alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







domenica 23 settembre 2018

MINHA ÚLTIMA (E QUASE BREVE) NOTA SOBRE AS ELEIÇÕES 2018, por Pietro Nardella Dellova


MINHA ÚLTIMA (E QUASE BREVE) NOTA SOBRE AS ELEIÇÕES 2018

por Pietro Nardella-Dellova


Queridas e Queridos, salve!

Sobre as Eleições 2018, votem em quem vocês quiserem, pois, enquanto cidadãos e cidadãs, todos e todas têm o direito democrático à escolha de seu representante, conforme as inclinações pessoais e de seus grupos sociais.

Tenho dito (e por várias vezes!), que vocês têm um círculo de candidatos bons e respeitáveis: HADDAD, CIRO, MARINA, ALCKMIN, MEIRELLES e ÁLVARO DIAS (eu considero os outros não citados, como infantis demais, ou oportunistas!). Haddad, Ciro, Marina, Alckmin, Meirelles e Álvaro Dias têm experiência administrativa no serviço público, formação muito boa, e prestaram, cada qual, relevantes serviços à sociedade e ao Estado. Ademais, estes citados têm, não há qualquer dúvida, compromisso com a Constituição Federal.


 

Minha luta aqui (e fora daqui), intensa e diuturna, sem trégua e conscientemente determinada, não é para lhes apresentar um candidato específico (considero isso serviço para partidos e partidários!), mas para eliminar um nazifascista e seu vice fascista. Refiro-me a Bolsonaro e Mourão! Ambos já demonstraram, e demonstram a cada dia, desprezo pela Constituição Federal e, eles não escondem, desprezo total pelos Direitos Fundamentais.

 

Não se trata, da minha parte, de um julgamento subjetivo ou ideológico, mas de análise objetiva e com base em fatos e dados. Vejam, a Internet e os registros das falas de Bolsonaro na Câmara dos Deputados nos últimos 30 anos, bem como das entrevistas e demais manifestações públicas, não deixam quaisquer dúvidas que estamos tratando com um nazifascista. As entrevistas e falas de Mourão, igualmente, não deixam qualquer dúvida de estarmos tratando com um antidemocrático com inclinações de fascistóide. Nas falas (registradas e públicas) de ambos, principalmente de Bolsonaro, vê-se expressamente o ódio que eles têm de quaisquer minorias, de afrodescendentes (negros!), de indígenas, de mulheres, do pluralismo e diversidade políticos, de homossexuais (e todo movimento LGBTI) e de estrangeiros (xenofobia!). Vê-se, também, o desprezo que eles têm pela verdadeira segurança pública, pelas políticas sociais e pela educação democrática e inclusiva. Votar neles é tornar-se cúmplice em tudo isso, pois no voto, cada eleitor legitima e glorifica o caráter nazifascista de Bolsonaro/Mourão.

 

Finalmente, está demonstrado a partir das suas falas e entrevistas, que ambos não têm qualquer conhecimento nas áreas que mais afligem a sociedade: Economia e Educação. Estas são as áreas mais importantes, pois delas resultam mais segurança pública, menos crimes, mais autonomia, mais empreendimentos empresariais, mais tecnologia, mais progresso pessoal e social e, ainda, mais respeitabilidade internacional.

Espero que, eliminado o mal nazifascista e fascista, representados por Bolsonaro/Mourão, todos e todas possam dar um passo consciente, democrático, constitucional e de pleno respeito aos direitos fundamentais.

 

Abraço cordial e fraterno, com votos de sucesso.

