alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







martedì 3 gennaio 2017

PRISÕES ILEGAIS E MASSACRES COMO PENAS "ALTERNATIVAS": PRISÃO PARA QUEM?

PRISÕES ILEGAIS E MASSACRES
COMO PENAS "ALTERNATIVAS": PRISÃO PARA QUEM?
O Brasil condena milhares à prisão! Tudo bem, sem discutir, neste momento, a questão "prisão", sua legitimidade ou, ainda, "abolicionismo", o fato (e direito posto) é que há penas de prisão. Lembro, ainda, contra a excitação perversa de muitos, não há apenas penas de prisão!
Mas, a primeira pegunta que faço, em razão direta dos acontecimentos no Amazonas, é:
"a prisão real é a mesma prisão legal?".
Obviamente, a resposta é "não". Pois, além da pena prevista, impõem-se outras, não previstas, ou seja, prisões três ou quatro vezes mais lotadas, superlotadas, prisões feito esgotos e massacres, massacres que se repetem, a despeito da apatia social!
Prisão superlotada, prisão feito esgoto e massacres dentro das prisões, são penas, penas aceitas por todos, impostas via oblíqua, não previstas, ilegais, praticadas com requintes de sadismo e violência, tanto pelos agentes do Estado quanto por uma parte da sociedade que, sem lucidez, sem inteligência nem qualquer critério, clama - e clama - por vingança! Essa parte da sociedade, de alma e mente tacanhos, não quer "justiça", mas vingança, aliás, mais do que vingança, quer linchamento dentro das prisões!
O condenado, então, é posto na prisão (ilegal) para ser exterminado! E todos, digo, quase todos, ficam excitados com isso e ensinam para seus filhos e filhas: "eles devem apodrecer na cadeia". Então, mas "apodrecer na cadeia", é uma pena não prevista formalmente - é ilegal, inconstitucional e viola direitos e garantias fundamentais...
Eu sei que falar em Constituição para um país que não tem vergonha (na cara) de ter oito Constituições e, acima der tudo, violar todos os dias os direitos e garantias fundamentais, é como "jogar pérolas aos porcos"! Tudo bem, é compreensível saber que para essa sociedade que ama linchamentos públicos, extermínios e massacres em suas prisões, que clama por vingança e nada sabe de direitos e garantias fundamentais, foram escritas leis que a revelam, colocam-na nua e sem máscaras: Lei Maria da Penha, Estatuto do Idoso, ECA, CDC, entre outras leis, dão a cara da sociedade que legitima a matança em suas prisões...
Enfim, depois de vários anos de massacres dentro das prisões, a começar do Carandiru (111 fuzilados!), hoje, no Amazonas, contam-se mais de sessenta assassinados, decapitados, esquartejados, com violência, violência que começa na mídia, nos bares, nos salões, nas Faculdades de Direito e no escondidinho das casas!
E, diante do massacre no Amazonas, como responde o irresponsável governo?
"isso é coisa de guerra entre grupos rivais..."
Antes que me esqueça, a segunda pergunta que faço:
"a penas ilegais, desumanas, inconstitucionais, ou seja, de prisões três ou quatro vezes mais lotadas, superlotadas, prisões feito esgotos e propícias para massacres, massacres que se repetem, a despeito da apatia social, é pensada, também, para brancos, olhos claros, classe média, portadores de diploma superior, ricos e para bons pagadores de honorários advocatícios...?"
Eu sei a resposta, mas é melhor eu não responder agora...
[© Pietro N-Dellova]
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Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pelo PPGSD/UFF, onde pesquisa sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi Coordenador Acadêmico da Faculdade de Direito (2002-2011). Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados, entre os quais o seu A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Membro efetivo da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.

