alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Socioculturale, Diritti Umani, Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Resistenza Critica e Giustizia Democratica.
ברוך ה"ה







venerdì 10 febbraio 2012

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ ...


UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ

Então,
Não sei por que razão discutem tanto
Incutem tanta gravidade, batem o pé – falam alto:
Casamento, união estável, homoafetividade:
Cimento, chão batido, testa impermeável: sociedade!
Tudo isso é discutir asfalto e concreto,
É o rio: rio que se arrasta no deserto,
Água que acumula, parada, verde-musgo,
Barulho de casco de mula, mula-sem-cabeça,
Sexo de contrato, de prato feito – tudo feito
De plástico depois de manusear o rato mudo!
(é discussão sebosa de advogado, juiz e fiscal da lei)

Porque
Casamento, união estável, homoafetividade,
É como tema de filme ou novela que se repete:
É cartório, ambulatório, purgatório, velório,
Cartão de crédito, de débito, cruzeiro, cinzeiro:
Tudo é pó, cinza – cinza na caixinha constitucional!
Tudo isso cansa, avança na faixa de pedestre
Pintadinha pra todo mundo passar – caixa fadinha!
Faixa de casal arroz com feijão, nostalgia, parada e ida:
É cama, churrasqueira, cara amarelada, carne no dente,
Barriga e fatura: intriga e verdura!
É coisa de igreja – cereja de plástico, penitência, jejum,
Campanha de oração, náusea, encontro de casais,
É roleta nas pias batismais...

Mas,
Amor, amor na veia, de esteira, rede e balanço: amor lua cheia,
Amor goteira não se discute – chove a noite inteira,
Não é contrato, é mato, gritaria, berro e chute no escuro,
É muro ao chão – pão e vinho: sabão na língua!
É torneira barulhenta de água corrente
É terra, fogueira, cara vermelha, dente na carne;
É chuveiro a noite inteira, é cachoeira que não pára,
É queda! É ventre! É tremor dez na escala Richter!
É ruptura!
É Niágara
Mar, Oceano, Dilúvio!

Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

mercoledì 8 febbraio 2012

il PROGRESSO ECONOMICO: una MENZOGNA (o progresso econômico: uma mentira)


IL PROGRESSO ECONOMICO: UNA MENZOGNA

(...)
Il discorso di progresso economico è una menzogna ed è un affronto agli esseri umani:
consiste nella vendita e l'acquisto di roba di rifiuto insieme all'ingiustizia e all'esclusione sociale!
Ed è anche un culto masturbatorio per il dio denaro!
...e questo dipende del mito dello Stato e del Governo!

L'unico vero progresso (senza discorso) è quelo dell'umanità:
dell'essere umano libero, integrale, dialogico, d’amore e della solidarietà!
...e questo dipende dalla riscoperta originale dell'Anarchia!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

*
*
*

O PROGRESSO ECONÔMICO: UMA MENTIRA
(...)
O discurso de progresso econômico é uma mentira e uma afronta aos seres humanos:
consiste na venda e compra de coisas inúteis ao lado da injustiça e da exclusão social!!
É, também, um culto masturbatório para o deus dinheiro!
...e depende do mito do Estado e do Governo!

O único progresso (sem discurso) é aquele da humanidade:
do ser humano livre, integral, dialógico, de amor e da solidariedade!
...e isto depende da redescoberta original da Anarquia!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012
*

il mondo ed il sottomondo (o mundo e o submundo)


IL MONDO ed il SOTTOMONDO

(...)
prima, molto tempo prima,
l'aria, la terra, il fuoco, l'acqua e l'elemento femminile,
formarono il mondo,
mondo libero, mondo senza frontiere,
un mondo dialettico, un mondo in trasformazione,
un mondo reale, un mondo giardino,
un mondo tutto da capire,
un mondo di vita e bellezza, gioia e soddisfazione,
un mondo d'amare, per sempre!

dopo, molto tempo dopo,

la menzogna, l'ignoranza, la religione, "il pecus", e l'elemento maschile,
hanno formato un sottomondo
che si propone come mondo
e disprezza il mondo prima,
sottomondo della schiavitù, sottomondo delle mura e limiti,
ma è un mondo sotterraneo, mondo-sottomondo-fogna
un mondo di disillusione, un mondo bloccato
un sottomondo da terminare, finire,
un sottomondo di morte e di terrore, amarezza e dolore,
un sottomondo ad essere odiato, finché dura!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012



O MUNDO e o SUBMUNDO

(...)
antes, muito antes,
o ar, a terra, o fogo, a água e o elemento feminino,
formaram o mundo,
mundo livre, mundo imenso,
um mundo dialético, um mundo em transformação,
um mundo real, um mundo jardim,
um mundo para ser compreendido,
um mundo de vida e beleza, delícia e contentamento,
um mundo para ser amado, sempre!

depois, bem depois,

a mentira, a ignorância, a religião, o “pecus” e o elemento masculino,
formaram um submundo,
que se apresenta como mundo,
e despreza o mundo de antes,
submundo de escravidão, submundo de cercas,
é um submundo, mundo-submundo-esgoto,
um mundo de desencanto, um mundo aprisionado
um submundo para ser denunciado,
um submundo de morte e terror, amargura e aflição,
um submundo para ser odiado, enquanto durar!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012
*

*
(o mesmo tema no livro

A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS,

na Livraria Cultura)

dedicato a Pietro Nardella Dell'Ova (da Paolo Filippi, Sicilia, Italy)



LAVORO DEDICATO CON TUTTO ME STESSO AL GRANDE AMICO ED UOMO DI CULTURA PROF .AVV. PIETRO NARDELLA DELL'OVA POETA!
musiche di commento di mia composizione
firmato:Paolo Filippi

in Castelvetrano, Sicilia 7 febbraio 2012...
Italy
*

lunedì 6 febbraio 2012

Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA; Estatutodo Idoso - Eid; Alienação Parental e Lei Maria da Penha


ECA, EId, Lei Alienação Parental, Lei Maria da Penha:
QUATRO ESPELHOS DA VIOLÊNCIA SUBSTANCIAL

(...)
Tenho medo, muito medo,
de uma sociedade que precisa dos freios e anestésicos do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Estatuto do Idoso, da Lei da Alienação Parental e da Lei Maria da Penha, pois ela, a sociedade, é brutal, monstruosa e vigorosamente destrutiva, fácil de se reconhecer por estas leis.
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012
*