 
Prof. Dr. Pietro Nardella Dellova


Professor Universitário, desde 1990, de Direito Civil-Constitucional, Constituição, Direitos Humanos e Propedêuticas. Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense. Pesquisador CAPES/PUC em Judaísmo e Direitos Humanos. Mestre em Direito pela USP. Mestre em Ciências das Religiões pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil-Constitucional e em Literatura. Formado em Filosofia e em Direito. Poeta e Escritor, Membro da Accademia Napoletana (Napoli), Membro do Gruppo Martin Buber para o diálogo entre Israelenses e Palestinos (Roma). Membro da UBE – União Brasileira de Escritores. Membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP. Membro da Comissão de Notáveis da OAB/SC (Balneário de Camboriú). Autor de vários livros.





venerdì 7 settembre 2018

Palestra: CONSTITUIÇÃO E DIREITO CIVIL: OS FUNDAMENTOS DO DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL, AS CONQUISTAS E O PERIGO DE RETROCESSO CONTEMPORÂNEO, com Pietro Nardella Dellova


Palestra

CONSTITUIÇÃO E DIREITO CIVIL:
OS FUNDAMENTOS DO 
DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL,
AS CONQUISTAS E O PERIGO DE RETROCESSO CONTEMPORÂNEO

Prof. Dr. Pietro Nardella Dellova 

25/9, 19h

no
II CONGRESSO NACIONAL DE DIREITO 
URCA 
Universidade Regional do Cariri
Campus Iguatu
Ceará


Debate: OS 30 ANOS DO FIM DO GOLPE MILITAR, A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ E OS ATUAIS RETROCESSOS AUTORITÁRIOS (Pietro Nardella Dellova)



Debate

OS 30 ANOS 
DO FIM DO GOLPE MILITAR, 
A CONSTITUIÇÃO CIDADà
E OS ATUAIS 
RETROCESSOS AUTORITÁRIOS

Prof. Dr. Pietro Nardella Dellova 
Prof. Me. Fernando Castelo Branco 
26/9, 13h

no
II CONGRESSO NACIONAL DE DIREITO 
URCA 
de 24/9 a 28/9
Universidade Regional do Cariri
Campus Iguatu
Ceará

domenica 26 agosto 2018

ראש השנה 5779

ראש השנה
5779
 (9th of September)

Palestra: DIREITOS FUNDAMENTAIS DA PESSOA HUMANA E A ALIENAÇÃO PARENTAL, por Pietro Nardella Dellova

Palestra
DIREITOS FUNDAMENTAIS
DA PESSOA HUMANA
E A
ALIENAÇÃO PARENTAL

Segunda-feira: 27/8, das 8h às 10h30m
Quinta-feira: 30/8, das 19h30m às 22h


SEMANA DO CURSO DE PSICOLOGIA, Universidade São Francisco - USF, Campinas


SEMANA DO CURSO DE PSICOLOGIA
Universidade São Francisco
Coordenação: Profa Dra Ester Baptistella

Programação: matutino e noturno
___________________________
1) PERIODO MATUTINO
Horário: Das 8h às 10h30
ANFITEATRO SWIFT

27/08/18 - Segunda-feira:
Abertura

Palestra: OS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA PESSOA HUMANA E A ALIENAÇÃO PARENTAL
Prof. Pietro Nardella Dellova

28/08/18 - Terça-feira:

Sessão pipoca: exibição de filme para debate em três enfoques.
Org. Comissão de Eventos Psicologia

29/08/18 – Quarta-feira

Mesa redonda de filme em três enfoques
Prof. Dra. Daniela Dantas - Humanista
Prof. Dra. Cassia Bighetti - Comportamental
Prof. Dra. Aline Santaren Ernesto – Psicanalise

30/08/18 - Quinta-feira:

Palestra: O SUICÍDIO: A VIOLÊNCIA OCULTA
Psicóloga Gabriela Cremasco

31/08/18 - Sexta-feira:

Das 8h30 às 10h
OFICINA DE MEDITAÇÃO
Psicóloga Débora Noemí Hernández

Das 10h às 11h40
primeiro sarau do curso de psicologia campus campinas
Apresentações musicais e literárias
Lançamento de livro “A ACUSADA
Escritora Patricia Maiolini Quaiatti, Aluna da Psicologia da USF.