sabato 31 dicembre 2016

O SER HUMANO E AS REDES SOCIAIS
por Pietro N-Dellova
É mentira que as pessoas abandonaram os cafés, abraços e beijos e, em troca, entraram nas redes sociais, porque quem experimentou cafés, abraços e beijos, jamais os abandonaria pelas redes sociais. Ao contrário, continua com cafés, abraços e beijos e, também, com redes sociais.
Dizer que as pessoas mudaram por causa das redes sociais, tornando-se antissociais é pura baboseira! É desarrazoado, asneira, bobagem, disparate e afirmação rasa!
Quem nunca valorizou cafés, abraços e beijos, continua do mesmíssimo modo! Talvez, apenas talvez, quem nunca experienciou cafés, abraços e beijos, tenha encontrado, nas redes sociais, um meio de comunicação para não matar - nem se matar de vez e, assim, evitar encher ainda mais os cemitérios e as prisões...
É mentira que as redes sociais criaram a violência, ou que sejam violentas, Quem sempre foi violento continua sendo, com - ou sem, redes sociais. É mentira que o ódio transborda pelas redes sociais. Quem sempre foi violento ou pleno de ódio, continua sendo violento e pleno de ódio. Os debates acalorados, ácidos e efetivos, que ocorrem nas redes sociais, não é violência, real ou simbólica. Sequer simbólica! Ademais, as redes sociais, assim como a multidão de igrejas neopentecostais prestam um serviço de pacificação (ainda que por intermédio de fakes e ovelhas!).
As redes sociais não são diferentes das rádios, televisões, telefones convencionais, telégrafos, mensageiros, fogo sobre a montanha e pinturas rupestres... Tudo é a mesma coisa, desde o primeiro grito, do eventual primeiro homem na eventual terra primeira...
O ser humano é o que é, e é sempre maior que as redes sociais, seja uma besta assumida ou um deus; seja um religioso ou um intelectual; seja um botequeiro ou um acadêmico; seja gay, lésbica, travesti, heterossexual, bissexual, homossexual, assexual, comedor, comido, lambedor, lambido, falador, adestrador, pregador, castrador, doutrinador, empregador, empregado, libertário, anarquista, capitalista, comunista, petista, antipetista, tucano, malufista, carlista, lulista, legalista e comedor de batatas fritas!
[© Pietro N-Dellova]


venerdì 30 dicembre 2016

2017: NOTA OFICIAL DA REITORIA DA UFRJ


2017: AGIR PARA CONSTRUIR UM ANO LUMINOSO
(Nota Oficial da Reitoria da UFRJ)
O ano de 2016 foi muito áspero, a ponto de o jornal The Guardian ter escolhido “pós-verdade” como uma das palavras-ícone do ano. No Brasil, o modo sui generis de destituição de um governo eleito por julgadores que, em grande parte, são personagens cotidianos da crônica “corrupção”, foi redefinido, eufemisticamente, como um “tropeço na democracia brasileira”.
E dos subterrâneos em que se movimentam os donos do dinheiro e do poder emergiram os verdadeiros interessados na instauração da nova ordem. Operadores de títulos da dívida pública, bancos, financeiras e negociadores dos serviços patrocinaram, e ganharam, a PEC 241/PEC 55. As despesas primárias serão reduzidas entre 0,5% e 0,8% do PIB ao ano, o que comprometerá severamente as universidades federais e a área de ciência, tecnologia e inovação. Seguradoras, fundos de pensão, bancos, essencialmente, estão sustentando a narrativa da crise da previdência – e a grande mídia empresarial nada mais faz do que dar eco a tal ação – objetivando encolher o sistema público de previdência social para ampliar os seus negócios no setor.
Medidas hostis à ciência, à tecnologia, à arte e à cultura tentam impedir a laicidade e o caráter secular da vida social, sufocando valores republicanos e herdeiros do Iluminismo, por meio de uma ação feroz contra a educação pública. Nesse sentido, a deportação de Adlène Hicheur expressa uma triste síntese de como os que estão comprometidos com a ciência podem ser acossados.
O voluntarismo e o ativismo dos novos arautos da ordem, alguns alojados no Judiciário, outros auspiciados por fundações privadas vinculadas às corporações, rapidamente se movimentaram para preservar a “ordem política, moral e social” do país, como no macarthismo e, no Brasil, nos inquéritos orientados pelo Decreto 477/69 e pelo AI-5/68 da ditadura empresarial-militar.
Tentam impor, como algo natural, que as universidades prestem explicações por seu apreço à democracia, à liberdade de pensamento e de cátedra e à Constituição.
Por tudo isso, a postura das universidades públicas, e da UFRJ em particular, em 2016 é motivo de orgulho e de esperança. Foram altivas, corajosas, magnas, na defesa dos valores democráticos e da educação pública. Mesmo estranguladas por orçamentos decrescentes, por mudanças indesejáveis na área de ciência e tecnologia, foram criativas e comprometidas com os problemas dos povos, ao investigar o nexo zika e microcefalia, ao propugnar a necessidade de redimensionamento da formação de professores e ao promover tantos outros avanços científicos, tecnológicos e culturais indispensáveis à secularização da vida social. Novos aportes jogaram luz sobre grandes enigmas: a identificação das ondas gravitacionais e os novos conhecimentos sobre Lucy fortaleceram os conhecimentos acerca da evolução, para horror dos fundamentalistas. Tão importante quanto, a universidade seguiu buscando diálogo com a sociedade e aperfeiçoando a docência e a formação das e dos estudantes.
Os estudantes emocionaram todo o país ao reivindicarem o espaço escolar e universitário, lutarem pela educação pública e exigirem relações humanas que reconheçam um universalismo em que caibam todos os rostos humanos, lutando com outros setores contra o racismo, o sexismo e a discriminação aos LGBT.
Em 2017 os que lutam pela democracia, pelo conhecimento crítico e comprometido com os desafios atuais e futuros dos povos e pela justiça social seguirão apoiando e incentivando um porvir generoso para as universidades públicas. Em um contexto em que poucas instituições gozam de credibilidade, criar iniciativas que produzam reconhecimento, confiança, luz para dissipar a pós-verdade nos enche de entusiasmo e paixão pelo fazer universitário. Cada uma, cada um de nossa comunidade universitária é parte deste momento sublime. Com realismo crítico, construiremos, junto com o povo, um 2017 que surpreenderá pelo abandono da apatia e da desesperança.
Reitoria da UFRJ
Rio de Janeiro, 29/12/2016

