mais civilizados, sabemos que maridos estupram - e ponto!
O fato de haver um excessivo cuidado com o procedimento do impeachment e que, reconhecemos, é inconteste, não demonstra respeito ao sistema jurídico - e político. Ao contrário, demonstra que há uma preocupação cuidadosa de dar "aparência" de processo honesto, jurídico e republicano! É teatro - da pior qualidade, e apenas o aplaude quem é desavisado, inocente, louco. drogado ou velhaco! A questão é o mérito do impeachment - e o mérito é a maior sujeira contra a Democracia!
Qualquer pessoa com alguma clareza deveria se perguntar: "O Jucá, o Renan e o Aécio Neves" vão mesmo julgar o processo de impeachment? Essas, e outras figuras, vão mesmo votar pelo afastamento de Dilma? Esses, e outros senadores, vão mesmo julgar Dilma? As gravações de Sérgio Machado, nas quais aparecem tais figuras "tramando" o afastamento de Dilma, não valem nada?
Por último, a questão para mim, que não sou petista, não é se Dilma fica ou não; se Temer é - ou não, um crápula na política. Como libertário não acredito em pessoa e, muito menos em "salvadores" da Pátria. Aliás, nem em Pátria acredito! Para mim, a questão é outra, maior e mais acima: há uma grave e violenta ruptura com o Estado Democrático! Isso ocupa, sim, minha reflexão, pois, faz poucas décadas, quando houve a ruptura democrática na Alemanha, o processo terminou com 16 milhões de exterminados nos campos de concentração. No Brasil, quando houve o "golpe" militar, em 1964, o país foi afundando em duas décadas de sombras e autoritarismo, cujos efeitos ainda estão presentes.
Sim, esse impeachment é uma ruptura com a Democracia - e abertas as portas do inferno, dele não vêm anjinhos. Mordido pelo "dragão-de-komodo", espera-se a morte, lenta e certa! É uma questão de lógica, de pensar bem, de raciocinar acima desse cocô "petista e antipetista", dessa coisa midiática: a ruptura trará o pior!
O impeachment de Dilma Rousseff não é a luta contra a corrupção, mas, o oposto: é a vitória plena e retumbante da corrupção! Os promotores do impeachment, desde Janaína Paschoal, Miguel Reale Jr, Eduardo Cunha, Carlos Sampaio, Michel Temer, Jucá, Renan, entre outros, do PSDB, DEM, PMDB, PT, e outros partidos, têm razões e motivadores diversos do que seria o "combate à corrupção". Seus motivos são a manutenção da Corrupção!

Pietro Nardella Dellova


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giovedì 11 agosto 2016

O 11 DE AGOSTO, O DIA DO PERU, O CEMITÉRIO, A POESIA E A CARICATURA VAGABUNDA

O 11 DE AGOSTO, O DIA DO PERU, O CEMITÉRIO, A POESIA E A CARICATURA VAGABUNDA
Pietro Nardella-Dellova
O 11 de Agosto é, historicamente, o dia em que os Cursos de Direito foram constituídos no Brasil (São Paulo e Olinda). Tornou-se, depois, o Dia do Peru (nome original para o atual Dia do Pendura) e, finalmente, Dia do Advogado. Continua sendo, não obstante, o Dia dos Cursos Jurídicos e, por extensão, Dia do Advogado, pois, sem dúvida, o Advogado e a Advogada são a maior expressão jurídica dentre os profissionais relacionados ao Direito.
No chamado Dia do Peru, os estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (As Arcadas), especialmente, os ultra-românticos, entre os quais, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Fagundes Varella, saíam, como protesto contra a "elite paulistana" e contra o "trabalho escravo", pelas vizinhanças das Arcadas, na então São Paulo do século XIX, e furtavam perus para uma festa estudantil de caráter libertário!
No mesmo dia, com o peru e bebidas "fortes", dirigiam-se ao Cemitério da Consolação, onde passavam a noite e madrugada, em libertação sexual e festa sobre as tumbas dos avoengos paulistanos - até o sol nascer, lendo, de corpo e alma, os textos de Musset, Byron, os seus próprios textos e de outros Poetas Malditos!
Atualmente, muitos estudantes (de Direito) se reúnem e saem para jantar de graça (dia do pendura). Mas, isso acabou por ficar meio sem graça, pois a tradição manda que os Estudantes entrem em um Restaurante, jantem e, na hora do cafezinho, ergam-se declamando e interpretando Poemas ou proferindo um imponente Discurso para, ao final, entregarem ao dono do Restaurante uma Carta de Agradecimento (escrita e assinada por Diretórios Acadêmicos). Sem o "estilo" nem a declamação/interpretação de Poemas e, também, sem o Discurso substancial, o fato torna-se não mais que uma caricatura (bem vagabunda) que nada lembra, ou honra, a tradição libertária e, muito menos, tem a ver com a ideia de protesto, resistência à apaulistanização ou de libertação de dogmas jurídicos, religiosos e sociais!
Pietro Nardella-Dellova, 11 de Agosto, 2015