*

2) PERIODO NOTURNO
Horário: Das 19:30h às 22h00
ANFITEATRO SWIFT

27/08/18 - Segunda-feira:

Abertura
Sessão pipoca: Exibição de filme para debate em três enfoques.
Org. Comissão de Eventos Psicologia

28/08/18 - Terça-feira:

Mesa redonda de filme em três enfoques
Prof. Dra. Daniela Dantas - Humanista
Prof. Dra. Eliane Nucci - Comportamental
Prof. Dra. Claudia Arcanjo – Psicanalise

29/08/18 – Quarta-feira

Palestra: RELACIONAMENTOS ABUSIVOS
Raquel Deperon

30/08/18 - Quinta-feira:

Palestra: OS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA PESSOA HUMANA E A ALIENAÇÃO PARENTAL
Prof. Pietro Nardella Dellova

31/08/18 - Sexta-feira:

Palestra: DEPRESSÃO E SUICÍDIO: A VIOLÊNCIA OCULTA
Médico Psiquiatra Dr. Henrique Soares Paiva
Psicólogo e Prof. Luiz Fernando L. Pecoraro

sabato 16 giugno 2018

25ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO: ANTROPOLOGIA JURÍDICA: UMA CONTRIBUIÇÃO SOB MÚLTIPLOS OLHARES



Amigos e Amigas, salve!
O nosso livro
ANTROPOLOGIA JURÍDICA: 
UMA CONTRIBUIÇÃO SOB MÚLTIPLOS OLHARES 
2ª edição,
foi especialmente escolhido para participar da

25ª BIENAL INTERNACIONAL 
DO LIVRO DE SÃO PAULO
que ocorrerá no período de 3 a 12 de agosto, no Pavilhão do Anhembi.
O livro ficará exposto por todo o período, mas será autografado por vários de seus coautores no dia 4/8/2018, das 20h30 às 21h30.

Contamos com sua presença e apoio!
Com apreço
Pietro Nardella-Dellova (org.)
*
*

venerdì 11 maggio 2018

NON CREDERE, con Mina


No, no, no non crederle,
non gettare nel vento
in un solo momento
quel che esiste fra noi
no, no, no, ascoltami
tu per lei sei un giocattolo
il capriccio di un attimo
e per me sei la vita
se lei ti amasse io
se lei ti amasse io
saprei soffrire e anche morire
pensando a te
ma non ti ama, no
lei non ti ama, no
ed io non voglio vederti morire per lei
no, no, no non crederle
non gettare nel vento
in un solo momento
quel che esiste fra noi
se lei ti amasse io
se lei ti amasse io
saprei soffrire e anche morire
pensando a te
ma non ti ama, no
lei non ti ama, no
ed io non voglio vederti morire per lei
ma non ti ama, no
lei non ti ama, no
ed io non voglio vederti morire per lei.

II Seminário – Atualidades e Perspectiva dos Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero


II Seminário – Atualidades e Perspectiva dos
Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero

PROGRAMA

25 de maio de 2018

8h – Conferência de Abertura
O Futuro da Democracia no Brasil: Desafios à Proteção dos Direitos Humanos e População LGBT
Pietro Nardella-Dellova (SP)

9h – Mesa I
Democracia, Feminismos, Direitos Reprodutivos e Diversidade Sexual e de Gênero

Democracia, Feminismos e Conservadorismo no Brasil
Eleonora Menicucci (SP)

Reconhecimento Jurídico dos Direitos Sexuais e os Direitos Reprodutivos
Sílvia Pimentel (SP)

Direitos Reprodutivos e Proteção às Diferenças Sexuais e de Gênero
Ana Carolina Mendonça (SP)

11h – Debates

11h30 – Conferência
Direitos de Gênero: Lutas por Identidade e Emancipação de Travestis e Transexuais
Giowana Cambrone Araújo (RJ)

14h – Mesa II
Trabalho, Relações de Trabalho e Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero

Os Sentidos do Trabalho: Entre Capitalismo, proteção Social e Produção de Direitos
Márcio Pochmann (SP)