martedì 27 dicembre 2016

Mor Karbasi - JUDIA (EBREA)




EBREA
(Mor Karbasi)

Ebrea
Ebrea sarà il tuo nome;

La mia fronte ha baciato la mia madre quando sono nata.
Un bacio d'amore mi ha dato mia madre quando sono nata.
Scavando il dolore mi diceva:
Ebrea, Ebrea, sarà il tuo nome....
Ebrea, Ebrea, sarà il tuo nome....

Candele di Shabbat ha acceso la mia madre infiammando i miei occhi.
Canti di festa cantava il mio padre: hanno acceso mia decorazione.
E lui mi diceva:

Ebrea, Ebrea, sarà tuo nome....

E i miei occhi di Dio e i miei capelli...
Già amavano la mia nazione e crescono come candele
Candele senza consolazione
Silenziose amori tan dolce dicevano:

Ebrea, Ebrea, sarà tuo nome....
E volevo andare, perdermi nel cammino, non tenere il dolore al petto
Non portare l'orrore del cattivo segno, moriva, chi gritava e piangeva nel fiume.

*
*

JUDIA
(Mor Karbasi)
Judia
Judia será tu nombre;
Mi frente besó mi madre cuando nací.
Un beso de amor me dió mi madre cuando nací.
Entocando la dolor me dezia; Judia, Judia, será tu nombre....
Judia, Judia, será tu nombre....
Candelas de Shabat acendió madre inflamando mis ojos.
Cantes de fiesta cantan mi padre, acendieron mi coración.
Y él me dezia:
Judia, Judia, será tu nombre....
E mis ojos de D’os y mis espetos cabellos
Ya amaste mi nación crian como candelas
Candelas sin consolación
Silenciosas ama tan doce dezian:
Judia, Judia, será tu nombre....
E me queria fuir, prederme ‘nel camino, no llevar la dolor en mi pecho
No llevar el horror de la mala siñala, moría, quien gritava y llorava en el rio.