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lunedì 1 agosto 2016

I CONGRESSO DE DIREITOS HUMANOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS - OAB/SC - Subseção de Camboriú


I CONGRESSO DE DIREITOS HUMANOS
E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Prezados amigos e amigas, salve!

Estaremos em Santa Catarina, OAB/SC - Subseção de Camboriú, por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos (e Dia da Justiça), no "I Congresso Nacional de Direitos Humanos e Garantias Fundamentais".

O Evento se dará entre 8 e 10 de dezembro, com as seguintes participações:

Alexandre Morais da Rosa; Cezar Britto; Eloísa Samy Santiago; Flávio Antonio da Cruz; George Marmelstein Lima; João Marcos Buch; José Sérgio da Silva Cristóvam; Leandro Gornicki Nunes; Lenio Luiz Streck; Luiz Carlos Honório Valois Coelho; Luiz Fernando Ozawa; Paulo Roberto Iotti Vecchiatti; Salah H. Khaled Jr; Sandro Sell; Pietro Nardella Dellova

Na ocasião será prestada uma justa homenagem a Lenio Luiz Streck pelo conjunto de sua obra o contribuições ao Direito.

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Para informações de todas as Palestras, Palestrantes/Currículos, Chamadas, Inscrições, Local e Datas, procure em:

