alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







lunedì 2 aprile 2018

Resumo da Semana: OS LINCHADORES DA DEMOCRACIA E OS PORTADORES DE IDEIAS FIXAS DOENTIAS, por Pietro Nardella Dell'ova

Resumo da Semana: OS LINCHADORES DA DEMOCRACIA E OS PORTADORES DE IDEIAS FIXAS DOENTIAS
por Pietro Nardella-Dell'ova
Hoje, por acaso, ouvi um comentário do jornalista Ricardo Boechat, lamentando, questionando e, em determinados momentos, colocando a PGR e o STF sob "suspeita", porque os dez detidos (prisão temporária), sob autorização do Min. Barroso, STF, a pedido de Raquel Dodge, PGR, foram liberados no final de semana, mais ou menos, dois dias depois de terem sido presos. Entre eles, dois antigos amigos de Temer!
O jornalista lamentou pelo motivo errado (e, imperdoavelmente, bem raso). Deveria, sim, ter lamentado, não pela soltura, mas pela anterior ordem de prisão, absolutamente desnecessária e ilegal e, lógico, inconstitucional, já que nenhum deles estava fugindo ou negando-se a depor.
A fala de Boechat, que foi a mesma de outros tantos, a começar pelos "comentaristas da Globo", é doentia. Eles querem prisão, têm insaciável fome de prisão, e falam do alto de um moralismo babaca a fazer inveja aos piores Estados antidemocráticos, autoritários e teocráticos. Se houvesse fogo como pena, defenderiam o fogo sobre os suspeitos.
Bem, fica aí meu breve comentário. As prisões autorizadas pelo Min Barroso foram desnecessárias, e expressa a sede de justiceiro do Ministro, a gritaria e urros dos jornalistas. Todos apontando para a prisão, seja ela qual for, para quem for, em que momento for, ainda que para um miserável idoso carcomido e, neste momento, apenas investigado. Na verdade, insisto, o problema não está em soltar quem fora preso para depor, mas, ao contrário, o problema muito grave é que tenha sido preso, inconstitucionalmente, para depor!
O Brasil, enfim, está ficando inviável como sociedade democrática e solidária. É, infelizmente, um aglomerado de zumbis (com celulares à mão), uma guerra de todos contra todos! No meio da semana, a "cartinha" que centenas de Juízes e Procuradores assinaram e encaminharam ao STF, exigindo prisão, ainda que não haja "trânsito em julgado" de uma sentença condenatória, somado ao jejum fundamentalista de Dallagnol (o babaca do PowerPoint) para "Deus" prender Lula, é o transbordamento dessa gosma acrítica e autoritária que caracteriza o país desde o final das Eleições de 2014, e, em seguida, a bateção de panelas, o pato amarelo, o impeachment e a destruição do Projeto democrático. Uns e outros são linchadores, antidemocráticos, e portadores de ideias fixas, no caso, ideia fixa de prisão - o que demonstra, por si só, a incapacidade absoluta de discernimento.
[Pietro Nardella-Dell'ova]
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martedì 20 marzo 2018