venerdì 23 dicembre 2016

RETRATO-FALADO DO MISERÁVEL BRASIL SOB MICHEL TEMER

RETRATO-FALADO DO MISERÁVEL BRASIL SOB MICHEL TEMER
Pietro Nardella-Dellova
Pior que a direita é a ex-esquerda! Pior que a esquerda autoritária é a direita bancária! Pior que a direita bancária é o acrítico religioso crente que "deus" lhe dará tudo! Pior que os batedores de panelas contra Dilma é o silêncio dos batedores de panelas contra Temer. Pior que a corrupção é a crença em salvadores, heróis e messias. Pior que tudo isso é uma sociedade anestesiada enquanto o bigato vai lhe comendo as entranhas!
As Políticas Sociais estão sendo rapidamente desconstruídas. Os direitos sociais estão sendo rapidamente retirados. Os direitos fundamentais estão sendo relativizados ao ponto de se tornarem desprezíveis. Há uma sede por prisões - não por justiça! A gosma esquerdista se satisfaz em ver alguma gosma direitista presa; a gosma direitista se satisfaz em ver alguma gosma esquerdista presa. Não há justiça: há vingança!
O Estado não está sendo colocado em "ordem" para o bem de todos, para os fins sociais. O Estado está sendo colocado em "ordem" para servir a um determinado grupo, e esse grupo nada tem a ver com "todos"!
Ao destruir um Estado social, o que resta será privação, pobreza, miséria, ódio, repressão e violência (nesta ordem). A resposta, como sói acontecer, será retirar a liberdade de qualquer que ofereça resistência ao que aí está se construindo e se robustecendo rapidamente.
A imbecilidade e a falta de capacidade crítica assusta. Se a imbecilidade e a incapacidade crítica advém daqueles que vivem de versículos bíblicos, dá para entender, pois realmente a "teologia dos versículos bíblicos" criou tipos e bancadas que hoje atuam de forma violenta! Pior, muito pior, do que a incapacidade crítica e imbecilidade dos que vivem de versículos bíblicos, bem como de suas bancadas representativas, é a incapacidade crítica e imbecilidade dos que frequentam Universidades com seu conhecimento sinóptico, resumido, superficial - artificial. Pior que um asno com suas crendices é um universitário com seu canudo vazio!
© Pietro N-Dellova
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Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pelo PPGSD/UFF, onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi Coordenador Acadêmico da Faculdade de Direito (2002-2011). Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados, entre os quais o seu A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Membro efetivo da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.

O BRASIL ESTÁ ANESTESIADO (enquanto a besta segue, pisa, tritura, avança...)

O BRASIL ESTÁ ANESTESIADO
(enquanto a besta segue, pisa, tritura, avança...)
Atenção amigos e amigas, o Brasil está anestesiado. Temer, em ato de sabotagem, tomou o poder (mas, ele não está só nem foi por acaso...).
Como trator, encaminhou a PEC 241 na Câmara dos Deputados, ali aprovada. Encaminhou a PEC 55 no Senado Federal, ali aprovada. É a PEC que limita investimentos em áreas da Saúde e Educação! Encaminhou a sua Reforma no Ensino Médio (depois que os estudantes secundaristas paulistas e paranaenses ocuparam escolas e enfrentaram aqueles governos). Encaminhou sua Reforma da Previdência Social que, não apenas sufoca o trabalhador, exigindo-lhe ainda mais sangue, mas destrói perspectivas dignas de uma Aposentadoria. E, agora, encaminha a sua Reforma trabalhista que coloca o trabalhador em estado de medo e subserviência...
Vejam isso: PEC 55. REFORMA DO ENSINO MÉDIO. REFORMA PREVIDENCIÁRIA. REFORMA TRABALHISTA!!!
Isso tudo no meio de todas as delações envolvendo, tanto ele, Temer, quanto seus assessores imediatos, como Yunes, Jucá, Geddel, Henrique Alves, Cunha, Renan e a quadrilha toda. Mas, esse assunto não vem ao caso. A questão não é corrupção, mas OPÇÃO DE PROJETO DE GOVERNO. Não há espaço para um Projeto Social!. Ninguém está preocupado com corrupção: isso é mentira! A maioria está ocupada diuturnamente com o PT, com o Lula e, agora, com a CUT, como um estado de perturbação. Os corruptos estão no governo - e no governo ficarão!
Todos eles juram, de pés juntos, que querem criar empregos com a PEC 55, com a Reforma no Ensino Médio, com a Reforma na Previdência e, agora, com a Reforma Trabalhista. Todos terão, segundo eles, empregos em um capitalismo selvagem como é o brasil(eiro). Mentira. O capitalismo vive de outra coisa; e o do Brasil, não apenas transforma trabalhadores em bagaço, mas usa o bagaço!
Atenção! Não se compara, exceto por alguma deficiência, as questões trabalhistas brasil(eiras) com as estadunidenses. São países diferentes, com sindicatos diferentes! Nos Estados Unidos, os Sindicatos são fortes; no Brasil, pífios e venais.
Ontem, apareceu o senhor Paulo Skaf, ele mesmo, o criador do "pato amarelo", financiador do MBL e, além disso, citado em delação premiada, dizendo que a Reforma Trabalhista é necessária para criar empregos. Ainda, na mesma reportagem (GloboNews), apareceu o senhor Carlos Alberto Sardenberg, ele mesmo, o criador artificial da crise econômica, via CBN e Globo, dizendo que a Reforma Trabalhista é importante porque o trabalhador tem todas as condições para negociar seus contratos com o empregador. Segundo Sardenberg é até mesmo uma vergonha para o trabalhador ser considerado "hipossuficiente".
Segundo esse senhor, hipossuficiente significa "incapaz". Má-fé, mentira e safadeza do Sardenberg, pois qualquer pessoa minimamente informada sabe que o termo "hipossuficiente", não significa "incapaz", mas quem não tem recursos materiais, financeiros. Ou seja, o hipossuficiente não é o incapaz, mas aquele que não tem condições de negociar de igual para igual. A grande massa de trabalhadores brasileiros não tem condição alguma de negociar seus contratos. Ademais, seus sindicatos são fracos! Durante dez anos fiz Advocacia Operária, bem como atuei entre Sindicatos de Trabalhadores e Sindicatos Patronais em Acordos. Durante outros dez anos atuei como Gerente e Diretor. Nestas três áreas nunca encontrei trabalhador com condições de negociar sozinho.
Dou-lhes um exemplo. Se o empregador deve ao trabalhador, digamos, 30.000,00 (trinta mil reais) e, em Ação trabalhista, oferecer 5.000,00 (cinco mil reais), o trabalhador aceita, pois sua necessidade é premente.
Bem, esse é o resumo da maior patifaria em curso no Brasil, em um Brasil anestesiado. Alguns antigos colegas meus estão preocupados com o Lula, com sua prisão. Preocupação meio doentia! Outros com fofocas; outros estão envolvidos com o nada... Enquanto isso, a Besta avança - e nada vai impedi-la de triturar, esmagar, pisar e criar bagaços de bagaços...
Pietro N-Dellova
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Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pesquisador pelo PPGSD/UFF, onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.
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mercoledì 21 dicembre 2016