א־י (alef-yod) POESIA E TERNURA PARA A MULHER AMADA

immagine dell'opera di Roberto Ferri, Italia




א־י

POESIA E TERNURA PARA A MULHER AMADA
(de Alef a Yod)
Pietro Nardella Dellova
א
Que coisa Linda:
Uma mulher sentada ao Sol
Com seus cabelos
Reluzindo
A graça de um dia feliz!
ב
As mulheres, ah, as mulheres...
São seres perfeitos e jamais morrem,
Possuem almas dentro dos corpos
E nas vozes trazem a paz – a serenidade;
E nos olhos o encanto – são caminhos;
Estranhos caminhos os olhos femininos!
E nos lábios o fogo – chamas que se não apagam;
E nos seios o aconchego – sono tranqüilo,
E o delírio assaz – sede e procura.
As mulheres, ah, as mulheres...
São seres que jamais morrem
Possuem almas dentro dos corpos
E nas mãos a magia dos carinhos
(indelével graça, indelével sonho)
E em todos os corpos uma dança
(melodia humana e suave poesia)
Como se fossem instrumentos afinadíssimos
Criando sons harmônicos e constantes.
As mulheres, ah, as mulheres...
São seres que jamais morrem
E possuem almas dentro das almas
Que lhes deixam certas de que haverá,
De que sempre haverá – desesperado –
Um poeta amando apaixonadamente
A cada uma delas com poesia e graça.
ג
Sou o homem que o perfume leva
E busca a mansidão nos gestos,
Sou aquele que desfaz toda treva
Dos olhos de seres puros e infestos.
Sou o homem que admira a beleza
E se encanta com facilidade,
E sabe onde está a poesia e leveza:
Presa e oculta na meia idade.
Sou o homem que a tudo enxerga
Que a tudo ama, e que a tudo liberta,
E diante do olhar terno se enverga
E diante do carinho deixa a porta aberta.
Sou o homem despreocupado com sentenças
De qualquer natureza, de qualquer sociedade:
E se se conhece amor, não importa a crença
Que cria: o amor é verdade!
Sou o homem que ama a mulher bela
E decidiu seguir sempre por esta direção
E que a afaga com ternura e vela
Com seu brilho a constante inspiração.
ד
Na sua boca vermelha tenho o gosto
Da poesia, e da maciez do seu rosto
O enlevo ao mundo dos carinhos todos...
Nos olhos a simplicidade dos mistérios
Encontro, e da fala os refrigérios
De que a alma necessita sempre...
São seus gestos, e seus modos. Seu perfume.
Que me fazem viver o tempo inteiro
Desejando a poesia
E pensando como seria amar completamente
Sem o tempo perdido no queixume
Sem as loucuras de um mundo doente...
ה
Os olhos da mulher que ama
Insinuantes e graciosos,
Os amorosos versos do seu rosto
E o gosto de estar com ela...
Os olhos da mulher que ama...
E cante-se alto este poema!
E esprema-se o cérebro de ânsia
E a infância se despeça aos gritos
Destes mitos que se formam
E tomam os atos espontâneos...
Que olhos! Os olhos da mulher que ama
Que tanto dizem aos vazios
E sabem quando chego ansioso
E sabem quando parto triste...
São olhos de mulher que ama
Os olhos da mulher que ama,
Que brilham, lânguidos e fitos,
Ao meu toque e traduzem
A poesia do corpo e alma
Quando piscam e reluzem.
Os olhos da mulher que ama
São grandes feito céu
E de tão grandes que se fazem
Adentrei pelas pupilas
Dilatadas com todos os meus versos.
ו
Não durma agora
Antes de ter certeza
De que viveu este dia
Na plenitude e na intensidade,
Porque este dia não renasce,
E não retorna, e não se faz novo;
Este dia desaparece
Para outro dia nascer,
Mas, como viver o outro dia
Se não viveu este com graça?
Não durma agora,
Apenas, porque todos
Dormem agora,
Porque disseram que agora
É a hora de dormir...
Não!
Não durma agora
E tenha certeza plena
De que viveu esta vida plena
Na plenitude deste dia pleno.
ז
Vem cá,
Sente-se de qualquer jeito e sem pressa
E sinta cada segundo terno do meu olhar
Acreditando em cada lágrima que escorrer;
Não se apresse, e não se preocupe,
E não envelheça sem viver estes instantes
E não passe este dia insensivelmente
Sem descobrir por que ele existe...
Sente-se aqui e recline-se sobre o meu lado
E direi o quanto vale a amizade e o beijo
o quanto vale a voz sincera enternecida
E descobrirá, jubilosa, o que é o agora...
Vem cá,
Sente-se de qualquer jeito e sem pressa
E conduzirei você à estranha sensação
De ser gente.
ח
É bom quando se recebe
Um café com carinho
Um doce com carinho
Um beijo com carinho
E a própria espontaneidade
Revestida de carinho pleno
(e é bom todas as cousas)
Que se recebem com carinho
E as que se fazem simples
Com carinho simples...
Ninguém sabe destes carinhos
Como dilatam a própria alma
E enchem espaços vazios e tristes
Com a luminosidade do encanto
(a graça da própria graça plena)
Ninguém sabe destes carinhos
Por que tão profundamente atingem
Lugares inacessíveis ao pensamento
E atingem regiões desconhecidas
E dali simplesmente refulgem...
ט
Mulher, amo!
E disso tenho a plenitude...
Venha a esta fonte de calor e afagos,
De poesia que não questiona,
Retirar o seu mantimento e braço terno
Para sentir um prazer sem termo...
Não traga amor se não tiver
Nem presentes para a troca
Nem sua paga...
Não traga a reciprocidade
Nem agradeça ao sair, apenas,
Calada, traga seu vaso
Para enche-lo neste transbordamento
E não pergunte se é estranho
Eu ter amor incondicional...
י
Há em mim um homem
Em cuja mão está a bênção
-a unção do Universo-
A busca do intenso verso
Tresloucado e liberto
Em que pensam
Os caminhantes de sonhos...
Há em mim um peito aberto
De remoto tempo amante
Das cousas estranhas e pequenas
Da vida mais distante,
Que tanto se abre amiúde
Que tanto recebe
E mitiga
E afaga
E ilude...
Há em mim um homem apenas
De lágrimas constante
E sorriso incompleto
Que busca incessante
A porta que se abre ao infinito,
O grito que vibre
O espaço deserto
E o encha de sons
E flores
E amores,
Muitos amores
Muitíssimos amores!
.................
Sou uma voz na madrugada
Que não busca a amada tão-somente.
Esta voz misturada à lágrima
Que grita
Aflita
Sem descanso,
Busca o Eterno!

*
© Pietro Nardella-Dellova, in VARIOS LIVROS (Livraria Cultura)

*
© copyright do autor
© Estes textos foram publicados, originalmente, nos meus Livros:
AMO” (1989)
NO PEITO HÁ UMA PORTA QUE SE ABRE" (1989)
"ADSUM" (1992),
FIO DE ARIADNE” (1994),
A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS” (2009)
Pelas Editora L & S e Editora Scortecci, 1989-1992
(Livraria Cultura)

domenica 5 febbraio 2012

la mia cara NAPOLI innevata































*
COSCIENZA NAPOLETANA


e se lo permetto, oggi,
domani i vampiri, gli oppressori,
gli indifferenti ei maledetti
uccideranno due mille volte (più)
l'amore mio,
la mia canzone,
il mio paradiso
ed il mio popolo
...

Pietro Nardella-Dellova,
in Lettera di Viaggio, 2011


NAPOLI INNEVATA...
fotografia dell’album di Napoli poesia d'Italia...divine napoletane!








nasce o INSTITUTO DE PESQUISA, DIREITO E MOVIMENTOS SOCIAIS (IPDMS)


Carta Convite para o
II Seminário Direito, Pesquisa e Movimentos Sociais e fundação do Instituto de Pesquisa, Direito e Movimentos Sociais (IPDMS)

Aos Trabalhadores da Educação, da Ciência e do Pensamento Livres,
À Classe Trabalhadora, e
Aos Lutadores do Povo brasileiro
,

Nós, professores, professoras, pesquisadores, pesquisadoras, militantes, profissionais e estudantes, conscientes da necessidade de construirmos uma práxis crítica sobre novos horizontes utópicos, decidimos pelo apoio aos movimentos populares brasileiros. Para tanto, pesquisa e ação devem se reencontrar e superar os escombros da crítica jurídica nacional.

A formação do Povo brasileiro se deu em um processo histórico complexo e violento, com um ajuntamento de povos que aqui já viviam e que aqui passaram a viver, dando vez a uma nova e mestiça realidade social. Tal processo recebeu a marca do etnocídio embasado no etnocentrismo, no eurocentrismo e no heleno-romanocentrismo, que abateu, especialmente, índios e negros. Daí que se faz necessária a crítica à colonialidade, por uma América Latina e por um outro mundo pluricultural, feita com as gentes da terra, outrora desterrados, e das margens dos campos e das cidades, ainda hoje condenados e famélicos.