Direito do Trabalho e Subjetividades: Reconhecimento, Proteção Jurídica e Enfrentamento às Discriminações
Cláudia Patrícia Luna (SP)

Trabalho, Subjetividade e Diferenças de Gênero
Luiza Coppieters (SP)


16h – Debates

16h30min – Conferência de Encerramento
Proteção dos Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero: Brasil, Argentina e Chile
Dimitri Sales (Brasil)
Isabel Amor (Chile)
María Rachid (Argentina)


martedì 1 maggio 2018

SEI LIBERO?


CLASSE TRABALHADORA E RESISTÊNCIA, Palestra e Diálogos com Pietro N-Dellova e Suze Piza


CLASSE TRABALHADORA
E
RESISTÊNCIA

Palestra e Diálogos
 
Prof. Pietro Nardella-Dellova
e Profa Suze Piza
 

dia 4/5, dass 17h às 18h30

_____

Evento promovido pelos Estudantes da FAC
da Faculdade de Direito Damásio
 
Rua da Glória, 195,  Liberdade, SP

SÃO PAULO EM RUÍNAS E EM FOGO, por Pietro Nardella-Dellova

SÃO PAULO EM RUÍNAS E EM FOGO
por Pietro Nardella-Dellova

Caiu um prédio, em chamas, lá em São Paulo. Seres humanos morreram!

Esta Cidade, por desgraça, não tem Prefeito. Dória, que assumiu, mesmo tendo sido derrotado nas Urnas por "brancos, nulos e não votos", jamais governou a Cidade. Passou esse tempo todo viajando, em "campanha presidencial", gravando vídeos, de quando em quando surrando moradores em situação de rua, espancando usuários de drogas, disputando, com os mesmos usuários, o foco das televisões na cracolândia e, por último, gravando vídeos em estado psicótico e babão quando da prisão de Lula. Dória é isso (e não, não representa São Paulo, pois perdeu as eleições, como acima dito!).

No lugar de Dória ficou um Bruno Covas (e, pelo amor dos deuses, o rapaz só tem o nome de Mário Covas, mas não é, de modo algum, em qualquer aspecto, incluindo a inteligência, o finado e saudoso Mário Covas!). Bruno Covas é uma nota de rodapé do João Dória, e uma vergonha para a memória de Mário Covas (a quem efetivamente apoiei em 1989). Mário Covas, estivesse vivo, já teria metido o pé na bunda de Dória.

São Paulo está assim: abandonada por João Dória, o babaca dos vídeos, e não administrada por Bruno Covas, o sombra! Enquanto isso, pessoas morrem nas suas Marginais violentas, suas ruas são intransitáveis, seus conflitos sociais aumentam, seus prédios, sem qualquer fiscalização, desabam em chamas.

E o pior, para a atual campanha ao governo do Estado, os brancos, nulos e não votos, continuam vencendo em primeiro lugar. No segundo lugar, concorrem, um babaca - João Dória, e outro babaca, Paulo Skaf - o senhor do ridículo pato amarelo.

Amar São Paulo, e amo São Paulo, não vale nada...
 
Pietro Nardella-Dellova
 
*
*


NOTA IMPORTANTE


Prezados e prezadas, eu vivi muitos anos em São Paulo, desenvolvi minha carreira universitária e acadêmica em São Paulo. Ali, lancei meus primeiros livros e proferi minhas primeiras palestras.

Conheci gente boa, a quem apoiei e, com alguns dos quais, trabalhei. Cito Franco Montoro, Mário Covas, Erundina, Celso Daniel e alguns outros. Meus queridos Mestres, entre os quais, Goffredo da Silva Telles, são, ou foram, de São Paulo.

