alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







domenica 25 settembre 2016

ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, O ESTADO DE EXCEÇÃO, O PALPITE INFELIZ - E O CAOS!

ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, O ESTADO DE EXCEÇÃO,O PALPITE INFELIZ E O CAOS!
O estimado amigo Fabio Neves, cordialmente me fez uma pergunta sobre a "Sentença de 160 páginas, proferida pelo Juiz Sérgio Moro, apenas 2 (dois) minutos após a juntada da Defesa de um acusado".
Não conheço os fatos. Se isso realmente ocorreu, não é surpresa. Digo, não é surpresa que o Juiz não ouça e não escute a Defesa (que fala para o vazio), especialmente quando o Juiz já condenou o acusado "a priori". Pior ainda, se o Juiz está mancomunado com uma das partes, no caso o Ministério Público. Isso ocorreu, por exemplo, durante todo o processo de impeachment de Dilma: o Advogado, o melhor atualmente, Dr. José Eduardo Cardozo, falou, em todas as instâncias, para um vazio! Já havia, em qualquer sede, a predisposição de afastar Dilma Rousseff (não entro no mérito aqui!). Enfim, voltando à pergunta sobre a Sentença de Moro, uma Sentença de 160 páginas, proferida 2 (dois) minutos depois da peça de Defesa, obviamente não foi escrita em 2 (dois) minutos. Estava pronta, assim como a condenação decidida! Se é verdade isso, é grave, gravíssimo!
Já é sabido e notório que o Juiz Moro trabalha em conjunto com o MP e com a PF. Em uma civilização ocidental e democrática, apenas isso seria uma aberração jurisdicional.
Também, pergunta o querido Fabio Neves, sobre a manifestação do TRF sobre a "licença" para Moro agir fora do padrão jurídico-decisório. Ou seja, Moro não precisaria seguir as regras comuns! Não creio que seja o pensamento do TRF, mas de um (ou dois) de seus membros. É palpite infeliz (como já cantou Noel Rosa). Não é esse (quero crer que não!) o pensamento daquela Corte, ou do STJ e, sobretudo, do STF. Não! Se fosse assim, estamos no estado de exceção e da absurdidade!
Entendamos uma coisa, caro amigo, sobre opiniões isoladas. Por exemplo, a opinião de Gilmar Mendes, Ministro do STF, sempre estrambótica e esdrúxula, é dele - e não do STF. A opinião do Dallagnol e outros procuradores (via powerpoint), no dia midiático da denúncia do Lula, é meramente opinião juvenil deles, realmente um palpite, não tem a ver com a seriedade de uma Denúncia e, muito menos, com a grandeza do Ministério Público! É também opinião dele (e de alguns outros Procuradores) as dez medidas contra a corrupção apresentadas na Câmara Federal. Isso não representa o MP. Enfim, há opiniões particulares, palpites, que não devem ser confundidos com o pensamento do Órgão ministerial ou judicial. Nos casos do Gilmar Mendes, do Dallagnol e de algum Desembargador do TRF, temos apenas palpites e, obviamente, palpites infelizes!
Sobre a Sentença de 160 páginas, proferida dois minutos depois da Defesa, é caso para o Advogado do acusado recorrer severamente e, também, para a OAB - Ordem dos Advogados do Brasil intervir. No caso de Moro "poder" atuar fora dos padrões jurídicos, tratar-se-ia (se fosse verdade) de estado de exceção. Então, o STF deve ser provocado para dizer o Direito nesses casos. Suponhamos que o STF realmente se pronunciasse acerca da "atuação especial" de Moro, liberando-o do Sistema Jurídico constitucional e, sobretudo, colocando-o acima das garantias fundamentais, tudo isso seria o "fim dos tempos", e necessariamente denunciado e decidido pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos e, quiçá, pela Corte Interamericana. Seria condenação do Brasil com certeza - e sua vergonha no cenário internacional!
Mas, a Comissão e a Corte não podem julgar palpites e, sobretudo, palpites infelizes, pois o Estado Democrático de Direito é aberto para manifestação de grandes ideias, grandes pareceres, grandes contribuições, assim como para opiniões e resmungos de somenos importância!
Em tempo. O Judiciário é, em um Estado Democrático de Direito, a última instância de socorro para quem reclama "Justiça", para quem se sente injustiça e para garantia constitucional. Suponhamos que o caso da Sentença de Moro seja verdade, que Moro tenha sido mesmo liberado de cumprir a Constituição e, assim, que tudo isso contaminasse (como contaminaria mesmo!) todo o sistema judicial, estaríamos não apenas no estado de exceção, mas no caos completo. O caos, nesse caso, é violência e violência intestina, substancial, total e sangrenta!
Com apreço,
Pietro Nardella-Dellova