Página do Evento:
https://www.facebook.com/events/567123576807596/

mercoledì 27 luglio 2016

Hannah Szenes

DO AI-5 À CF/88: VOZES DO PASSADO

DO AI-5 À CF/88: VOZES DO PASSADO
Pietro Nardella-Dellova
Na minha época de Graduação em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito), eu tive um Professor de Teoria Geral do Estado, membro da TFP, apoiador incondicional da Ditadura (não informarei seu nome por respeito a mim mesmo!). À época, a Constituição Federal era o monstro a partir do AI-5 (CF/69).
Certa vez, ele começou a falar do projeto que avançava entre os Constituintes de 1987 e, não resistindo, passou a criticar o que viria a ser a CF/88. Ele zombava da quantidade de Artigos, dizendo: "não é uma Constituição, é um Código" e, ainda, ridicularizava direitos: "é um absurdo que contenha dispositivos acerca da empregada doméstica", e julgava que "os direitos fundamentais eram excessivos..." e, finalmente, dizia ele: "a atual Constituição é formidável, não há necessidade de mudança" (referindo-se ao AI-5).
Na mesma Faculdade havia três (talvez quatro) pessoas "estranhas" ao contexto daquela super conservadora Faculdade. Para se ter uma ideia do conservadorismo, certa vez o Diretor determinou por Portaria, afixada em todas as paredes, que "era proibido o beijo de boca entre namorados, sob pena de suspensão". Bem, os "estranhos" eram dois negros e uma mulher obesa. Um dos negros, Willian, era homossexual; o outro, Milton, um senhor de uns sessenta anos; e a mulher obesa, acho que se chamava Carla, era de esquerda. Eu, que havia chegado naquele ano, era duas vezes "estranho" e, pior, poeta. Todo o resto era qualquer coisa de "normal". Não poucas vezes, atacavam o Milton, questionando sua idade, bem como o porquê de estar ali; outras, o Willian (não vou dizer o que falavam dele!) e, na maioria das vezes, maltatratavam a Carla, apelidando-a de muitas coisas (não tenho estômago para reproduzir aqui) e de "comunista" (na verdade, ela era do PT, bem longe de ser comunista).
Quando, finalmente, a Constituição Federal de 1988 foi promulgada, lembro-me bem que o tal Professor de Teoria do Estado lançou todas as pragas sobre ela. Neste dia, eu tive a certeza de que estava em um país pouco inclinado à Democracia ou, ao menos, doente, digamos, bipolar.
Enfim, eu estudei o Direito pelo AI-5 (CF/69) e, passados alguns meses, recebi um exemplar da CF/88, autografado por Jorge Miguel, um senhor, Procurador do Estado e Professor, com profunda inteligência e sensibilidade democrática, (tenho-o até hoje, com muito carinho). Ele a deu na Cantina, entre dois cafés. Disse-me ele: "isso é um tesouro, é tua, use-a!" Passei aquele mês inteiro estudando a CF/88, o tesouro, segundo o Prof. Jorge Miguel (cito o seu nome em homenagem a ele). Estudei-a em profundo. Comparando-a com todas as outras sete Constituições anteriores e, também eu, passei a dizer: "é um tesouro!".
Aliás, o Professor Jorge Miguel foi o responsável por me iniciar na Docência Superior. Então, como Professor, eu sempre acreditei (a cada giz e aula) que nunca mais o Brasil estaria na sombra de um AI-5 ou na estupidez e violência de uma Ditadura. Embora eu tenha seguido pelo Direito Civil, minha principal Cadeira, jamais consegui afastar a Constituição de 1988 das minhas aulas, sobretudo porque, por muitos anos, tive que lecionar a partir do desalmado CC/16 e me lembrar o que faziam com os três "estranhos" por serem negros, gay, idoso, obesa e de ideologia diversa. Graças à Constituição de 1988, criou-se algo, que sigo e ensino: Direito Civil-Constitucional. A CF/88 é muito mais que um texto constitucional: é uma fonte garantidora de direitos fundamentais e de direitos comuns e, sobretudo, de uma viva hermenêutica democrática.
Porém, depois de duas décadas lecionando "Direito", confesso, hoje eu tenho dúvidas, muitas dúvidas... sobre a Democracia brasileira e, de quando em quando, escuto a voz daquele antigo Professor de Teoria Geral do Estado, zombando e batendo contra seu texto - porque muitos fazem isso hoje! Mas, ouço, também, a voz do Professor Jorge Miguel, entre dois cafés, dizendo: "é um tesouro, é tua, use-a!".
Pietro Nardella-Dellova

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lunedì 25 luglio 2016

LASHON HARÁ NA POLÍTICA

LASHON HARÁ NA POLÍTICA
Pietro Nardella-Dellova
Em hebraico temos uma expressão "lashon hará" que, literalmente, significa "língua para o mal". Já escrevi sobre o tema dezenas de vezes, incluindo meu livro. Trata-se de uma expressão que sempre me faz pensar, pois tudo é "língua e linguagem".
Alguns consideram-na uma expressão que diz respeito apenas à fofocas, mexericos e maledicências cotidianas. Não creio que tão simples assim, já que a Torá informa que "o corpo, as roupas e as paredes das casas" ficarão cobertos de lepra caso uma pessoa pratique o "lashon hará". É mais que mexerico...
"Lashon hará" é mesmo o uso maléfico (maligno) da língua (linguagem). É mais que mexerico, é uma força negativa que vai centrifugando a todos e a tudo. Há inúmeros casos de "lashon hará" na Torá de forma exemplar!!!
Nos últimos quinze meses, o que mais testemunho é o "lashon hará" na política ou em função dela. O PSDB fez "lashon hará" desde o minuto posterior à Eleição presidencial e, somando-se ao "lashon hará" de Eduardo Cunha e demais cúmplices parlamentares, levou o Brasil a um estado caótico! Mas, o PT também fez "lashon hará", faltando com a verdade, desvirtuando-se e estabelecendo coligações que, no mínimo, causam nojo, asco! O Brasil está com seu corpo, roupas e paredes cobertos de lepra!
Mas, devo dizer, que, segundo o que eu penso, "lashon hará" não é apenas uma ação, o uso efetivo da língua para o mal, mas, também, o silêncio covarde, já que o silêncio também é linguagem e, nesse sentido, pode transformar-se em "lashon hará". Católicos, Cristãos Evangélicos, Umbandistas, Ateus, Agnósticos e Judeus, fizeram "lashon hará" desavergonhadamente nos últimos quinze meses! Até o "fora dilma" é "lashon hará"! O resultado é que, ao longo dos quinze meses, a Constituição fragilizou-se, os Direitos Fundamentais se fragilizaram, os organismos responsáveis pela manutenção dos Direitos Humanos foram violentamente atacados.
Se há algo na Torá que aparece de Bereshit à Israel, ou seja, da primeira à ultima palavra, é o estudo e exercício de um "bem dizer". Não, não dizer bem, no sentido oratório ou de saber pronunciar as palavras em hebraico, mas de dizê-las no seu profundo, vertical e substancialmente. No mais, é um exercício para resistir ao "lashon hará"! Insisto, "lashon hará" é muito mais que mexerico!
Como o silêncio constitui-se em linguagem e, assim, possibilidade de "lashon hará" e, sobretudo, porque não tenho muita vontade de ter meu corpo, roupas e paredes, cobertos com esta "lepra", rompo o silêncio em defesa de Marilena Chauí e Eduardo Suplicy. Para quê? Para dizer que este é uma das reservas políticas de melhor nível, e aquela, uma das pensadoras mais profícuas e interessantes! Este, não é um simplório, e aquela, não está ultrapassada, sobretudo, em face do que disse sobre Sérgio Moro!
Pietro Nardella Dellova