HANUKKAH


HANUKKAH
This photo was taken in 1932, before the Nazis came to power. But, as it happened, the house of rabbi Akiva Posner, who led the community of Kiel in Germany, was right across the street from the local headquarters of the Nazi Party. His wife Rachel took this historic photo and wrote on its back that "their flag wishes to see the death of Judah, but Judah will always survive, and our light will outlast their flag". The Posner family arrived in Palestine in 1934. They brought the Hanukkiah with them too. Don’t be afraid.
Chag Sameach! 
Pietro N-Dellova

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HANUKKAH
Questa foto è stata scattata nel 1932, prima che i nazisti arrivarono al potere. Ma, come è successo, la casa di Rabbi Akiva Posner, che ha guidato la comunità di kiel in Germania, era proprio di fronte alla sede locale del partito nazista. Sua moglie Rachel ha scattato questa foto storica e ha scritto sulla sua schiena che "la loro bandiera desidera vedere la morte di Giuda, ma Giuda riuscirà sempre a sopravvivere, e la nostra luce sopravvivera' la loro bandiera". La famiglia Posner viene arrivata in Palestina nel 1934. Hanno portato la Hanukkiah con loro. Senza timore!
Hag Sameach!
Pietro N-Delova


Recomendo a página de CLAUDIO GOLDMAN, Cantor.


Recomendo a página de CLAUDIO GOLDMAN, Cantor.



Trata-se de um Cantor, com uma voz excepcional, que passeia pelas mais lindas canções, nacionais e internacionais.



Tive a oportunidade de ouvi-lo, aliás, deliciar-me em ouvi-lo por várias oportunidades. Eu, que tenho formação em Literatura e, em especial, Crítica Literária, tendo tido desenvolvimento musical entre os meus familiares, com a natural exigência da musicalidade italiana e, sobretudo, "napoletana", sou sempre agraciado na voz de Claudio Goldman. Trata-se de alguém que, não apenas tem o domínio técnico da música, mas uma profundidade, um algo mais, um plus criativo e poético. Claudio encanta; sua voz, eleva - e enleva!


Além disso, Claudio é um Chazam. Quando canta qualquer parte do Serviço Sinagogal, não é necessário qualquer tipo de intervenção: ele nos leva até as Forças da CrEação (com "e").


Enfim, convido os amigos e amigas a curtirem a página de Cláudio Claudio Goldman. Ali encontrarão vídeos, documentários e um pouco mais de sua vida e atuação musical.