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lunedì 19 settembre 2016

É ISSO?

Então, o Malafaia, o Edir Macedo, o R. R. Soares e o Waldomiro, não prestam porque são evangélicos? Não prestam porque são pastores? É isso? Ser evangélico é o sinal de desprezo na testa de alguém? Ser pastor é a marca de todo estelionatário? É isso? Por outro lado, ser gay, lésbica e travesti, por isso apenas, já torna uma pessoa legal, bacana e super compreensível? É isso?
O rico é, por isso apenas, um opressor e, então, todo rico é opressor? Todo empresário apoia a precarização dos direitos trabalhistas, então, todo empresário é um safado? É isso? Todo padre é pedófilo porque escolheu ser celibatário?
É isso? Toda Universidade pública é ótima porque é pública e toda Universidade particular quer apenas o dinheiro de seus alunos? É isso? Todo aluno de Universidade pública é o melhor? É isso? Todo aluno de Universidade particular é um asno? É isso? Todo islâmico é terrorista? É isso? Todo cara de esquerda é super maravilhoso e todo cara de direita é uma sanguessuga? É isso?
Toda mulher que alcança um posto profissional, chegou lá por serviços sexuais prestados? É isso? Todo advogado quer apenas honorários? É isso? Todo estudante concurseiro não tem cérebro e responde questões por osmose? É isso? O aluno que quer um posto em serviço público é um vagabundo em potencial? É isso? A bancada evangélica representa todos os que professam a fé evangélica? É isso? A bancada ruralista representa todo proprietário de terras? É isso?
É isso, então, assim tão simples, "verdadeiro", característico, definitivo, cabal?
Que droga! Acho que vivemos em uma sociedade que come muito excremento, direta ou indiretamente, por opção ou por osmose! Os muitos julgamentos acima têm arrancado o cérebro e o coração das pessoas e, sem cérebro e sem coração, elas não têm condições de julgamento justo nem profundidade humana!
As pessoas deveriam apenas ser julgadas por seus atos e comportamentos, não porque fazem parte disso ou daquilo, tenham optado por isso ou por aquilo, vivam de uma ou de outra maneira...
Mas, por agora, segue e mantem-se o perigo, real e cotidiano, de uma sociedade que julga mal, muito mal, que julga injusta e perversamente!
Pietro Nardella Dellova

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MEUS ANTIGOS ESTUDANTES DE DIREITO: UMA VEZ MAIS, EMOÇÃO!



Entre os meus Livros encontrei Convites de Formatura. Eram de três Turmas (duas do noturno e uma da manhã), queridas Turmas, das quais fui Patrono. Li os Nomes dos Diretores, dos Docentes, dos Discentes... E, nos Convites, fotos das Turmas.


Parei, então, a lufa-lufa, suspendi a leitura que vinha fazendo, abri os Convites sobre os Livros, e com a ponta do dedo bem vagamente fui percorrendo cada Nome nas Listas de docentes e discentes, e cada rosto, cada Pessoa, lembrando-me de cada um deles (e até do lugar onde se sentavam na Sala de Aula, o que perguntavam, como interagiam, dos cafés que experienciamos na Cantina, enfim, dos nossos multifacetados encontros...

Foram três Turmas, duas das quais acompanhei desde o Segundo Semestre, e a outra, desde o Primeiro, e todas até o final do Curso - quatro (e cinco) longos anos de Direito Civil!