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I CLASSICI DELL’ARTE, by Rino Stefano Tagliafierro


I CLASSICI DELL’ARTE 
(si animano con la magia digitale)


I grandi capolavori del simbolismo, manierismo, paesaggismo, romanticismo e neoclassicismo diventano animati. Il progetto di Rino Stefano Tagliafierro trasforma i gesti “congelati” dei dipinti in animazioni digitali, by RINO STEFANO TAGLIAFIERRO.
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Directed by RINO STEFANO TAGLIAFIERRO

MATILDE SERAO, by Edoardo Scarfoglio


Simbolo dell’indipendenza femminile in un periodo storico in cui le sue coetanee non potevano ancora votare, Matilde Serao fu la prima donna a fondare e dirigere un giornale. Nata in Grecia il 7 marzo del 1856 da padre napoletano e una nobile discendente dei principi Scanavy di Trebisonda, la Serao si trasferì in Italia nel 1860, all’età di ventiquattro anni. A Napoli conseguì il diploma di maestra e dopo poco iniziò a lavorare ai Telegrafi di Stato. Fu in questi anni che iniziò a collaborare con alcuni giornali locali seguendo le orme del padre che scriveva per alcuni fogli d’ispirazione liberale come Il Pungolo. Con lo pseudonimo di “Tuffolina” la Serao iniziò a scrivere per il Giornale di Napoli e intanto inviò la sua prima novella intitolata “Opale” al Corriere del Mattino.

Nel 1882 lasciò il capoluogo campano e si trasferì nella Capitale dove iniziò a collaborare con alcune delle più importanti riviste romane quali Capitan Fracassae la Nuova Antologia. In questo periodo conobbe il verista Giovanni Verga e il giornalista Edoardo Scarfoglio che sposò nel 1885. L’affinità sentimentale presto sfociò anche in una collaborazione lavorativa e i due fondarono il Corriere di Roma. Richiamati a Napoli dall’imprenditore toscano Matteo Schilizzi, proprietario del Corriere del Mattino, i due diventarono direttori del Corriere di Napoli, nato nel 1888 dalla fusione del giornale romano e di quello napoletano. In questo periodo la Serao diventò particolarmente famosa grazie alla rubrica “Api, Mosconi e Vespe” dedicata alla cronaca mondana. In seguito a un litigio con l’industriale, i due giornalisti investirono la liquidazione di 86mila lire in un nuovo progetto e, nel 1892, fondarono Il Mattino.