Confesso que, às vezes, quero usar palavrões (em italiano e em hebraico, a fim de ser mais poético) para amaldiçoar os paulistas e paulistanos, mas, estaria praticando uma injustiça. Os paulistas e paulistanos continuam sendo gente focada, trabalhadora e, quase sempre, carrega o país inteiro (do ponto de vista econômico). É o único lugar do Brasil, em que usuários de metrôs entram na escada rolante e ficam do lado, deixando outros andarem pelos degraus (sinal de: não atrapalhe nem impeça ninguém!).

Ademais, a grande maioria dos paulistanos não votou em Dória (nem em Bruno Covas). Eles ganharam por um erro de lógica formal!

Apesar disso tudo, acredito que os paulistas e paulistanos saberão organizar sua agenda política e seus representantes. Ao menos, espero! Lembro que São Paulo (Estado e Cidade) não é ideológica, mas pragmática, por isso está sempre testanto e elegendo figuras diversas (Marta, Erundina, Maluf, Haddad..., no Município; e Montoro, Quércia, Serra, Alckmin etc, no Estado).

Essa diversidade de candidados, tão diferentes entre si, demonstra um espaço polítcio pragmático, de busca por soluções imediatas de problemas. O paulista e o paulistano querem viver sua vida, desfrutando da maior economia do país e da América do Sul, bem como de sua Cidade, a mais pujante de todas, perdendo apenas para New York, Milano, Zurich, Tóquio! Não vou xingar paulistas e paulistanos (por uma questão de princípio e amor), mesmo tendo babacas como Dória e Bruno Covas na administração. Tenho certeza de que paulistas e paulistanos estão com o saco cheio desses fulanos.

Repito: São Paulo é ativa e pragmática - não ideológica!

Abraços, Pietro N-Dellova




domenica 29 aprile 2018

LULA NÃO É A OPOSIÇÃO EXTREMA AO BOLSONARO, por Pietro N-Dellova




LULA NÃO É A OPOSIÇÃO EXTREMA AO BOLSONARO
por Pietro Nardella-Dellova
 

Amigos e amigas, diferentemente do que a rede midiática apresenta (como ração diuturna e idiotizante!), o sr Bolsonaro não é a oposição ao sr Lula. Lula não é a oposição ao Bolsonaro e, ambos, não estão em polos extremos. Só um imbecil pode pensar isso, e somente um imbecilizante (como a rede midiática) pode propor esta asneira.

 

Bolsonaro é, pelas suas falas e comportamentos, um fascistóide, um racista, um homofóbico, uma misógino e faz apologia ao estupro (dois desses crimes já o tornaram réu e denunciado no STF!), além de ser um fulano sombrio sem qualquer condição intelectual, moral e ética para propor qualquer tipo de diálogo político. Bolsonaro é de extrema Direita, e seria pleonasmo vicioso dizer: “extrema Direita burra”!

 

Lula, por sua vez, neste momento, tem contra si uma pesada Sentença criminal em Primeira Instância (13ª Federal de Curitiba), confirmada pela Segunda Instância (TRF-4), esperando, ainda, a Terceira (e última) Instância (STJ e STF) se manifestar a respeito. Só há TRÊS Instâncias no sistema judiciário brasil(eiro). Talvez os crimes de Lula sejam finalmente provados, e a Sentença definitivamente confirmada, o que o torna um (constitucionalmente!) condenado (Art. 5º, LVII, CF/88) e legalmente não candidato. Mas, concordamos todos, Lula não é de extrema Esquerda (nem na lua!) e, há dúvidas razoáveis de que seja sequer de Esquerda: tudo indica, pelos seus dois governos, que ele está muito mais ao Centro! De qualquer forma, sabemos que contra ele não pesa acusação (investigação ou denúncia) de racismo, misoginia, homofobia, estupro ou apologia ao estupro etc... Seus crimes, se provados, tornam-no criminoso em outra área!