E, novamente, voltei nos rostos com a ponta do dedo, rosto a rosto, por três vezes, quando, então parei, parei tomado de profunda emoção, daquelas emoções que nos fazem parar e mergulhar em alguma coisa superior, que vai além, muito além, de um Artigo, de um Instituto de Direito Civil, alguma coisa que seja, talvez, a Alma do Universo - chorei, um choro bom, talvez, de unção, libertação, plenitude... Por quê? Porque passamos uns nas vidas dos outros por esses anos todos.


Tenho, eu tenho, de muitos deles, notícias, boas notícias. Não, não apenas de boas notícias de conquistas profissionais, mas boas notícias de que continuam humanos, bons e justos. Nossos cafés e estudos não foram em vão...


Voltei, olhei uma vez mais, e no olhar, apenas no olhar, enviei todas as bênçãos que conheço para cada um deles, de modo intenso e profundo: Shalom Aleikhem! (Paz para Vocês Todos!)

Pietro Nardella-Dellova





Agnaldo Cazari, Airton Delpasso, Alcino Almeida, Álvaro Reis, Anderson Nais, Andery N souza, André Artioli, André Raldi, André L Vicente, Andreia M L Moraes, Antonio Navarro, Barbara Ribeiro Costa, Benedita F Mengaldo, Bruno E Pereira, Calebe Valença, Carlos E Batista, Carlos Roberto B Santos, Cíntia Cristina Santos, Cláudia Manfredine Borges, Cleuza H Costa, Cristina H Haddad, Daniel M Barreto, Daniela C Sardim Constancio, Dirceu Pastorelli, Edison A Bolson, Eduardo Aldriguete, Elaine C Borin, Elisângela Vieira Silva, Emanuel L R Neiva, Érika F Moura, Erika Ines Cortes , Fabiana P. Baccari, Fabiane G Pereira, Fábio N Carvalho, Fabio Paschoal, Fabricio Bortolli, Fernanda Bregion Daniel, Fernando Henrique Machado, Flavia Helena Quental Tanner, Gabriela C Romani França, Guani S Rocha Jr., Gustavo H Afonso Macedo, Gustavo Polli Antonio, Gustavo Sandrini Saochuk, Helio A Miyasato, Heloise C Baldovinotti, Henrique Romanenghi, Hercilio T Souza, Hilario Floriano, Igor Volkart Peron, Jackeline Chaves M D Anjos, Jala Freire Sá Leal, Janaina C Silveira, Janaina Peres Silva, Janaina F Vicentin, João M Gritti, João Paulo Macedo, Joaquim F Rodrigues, Jorge Augusto Albino Silva, José E Vannucci, Juliana Fenz, Juliana Paula Souza, Juliano Del Castilo Silva, Karen Gillich, Karise O Maximiano, Katia A Furlan, Katia G Bessegato, Ketley F Braghetti, Laércio F Reis, Lavínia A G Camargo, Leandro A Colaneri, Leticia G Zavarize, Lígia C Lourenção Silva, Lucelma Dalmolin, Luciana P Parsekian, Luciana Marinho, Luis Frederico M P G Minnicelli, Luis F Guerra, Luiz A Almeida, Luiz H Andretto, Marcel Figueira, Marcello Carraro César, Marcelo Mucci Franchi, Marcelo T Barbosa, Márcio Ribeiro Julio, Marco A Pastore, Maria do Carmo C Sanches, Maria Margarida O Santos, Maria Regina S N Gustavo, Marianne Orlandini, Mauricio Max Tommey, Mauricio Rodrigues, Michele Salgueiro Mota, Milena Vendrame Santos, Monica Louize Nascimento, Naiara B Campos, Patricia Guerra, Patricia H Mesquita, Pedro H Lazaro Santim, Rachel Neves Barbosa, Regina S Bernardo, Regis S D'Alberto, Renato C Favero, Renato Luiz P Araujo, Renato R Salmazo, Ricardo L Pizzo, Ricardo Mozine Moreira, Ricardo Particelli Dollo, Rita de Cassia Silveira, Rodrigo König Rasia, Rosemeire A P G Lafani, Ryan Carlos Baggio Guersoni, Santuzza B Amaral, Silvana Milanin, Silvia Schober, Simone N Tortorelli, Tânia L Lemos Ferreira, Thiago H O Theodoro, Vanessa A Bueno, Vanessa Yoshie G Silva, Vera Lúcia P Biondo, Victoria B Beltramelli, Viviane D Barboza, Viviane Orsi Santiago, Viviane Salles R Moreno, Wagner F Reis Oliveira, Walkiria E L B Sacilotto, Wanda Mesquita...