Com o apreço de

Pietro Nardella-Dellova

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FACEBOOK

https://www.facebook.com/CantorClaudioGoldmanOficial/?fref=ts



Claudio Goldman - When (Woman in Love).mp4

lunedì 5 dicembre 2016

O BOM JUIZ

O BOM JUIZ
por Pietro Nardella-Dellova

O que é um bom Juiz?

Um bom Juiz é aquele que conhece profundamente o Sistema Jurídico, não apenas de seu país, mas de outros; e tem a Constituição Federal, incluindo os Pactos, Convenções e Tratados (que dela façam parte) como base para qualquer decisão e, sobretudo, é aquele que considera os Direitos Fundamentais como absolutos! Um bom Juiz não busca criminosos - julga-os!

Um bom Juiz não manda prender alguém senão como último recurso! Um bom Juiz não pode favorecer uma parte em detrimento da outra. Um bom Juiz não pode ser politicamente partidário, embora deva ser político (no sentido de ciência política e criticidade política!).

Um bom Juiz não expõe - nem permite que sejam expostas, quaisquer pessoas, cujos atos, e Autos, estejam sob sua apreciação e presidência. Um bom Juiz não apenas sabe, mas faz questão de deixar diuturnamente claro, que não exerce função superior ao do Advogado, Defensor e membro do Ministério Público. Um bom Juiz jamais tece qualquer comentário moralista acerca das pessoas que o cercam, principalmente sobre Advogados, Defensores e Membros do Ministério Público. Um bom Juiz não tem medo de audiências a portas abertas, excetuando as que legalmente devam seguir em segredo de justiça. Um bom Juiz não é noveleiro!

Um bom Juiz não é midiático! Um bom Juiz não é um comentador de casos que estejam sob sua apreciação! Um bom Juiz não é moralista, aliás, todo moralista jamais será um Juiz e, muito menos, um bom Juiz, pois este não deve pautar-se por uma Moral (seja ela qual for, especialmente religiosa), mas pela Ética (que é coisa bem diversa). Um bom Juiz não deve permitir que no lugar onde atua exista quaisquer símbolos religiosos, incluindo o da sua religião, se é que atua em uma sociedade religiosamente complexa e plural. Portanto, um bom Juiz deve ser ético! Um bom Juiz não deve ser unidimensional, se vive e judica em sociedades plurais, multifacetadas, mas deve esforçar-se para conhecer todos os ângulos da sociedade, sejam culturais, religiosos, históricos, sociais, antropológicos, psicológicos, geográficos, econômicos. Um bom Juiz não tem que ser servido, pois é ele quem serve (quando serve) e presta à sociedade a proteção jurisdicional. Um bom Juiz deve conhecer o fato, e tudo o que envolve o fato (incluindo o conhecimento "in loco"!), que pretende analisar, e apenas depois julgar. Um bom Juiz não deve se esquecer jamais que um dos pilares da sociedade constitucional e democraticamente desejada, é a dignidade da pessoa humana!

Enfim, o bom Juiz não é corporativo e não deve prestar quaisquer cultos à sua corporação, aliás, deve mesmo destruir o conceito de corporação. O bom Juiz não é o que diz - e defende, ser o Judiciário uma instituição que merece respeito, mas, com seus atos e comportamentos, diligentemente faz tudo, e mais alguma coisa, para não ser a vergonha do Judiciário e, sobretudo, cuida para que não seja ele mesmo, e seu "modus operandi", os elementos a carcomer o próprio Judiciário!

Eis o bom Juiz! Fora disso não estamos mais falando em Juiz, sequer em Juiz, mas de "justiceiros", "vingadores", "heróis" e outras coisas tais,..

[© Pietro N-Dellova]

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Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pesquisador pelo PPGSD/UFF, onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.