LEGADO JUDAICO, por Pietro Nardella-Dellova

LEGADO JUDAICO
(por Pietro N-Dellova)
Foi-me perguntado certa vez, e me recordei disso hoje ao dialogar com um Professor, se no Judaísmo "pregamos" alguma Teologia. À época respondi, e hoje reafirmei, que no Judaísmo não pregamos coisa alguma e que, no mais das vezes, sequer há uma Teologia. Aliás, sequer há um Theos (essa perturbação greco-romana!) em função do qual se possa realmente criar uma Teologia. Judaísmo é outra coisa!
Mas, se não pregamos coisa alguma, se não há realmente uma Teologia e, na perspectiva judaica, as "Forças da CrEação" (com "e" mesmo) não exigem qualquer tipo de propaganda e, muito menos, incentivo à "conversão", qual o legado judaico?
O primeiro, e talvez maior legado, é a responsabilidade com o processo de humanização, com os movimentos emancipatórios e, também, com os Direitos Humanos. A vida judaica, e o modo de ser judaico, não passam por "cartilhas", "catequeses" ou "escolas dominicais". Não se trata de "fé", mas de experiência histórica.
E, por isso mesmo, em face desta experiência histórica milenar quase sempre de caráter libertário, de quebra de correntes e de luta pela vida, cada Judeu carrega uma responsabilidade com a defesa inegociável de cada um dos mais simples direitos humanos (se é que podemos dizer que algum direito humano seja mesmo simples!). Para um Judeu defender qualquer bandeira "direitista" e "apoiar" qualquer fascistoide é preciso que tenha se esvaziado de uma tradição e esteja, não no sentido religioso, mas no sentido cultural, assimilado até os ossos de tudo o que não presta no mundo capitalista, capitalista financeiro, no comunismo autoritário e nacionalismos exterminadores.
Enfim, eu consigo negar qualquer "Força da CrEação". Eu consigo me opor a qualquer divindade. Eu consigo me recusar a falar de qualquer "Deus" ou, se quiserem, "D-us", mas, não consigo negar a escravidão do Egito, os Amalequitas, a Babilônia, os Medo-Persas, Hamã, os Romanos, A Igreja Católica (antissemita), Lutero (antissemita), os Pogroms, as Expulsões espanholas, as Perseguições luteranas, o Fascismo, o Nazismo, o Stalinismo... São estes fatos que me fazem "Judeu", e por conta deles, me posicionar como "Judeu"!
Não é apenas pelo direito do Judeu viver, mas pelo direito de qualquer pessoa viver, e viver na plenitude de sua humanidade - este é o legado judaico, e não uma qualquer Teologia! E, assim, para que qualquer pessoa viva, e viva na plenitude de sua humanidade, é na Esquerda (nunca na Direita!) que encontramos saída. O máximo que é permitido a um Judeu descer e ter como base, tendo em vista sua história, é no contexto dos Direitos Humanos (que não é a certeza de plena humanidade, mas um ponto de partida para todos e todas!).

[Pietro Nardella-Dellova]

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venerdì 16 marzo 2018

Resumo da Semana: MEU ÓDIO VISCERAL CONTRA A DESEMBARGADORA MARILIA CASTRO NEVES, TJRJ - por Pietro Nardella-Dell'ova

Resumo da Semana: MEU ÓDIO VISCERAL CONTRA A DESEMBARGADORA MARILIA CASTRO NEVES, TJRJ 
por Pietro Nardella-Dell'ova

Poucas vezes eu sinto ódio, ódio visceral. Mas, quando vejo uma branca, juíza (sem concurso), da zona sul, banhada de perfume francês, ganhando quase 100 mil reais por mês, com um cachorrinho nos braços, cuspindo de modo miserável sobre o trabalho de duras lutas sociais de uma negra, favelada e sem cachorrinho, cheirando a suor de gente humilde, e sem qualquer recurso, bem como escarrando sobre seu corpo assassinado e difamando-o violentamente, sinto o ódio visceral, um ódio destrutivo, um ódio que reservo contra exploradores, contra gente canalha, contra patifes ilegitimamente vestidos de toga, contra roubadores históricos do povo e criadores da violência e da miséria. 

Eu não tenho, infelizmente, uma única gota de sangue negro, mas me sinto imerso, banhado, envolvido e vivificado com este sangue de gente que luta diuturnamente apesar da oposição e do desprezo de elites brancas, togadas, da zona sul, fedendo a perfume francês, ganhando quase 100 mil reais por mês e com um cachorrinho artificial nos braços.

O caso da Desembargadora, TJRJ, com sua desprezível fala, imediatamente após a execução da Marielle, quando eu ainda estava vomitando por perder uma combatente dos direitos humanos, despertou em  mim esse ódio, esse ódio visceral, que não gostaria de sentir nesse momento. Desejo à Desembargadora as dez pragas do Egito (menos uma)! 

NOTA 1

Foi com Juízes vagabundos, nazistas, fascistas e BRANCOS, que começou a prisão, condenação, execução e, finalmente, o extermínio de Judeus (meus Judeus!) desde as Leis de Nuremberg em 1935. 

NOTA 2 

Meu ÓDIO não é o mesmo ódio da Desembargadora, o mesmo que ela sente por lutadores dos direitos humanos. Eu jamais cairia nessa coisa. Meu ÓDIO tem outra dimensão, outra origem e outro impacto e, para entendê-lo, em toda a altura e toda a dimensão, em largura e profundidade, vocês precisariam visitar, e aprofundar-se, em Mario de Andrade, em Oscar Wilde, em Antonio Gramsci, em Proudhon, em Bakunin, em Zumbi dos Palmares, em Moisés, em Simon Wiesenthal. Meu ódio não é o ódio que essa miserável Desembargadora sente por pobres e negros. Não se equivoquem. 