Nossas disputas buscam conformar a contra-hegemonia e incluímos em nossa crítica os cortes estruturais à sociedade brasileira: classe, raça e gênero. Combatemos a dependência e a colonialidade. Nossas dimensões da crítica jurídica são o uso combativo do direito posto, a releitura deste mesmo direito, a insurgência – pelo Direito Insurgente ou Novo Direito -, o antinormativismo e o novo. Somos pela libertação das opressões de todas as espécies e nosso horizonte é irredento tanto no que se refere a estrutura do mundo em que vivemos quanto às idéias que o hegemonizam.

A insurgência contém o trabalho como fonte da produção de nossa existência, a resistência dentro desta mesma existência, a educação popular para a conscientização, junto da organização dos movimentos populares, vale dizer, os movimentos sociais que reúnem em seu seio a dialética reivindicação-contestação, a partir de pautas identitárias unidas à materialidade do trabalho e à concepção de totalidade da condição humana.

Contribuímos e queremos potencializar nosso apoio às assessorias populares: a jurídica, a política e a de formação. Nossos princípios são a pesquisa-ação, a educação popular, o trabalho coletivo e o protagonismo estudantil e dos movimentos sociais

Assim, noticiamos, por meio desta Carta - que é notícia e é convite: a realização do II Seminário Direito, Pesquisa e Movimentos Sociais e a fundação do Instituto de Pesquisa, Direito e Movimentos Sociais.

Todos estão chamados e convidados para assinar esta convocação e para participar do II Seminário Direito, Pesquisa e Movimentos Sociais, e da assembléia de fundação do Instituto de Pesquisa, Direito e Movimentos Sociais, que será realizado na Universidade Federal de Goiás – UFG, Campus Cidade de Goiás/GO, nos dias 26, 27 e 28 de abril de 2012.
Informações podem ser obtidas via endereço eletrônico: ipdmscorreio@gmail.com

Para ver o Artigo completo e ASSINAR A CARTA CONVITE vá ao BLOG
INSTITUTO DE PESQUISA, DIREITO E MOVIMENTOS SOCIAIS (IPDMS)

http://ipdms.blogspot.com/
*

sabato 4 febbraio 2012

o Livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS: II ANO


A MORTE DO POETA
NOS PENHASCOS
E OUTROS MONÓLOGOS

(em português): II ANIVERSÁRIO!!!!


Agradeço aos que tenham adquirido e apoiado o meu Livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Ed. Scortecci, 2009, 312 pág.

E convido a tantos outros, queridos companheiros, a conhecerem, apoiarem e adquirirem este Livro, disponível pelas lojas da Livraria Cultura

ou pelo seu site

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=2936919&sid=0182196871397672132643553

ou diretamente do autor:
pelo e-mail professordellova@libero.it


* a Livraria Cultura envia o livro para qualquer parte do mundo (já foram enviados para Israel, Itália, Portugal, Espanha, Argentina, Cuba, Estados Unidos, além de quaisquer dos Estados do Brasil)

Abraço cordial

Pietro Nardella-Dellova
*

venerdì 3 febbraio 2012

Perché Odio le Banche (porque odeio os bancos)


PERCHÉ ODIO LE BANCHE
(...)
Perché tanto odio le banche?

Perché ho trovato la mia intelligenza e la mia poesia, nel sangue, sudore e immondizia sociali, creati dalle banche!
(...)

Pietro-Dellova Nardella, 2011

*
*
PORQUE ODEIO OS BANCOS
(...)
Por que odeio tantos os bancos?

Porque encontrei a minha inteligência e minha poesia, no sangue, suor e lixo sociais, criados pelos bancos!
(...)
Pietro Nardella-Dellova, 2011

ASPECTOS DO DIREITO ALTERNATIVO: Programa Estúdio 36 TVCOM: Congresso Internacional de Direito Alternativo - Pietro Dellova (Florianópolis)

: SEUSOLHOSAMANHECEMSETECÉUSAZUIS: Sabe Mergulhar?


Sabe mergulhar?
Tem fôlego para ir ao fundo,




onde apenas seres de verdade se encontram




e se descobrem,




onde pérolas se fazem com o ritmo do tempo




sem pressa e sem contas?




Se nada sabe de Poesia e se não tem fôlego




nem coragem,




não poderá mergulhar com o Poeta




nem dialogar diante de quem estende a mão




para o movimento musical.




Mas, quando pensar na pérola,




vencerá o medo,




e a Poesia se intensificará em seu corpo




e lhe dará vida.




Seus poros respirarão dentro das águas profundas.
Não é uma lição




– é um fogo de vida e intensidade!
O Poeta não ensina – o Poeta vai!




Ele leva você a ver do alto, a voar alto,




a mergulhar, a mergulhar ao fundo.




Quer a lição ou o voo?




Quer o conceito ou o mergulho?
A mágica da Poesia




é receber asas de águia, para voar alto




- quer?
E receber fôlego,




para mergulhar com o Poeta ao fundo,




e encontrar pérolas – quer, também?
Então, se você ouvir a Poesia
e descobrir de que são formados os beijos do Homem-Poeta,
descobrirá a sua Poesia-Mulher,




e pedirá para voar alto, bem alto.




E para ver as pérolas




que lhe fazem falta ao fundo,




se vencer o medo do profundo.
Tuoi
occhi
sono
miei
occhi,
quem dera,
principessa,
pudesse contar tranquilamente,
sobre os dias
daquele tempo distante,
daquela terra remota, da dor bastante,
e desatar as cordas que prenderam
o suspiro de vida da tenra idade.
Ah, não houve Poesia:
houve gritos que se encravaram em mim
quando fomos partidos pela mão da maldade...
eu estava ali, preso a correntes que arrastaria tanto,
ouvindo a gritaria e a loucura da turba insana:
nada parece mais triste:
você presa e no ventre o prêmio do meu amor,
e o silêncio do algoz...
eu estava ali, preso, e no peito um grito seco.
(e esta foi a pena do meu amor)
e você sem voz, sem canto e sem vida,
desfeita
em
chamas...
atravessei aquelas chamas que levaram você e o seu ventre
e viajei por desertos, e mares, e cidades, e tempos
e trouxe no peito a marca do amor distante e a dor,
porque em cada tempo
deixei parte da corrente,
mas, as minhas roupas não envelheceram...
principessa
o vinho que hoje bebo
na sua boca dispensa
taças.
Enquanto a noite não vem, desenharei as asas
que erguerão você ao alto, para o bem alto,
e juntarei o ar de que precisa para o mergulho.
E, se o Poeta estender a mão, diria:
sim, Poeta, quero voar alto – leve-me!
Sim, quero mergulhar fundo, leve-me.
Leve-me às pérolas, porque preciso de pérolas.
E, se o Poeta levasse você, perderia o fôlego e as asas?
–Não, não perderia,
leve-me ao alto porque preciso de plenitude.
E se você perder as asas, será trazida de volta à terra.
E, se perder o fôlego, será trazida de volta à superfície.
Porque os beijos têm diferentes faces,
e cores,
e sabores,
e duração,
e profundidades,
e energias,
e tessituras,
e geografias...
Nos
seus olhos
amanhecemsetecéusazuis
e
doismaresesverdeados
que a alma espelha...
e entre seus cabelos de alva,
feitos véus dourados
descubro o rosto suave e mudo,
tanto beijado,
e os lábios que se abrem em flor,
vermelhos,
ao amor,
ao beijo,
ao sorriso – ao sonho e tudo!
ah querida, não passe o tempo, ainda!
nãodesfaçaaexistênciaonossoninho..
ficasse eu beijando a sua boca neste dia,
acariciando a sua face,
de amor rosa – e linda,
bebendo no cálice do seu umbigo
o vinho e a água,
e voz rouca, numas horas fugidias,
cantando e amando,
explodindo,
e ser riso e ser desejo que arde,
e um beijo colado, único,
que não finda no entardecer
porque no seu abraço
(em que me faço homem que ama)
aperto o laço – para sempre – de jogo,
e vida,
e ternura,
por que dura o fogo ao meio, e o perfume:
o anseio, em que venço o tempo
na tessitura da sua pele
agora ungida, do seu corpo,
jardim de flores únicas,
porque repouso,
tranqüilo, no seio do afago...
e tê-la, nua e úmida,
é Poesia que trago para sempre!
ah, principessa,
o seu corpo
pleno-luz,
insinuante e aberto,
rosado e gracioso,
sem túnicas,
é suave brisa que vivo em
noite de estrelas, esperando que os olhos
amanheçam
em sete
céus azuis
e dois mares
esverdeados.
*
Pietro Nardella-Dellova,




in A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS




E OUTROS MONÓLOGOS.