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mercoledì 30 novembre 2016

UM PAÍS DOENTE, MUITO DOENTE

UM PAÍS DOENTE, MUITO DOENTE
(por Pietro Nardella Dellova)
Muita gente não entendeu ainda como a "coisa" (que nunca foi pública) funciona no Brasil... e isso é, por si só, uma desgraça! Muita gente, embora se vista de bandeira nacional (e de suas cores), mal conhece o significado de tais cores e de tal bandeira e, pior, muito pior, nada sabe da História do Brasil ou, talvez ainda pior, saiba algo, alguma coisa, conhecimento medíocre, superficial, resumido, sinóptico, midiático, noveleiro (aliás, tudo contra o que tenho lutado, com gizes e livros, ao longo dos meus 25 anos de Magistério!). Muita gente fica muda diante dos reais problemas, econômicos e jurídicos, porque não consegue pensar (de "pensare", por em pratos da balança) e, por desgraça, apenas reproduz gritinhos, palavras de efeito e a bizarrice geral!
Grandes e pequenos, diplomados e não diplomados, alfabetizados e analfabetos, pretos e brancos, indígenas e estrangeiros, ricos e pobres, pobres e miseráveis, sulistas e nortistas, religiosos e irreligiosos, héteros, (bi, pluri), homossexuais e assexuados, petistas e antipetistas, juízes e advogados, promotores e defensores, professores e estudantes, matriculados em escolas públicas ou privadas, todos, de posse efetiva das redes sociais, entre as quais este "Facebook", não têm mais pudor - e vergonha: assumem-se (e fazem questão de que o mundo os veja), como ignorantes em Política, em Economia e em Direito!
O que querem os milhares feitos zumbis?
Querem que seus assentos sejam poupados, que seu dinheiro seja garantido, que suas Instituições sejam veneradas, que seus anéis de formatura sejam beijados, que seus títulos sejam reverenciados (mesmo quando não haja título algum), que seus cargos públicos sejam preservados, que suas viagens (e vantagens) sejam mantidas, que os acréscimos em seus salários sejam perpétuos, e nada querem saber de justiça social, de igualdade econômica real, de liberdade, de conhecimento (real e não sinóptico!), de construir uma sociedade mínima (e constitucionalmente) emancipada!
Por exemplo, muitos lutam, hoje, contra a PEC 241, atual 55, preocupados com seus salários, assim como fazem os policiais do Rio de Janeiro (que em outros momentos, agride e violenta a pessoa humana). Muitos lutam contra a PEC 55, quando deveriam lutar (a meu juízo e valor) contra o Congresso inteiro e, sobretudo, contra Temer, porque Temer não tem, nem se importa com isso, qualquer Mandato Presidencial: é um sabotador, impostor e chefe da maior organização criminosa do país, o PMDB, liderando as outras Siglas, entre as quais o PT!
A luta é mais embaixo e mais acima. Sou absolutamente contra a PEC 241 (55), tenho proferido Palestras neste sentido, amanhã mesmo estarei na Unicamp para expor tais ideias (e dialogar sobre elas), mas não estou ao lado de outros que se incomodam com a aprovação desta PEC e, particularmente, a ela se opõem. Estou ao lado de quem se incomoda (e vomita) com a destruição do "projeto" CF/88! Também não quero saber dos "projetos" parlamentares que buscam anistiar os crimes dos próprios parlamentares ou de seus colegas e, muito menos, do miserável projeto de "10 Medidas" contra a corrupção. Não estou ao lado desse MP minúsculo, feito por homúnculos, que aí está - e que apresentou suas "10 Medidas" noveleiras e midiáticas, mas de um outro MP, institucional, grandioso, constitucional, com Homens e Mulheres de profundo conhecimento jurídico e político. Interessa-me menos, bem menos, os projetos de anistia (de crimes de caixa 2, 3, 4 ...), porque o mesmo parlamento está cuspindo na Constituição, sob o aplauso de alucinados de plantão. Tudo isso, isso que aí está, fervilhando como bigatos em corpo morto, todas essas medidas, projetos, PECs, não são causa, são efeitos, efeitos da ruptura com o projeto constitucional, e outros efeitos virão, com ou sem Temer, pois houve uma aprovação, geral, ao ataque impiedoso às regras constitucionais: a ferida está aberta!
Enfim....
© Pietro Nardella Dellova
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Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pesquisador pelo PPGSD/UFF, onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.