Pietro Nardella-Dell'ova 

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giovedì 15 marzo 2018

A EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO (por Pietro N-Dellova)

 A EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO
(e reflexões sobre grupos, apropriação, fascismo e petismo)
A brutal execução da jovem militante dos Direitos Humanos, Marielle Franco, lança algumas luzes para reflexão. Proponho algumas, mas (eu disse: mas!) há, e haverá, outras. A brutalidade desse assassinato é por demais ruidoso para ficar apenas com alguns pontos de vista! Proponho alguns e respeito o de outras pessoas.
De início, é bem expressivo que ela estivesse filiada ao PSOL, Partido pelo qual foi eleita Vereadora da Cidade do Rio. O PSOL é uma das poucas reservas de ética à esquerda (à direita, qualquer direita, não há qualquer reserva moral, ética, jurídica ou econômica). O PSOL reúne vários militantes que saíram (ou foram expulsos) do PT, exatamente pelo monstro incompreensível que se tornou este Partido.
Muitos postaram mensagens sobre esta "execução". Sabemos que os mandantes e mandatários do bárbaro crime estão ligados às forças de segurança (principalmente, agora, sob intervenção federal-militar). Não são traficantes ou bandidinhos comuns que tiraram a vida da militante. São, ao contrário, aqueles que se incomodam com o Estado de Direito!
Mas, no meio das muitas postagens (por boa-fé ou má-fé, ou simplesmente repetição burra e osmótica), li mensagens do tipo: "...negra, mulher, lésbica, da comunidade tal...". Parece-me apropriação do corpo (e alma) absurda de Marielle Franco. Os Partidos a levarão para seus comícios e cada grupo, em sua própria limitação, tentará, ao máximo, valorizar cada aspecto da vida de Marielle.
Lembro que Marielle Franco era, sim, negra, mulher, lésbica. E cada um destes aspectos faz parte de uma legítima luta emancipatória, mas ela não morreu por ser negra, mulher ou lésbica. Ela morreu por algo mais amplo, maior, a saber, por ser militante dos Direitos Humanos. Os grupos (legítimos) tentarão levar Marielle para sua tribo... Terrível erro!
Não apenas por ser militante de Direitos Humanos, como sói acontecer com palestrantes, professores e debatedores (incluo-me entre estes), ou com carregadores de placas e faixas nas vias públicas em protesto (até justo, mas inócuo) que começa em um ponto da cidade e termina n'outro, com cachaça e maconha, samba e sexo! E, muito menos, fazedores de memes e posts nas redes sociais, mormente, Facebook. Marielle era outro tipo de militante.
Os palestrantes babadores para públicos selecionados, os professores devoradores de gizes "críticos" e os debatedores fazem os fascistas e nazistas rirem, rirem ao extremo. Aliás, são mesmo financiados pelos tais, tendo em vista que, por incapacidade de luta real, não oferecem qualquer risco. Por outro lado, carregadores de placas e faixas são, igualmente, financiados e são, inclusive, importantes para "dar uma cara de democracia" ao ambiente de fascismo. Por último, entre os mais inexpressivos e superficiais, estão os fazedores de memes e postadores de "qualquer urro" no Facebook. Marielle estava além disso tudo. Ela combatia no espaço real a todo tipo de esmagamento e violência. Ela, sim, ofereceria risco suficiente para que os "donos" do Rio (que não são os traficantes vendedores de ervas e químicos) decidissem pela sua execução.
Marielle lutava não apenas por ser negra, ou por ser mulher, ou por ser lésbica. Lutava contra o Estado fascista instalado no Brasil desde o impeachment, momento em que, rasgada a Constituição Federal, abriu um incontrolável "modus" fascista. É luta pra gente grande.
Lembro que nós, Judeus, cometemos erro semelhante ao considerar o nazismo como exclusivamente contra a comunidade judaica. O nazismo e o fascismo, seu pai, esmagam quaisquer pessoas, entre as quais, Judeus.
Por último, antes que o mundo assuma de vez que é idiota, atribuo ao PT e, em especial, ao Lula, muito da responsabilidade do que ocorre hoje. Lula facilitou a abertura das portas desse abismo chamado "Estado Fascista". Fez por ser mau? Não. Fez por ser corrupto? Não. Fez, sim, porque de modo irresponsável esqueceu-se da luta de classes, do poderio financeiro e, sobretudo, porque esqueceu-se que dos seus coligados, da direita, não poderia jamais ter algo de bom. A direita é assassina por natureza, e Lula não entendeu isso.
Enfim, o "status" de barbárie instalou-se definitivamente. Com a intervenção federal-militar no Rio, fica mais evidente. O Brasil é hoje, por qualquer ângulo que se considere, um país fascista que encontra, por desgraça, em seus Três Poderes, modos e trejeitos fascistas!
(Pietro Nardella-Dellova)

sabato 10 marzo 2018

URGENTE: PROCURAM-SE ESTUDANTES, PROFESSORES, ADVOGADOS, JUÍZES, PROMOTORES DE JUSTIÇA, PROCURADORES, DELEGADOS DE POLÍCIA (por Pietro N-Dellova)