Ed. Scortecci, 2009, pág 61-68
(disponível pela Livraria Cultura)




*




*

SCARPE DA DONNA ou, PORQUE É PRECISO DANÇAR







SCARPE DA DONNA ou,





PORQUE É PRECISO DANÇAR
Pietro Nardella-Dellova






Ela entrou pelos corredores apressadamente e foi deixando os sapatos pretos pelo portão. Era preciso libertar-se, e era preciso despir-se completamente deles em busca de ritmo sensual, de vida e música, de olhos que enxerguem e percebam a delicadeza dos pés soltos – porque em cada dia ela precisava do caminho que a levasse a si mesma. E ela tinha os pés, os pés finalmente desnudos na poeticidade plena, e dela – somente dela - e não tinham marcas nem correntes.

Aqueles sapatos lançados ao chão resmungaram uma voz concentrada, como se fosse possível ouvir por intermédio deles uma voz musical distante, mas, intensa. Porque há mulheres que usam os pés para dançarem, mas, outras, usam-no para primeiro gemerem e, depois, se libertarem e darem o salto que as tire da cola asfáltica e o impulso que arrebente paredes – e muros.

É preciso ver, e enxergar, quando uma mulher tira os sapatos e os lança em qualquer canto, em qualquer chão, em qualquer lugar, ainda que tenha que pisar em solo causticante e refrescar os pés em pano umedecido, pois existe aí uma voz, um grito, uma provocação ao diálogo, daqueles diálogos de enfrentamento, de contato com o solo poético e humano, enfim, para ser o encontro com a música feito dança – a música dos pés libertos!

Sapatos lançados ao chão funcionam como as claves musicais, sobretudo, se forem pretos, pois abrem e norteiam a partitura - indevassável aos mórbidos, irreconhecível aos indolentes, inexpressiva aos cegos e impossível aos que passam, insensíveis, diante de uma mulher que se desnuda, assim, em busca da plenitude.

Quem tira os sapatos busca a leveza e o conforto de um ato libertário – busca o mar, e busca a brisa, e busca o estado de comunhão, e busca a poesia, e busca aqueles olhos que enxerguem, e busca o espaço, e busca o vento, e busca a tempestade, e busca o toque das mãos feito escultura renascentista.

Em algum ponto dos pés femininos começa o paraíso!

Ela, então, agora descoberta mulher, tirou os sapatos e os manteve ali, jogados, feito símbolo de resistência, marco de libertação, desenho melódico, expressão de inteligência, convite ao encontro dialógico pleno. Esta mulher tirou os sapatos em busca da pele, dos poros e do corpo – em busca da alma que transita pelas veias, da vida que organiza os músculos e arrebata os seios, da luz que cintila nos lábios e faz dilatar as pupilas.

A mulher tirou os sapatos porque as asas não estão em suas costas, mas, nos pés – e ela buscou asas em seus pés que a levassem para as cabanas alpinas, para beber na mão da Poesia ou, quem sabe mais próximo, ao alcance de um dedo, nas vias e pousadas andinas ou, simplesmente, para o risco de um verso possível no encontro de gente e seres apenas.

Esta mulher, tão próxima assim, com os pés soltos – sapatos jogados - pisaria uvas com intensidade, cantando e dançando por toda a noite. Ela ergueria os vestidos para pisar uvas ainda mais profundamente e, ao amanhecer, lançaria mais uvas ao lagar e continuaria cantando alegremente com os vestidos levantados, mergulhada em vinho e poesia napolitana.

6 de Iyar, 5770

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Coordena Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, leciona Direito Civil e Crítica Literária em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009). Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

Fico Feliz, Muito Feliz, ao Ver as Raízes das Árvores Arrebentando Calçadas


(...)
Sigo o caminho da simplicidade, “babbo”, preferindo trilhas em vez de ruas asfaltadas.
Continuo não gostando do cimento e do concreto que oprimem a terra e fico feliz, muito feliz, ao ver as raízes das árvores arrebentando as calçadas, vencendo o concreto e desfazendo a idiotice generalizada.
Odeio copinhos, saquinhos, garfinhos, pratinhos e outras coisas de plástico, que sufocam o mundo e me entristeço, facilmente, diante dos lugares manchados com sangue inocente.
E, ainda, “babbo”, luto contra a força terrível da coisificação que faz de mim, do meu pensamento, da minha consciência, da minha pesquisa, da Poesia, da mulher amada, da fé, dos professores, dos alunos, dos representados nos tribunais, dos filhos e do sentimento, coisas entre outras coisas de mercado!
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in “Napoli e o Babbo no Mar Tirreno”. A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Ed. Scortecci, 2009, p 22 - Livraria Cultura ou pelo e-mail professordellova@libero.it
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Porque há mulheres que são belas e poéticas, mas


(...)
Porque há mulheres que são belas e poéticas, mas, algumas são belas, poéticas e inteligentes,
e as que são, a um só tempo, belas, poéticas e inteligentes, não vendem seu tempo aos vermes, não lambem os cães e nem se permitem aos crápulas da terra.
Estas são as mulheres que enxergam, sentem e pensam e, por isso mesmo, encontram filósofos e poetas;
E quando encontram homens assim, a vida se transforma em festa, o vinho é posto sobre a mesa e a música ecoa madrugada adentro com o talhe dançante de corpos que levitam...
(...)

Pietro Nardella-Dellova, " השילמית A Sciulamith, porque a beleza, poesia e inteligência encontram-se nela ", in A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009, p 275 (Livraria Cultura)


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Avvocato e Giudice (Advogado e Juiz)




AVVOCATO e GIUDICE
(advogado e juiz)

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C'è solo un tipo di persona che merita il nome di "AVVOCATO": quella che parla per chi non ha voce, nemmeno bocca - tutte le altre sono “mercenari”!

...ed una, solo una, che merita il nome di “GIUDICE”: quella che riconosce la differenza tra un caso e l'altro, tra una persona e l’altra, tra un avvocato ed un mercenario - tutte le altre sono solo tutori della legge (giusta o ingiusta) e semplicemente funzionari pubblici!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2011

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Há apenas um tipo de pessoa que merece o nome de “ADVOGADO”: aquela que fala por quem não tem voz, nem mesmo boca – todas as outras são apenas “mercenários”!

...e uma, apenas uma, que merece o nome de “JUIZ”: aquela que reconhece a diferença entre um caso e outro, entre uma pessoa e outra e entre um advogado e um mercenário – todas as outras são apenas aplicadores da lei (justa ou injusta) e simplesmente “funcionários públicos”!
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© Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2011

in portoghese: ADVOCACIALIZAÇÃO DO ENSINO JURÍDICO










JUSTIÇA E DEMOCRACIA: ADVOCACIALIZAÇÃO DO ENSINO DO DIREITO, com Pietro Dellova from AJD Justiça e Democracia on Vimeo.