Adriana P Capeletto, Agnes R S Correia, Alex Fadel, Ana Maria C S Oliveira, Ana Maria O Fernandes, Ana Maura L Couto, Andrey F Coletta, Antonio O Viana, Augusta S Macedo, Bárbara P Hubert, Bianca Previtali, Camila R Bertazzoli, Claudete L Hinz, Claudia Gamberini Mardones, Cleia N Lopes Carvalho, Eliane R Moreno Oliveira, Elyette Merendi Costa, Fernanda A Rondinelli, Fernanda V Tournieux, Gisele Carvalho, Glaucia G Baracat, Hilda A Guerra Oliveira, João Passos S Junior, Juliana G Esteves, Karina Zapellini Madruga, Katiane Ferreira Cotomacci, Keila C C Ferreira, Lea C M V Pacheco, Leandra Bertolini Soares, Lucia Helena G Mingati, Luiz Levantesii, Maciel A Lastoria, Manaíra D C Martins, Manoel Omati Duarte, Marcela Trevisan, Márcia M M Villar, Márcio Antonio Ribeiro, Maria Laura S Cortez, Maria Teresa Oliveira, Marli Messias, Nacle Z Baracat, Omar Qbar Ribeiro, Plínio soares Jr., Robison A C Veiga, Rosangela B Oséas, Rosely F Manzi, Rute Marques Morato, Samantha Zulian M C Mattos, Solange Urbano, Tak Chung Wu, Vicente Caricchio, Zaida da Rosa de Sá e Vasconcelos, Paolo Romiti, Danielle Maximovitz Bordinhon, Izilda Stoqui...


Em um dos Convites encontrei, para minha surpresa, a parte de um dos meus poemas (foto acima). Bom sinal, muito mais que o Direito, permaneceu a Poesia...


Palestra: DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL


domenica 11 settembre 2016

SOU HOMEM DE MARCAS DO TEMPO


Palestra: DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL: O ESBULHO POSSESSÓRIO E A OCUPAÇÃO


OMAGGIO ALLA MIA NAPOLI


OMAGGIO ALLA MIA NAPOLI 

quando ero nel bel mezzo dell'Amazzonia, lavorando su un progetto di Diritto e Scienze Sociali. 

...e che cosa fare così lontano, lontano? 
Non lo so, forse cantare, ma io non sono un cantante, va bene, sono napoletano, e ho cantato 'O Sole Mio... con la partecipazione strumentale della professoressa Patrizia Duarte


Pietro Nardella-Dellova
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il video è amatoriale, con pochi mezzi tecnici, inviato da una persona che era presente in quell'incontro!

lunedì 5 settembre 2016

UMA TRADIÇÃO JUDAICA

UMA TRADIÇÃO JUDAICA

Hoje, pela manhã, uma querida aluna me perguntou, demonstrando perplexidade, sobre os porquês de eu ser de esquerda, mais especificamente libertário. Disse-me a querida aluna: "Professor, mas o senhor não é Judeu (letra maiúscula por minha conta), como tem, então, uma postura libertária?"