URGENTE: PROCURAM-SE ESTUDANTES DE DIREITO, ADVOGADOS, JUÍZES, PROMOTORES DE JUSTIÇA, PROCURADORES, DELEGADOS DE POLÍCIA

Procuram-se Estudantes para este país (presente e futuro), que não sintam tesão e irresistível atração por resumos, sinopses, colagem, celulares e, desnudos de inteligência, apenas babem em festas sem fim!

Estudantes militantes, procuram-se! Que consigam, ao mesmo tempo, devorar livros e fazer sexo, beijar de língua falando de política e gozar, gozos multifacetados, com a liberdade de quem conhece História, Direito, Filosofia, Sociologia, Economia, Literatura e Geografia!

Estudantes de quaisquer áreas que sintam vergonha, ao menos, por não conhecerem História, Direito, Filosofia, Sociologia, Economia. Literatura e Geografia! Procuram-se Estudantes que não sejam “fakes”!

Procuram-se Professores decentes, que não sejam missionários, mas provocadores de almas e cérebros. Procuram-se Professores que tenham formação plural e lutem, lutem incessantemente, contra paredes, obstáculos, limitadores, castrações, discursos retilíneos e processos de aprisionamento de Estudantes. Procuram-se Professores, urgentemente, que não sejam fakes e serviçais dos mercenários da Educação!

Procuram-se  Advogados para o país (de hoje) que não olhem para quem deles precisar como se os mesmos fossem “frango assado” (tipo papa léguas e coyote); Procuram-se Advogados que, inicialmente, conheçam - e bem - o Sistema Jurídico, inclusive nas entrelinhas, mas, que tenham deixado páginas e páginas de Direito, História, Filosofia, Sociologia, Economia, Literatura e Geografia, reviradas, riscadas, anotadas, marcadas – e que jamais tenham lido quaisquer resumos ou sinopses! Procuram-se  Advogados que saibam falar e escrever, e que nunca tenham plagiado alguém, nem usado o nome de alguém. Advogados que saibam, não apenas teoricamente, mas, na prática, a diferença entre “Lei” e “Direito”, entre seres humanos e clientes, entre desespero e necessidade, entre injustiça e tempo, entre vida e morte! Procuram-se Advogados que não sejam “fakes”!

Procuram-se Juízes que saibam tudo o que estes Advogados souberem e que nunca, nunca mesmo, tenham medo do CNJ! Juízes que saibam a diferença entre “amanhã” e “hoje”, e que nunca, nunca mesmo, permitam aos cartorários redigirem suas sentenças Juízes que não sejam “fakes”, procuram-se Juízes que não sejam “fakes”, desesperadamente!

Procuram-se Promotores, Procuradores e Delegados de Polícia que saibam tudo o que estes Advogados souberem e que saibam, ainda, tudo o que estes Juízes pensarem, além de terem a exata noção entre o que seja “público” e “privado”! Procuram-se Promotores, Procuradores e Delegados de Polícia, que não frequentem tanto lojas de ternos, mas entrem, insistentemente, nas favelas, ocupações, prisões, cadeias e setores de licitações. Promotores, Procuradores e Delegados de Polícia que não sejam “fakes”

A diferença entre os Estudantes, Professores, Advogados, Juízes, Promotores, Procuradores e Delegados de Polícia, que se procuram, urgentemente, e os “fakes”, que existem aos montões, é que aqueles conhecem profundamente o Direito, História, Filosofia, Sociologia, Economia, Literatura, Geografia e amam, com certeza, Fernando Pessoa, enquanto estes, conhecem bem, e “invejavelmente”, resumos, sinopses, colagens, celulares e outras tecnologias e amam, lógico, Steve Jobs!