Diálogo com Dora Martins e Luis Fernando Vidal, Juízes da AJD - Associação Juízes para Democracia:
A ADVOCACIALIZAÇÃO DOS CURSOS DE DIREITO no BRASIL (a distância entre o ensino ou educação jurídica) e A FUNÇÃO DOCENTE

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Procedimento Interpretativo

porta della mia Sinagoga Scuola, Lazio, Italia











(...)
in ogni caso è indispensabile il PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO, impedito completamente, non quando qualcuno, per motivi fisici, ha uno, due o tutti i sensi, ostacolati, no ...
ma completamente impedito quando qualcuno ha uno, due o tutti i sensi impermeabilizzati.

... è qui inizia, poi la stoltezza!



(...)

Pietro Nardella-Dellova, il testo ILl PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO, Facoltà di Diritto dell'USP, 2000
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(...)



em todos os casos e' preciso um
PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO,
impossibilitado completamente, não quando alguém, por razões fisicas, tem um, dois ou todos os sentidos obstaculizados, não...
mas, impossibilitado completamente quando alguém tem um, dois ou todos os sentidos impermeabilizados.

... e' ali que começa, então, a ESTULTÍCIA!



(...)

Pietro Nardella-Dellova, in texto PROCEDIMENTO INTERPRETATIVO, USP, 2000

ESSER ANARCHICO (ser anárquico)


ESSER ANARCHICO

(...)
Esser anarchico non è danneggiare le finestre oppure impostare fuoco ai bus e, molto meno farsi esplodere in mille parti!
Non è nemmeno dare il culo ai cani o sentire l'odore della polvere bianca in tutto il mondo

No!

Rompere le finestre, incendiare autobus, farsi esplodere, dando il culo cani e sentire l'odore della polvere bianca è solo rafforzare un tale potere sulla terra e mondo sotterraneo.

L'anarchico è, soprattutto, qualcuno che studia verticamente, ricerca e si immerge, causando la paura alle strutture istituzionali e religiose!

L’anarchico è superiore, libertario, irresistibile!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

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SER ANÁRQUICO

(...)
Ser anárquico não é quebrar as janelas ou atear fogo nos ônibus e, muito menos, explodir-se em mil pedaços!
Não é, tampouco, ficar de quatro ou cheirar o pó branco em todo o mundo.
Não!
Quebrar janelas, incendiar ônibus, explodir-se, ficar de quatro e cheirar o pó branco é apenas reforçar um tal poder no mundo e submundo.
O anárquico é, sobretudo, alguém que estuda verticalmente, busca e mergulha, causando medo às estruturas institucionais e religiosas!
O anárquico é superior, libertário, irresistível!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

La Cosa che Porto con me? POESIA

POESIA



La cosa che porto con me?

Porto la Poesia!
Poesia che mi insegna il cammino in ogni poro!
La Poesia che mi insegna la terra, l'aria, l'acqua e il fuoco ...
... La Poesia che mi fa vedere: Poesia per ribellarsi!

Ma la Poesia ch'io porto con me è anche una spada!

© Pietro Nardella-Dellova,


in Lettera di Viaggio, 2012

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POESIA



A coisa que trago comigo?

Trago a Poesia!
Poesia que me ensina o caminho em cada poro!
A Poesia que me ensina a terra, o ar, a água e o fogo...
A Poesia que me faz enxergar: Poesia para eu me rebelar!

Mas, a Poesia que eu trago comigo também é uma espada!

© Pietro Nardella-Dellova,


in Lettera di Viaggio, 2012

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o povo (ou deveria dizer:massa)


(...)
O povo (ou deveria dizer: massa) não pode, e nem quer, enxergar um pouco mais adiante. Está tão preso na obscuridade de suas religiões, de seus mitos, de seus santinhos, de suas trindades enlouquecidas, de seus messianismos multifacetados, de suas crendices, e acredita tanto nestas e noutras besteiras (a que cegos e loucos chamam fé), embora sejam mentiras de seus líderes (quaisquer líderes comumente ensandecidos, vorazes, destruidores, opressores, sanguessugas, aproveitadores, estelionatários, tiranetes)

Por isso mesmo, acredita tanto na sua Religião como no poder libertador do Estado e acredita, por equívoco, que vestido de vermelho, o Estado o emancipará, quando na verdade, seja de azul, verde, amarelo ou vermelho, o Estado é sempre a mesma lança contra o peito humano! O Estado, não importa a roupa que use, é sempre o monstro dos mares, o maldito Leviatã insaciável de vidas e sangue!

O povo (deveria dizer massa) acredita, assim, em teologias que não se sustentam por cinco minutos de dialética, em governos de quaisquer regimes para, finalmente, ser jogado em vala comum.

Este povo (a massa) não é livre. Dia após dia, cumpre seu papel (de não ter papel nenhum), de continuar servindo, como sempre serviu - ser vil!

A massa, escrava e aprisionada, não será livre pela Educação, muito menos pela que se vende em supermercados educacionais. A Educação que dizem libertar é, também, um mito e um deus capitalista e burguês, usado mormente pelos opressores!

A massa será povo. E o povo será gente. E gente será pessoa, com discernimento e vontade real. E a pessoa será um ser humano que se baste no processo de liberdade, no fogo libertário. Primeiro deve ser livre – um ser humano livre! E livre, este ser humano (que nunca mais será jogado no conceito de povo e reduzido ao de massa) poderá educar-se para compreender a si mesmo e para compreender o outro, não como um cidadão (algema de quem jura bandeira, morre e mata por ela), mas, como um Tu!

E, assim, não haverá mais estelionatários com a Bíblia ou Constituição na mão, e nunca mais alguém ouvirá falar de Religião ou de Estado, apenas de Paz e Felicidade!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2012
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COS’È DIO?


COS’È DIO?

(...)
se me lo chiedi che cosa è Dio,

risponderò:
dieci volte dal nulla!
ma,
se chiedi cosa penso di quanto si parla di Dio,
rispondo,

senza timore di sbagliare:
Tutti i discorsi intorno a Dio

sono

sei volte dell'ignoranza,

due di bugia

e una dell'oppressione dell'uomo sull'uomo!
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in DERECH, 2012

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O QUE É DEUS?

(...)
Se me perguntar o que é Deus,

responderei:
Dez vezes do nada!
Mas,
Se perguntar o que penso de tudo quanto se fala de Deus,
Repondo,

sem medo de errar:
Todos os discursos referentes a Deus são

seis vezes da ignorância,

duas de mentira

e uma da opressão do homem sobre o homem!
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in DERECH, 2012

AGLI AMICI/AMICHE - AOS AMIGOS/AMIGAS : GRATITUDINE/GRATIDÃO



AGLI AMICI/AMICHE - AOS AMIGOS/AMIGAS :
GRATITUDINE/GRATIDÃO

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Agli amici, cari, vicini, costante; e alle amiche, care, vicinissime, costante: LA MIA GRATITUDINE, PROFONDA GRATITUDINE,
per tutto questo tempo, per il sostegno al mio lavoro, al mio Blog ed i miei libri e testi pubblicati affettuosamente qui!
Ogni parola d’affetto, ogni commento, ogni dialogo, ogni condivisione, ogni manifestazione umana, infine per tutto che abbiamo bisogno per continuare in una direzione!
Quest'anno ho lasciato la mia patria per trovare così tante patrie, alla scoperta di nuove persone e nuovi amici, al nord e al sud...
Che bella cosa!
Un abbraccio caloroso per tutti in qualsiasi parte del mondo che abitiamo.
Nel 2012 avremo notizie per la gioia di tutti!