"Querida", comecei assim a responder "ser Judeu é ser sempre libertário, somos de tradição libertária, muito mais próximos dos tradicionais socialistas...", e continuei: "Abraham, Itzchak, Ya'akov, eram libertários e socialistas; Moisés, Josué e Caleb, eram libertários e socialistas; todos os Profetas eram libertários e socialistas, em especial, Isaias e Elias; Jesus (de Nazaré - não o Cristo), foi libertário, aliás, um anarquista; seu primo, João, o Imersor (não o São João Batista), foi um anarquista e libertário; todos os discípulos judeus de Jesus eram anarquistas e comunistas; a esposa de Jesus, Miriam de Magdala, era anarquista; todos os que lutaram em Jerusalém e, depois, em Masada, contra os romanos, entre os anos 70 e 133, eram libertários; nossos melhores Rabinos medievais foram libertários; Karl Marx era comunista; Theodor Herzl era libertário; Emile Zolá era libertário; Franz Kafka era libertário; Max Nordau era libertário; Rosa de Luxemburgo era libertária; todos os Pioneiros dos Kibutzim eram comunistas ou anarquistas; Freud era libertário; Erich Fromm era comunista; Albert Einsten era libertário; Theodor Adorno era comunista, Walter Benjamin era comunista; Martim Buber e Landauer eram, respectivamente, anarquista e comunista; Olga Benário era comunista; Emma Goldman era anarquista; Noan Chomsky é anarquista; Michael Löwy é libertário; Wood Allen é anarquista; e há os que, não sendo libertários, anarquistas ou comunistas, todavia não se afastam dos pressupostos dos Direitos Humanos (que nada têm a ver com a direita!) e a lista não tem fim... aliás, o Deus dos Judeus (enquanto Elohim) é anarquista e radicalmente comunista! Então, querida, como Judeu, se eu fosse qualquer outra coisa à direita, e defendesse essa gosma e pauta da direita, trairia os meus melhores, mais humanos e mais expressivos Mestres da tradição judaica, da melhor tradição judaica."


E, assim, depois que terminei de falar, a querida aluna, um tanto enrubescida, disse-me em tom reflexivo: "aceita um café, Professor?". Eu disse que sim (desde que com espuminha de leite), e perguntei o porquê do café. Respondeu-me ela: "para continuarmos a falar desse Judaísmo tão maravilhoso...". Ao chegar o café (com espuminha de leite), tomei a xícara com a mão esquerda, e perguntei: "sobre o que gostaria que eu falasse, querida?". Respondeu-me ela, então, sem titubear: "fale-me sobre o Cântico dos Cânticos, Professor, do ponto de vista do Judaísmo libertário...".


Pietro Nardella-Dellova


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CAMPANHA DOS VEREADORES E MUNICÍPIOS

CAMPANHA DOS VEREADORES E MUNICÍPIOS

Esses vereadores e candidatos à vereança são um saco, mas, no atual sistema, é com eles que viria a solução de muitos dos males sociais. Não viria, como não vem, da Presidência da República nem dos Governos Estaduais.

O Município é o que tem de mais real, mais vívido, mais concreto e mais próximo do cidadão. Exemplo disso são os Kibutzim (de Israel) que não foram formados pelo Estado, aliás, existem bem antes, décadas antes, de que alguém imaginasse a possibilidade de um Estado israelense.

O Estado (unidade da federação), deveria ser não mais do que uma grande Cooperativa dos Municípios, administrada por um Conselho de gestores municipais, e a União, por sua vez, não mais que uma Federação de Cooperativas.

Apesar de eu falar sobre algo que, talvez, a maioria não tenha conhecimento, é possível alguma coisa nesse sentido, ou seja, força aos Municípios e à Vereança e enfraquecimento paulatino dos Estados e da União. Em síntese: os Municípios, e com eles, os munícipes, merecem mais atenção, pois o munícipe é alguém real, um ser humano, enquanto o "nacional" não passa de um número fiscal, de um registro geral e de um contribuinte (Estados e União nada sabem de seres humanos!).

Pietro Nardella-Dellova

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domenica 4 settembre 2016

O BRASIL DE 2016 (Impeachment, Temer e Manifestações nas Ruas)