La Serao abbandonò il giornale napoletano nel 1904, due anni dopo la separazione da Scarfoglio, e poco dopo diede vita a Il Giorno. Insieme al nuovo giornale, la giornalista iniziò una nuova vita accanto all’avvocato Giuseppe Natale con il quale restò fino alla sua morte. In tutti questi anni la Serao scrisse, oltre a numerosi articoli, anche libri che riscontrarono un notevole successo. Si ricordano in particolare “Vita e avventure di Riccardo Joanna”, edito nel 1887 e definito “il romanzo del giornalismo”, “II Paese di cuccagna”, ritratto crudo e suggestivo di Napoli, pubblicato nel 1891, e “Il ventre di Napoli”, che dimostra l’attaccamento e l’amore che la scrittrice ha sempre avuto nei confronti del capoluogo campano. “Questo libro – scrive la stessa giornalista – è stato scritto in tre epoche diverse. La prima parte, nel 1884, quando in un paese lontano, mi giungeva da Napoli tutto il senso di orrore, di terrore, di pietà, per il flagello che l’attraversava, seminando il morbo e la morte […] La seconda parte, è scritta venti anni dopo, cioè solo due anni fa, e si riannoda alla prima, con un sentimento più tranquillo, ma, ahimè più sfiduciato, più scettico che un miglior avvenire sociale e civile, possa esser mai assicurato al popolo napoletano […]La terza parte è di ieri, è di oggi: né io debba chiarirla, poiché essa è come le altre: espressione di un cuore sincero […] espressione nostalgica e triste di un ideale di giustizia e di pietà, che discenda sovra il popolo napoletano e lo elevi o lo esalti!”.




Fonti:

1. Matilde Serao, “Il ventre di Napoli”, Milano, RCS Libri, 2011
2. Umberto Eco, “Carolina Invernizio, Matilde Serao, Liala”, Venezia, La Nuova Italia, 1979
3. Questo testo: www.vesuviolive.it/


domenica 24 luglio 2016

ENTRE ISSO E AQUILO (Temer, PT e outras coisas...)

ENTRE ISSO E AQUILO (Temer, PT e outras coisas...)
O governo Temer (sequer interino) e seu PMDB, PSDB e DEM, demonstram (e provam) que o povo brasil(eiro) tem pouca familiaridade com o chamado Estado Democrático de Direito, e muita, muita mesmo, familiaridade com uma cultura de "abuso de direito", com sói acontecer, e, sobretudo, de "enriquecimento ilícito". O Direito não é visto como um sistema que deva ser respeitado, mas como "algo" que deva servir a oportunistas, a grupos famélicos pelo Poder ou interesses elitistas.
Por outro lado, o mesmo povo brasil(eiro) é orgulhoso, muito orgulhoso (de um mórbido orgulho) de viver em uma escuridão abissal nas ciências políticas. Primeiro, por confundir política com futebol e, nos últimos anos, dizer (por osmose midiática) que os governos do PT foram de Esquerda - ou vermelhos! Política não é futebol e, muito menos, jogo regional e bairrista de futebol, bem como os governos do PT nunca foram de Esquerda. Neste caso, no máximo, seriam mais sociais (e isso não significa socialismo nem mesmo mudança estrutural). Enfim, o Brasil não tem a melhor seleção de futebol do mundo (nem mesmo o melhor futebol) e os governos do PT nunca foram vermelhos; ao contrário, foram mais bancários e protetores dos Bancos, nacionais e internacionais, do que qualquer outro governo.
Temer, o PMDB, o PSDB e o DEM, não passam de um café frio e amargo do dia anterior; o PT, por sua vez, não passa de um partido que desmerece qualquer respeito. (1) e (2)
Os partidos não são corruptos. Nenhum partido é corrupto: são apenas pessoas jurídicas de direito privado. Mas, todos eles recebem, com alegria incontida, corruptos, estelionatários, criminosos, assassinos, estupradores, torturadores, bestas religiosas, devoradores das florestas, militaristas, fascistas, nazistas e, de vez em quando, algum cidadão (que vira ração).
DUAS NOTAS DE RODAPÉ
1. a maioria dos outros partidos não merece sequer nota de rodapé;
2. o chamado "governo Temer" deveria ser desfeito, pois demonstra que, efetivado, será o pior dos monstros antidemocráticos, já que não usa tanques de guerra, mas um discursinho jurídico para se efetivar no poder (assim o fez Hitler) e, por outro lado, Dilma deveria retornar apenas e tão somente para convocar eleições antecipadas, quiçá, gerais.
© Pietro Nardella-Dellova

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MOREL MALKA e MAHMUD MANSUR (the love between a Jewish and a Muslim)


MOREL MALKA e MAHMUD MANSUR
(the love between a Jewish and a Muslim)

The marriage between a Jewish woman and a Muslim man
in Israel (Tel Aviv)
...because there are Jews and Muslims who refuse to be enemies!