Pietro Nardella-Dellova
E-mail. Prof. Dellova: professordellova@libero.it
Indirizzo del Blog Caffè Diritto Poesia: http://www.nardelladellova.blogspot.com/


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Aos amigos, queridos, próximos, constantes; e às amigas, queridas, muito próximas, constantes: A MINHA GRATIDÃO, PROFUNDA GRATIDÃO,
por todo este tempo, pelo apoio ao meu trabalho, ao meu Blog e meus livros e textos publicados carinhosamente aqui!
Cada palavra de afeto, cada comentário, cada diálogo, cada compartilhamento, cada manifestação humana, enfim, por tudo que precisamos para continuar em uma direção!
Este ano deixei minha pátria para encontrar tantas outras pátrias, para descobrir novas pessoas e novos amigos, ao norte e ao sul...
Que coisa linda!
Um abraço fortíssimo para todos em qualquer lugar do mundo que habitamos.
Em 2012 teremos notícias novas para a alegria de todos!

Pietro Nardella-Dellova
E-mail. Prof. Dellova: professordellova@libero.it
Indirizzo del Blog Caffè Diritto Poesia: http://www.nardelladellova.blogspot.com/


la Poesia BELLA AL SUD e canzone LIBERAZIONE nella voce di Paolo Filippi



Esposizione della mia poesia BELLA al SUD e la canzone da Paolo Filippi LIBERAZIONE nella stessa voce di Paolo Filippi, grande musicista e Maestro siciliano!!! Ascoltare!!!

BELLA al SUD

(...)

conosci questo volo,
principessa?
e cantare,
e volare,
e vivere,
e andare verso al sole
e poi trovare la luna,
conosci questo sole
e questa luna,
principessa?
e abbracciare l’alba,
e camminare verso delle accque e baci,
conosci l'acqua del bacio senza fine,
principessa?
e volare al cielo della tua bocca,
e conoscere la terra,
il giardino,
la poesia,
la musica
ogni momento del nostro volo,
conosci la poesia,
la musica: volo d'amore,
principessa?
ed ancora
volare al sole
per tutta la giornata,
alla luna
per tutta la notte,
all’amore
per tutta la vita
di un bacio al centro di te,
conosci il tuo centro,
principessa?
e vivere la vita di ogni giorno,

perchè vogliamo il sole, la luna e i nostri amori al volo senza fine....

(...)

*
Pietro Nardella-Dellova, aprile 2011, in "BELLA al SUD PER AMARE SENZA FINE"

Bella, a Vida em Cada uma das Estações ou, PEQUENO TEXTO PARA COMPARTILHAR


BELLA, A VIDA EM CADA UMA DAS ESTAÇÕES
OU, PEQUENO TEXTO PARA COMPARTILHAR

(...)
Não decida alguma coisa para a vida inteira, não decida pensando que seja para o resto da vida!

A vida não é uniforme, não é constante, não é um rio que se arrasta no deserto. A vida é violência, é mudança, é queda, é onda, é variação, é "devir"!

Decidir algo pensando na vida inteira ou, pior ainda, para o resto da vida, é um ato de imaturidade, de infantilidade e de perdição: o dia de amanhã não se chamará "a vida inteira", e mil variáveis, inclusive o acaso, interferirão no teu caminho!

Decida, sim, por etapas. Decida apenas até onde os teus olhos alcancem.

Não decida por profecia, prognósticos, advinhação ou pela vontade de alguém que tenha o poder: seja ele o teu irmão mais velho, teu pai-mãe, tua mãe-pai, o filho-vampiro, o filho-chefinho-pode-tudo, seja o prefeito, o governador, o presidente do teu país ou o presidente do país mais poderoso que o teu (e, muito menos, por quem te "deglutir" - real ou virtualmente - seja homem, mulher, gay ou fake (cônjuge, convivente, concubino, homoafetivo, virtual ou "por acaso") e, também, menos ainda, pela palavra do teu pastor, padre, rabino, pai-de-santo, médium (e respectivos espíritos doidos), mulá, guia espiritual, patrão, político (de direita e de esqueda), mensageiro, psicanalista, o juiz, o cabeleireiro, o promotor, o advogado, o escrevente, o oficial de justiça, o xerife, o aluno-monitor, o representante de sala-com-lista-abaixo-assinado, o zelador e outros usurpadores, tiranetes)

Rebele-se diante do poder em qualquer instância (na mesa, na praça, no sindicato, na prefeitura, no palácio, no fórum, no escritório, na escola, na ONU, na cama, no carro, no motel, no sofá, na boite, na internet, na igreja, na sinagoga, na mesquita, no centro, na loja, na academia, na diretoria, no salão, no condomínio, no grupo de estudo, no DP, no DA e no divam), pois todos eles, no que você chama "a vida inteira" ou "o resto da vida", te deixarão na tumba, sob terrinha e pedrinhas ou, feita em pó lançado ao vento.

Liberte-se pequena. Viva a vida, Bella. Viva-a em cada uma das suas estações!
(...)

(c) Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012
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Istruzione ed Educazione


ISTRUZIONE ED EDUCAZIONE

(...)
Esistono due tipi di scuole e, rispettivamente, di insegnanti:
Una, che intruisce ed addestra per la società, per lo Stato e suo governo e per le trincee!
un'altra, per educare e liberare la persona della società, dello Stato e del suo governo, e finalmente, per distruggere le trincee!
(...)
Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2011
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INSTRUÇÃO E EDUCAÇÃO
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Ha dois tipos de escola e, respectivamente, de Professores:
Uma, que ensina e adestra para a sociedade, para o Estado e seu governo e para as trincheiras !
Outra, para educar e libertar a pessoa da sociedade, do Estado e de seu governo e, finalmente, para destruir trincheiras!
(...)
Pietro Nardella-Dellova, in ERGA OMNES, 2011
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BACIMILLEBACI ou, PORQUE HÁ MULHERES QUE PORTAM A LUA


BACIMILLEBACI ou, PORQUE HÁ MULHERES QUE PORTAM A LUA

Pietro Nardella-Dellova


Há mulheres que são amadas. Mas, há aquela mulher muito amada - amada assim, de fotografar, de voar, de transpirar noite adentro. Amada de cantar e dançar, amada de não compreender, amada de gemer à distância, amada de resmungar. Amada de sorrir – e rir, gargalhar. Amada de não descansar. Amada na varanda, amada na cobertura, amada no sofá, amada no banquinho, amada à direita da cama, amada à esquerda da cama, amada aos pés da cama, amada ao lado da cama, amada sob a mesa, ao lado da mesa, na cadeira.

Há mulheres que são amadas intensamente. Mas, há aquela em que a intensidade é apenas um detalhe, porque ela tem o fio da feminilidade com o qual poetas não se perdem em seus labirintos!

Há mulheres que são amadas, tão amadas, que não importa qual o vinho que se leve à boca, elas serão sempre melhores. Porém, há aquela que por ser assim, tão mais amada, o vinho e a água se misturam em alquimia, porque é mulher que faz água na boca e vinho sob seus pés!

Há mulheres, muitas mulheres, mulheres amadas que cabem no bolso ou entre as páginas de um livro. Mas, há aquela que cria a sensação de que não cabe na eternidade, porque seus beijos acontecem apenas em cada um dos universos de cada pupila, de cada poro e de cada toque – é mulher-sol!

Então, são mulheres que se despem como se fizessem música, mas, há aquela que se despe na entrada (ou na saída) do aeroporto e nunca mais usa quaisquer tecidos, porque a ela foi dado o poder de ser música e poesia - a um só tempo. O poder de ir e vir, e de segurar na mão de deuses! Ela abre suas asas, seus lábios, seus olhos e vai escrevendo nas nuvens com o sopro de sua boca que existe um amor sem fim e um modo de amar sem fim, de um “tiamosenzafine” que mistura alguma nota de Piaf com a graça de Giorgia e a energia de Pausini...