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venerdì 18 novembre 2016

SOBRE AS INSTITUIÇÕES, AGREMIAÇÕES E ALGUNS CANALHAS QUE AS FREQUENTAM

SOBRE AS INSTITUIÇÕES, AGREMIAÇÕES E ALGUNS CANALHAS QUE AS FREQUENTAM
Pietro Nardella-Dellova
O Ministério Público é uma estupenda Instituição? Sim. O Judiciário é uma estupenda Instituição? Sim. A Advocacia é uma estupenda Instituição? Sim. A Defensoria é um estupenda Instituição? Sim. A Universidade é uma estupenda Instituição? Sim. O Congresso Nacional é uma estupenda Instituição? Sim. A Presidência da República é uma estupenda Instituição? Sim. As Forças Armadas são uma estupenda Instituição? Sim. A Religiões católicas, protestantes, evangélicas, umbandistas, candomblecistas, espiritistas, hinduístas, muçulmanas, judaicas, são estupendas Religiões? Sim.
Tudo isso é estupendo, necessário, realmente organismos vivos dentro de uma estrutura social, civilizada, constitucional e liberal (nada contra os liberais!). Mas, em todas essas Instituições e Grupos, há canalhas, gente que não presta e que, sobretudo, não pode representar o todo.
Os Membros do MP, do Judiciário, da Advocacia, da Defensoria Pública, da Universidade, do Congresso, da Presidência da República, das Forças Armadas e das agremiações Religiosas, que agem como canalhas, contra o Direito e em flagrante violação à Constituição, merecem reprimenda, críticas severas, condenação pública? Sim, merecem - e devem ser questionados de forma contundente e inequívoca!
Todavia, seria mais honesto e eficaz, e menos dolorido socialmente, que cada membro e participante dessas Instituições e Agremiações, fizesse a crítica e manifestasse o repúdio (aos seus próprios pares), em vez de, ao contrário, fazer defesa "abstrata" da Instituição e Agremiação. Por isso mesmo, quando alguém questiona, critica e condena, publicamente, o Procurador "d", o Promotor de Justiça "c", o Juiz "s", o Advogado "r", o Defensor "k", o Professor "s", o Senador "r", o Deputado "e", o Presidente "m", o Militar "a", o Líder religioso "b" (dos que têm comportamento de canalha), não está ferindo ou atacando a Instituição ou Agremiação - de modo algum, exceto na cabeça osmótica de quem não pensa!
[© Pietro N-Dellova]

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OS DIREITOS HUMANOS SÃO FALSOS?

OS DIREITOS HUMANOS SÃO FALSOS?
Pietro Nardella Dellova
Os Direitos Humanos são falsos. Li tal afirmação em uma postagem de determinada professora. São falsos? Os Direitos Humanos não são falsos nem são originados por esta ou aquela agremiação religiosa. Não se prestam para a defesa de bandidos, criminosos, espancadores e, muito menos, para a defesa de policiais corruptos ou de autoridades opressoras (autoritárias), sejam de que matiz forem. Os Direitos Humanos não formam apenas uma das Disciplinas de um Curso de Direito, mas, uma tessitura de proteção da pessoa humana, inclusive quando criminosa, corrupta e desviante, porque mesmo criminosa, corrupta e desviante, há critérios para investigação, denúncia, julgamento e condenação (e execução da pena!) - e critérios que não devem ser mudados a fim de se atender à enxurrada vingativa da sociedade (que clama por linchamentos!).
São conquistas milenares da pessoa humana que foram criando raízes e força. Muito mais que Direitos Humanos, são direitos humanos! Trata-se da medida exata de atuação de quaisquer entes políticos, judiciais, administrativos, pessoas jurídicas e pessoas naturais. A todos se aplicam, a todos regram e a todos faz, ainda que muitos não queiram, olhar para o centro do Direito e das relações: a pessoa humana!
Desprezar ou dizer que os Direitos Humanos sejam falsos - ou "direitos dos manos", demonstra, entre outros defeitos de caráter, uma absoluta falta de inteligência e capacidade intelectual, bem como um "ethos" autoritário, impositivo, retilíneo, abusivo, discriminatório, preconceituoso, racista e destrutivo!
Entre todas as áreas do Direito, sem dúvida, a maior, de caráter internacionalista, de poder emancipatório, para além das fronteiras territoriais (bem como para além das limitações dos limitados), e que mais se aproxima das tradições de lutas e resistência, bem como dos ideais libertários, é a área dos Direitos Humanos! Aliás, não há uma única letra de quaisquer Códigos e Estatutos, até mesmo da própria Constituição, que não deva passar pela balança dos Direitos Humanos!
Não, os Direitos Humanos não são falsos! Os Direitos Humanos são a viva expressão de civilidade, altivez humana, respeito pelo individual, promoção do social, defesa de direitos individuais, sociais, coletivos e difusos. É tudo isso, e mais, tão mais que os cérebros de minhoca não podem compreendê-lo e sequer alcançá-los!
[© Pietro Nardella Dellova]


Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pelo PPGSD/UFF, onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi Coordenador Acadêmico da Faculdade de Direito (2002-2011). Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados, entre os quais o seu A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Membro efetivo da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.



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