 

Uma eventual candidatura de Bolsonaro não tem a de Lula como seu oposto – isso é ridículo! O perfil dos eleitores de Bolsonaro é marcado por um desespero doentio, por uma represada misogia, homofobia, moralismo, autoritarismo, e ódio explícito por qualquer movimento social emancipatório. Bolsonaro é isso, e desperta isso, pois seus eleitores não têm qualquer perspectiva na política, aliás, qualquer perspectiva em uma sociedade civilizada e democrática, mas, aprisionados ao próprio abismo de ódio e de rancor, apoiam-no para fazer valer o abismo, o ódio e a violência.

 

O que está no oposto extremo de Bolsonaro, aliás, o que disputa com ele as eleições?

 

No oposto a Bolsonaro, estão os votos nulos, brancos ou não votos. É a mesma entidade que ganhou de Dória na Eleição à Prefeitura de São Paulo (e vai ganhar outra vez, agora, na disputa ao governo estadual!). Os votos brancos, nulos e não votos, opõem-se à política, e ao estado terminal da política brasil(eira), mas não carregam ódio ou rancor (no máximo, caracterizam-se pela indiferença!). Os brancos, nulos ou não votos, assim como os eleitores de Bolsonaro, vêem na política (e na Eleição) algo sem sentido, mas, diferentemente dos eleitores de Bolsonaro, os brancos, nulos e não votos, não querem destruir ninguém, não querem espancar ninguém, não querem estuprar ninguém nem fazem qualquer apologia à tortura ou culto aos militares.

 

É isso. De um lado, há desesperados, plenos de ódio e abismo, com (e por) Bolsonaro. Na outra ponta, há a entidade de "brancos, nulos e não votos". Fora disso, Lula, Alckmin (seria melhor, quem sabe, FHC), Ciro Gomes, Marina, Álvaro Dias, e alguns poucos outros candidatos, estão mais ao Centro, com pouca (mas, alguma) variação na política econômica e variação nas políticas públicas entre eles.

 

Pietro Nardella-Dellova

 


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lunedì 2 aprile 2018

Resumo da Semana: OS LINCHADORES DA DEMOCRACIA E OS PORTADORES DE IDEIAS FIXAS DOENTIAS, por Pietro Nardella Dell'ova

Resumo da Semana: OS LINCHADORES DA DEMOCRACIA E OS PORTADORES DE IDEIAS FIXAS DOENTIAS
por Pietro Nardella-Dell'ova
Hoje, por acaso, ouvi um comentário do jornalista Ricardo Boechat, lamentando, questionando e, em determinados momentos, colocando a PGR e o STF sob "suspeita", porque os dez detidos (prisão temporária), sob autorização do Min. Barroso, STF, a pedido de Raquel Dodge, PGR, foram liberados no final de semana, mais ou menos, dois dias depois de terem sido presos. Entre eles, dois antigos amigos de Temer!
O jornalista lamentou pelo motivo errado (e, imperdoavelmente, bem raso). Deveria, sim, ter lamentado, não pela soltura, mas pela anterior ordem de prisão, absolutamente desnecessária e ilegal e, lógico, inconstitucional, já que nenhum deles estava fugindo ou negando-se a depor.
A fala de Boechat, que foi a mesma de outros tantos, a começar pelos "comentaristas da Globo", é doentia. Eles querem prisão, têm insaciável fome de prisão, e falam do alto de um moralismo babaca a fazer inveja aos piores Estados antidemocráticos, autoritários e teocráticos. Se houvesse fogo como pena, defenderiam o fogo sobre os suspeitos.
Bem, fica aí meu breve comentário. As prisões autorizadas pelo Min Barroso foram desnecessárias, e expressa a sede de justiceiro do Ministro, a gritaria e urros dos jornalistas. Todos apontando para a prisão, seja ela qual for, para quem for, em que momento for, ainda que para um miserável idoso carcomido e, neste momento, apenas investigado. Na verdade, insisto, o problema não está em soltar quem fora preso para depor, mas, ao contrário, o problema muito grave é que tenha sido preso, inconstitucionalmente, para depor!
O Brasil, enfim, está ficando inviável como sociedade democrática e solidária. É, infelizmente, um aglomerado de zumbis (com celulares à mão), uma guerra de todos contra todos! No meio da semana, a "cartinha" que centenas de Juízes e Procuradores assinaram e encaminharam ao STF, exigindo prisão, ainda que não haja "trânsito em julgado" de uma sentença condenatória, somado ao jejum fundamentalista de Dallagnol (o babaca do PowerPoint) para "Deus" prender Lula, é o transbordamento dessa gosma acrítica e autoritária que caracteriza o país desde o final das Eleições de 2014, e, em seguida, a bateção de panelas, o pato amarelo, o impeachment e a destruição do Projeto democrático. Uns e outros são linchadores, antidemocráticos, e portadores de ideias fixas, no caso, ideia fixa de prisão - o que demonstra, por si só, a incapacidade absoluta de discernimento.
[Pietro Nardella-Dell'ova]
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martedì 20 marzo 2018