Há mulheres com as quais amar significa, antes de tudo, dar sentido às letras, às notas, aos sons, aos parágrafos, aos paraísos. Mas, há aquela, assim, tão amada, que as letras, as notas, os sons, os parágrafos, vão se perdendo no paraíso da sua pele. Porque as mulheres amadas, as muito amadas, têm sua pele como tecido a ser beijado, mas, esta, além da pele a ser beijada, tem pintinhas, milhões de pintinhas, pintinhas que formam desenhos, e formam letras, e palavras, e caminhos. Pintinhas que levam aos seios, ao fogo, ao abdômen, às costas e, por isso mesmo, os beijos se multiplicam e se tornam uma bênção única e indecifrável!

Por isso mesmo aquelas mulheres amam, mas, esta, ama e abençoa, porque o seu amor é uma unção, um nascer, um curar, um colorir, um florir. Com aquelas se buscam flores e com esta planta-se um jardim!

Há, enfim, mulheres cujos beijos marcam como fogo em um instante. Mas, há aquela, cujo beijo não termina, beijo multiplicativo, beijo que une todos os cantos do mundo e os cantos da boca, beijos mil beijos em um, “beijosmilbeijos” que partem a terra ao meio!

© Pietro Nardella-Dellova, in SCARPE DA DONNA, 2010
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A Mulher Após os Trinta ou Da Mulher em Movimento sem Margens


A MULHER APÓS OS TRINTA ou DA MULHER EM MOVIMENTO SEM MARGENS

[...]
E ela vai - e ela voa - como quem deixa homens idiotas cultuando seus próprios órgãos, como quem conduz o mundo apenas pelo sussurro... Por isso mesmo, plena da virtude feminina e da experiência dialógica, da delícia poética, fortalecida pelas vozes e páginas iluminadas, completa dos sentidos descobertos, essa mulher, absoluta, ...abre suas asas ao sol.

Não como as aves que ciscam buscando vermes na lama nem como passarinhos de enfeite que se permitem, engaiolados, trocar liberdade por ração, enquanto satisfazem o ego pervertido de seus donos.

Não! A mulher após os trinta abre suas asas como águias que rasgam nuvens, sobrevoam mares e dominam o mundo, apenas com um olhar preciso e um canto ameaçador.

Como águia, essa mulher habita as rochas mais altas! E, apenas ao aparecimento da sombra de seu talhe voando, os ratos e cobras voltam para os seus buracos na terra e, ofegantes, os veadinhos correm desesperados pulando troncos e plásticos no mato!
[...]

Pietro Nardella-Dellova. In “da mulher em movimento sem margens”. Trecho do livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Scortecci/Cultura. 2009, pág. 276 (disponível pela Livraria Cultura)
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giovedì 2 febbraio 2012

Primeiramente, com os desdentados, mortos e, por último, com os entusiasmados da bandinha...






(...)
primeiramente, com honras, estou com os excluídos, injustiçados, favelados, piolhentos, leprosos, desdentados, trabalhadores (de verdade), passageiros dos alternativos, fedorentos e moribundos,
depois honro a memória dos mortos sob a violência integral da elite paulistana
e, se houver tempo,
vou ao boteco para embriagar-me e comer ovos cozidos e ver, sem honras, a bandinha dos entusiasmados passar.
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in Lettera di Viaggio, 2012

Juízes de-formados, policiais violentos e um governo no cilício


(...)
e quando juízes de-formados em preparatórios, encontram-se no mesmo tempo e espaço com policiais violentos recrutados por um governo que vive em constante cilício partidário, eis a merda fascista, judical e militar em sede reintegratória, com ares de sacralidade jurídica.
(...)

Pietro Nardella-Dellova, ERGA OMNES, 2012

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(...)
e quando i giudici deformati in preparazione della televisione, sono nello stesso tempo e spazio con la polizia violenta reclutata da un governo che vive sotto costante punizione dei miti cattolici, ecco la merda fascista, giudiziaria e militare in azione di reintegrazione con l'aria di santità giuridica.
(...)

Pietro Nardella-Dellova, ERGA OMNES, 2012
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La Donna d'Amare


LA DONNA D’AMARE

amo
il mio amore
il mio amore
il mio amore
il mio amor ch’è
musica, poesia, corpo e sangue!
la donna luna-nera
disegnata con dei e demoni,
donna piena, donna d’amare
notturna, all'alba e per tutta la giornata,
è una donna, una donna d’amare,
una donna con i capelli neri e senza fine,
la donna che amo è ribelle ed anarchica,
e grida
e piange
e ride senza fermarsi...
e pronunciando parole e musica,
viene, sorridente,
del sud, ombreggiata ora dal Colosseo:
il mio amore
il mio
amore è una donna
d’amare senza fine,
questa donna
d'amare
amo

(c) Pietro Nardella-Dellova, 2012 (alla donna senza fine)

Ao Asno Esotérico (para que sua mulher não morra de depressão)

AO ASNO ESOTÉRICO
(para que sua mulher não morra de depressão)

(...)
Olhe nos olhos de sua mulher como nunca antes, abrace sua mulher nos ventos que cortam as rochas e esfriam as areias do vazio e abençoe sua mulher porque ela é a única bênção possível em sua vida: ela é o braço que segura e dá a resistência cotidiana.

Leve-a para ver as flores de que é formada, mas nunca lhe traga flores “cortadas”. Apresente a ela o perfume que reveste as flores.

Destaque folha por folha, espalhe pelos corredores e cante para ela o Cântico dos Cânticos (de Sh’lomò) em cada dia, noite e madrugada. E, cantando, ame-a e gozo solidário e multifacetado, e beba em seu umbigo o vinho de amores inimagináveis. Apresente e reconheça a coroa que a legitima como vida, e a aplauda, e a louve, e a reverencie, porque ela (e não você) é o braço do Eterno no seu mundo.

Que os seus olhos sejam dela – e os dela sejam seus! E, depois, que as mãos possam trazer o fruto do trabalho, do suor, da honestidade e da boa-fé. E possam abençoar a casa com o pão, fruto do apreço, reconhecimento e amor de quem sua.

Aprenda a levar este pão (justo) onde quer que vá e nunca chegue à casa de alguém com mãos vazias ou sujas de injustiças. Ao entrar, não avance para os ambientes internos, exceto a sala de recepção. E nunca use a cadeira sem que alguém lhe diga: <<é esta!>>
E não leve seus filmes preferidos nem suas desgraças pessoais – e nunca refira-se à sua mulher para dela desdenhar em público. Não fale de quem não esteja presente – nem de sua mulher. Ao sair, esqueça tudo o que ouviu e viu!

Volte os olhos para sua mulher, finalmente, antes que ela morra de depressão e procure o espasmo e saliva religiosos, antes que se destrua completamente nas fantasias erótico-medievais, antes que seque por tanto jejum contra demônios e diabos, e antes que engorde na ansiedade das madrugadas sem fim, e, ainda, antes que mate o tempo em programas de televisão ou em ligações telefônicas intermináveis. Volte os olhos para sua mulher, antes que ela se ofereça aos transeuntes virtuais e termine batendo contra o próprio ventre, porque ela, assim, passaria pelos esgotos da existência e pela demência religiosa, mas sobreviveria e ressurgiria como águia, enquanto você, assim idiotizado, seria privado de ar e humanidade nas águas paradas - sem vida! E sem ela, você ficaria dando nome aos bichos!

Parta disso, exatamente disto: sem a sua mulher você será pisado como verme! Sem ela, desaparecerá no vácuo e desintegrará no vazio da coisa nula em seis maldições sem fim!
(...)

© Pietro Nardella-Dellova, in “Ao Asno Esotérico, Para Que Ela Não Morra de Depressão”, trecho original do livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Editora Scortecci, 2009. (Livraria Cultura)
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PASSIONE ou, PORQUE MINHA AMIGA TEM ASAS

PASSIONE ou,


PORQUE MINHA AMIGA TEM ASAS
por Pietro Nardella-Dellova






Encontrei a amiga em uma manhã de sol, brisa suave e muita vida para viver, pois, afinal, não tenho tempo para morrer entre vampiros, asnos e vias públicas. E ela, então, perguntou-me sobre a palavra passione e seu sentido no modo italiano de viver.