© Pietro Nardella-Dellova, (texto de 2012) in trecho de INFLEXÕES ANÁRQUICAS E ALGUMA POESIA NO UMBIGO DA MULHER AMADA. 2014 (no prelo)


 

venerdì 9 marzo 2018

O ALUNO DE DIREITO, TAMBÉM PEDREIRO! (por Pietro Nardella Dellova)

O ALUNO DE DIREITO, TAMBÉM PEDREIRO!

Assumi uma turma de Primeiro Semestre, com Direito Civil. Foi o primeiro dia de aula, e, logo na primeira Carteira, um Estudante, diria, um jovem senhor (talvez, uns 45 anos), mostrava-se radiante, sorriso largo, olhos vívidos. Depois que comecei a expor as bases do meu Direito Civil-Constitucional ele não se conteve, e disse: 

- É isso, Professor, é isso, estou emocionado com tudo isso. 
- Com o que exatamente, meu caro?
- Ouvir o senhor, estar aqui nesta Carteira, era meu sonho cursar Direito...
- Que bom, fico feliz com isso...
- Professor, eu preciso tirar uma foto e mandar para minha mãe, para ela ver que estou aqui, ela mora no Ceará, e nem pode imaginar que estou fazendo Direito. 
- E você trabalha em quê, meu caro?
- Sou pedreiro, Professor...

E foi-se uma semana... No segundo encontro, o aluno - também pedreiro,  trouxe vários livros que comprou no sebo, e pediu que eu visse e dissesse algo sobre os livros. Ainda ele estava radiante... Disse-me:

- Professor, estou tão orgulhoso, tão feliz, o senhor não sabe o que significa para mim poder estudar aqui... estou honrado em ter o senhor como Professor...
- Eu imagino, meu caro, eu imagino. Mas, sou eu quem fica honrado em ter você por aqui. Você traz dignidade para esta Casa do Direito. E, guarde o que vou lhe falar: o Direito precisa mesmo de pedreiros, de construtores, de gente que sabe o que é construir uma casa, o que é construir uma ponte, o que é construir um caminho, enfim, o Direito precisa mesmo de gente digna, como você, e, sobretudo, de gente que pretende fazer a própria mãe feliz...

Ele saiu, com olhos lacrimejantes. Eu saí, com olhos lacrimejantes...

(Pietro Nardella-Dellova) 

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lunedì 5 marzo 2018

QUANDO O ANTISSIONISMO É ANTISSEMITISMO E O SIONISMO É ANTI-ISLAMISMO (por Pietro Nardella-Dellova)

QUANDO O ANTISSIONISMO É ANTISSEMITISMO E O SIONISMO É ANTI-ISLAMISMO
Há um tipo de antissionismo por parte de árabes e de palestinos que, no exato contexto político, econômico e histórico, até se explica e se justifica. É admissível, ou seja, dá para dialogar. Mas, quando essa bandeira do antissionismo é levantada por qualquer um sem qualquer consideração crítica, especialmente os de fora, tenho visto - e parece indiscutível, tratar-se de antissemitismo (ódio e repulsa aos Judeus). Há grupos que, por osmose ou falta de conhecimento, defendem e abraçam o antissionismo, e, realmente, não disfarçam mais seu antissemitismo. Por isso mesmo, muitos desses antissionistas atacam Judeus em qualquer parte do mundo. É muito pouco dizer-se antissionista apenas para defender palestinos; é preciso dizer, e demonstrar, que tipo de antissionista se predente ser!
Por outro lado, há vários que se dizem "sionistas" ou defensores do "sionismo" e, da mesma forma, quase não conseguem esconder seu ódio e desprezo por árabes e muçulmanos. São, na verdade, anti-árabes e anti-islâmicos (ódio e repulsa por Árabes e Muçulmanos). Por isso mesmo, muitos desses sionistas atacam árabes e muçulmanos em qualquer parte do mundo. Mas, há sionismos em termos históricos e políticos que podem ser trazidos para a mesa do debate. É muito pouco ser sionista apenas para defender israelenses; é preciso dizer, e demonstrar, que tipo de sionista se pretende ser.
Enfim, há um limite para a criticidade proativa e construtiva, há um limite para se defender ideias, propor, contestar e até bater na mesa. Porém, ficar de um lado ou de outro, sem qualquer ponderação, demonstra apenas os ódios represados, os rancores sonoros, o antissemitismo (ódio e repulsa aos Judeus), o anti-islamismo ou anti-arabismo (ódio e repulsa a Muçulmanos e Árabes) e, desde logo, a antessala do extermínio.
Pietro Nardella-Dellova
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Pink Floyd Greatest Hits Full Playlist 2017 | The Best Songs Of Pink Floyd