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MOREL MALKA e MAHMUD MANSUR
(l'amore tra una ebrea ed un musulmano)

Il matrimonio tra una donna ebrea e un uomo musulmano
in Israele (Tel Aviv)
...perché ci sono ebrei e musulmani che rifiutano di diventare nemici!


Pietro Nardella Dellova

giovedì 21 luglio 2016

KAYAPÓ EN AMAZONIE


KAYAPÓ EN AMAZONIE

A diffuser le plus largement possible
Peine de mort pour la tribu kayapó en Amazonie

L'évacuation de la tribu kayapó - un peuple indigène de la région du Mato Grosso au Brésil - a commencé... La construction du barrage de Belo Monte est en marche malgré plus de 600 000 signatures recueillies contre ce projet. Cela signifie la peine de mort pour tous les habitants du grand méandre de la rivière Xingu. Un total de 400.000 hectares de forêt sera noyé et 40 000 membres de communautés indigènes devront bouger ou mourir. L'habitat de nombreuses espèces animales et végétales sera définitivement détruit.

Blog Caffè Diritto Poesia 

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POLENTA COM LEITE (na Favela)


POLENTA COM LEITE 
(na Favela)

Faz três meses, fui a uma Favela no ABC Paulista (foto), convidado especialmente para fazer uma "roda" de poesia e música. Ao chegar ali, além da música e da poesia, me foi servida polenta, polenta com leite quente e um pouco de café, em uma pequena cumbuca de ferro esmaltado. Senti-me um deus, um demônio, um ser humano, enfim, gente! Mas, fui especialmente indelicado - e pedi que repetissem a polenta com leite quente... por duas vezes...

Fiquei ali por horas e concluí que o "país" Brasil, digo, o "Estado" brasil(eiro), é desgraçado, desgraçado e condenado ao insucesso, por excluir almas e cérebros tão criativos da economia formal. Tudo bem, há um Brasil à parte, ao qual respeito, uma nação à parte, que admiro, um Direito para além da forma. Há gente muito boa, criativa, poética, há músicos e há polenta com leite quente servida em pequenas cumbucas de ferro esmaltado! 

Ah, há também café delicioso passado em coador de pano, e poesia, e música, e humanidade, e abraços sem limites! Há um Brasil verdadeiro, culturalmente rico, de brasilianos e brasilienses, que os miseráveis brasil(eiros) não conhecem!

Pietro Nardella Dellova 

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foto: "vista parcial da Favela no ABC Paulista" © Pietro N-Dellova

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DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL: A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO


DIÁLOGOS (in)PERTINENTES SOBRE A POLÍTICA NA ATUALIDADE, O IMPEACHMENT E A CIDADANIA CONSCIENTE



DIÁLOGOS (in)PERTINENTES SOBRE A POLÍTICA NA ATUALIDADE, O IMPEACHMENT E A CIDADANIA CONSCIENTE

entre

o Juiz ANDRÉ AUGUSTO BEZERRA
e o Prof. PIETRO NARDELLA-DELLOVA

promovido pelo CAD VIII de Dezembro - Centro Acadêmico da Faculdade de Direito Padre Anchieta
20/8, 10h
Jundiaí, SP
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Dr. André Augusto Bezerra, Juiz de Direito em São Paulo. Presidente da AJD - Associação Juízes para a Democracia. Mestre e Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e outras legitimidades da USP - Universidade de São Paulo.
_________________________________
Prof. Pietro Nardella-Dellova (SP/RJ/Napoli), Doutoramento em Sociologia e Direito pelo PPGSD da Universidade Federal Fluminense. Mestre em Direito pela USP, Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Consultor Internacional. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos desde 1990. Professor da Pós-Graduação EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, da Unimep e da Unesa. Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos de Teorias Críticas e Direitos Humanos, do Damásio/DeVry, SP. Poeta. Membro da "Accademia Napoletana", Napoli, e do "Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos", Roma.