Va bene! Não tente traduzir esta palavra em português, seja do Brasil, de Portugal ou de Angola, nem em inglês britânico e, menos ainda, em inglês americano! Em alemão não é possível sequer pensar em passione. Para o hebraico também não se pode traduzir e, por falta de uma palavra, o rei Salomão escreveu um livro todo sobre passione: o Cântico dos Cânticos (Shir HaShirim)! Enfim, não há tradução para passione! Seria preciso viver alguns anos na Itália, da Sicilia aos extremos alpinos. Seria preciso caminhar entre construções de pedra e ouvir pessoas cantando com suas janelas abertas e passar muito tempo em Napoli, em suas vias estreitas, descobrindo como nascem tenores e, quem sabe, beber em Milano com seu encanto feminino e multifacetado. Seria preciso ir a Firenze e descobrir o que é Rinascimento. Ou, simplesmente, ver um filme, talvez, Cinema Paradiso, Il Postino e Il Poeta ou La Vita è Bella!

Passione no modo italiano inclui variados aspectos, do tipo mergulhar de boca na mulher amada, promover o bem integral da mulher amada, fazer com que a mulher amada voe e, diante disto, aplaudi-la com entusiasmo incontido. É voar com a amada sobre os mares e fazer com que ela veja estrelas um montão de vezes até ficar vermelha e lançada sobre os lençóis com os cabelos esguedelhados – colorida e maravilhosa, como pintura feita à mão. Passione é viver um dia com a amada como se fosse a própria eternidade...

É uma experiência única, singular e linda! Não há esta coisa de chorar pelos cantos, beber até morrer, de magoar-se ou de prantear, transformando tudo em música sertaneja, cachaça e churrasco, isto é, em monólogos, rezas sem fim, pedidos a Santo Antonio e programas de auditório, com gritinhos e tudo. Não, de fato não! A experiência da passione é algo superior, capaz de transformar animais em gente, transeuntes em pessoas – é alguma coisa entre o Jardim do Éden e os desertos dos enfrentamentos humanos. É roubar o fogo de Zeus e entregar, doar, experienciar as musas noite adentro – ainda que isto custe o fígado durante o dia. Não é ficar com uma viola órfica na porta dos infernos chorando nostalgias sem fim e cortando-se os pulsos, mas descer aos infernos, fundo e consciente, dar umas boas porradas em Plutão e trazer Eurídice em beijos tresloucados, sonoros e escandalosamente públicos!

Passione não inclui egoísmo, mas, cumplicidade. Não inclui choro, mas risos. Não inclui oitavada desarmônica, mas a música plena e o canto pleno em afinação absoluta de corpos que se completam na delícia humana! É a experiência do diálogo – não da conversa! É um estado de envolvimento intenso que exige o mergulho na última gota de vinho: o mistério das pérolas escondidas no mais profundo deste mar tinto e bravio! Por isso mesmo, no estado de passione não se perde a última gota do vinho, aliás, nem se bebe vinho em duas taças e, poucas vezes, em uma. É experiência do vinho na boca, da boca na boca, da procura da gota do vinho no umbigo, no abdômen, nas faces, no pescoço, nos lábios, do perfume do vinho no seio desnudo – o movimento de vida! Passione é vida!

Passione é a intensidade com solidariedade. Fazer amor, intenso e sem limites, com amizade. O estado de envolvimento, com prazeres sem fim, mas, sempre, de mãos dadas, juntos, voando juntos. Não há previsão de futuro no modo passione – apenas de carpe diem, daquela intensidade presente que não se perde em prognósticos, futurismos, profetismos, rezas. No modo passione não lemos as linhas das mãos da pessoa amada, tentando ver seu dia porvir, apenas, beijamos as mãos, acariciamos as mãos, apertamos as mãos na intensidade plena do encontro dos corpos presentificados. Nas mãos não ficam linhas nem marcas, mas, impressões indeléveis de ternura, encontro e sabores do corpo inteiro!

Em passione ninguém pensa em morrer de dor ou de sofrimento, ou em arrastar correntes por corredores sem fim! Ao contrário, passione é luz, é salvação, é bênção. O momento máximo que dá sentido a uma pessoa, que a resgata da caverna e da mesmice cotidiana, pois é neste momento que é possível ver-se, encontrar-se e plenificar-se na pessoa amada! Na passione tiramos as asas da mala empoeirada e as colocamos de volta nas costas (e nos pés).

Minha amiga ficou em silêncio, trêmula e com os olhos brilhantes. E eu lhe disse: Hai Capito adesso? Então, ela olhou para suas costas e viu suas asas. Minha amiga tem asas!

Ah, minha amiga, passione nos faz voar, por isso não tem esta coisa de sofrimento, dor e choradeira. Depois que aprendemos a voar não tem mais jeito – é preciso voar sempre! Depois que você reencontra suas asas escondidas naquelas malas estranhas dos comportamentos socialmente compatíveis, sai de perto... Pois, elas grudam em suas costas e se tiver alguém por perto que não voa ou com tesouras nas mãos, ui... As asas grudadas às costas empurram idiotas ao chão, pois elas têm um poder próprio, vida própria, por isso mesmo, quando se abrem as asas o melhor é voar junto ou “vixe, fodeu!”, ou seja, cai a casa, cai o muro, cai a máscara, cai o beco, cai tudo e a vaca vai para o brejo! Asas é o que melhor retrata o movimento da passione! Gostou disso, amiga? Então, olhe para suas costas agora...wow!!! você tem asas! Quem se atreve a colocar você na gaiola? Como esconder esta maravilha que aparece no seu andar e no seu dia? Como prender você? Mulher! Encanto! Fogo! Vida! Inteligência! Voe! Abra suas asas, grandes, abertas e vença os olhares idiotizantes de asnos que passam!

E lembre-se, minha amiga, se alguém quiser ter você, na cama ou no sofá, o melhor a fazer é destruir gaiolinhas e aprender a voar...

Sem asas, ou seja, sem passione, as pessoas definham e perdem o canto. Especialmente a maioria dos homens, que têm medo psicanalítico de Freud e não resistem a cinco páginas de suas obras! Passam longe dele e sequer o mencionam, pois para ler Freud é preciso ter asas e senso de humanidade e, sobretudo, é preciso ter senso de si próprio! Voar é viver, mas, não para todos os homens! Todos não viverão nem voarão – apenas alguns. Porque para voar é preciso duas capacidades com habilidades expressivas. A primeira é ter asas! A segunda, é ver as asas de uma mulher e aprender a voar com ela, pois, somente a mulher pode ensinar o vôo a quem tiver asas. Se um homem souber ver asas em uma mulher, e se tiver as suas próprias asas, aprenderá com ela e voará alto e liberto. Mas, se tiver asas e for cego, suas asas serão sua mortalha e passará seus dias escondido entre arbustos edênicos, nomeando bichos, e terminará fazendo culto ao falo. Sim, o culto fálico é a condenação para quem não vôa, nem enxerga o vôo e, ao contrário, prefere se esconder nas cavernas de sua estupidez!

É no desenho feminino, nas asas femininas, na alma feminina e na intensidade feminina, que um homem pode ser homem completamente, com vôo, liberdade e alma! É ali, e apenas ali, que ele descobre o movimento da passione, o tempo, a experiência de voar e a vida na plenitude de uma gota de vinho.






Ecco, amica mia, la passione è così!




(28 de maio, 2010)





© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Professor de Direito Civil e Arte Literária em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).





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