PRIMEIRA AULA OU, O PORQUÊ DOS DIREITOS HUMANOS (por Pietro N-Dellova)

O PORQUÊ DOS DIREITOS HUMANOS

Na primeira aula de Direitos Humanos, logo nos primeiros minutos, eu disse aos Estudantes:

Senhores e senhoras Estudantes, algumas coisas não sossegam nem morrem jamais, a saber, a exploração do homem pelo homem, o esmagamento das minorias, o desprezo pela mulher (e ao que se referir à mulher) e o fascismo (de qualquer governo e ideologia). São perpétuos! Por isso mesmo, não podem sossegar nem morrer os Sistemas de Direitos Humanos. Trata-se, não da melhor arma, mas da que temos à mão, para uma diuturna resistência e incansável luta, digo resistência e luta perpétuas!


E, assim, foi-se a primeira aula...


Pietro Nardella-Dellova


 

domenica 4 marzo 2018

LUTAS E PARCERIAS NA LUTA (por Pietro N-Dellova)


LUTAS E PARCERIAS NA LUTA

Na luta contra o fascismo, antissemitismo, anti-islamismo, nazismo, stalinismo, autoritarismo, intolerância religiosa, misoginia, machismo, femismo, racismo, militarismo, exploração, violência contra diversidades sexuais, e destruição de direitos sociais, vale a solidariedade de quaisquer pessoas inteligentes e humanistas. Não é uma bandeira exclusivamente da esquerda. Seria muita pretensão e arrogância da esquerda afirmar isso.

Aliás, contra tudo isso, qualquer força proativa e emancipatória é bem-vinda, porque o pensamento diverso, no contexto democrático, é possível suportar e transformar em objeto de diálogo e debates. Mas, o fascismo, o antissemitismo, o anti-islamismo, o nazismo, o stalinismo, o autoritarismo, a intolerância religiosa, a misoginia, o machismo, o femismo, o racismo, o militarismo, a exploração, a violência contra diversidades sexuais, e a destruição de direitos sociais, são atos-fatos insuportáveis. Neste caso, não se trata de pensamento, mas de ação destrutiva.

Pietro Nardella-Dellova

EM ALGUNS CASOS, SERIA MAIS RESPEITOSO O SILÊNCIO DO STF (por Pietro Nardella-Dellova)

EM ALGUNS CASOS, SERIA MAIS RESPEITOSO O SILÊNCIO DO STF

Onze pessoas, Juízes e Juízas, não têm nada a dizer sobre meu corpo, minha sexualidade, minhas relações amorosas, meu pensamento, minhas reflexões, minha honra, minha imagem, enfim, sobre minha privacidade e minha intimidade. O melhor seria que se calassem sobre algumas questões, e o silêncio fosse tratado como "coisa julgada".

Se precisasse que dissessem algo, eu seria um cão - não um ser humano livre! Se os procurasse para dizer algo, assumiria ser cão dependente de ração judicial.

Percebo que meus amigos e amigas, infantilmente, comemoram várias falas do STF, como se realmente o STF pudesse dizer a última palavra sobre o que respeita a cada pessoa. Não, o STF não pode dizer a última palavra sobre questões pessoais, individuais, privadas e íntimas, exceto se assumirmos viver em um canil - um grande, fedorento e barulhento canil!

Pietro Nardella-Dellova
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UM POUCO DE SENSO CRÍTICO (por Pietro Nardella-Dellova)

UM POUCO DE SENSO CRÍTICO

Testemunhamos um momento "mundial" em que os processos de fascistização reaparecem, crescem e atuam desavergonhadamente. E, pior, encontram uma "esquerda" adoecida, infantil, empobrecida e muito desinformada.

E, para que se registre uma vez mais, devo relembrar que qualquer esquerda que procura, ou precisa, de líderes e cabeças hierárquicas - ou que entrega sua tradição nas mãos de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, é tão vagabunda, tão inúltil, tão miserável, quanto sói acontecer historicamente com a direita.

Ah, sim, para os desinformados ou entupidos de memes babacas, lembro que Marx não é marxismo, que Stalin nada tem a ver com Marx, que a Venezuela , China e Coreia do Norte não são Marx. E, sobretudo, que Marx não é o único cérebro que pensou a esquerda e os movimentos emancipatórios, embora seja, como qualquer outro honesto pensador, uma respeitável referência econômico-filosófica, estudado nas melhores Universidades do mundo (capitalista).