LEGADO JUDAICO, por Pietro Nardella-Dellova

LEGADO JUDAICO
(por Pietro N-Dellova)
Foi-me perguntado certa vez, e me recordei disso hoje ao dialogar com um Professor, se no Judaísmo "pregamos" alguma Teologia. À época respondi, e hoje reafirmei, que no Judaísmo não pregamos coisa alguma e que, no mais das vezes, sequer há uma Teologia. Aliás, sequer há um Theos (essa perturbação greco-romana!) em função do qual se possa realmente criar uma Teologia. Judaísmo é outra coisa!
Mas, se não pregamos coisa alguma, se não há realmente uma Teologia e, na perspectiva judaica, as "Forças da CrEação" (com "e" mesmo) não exigem qualquer tipo de propaganda e, muito menos, incentivo à "conversão", qual o legado judaico?
O primeiro, e talvez maior legado, é a responsabilidade com o processo de humanização, com os movimentos emancipatórios e, também, com os Direitos Humanos. A vida judaica, e o modo de ser judaico, não passam por "cartilhas", "catequeses" ou "escolas dominicais". Não se trata de "fé", mas de experiência histórica.
E, por isso mesmo, em face desta experiência histórica milenar quase sempre de caráter libertário, de quebra de correntes e de luta pela vida, cada Judeu carrega uma responsabilidade com a defesa inegociável de cada um dos mais simples direitos humanos (se é que podemos dizer que algum direito humano seja mesmo simples!). Para um Judeu defender qualquer bandeira "direitista" e "apoiar" qualquer fascistoide é preciso que tenha se esvaziado de uma tradição e esteja, não no sentido religioso, mas no sentido cultural, assimilado até os ossos de tudo o que não presta no mundo capitalista, capitalista financeiro, no comunismo autoritário e nacionalismos exterminadores.
Enfim, eu consigo negar qualquer "Força da CrEação". Eu consigo me opor a qualquer divindade. Eu consigo me recusar a falar de qualquer "Deus" ou, se quiserem, "D-us", mas, não consigo negar a escravidão do Egito, os Amalequitas, a Babilônia, os Medo-Persas, Hamã, os Romanos, A Igreja Católica (antissemita), Lutero (antissemita), os Pogroms, as Expulsões espanholas, as Perseguições luteranas, o Fascismo, o Nazismo, o Stalinismo... São estes fatos que me fazem "Judeu", e por conta deles, me posicionar como "Judeu"!
Não é apenas pelo direito do Judeu viver, mas pelo direito de qualquer pessoa viver, e viver na plenitude de sua humanidade - este é o legado judaico, e não uma qualquer Teologia! E, assim, para que qualquer pessoa viva, e viva na plenitude de sua humanidade, é na Esquerda (nunca na Direita!) que encontramos saída. O máximo que é permitido a um Judeu descer e ter como base, tendo em vista sua história, é no contexto dos Direitos Humanos (que não é a certeza de plena humanidade, mas um ponto de partida para todos e todas!).

[Pietro Nardella-Dellova]

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