O BRASIL DE 2016
por Pietro Nardella-Dellova
O problema não é alguém se opor à Dilma e exigir o fim de seu Mandato. O problema não foi manifestantes terem ido às ruas pedindo o impeachment por considerarem isso legítimo e "legal". O problema não é o posicionamento político de cada um...
O problema é que há outros tantos que a apoiam e querem (ou quiseram) a manutenção de seu Mandato (até o fim!). O problema é que outros milhares foram (e, agora, novamente estão indo) às ruas para contrapor-se ao impeachment e considerá-lo um golpe e uma ruptura democrática, bem como uma violência contra a constituição. O problema é que há posicionamentos políticos diversos (e não um só!).
O problema, agora, é que manifestantes tomam as ruas e nela estão encontrando a polícia militar (nos Estados governados por PMDB e PSDB). O problema é que Temer não sabe lidar com a Democracia e, finalmente, o problema é que os que julgam ter havido um golpe, uma sabotagem e uma violência contra a Constituição, têm mais criticidade e visão política esclarecida, muito mais que os que pediram o impeachment. Isso é notório! O problema é que tomam - e tomarão ainda mais, as ruas - e haverá violência, sangue e morte!
Eleições imediatas - e gerais, seriam a única garantia, hoje, para a pacificação social. De qualquer modo, Temer não ficará até 2018 - por bem ou por mal!
A população brasileira pode não gostar de Dilma e ter nojo da corrupção, sabemos disso; mas, em sua grande maioria odeia a antidemocracia e o fascismo: Dilma e o PT foram relacionados às corrupção, mas Temer, o PMDB e o PSDB, são relacionados à fascistização e à ruptura com a Democracia. O Brasil de 2016 não é o mesmo idiotizado de 1964!
Nota satírica (mas, nem tanto) I:
- não é preciso ser inteligente, gostar ou não de Dilma, ser de direita ou de esquerda, conhecer ou não o Direito, é preciso apenas ter um pouco de cérebro em funcionamento, para saber, com certeza, que o Brasil está pegando fogo e que, na resposta violenta dos governos do PMDB e PSDB, a convulsão social será irreversível. Temer terá sorte se não fizerem com ele o que os italianos fizeram com Mussolini!
Nota realista II:
- o melhor, no presente caso, seria (eu disse: seria) a Democracia e manutenção integral da Constituição Federal.
Pietro Nardella Dellova

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I DREAMED A DREAM (Ho fatto un sogno) (Les Misérables)



I DREAMED A DREAM
(Ho fatto un sogno)

There was a time when men were kind
C'è stato un tempo in cui gli uomini erano gentili

When their voices were soft
Quando le loro voci erano morbide

And their words inviting
E le loro parole invitando

There was a time when love was blind
C'è stato un tempo in cui l'amore è cieco

And the world was a song
E il mondo era una canzone

And the song was exciting
E la canzone è stata emozionante

There was a time
C'è stato un tempo

Then it all went wrong
Poi tutto è andato storto

I dreamed a dream in time gone by
Ho sognato un sogno nel tempo passato

When hope was high
Quando speranza era alta

And life worth living
E la vita degna di essere vissuta

I dreamed that love would never die
Ho sognato che l'amore non sarebbe mai morto

I dreamed that God would be forgiving
Ho sognato che Dio sarebbe stato clemente

Then I was young and unafraid
Allora ero giovane e senza paura

And dreams were made and used and wasted
E i sogni sono stati realizzati e utilizzati e sprecati

There was no ransom to be paid
Non c'era nessun riscatto da pagare

No song unsung, no wine untasted
Nessun brano misconosciuto, niente vino untasted

But the tigers come at night
Ma le tigri vengono di notte

With their voices soft as thunder
Con le loro voci morbide come tuono

As they tear your hope apart
Come fanno a pezzi la tua speranza a parte

As they turn your dream to shame
Come si trasformano il vostro sogno di vergogna

He slept a summer by my side
Ha dormito un'estate al mio fianco

He filled my days with endless wonder
Ha riempito i miei giorni di meraviglia senza fine

He took my childhood in his stride
Ha preso la mia infanzia nel suo passo

But he was gone when autumn came
Ma lui non c'era più quando venne l'autunno

And still I dream he’ll come to me
E ancora io sogno che sarà lui a venire da me

That we will live the years together
Che vivremo gli anni insieme

But there are dreams that cannot be
Ma ci sono sogni che non possono essere

And there are storms we cannot weather
E ci sono le tempeste che non possiamo Meteo

I had a dream my life would be
Ho fatto un sogno la mia vita sarebbe

So different from this hell I’m living
Così diverso da questo inferno che sto vivendo

So different now from what it seemed
Così diversa ora da quello che sembrava

Now life has killed the dream I dreamed
Ora la vita ha ucciso il sogno che ho sognato