Pietro Nardella-Dellova
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SE ESTA SOCIEDADE FOSSE DECENTE E ÉTICA... (por Pietro N-Dellova)

SE ESTA SOCIEDADE FOSSE DECENTE E ÉTICA...

Se esta sociedade fosse realmente decente e ética, bem como civilizada, não deveria ser necessário que onze Juízes, Ministros do STF, decidissem sobre "relações amorosas, afetivas e de núcleos familiares, entre os quais, as Uniões Homoafetivas", ou sobre "tatuagem sobre o corpo de uma pessoa" e, muito menos, sobre a indecência do "auxílio-moradia" para Juízes.

A própria sociedade deveria saber, fosse decente e ética, que cada qual vive o amor e a relação amorosa que bem entender, que cada corpo é individualíssimo e inviolável (inclusive inviolável por sentenças!). Os próprios Juízes deveriam saber (refiro-me aos que fingem não saber), fossem éticos e decentes (refiro-me a muitos, não todos), que o auxílio-moradia é uma violência até mesmo para o "cérebro" de um bigato!

Uma pessoa minimamente evoluída não cuida das relações de outrem, não se importa com o corpo de outrem e não precisa, por óbvio, que alguém lhe diga que certos privilégios manifestam inequivocamente a patifaria e velhacaria de uma sociedade de exploradores e explorados, espertalhões e estelionatários.

Pietro Nardella-Dellova

gli emigrati italiani in Belgio che risalgono da una miniera dopo un turno di 15/18 ore...


foto: gli emigrati italiani in Belgio che risalgono da una miniera dopo un turno di 15/18 ore...

Marcinelle, 1912

JESUS vs CONSTANTINO, por Pietro Nardella-Dellova


 JESUS vs CONSTANTINO

O fulano se diz seguidor de Jesus, e vota no Bolsonaro, ou votou em seus ícones inspiradores, seus modelos: Mussolini e Hitler. O sicrano se diz seguidor de Jesus e condena gays e lésbicas ao abismo social e, se deixar, ateia fogo sobre os corpos de tais pessoas. O beltrano se diz seguidor de Jesus, e fica todo feliz com intervenção militar.

Seria melhor, os fulanos, sicranos e beltranos se revelarem desde logo seguidores, não de Jesus, mas de Paulo e de Constantino, porque tais comportamentos - e opções, não têm nada a ver com Jesus, ao menos com o Jesus que comia com as putas, o Jesus dos leprosos, dos trabalhadores, dos pobres, dos excluídos, dos doentes, das viúvas, dos órfãos, dos famintos, dos rasgados e dos milhares de condenados ao madeiro, sendo ele um deles (exatamente por rebelião contra a intervenção militar romana sobre a Judeia!).

Pietro Nardella-Dellova

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FILOSOFIA, por Pietro Nardella-Dellova


FILOSOFIA

Assumi, faz poucos dias, uma Turma na Faculdade de Psicologia, para lecionar Filosofia. O Curso tem a nota mais alta no MEC, e a galera estudantil é quase toda saída do Ensino Médio, com muita informação e formação substancial. Já falamos sobre processos de Comunicação, Filosofia e Literatura, Filosofia e Política e da própria Psicologia como teoria de resistência. 

Além de Direito Civil (que mantenho), já venho lecionando a matéria de Filosofia (ou afins) nos Cursos Jurídicos, desde 1990. Neste caso, para formar Operadores do Direito (e uns poucos, pouquíssimos, Juristas). É uma luta insana essa de desconstruir a coisificação e desfazer a impermeabilização que marcam a cabeça do Estudante de Direito e, nos casos de Pós-graduação, caracterizam-na. O Estudante de Direito, na graduação, geralmente quer saber como conseguir ganhar dinheiro, em Advocacia ou em Cargos Públicos, sobre (e da) sociedade oprimida e miserável. Na Pós-graduação, quer saber como ganhar ainda mais dinheiro! São cabeças assumidamente coisificadas e almas impermeabilizadas!

No caso dessa Turma do Curso de Psicologia, a Filosofia é um pouco diferente, pois não é uma matéria relegada ao desprezo do conjunto das chamadas Propedêuticas (geralmente tratadas como insuportável custo pelas Instituições de Ensino Jurídico). Trata-se da Filosofia como elemento criador e crítico que gerou, entre outros conhecimentos, o da própria Psicologia. Ademais, assumir essa Cadeira me trouxe um certo prazer acadêmico e político, pois nunca, nunca mesmo, essa sociedade na qual atuo, precisou tanto de psicólogos, muito mais, muitas vezes mais, que de "operadores" do Direito.

NOTA IMPORTANTE 

Nos Cursos de Direito, os estudantes não vêem a hora da aula de Filosofia terminar, e dar lugar para Direito Civil e Direito Penal. No caso dessa nova Turma, os estudantes se despedem dizendo coisas de amor e, sem qualquer vergonha, esperando a próxima semana. Naquele caso, a maioria dos Estudantes quer saber onde fica o bolso do seu cliente; Neste caso, todos e todas querem saber onde fica o coração da pessoa humana com a qual atuarão. Razões e razões.  

Pietro Nardella-Dellova 

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giovedì 1 marzo 2018

Resumo da Semana: BRASIL, UM PAÍS MISERÁVEL COM PRECONCEITO LINGUÍSTICO! - por Pietro Nardella-Dellova

Resumo da Semana: BRASIL, UM PAÍS MISERÁVEL COM PRECONCEITO LINGUÍSTICO!
por Pietro Nardella-Dellova
Enviaram-me, aliás, marcaram meu perfil, em um meme/post (sei lá o quê) sobre o sr. Moro. No meme/post, demonstrava-se uma grande "preocupação" com o uso equivocado da gramática pelo mesmo Moro (em certo programa de televisão). Na sua fala, Moro usou "haviam" quando o correto é "havia"; "câmera dos deputados" no lugar de "câmara dos deputados". Ainda, o meme/post colocava uma "grande" dúvida sobre a legitimidade do "doutorado" de Moro que, segundo o mesmo meme/post, fora realizado em "apenas" três anos.
Vejam. Essa coisa quase cocô, porque é uma coisa quase cocô, é o meio pelo qual muitos (muitos!) encontram a oportunidade de atacar Moro. É briga de bigatos! Por quê? Porque o uso do "haver" errado, ou de equívocos quanto a "câmera" ou "câmara", não faz realmente Moro se tornar um ser desprezível.
O brasil(eiro), de forma geral, não conhece a sua própria Língua; Moro é brasil(eiro); logo, Moro não conhece a própria Língua. Isso não o torna desprezível, mas igual aos seus compatriotas.
Fizeram o mesmo com Dilma Rousseff, péssima oradora. E, basta um comentário de Merval Pereira (dele que é estranhamente Membro da ABL), seja na CBN ou na Globo News, para descobrirmos o que é realmente falar mal (ou mau?), sobretudo ele que não consegue a mínima coerência entre ideia e fala. Por último, Lula, o sindicalista, ex-presidente, atual candidato (e já condenado) fala muito mal (e fala mau também!), embora fale melhor do que muitos da Academia e da Universidade, e muitas vezes melhor que seus pares sindicalistas. E, pior, ainda que gramaticalmente correto, inclusive com uso de pronomes de tratamento, os srs. Gilmar Mendes e Luis Barroso formam a dupla de Ministros "bastardos" na comunicação - um e outro não valem meio minuto quando se ofendem, porque ambos ofendem, na verdade, a inteligência jurídica, embora agradem, e muito, a cérebros futebolísticos, medíocres e noveleiros!
Isso tudo tem um nome: preconceito linguístico! É o arrotador gramatical falando mal (ou mau?) de outro arrotador gramatical.
O sr. Moro, saberemos no futuro bem próximo, será condenado por violar preceitos constitucionais, não a Gramática. O sr. Lula, por ter traído um projeto político - não porque tem sotaque nordestino ou porque seja titular ou possuidor do tríplex - o que não foi provado (até uma minhoca sabe disso!). Dilma, por ter fraquejado diante de Eduardo Cunha, não porque fala mal (ou mau?) e, muito menos, por ter dado pedaladas fiscais, que não deu (até os vermes da terra sabem disso!). Quanto ao doutorado de Moro... é melhor não tratar disso agora...porque eu partiria para a ofensa...
Tudo isso é, realmente, o quadro de um país miserável, miserável até os ossos, em qualquer área e atividade, mas que se excita em condenar alguém pela fala ou uso errado do verbo "haver".
NOTA:
Por gentileza, não me enviem memes, nem marquem meus perfis, em montes de cocôs, fofocas, pornôs e pedidos de casamento! Tenho coisa mais séria para ler, tratar e gozar!
(Pietro Nardella-Dellova)

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