alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







lunedì 5 settembre 2016

UMA TRADIÇÃO JUDAICA

UMA TRADIÇÃO JUDAICA

Hoje, pela manhã, uma querida aluna me perguntou, demonstrando perplexidade, sobre os porquês de eu ser de esquerda, mais especificamente libertário. Disse-me a querida aluna: "Professor, mas o senhor não é Judeu (letra maiúscula por minha conta), como tem, então, uma postura libertária?"

"Querida", comecei assim a responder "ser Judeu é ser sempre libertário, somos de tradição libertária, muito mais próximos dos tradicionais socialistas...", e continuei: "Abraham, Itzchak, Ya'akov, eram libertários e socialistas; Moisés, Josué e Caleb, eram libertários e socialistas; todos os Profetas eram libertários e socialistas, em especial, Isaias e Elias; Jesus (de Nazaré - não o Cristo), foi libertário, aliás, um anarquista; seu primo, João, o Imersor (não o São João Batista), foi um anarquista e libertário; todos os discípulos judeus de Jesus eram anarquistas e comunistas; a esposa de Jesus, Miriam de Magdala, era anarquista; todos os que lutaram em Jerusalém e, depois, em Masada, contra os romanos, entre os anos 70 e 133, eram libertários; nossos melhores Rabinos medievais foram libertários; Karl Marx era comunista; Theodor Herzl era libertário; Emile Zolá era libertário; Franz Kafka era libertário; Max Nordau era libertário; Rosa de Luxemburgo era libertária; todos os Pioneiros dos Kibutzim eram comunistas ou anarquistas; Freud era libertário; Erich Fromm era comunista; Albert Einsten era libertário; Theodor Adorno era comunista, Walter Benjamin era comunista; Martim Buber e Landauer eram, respectivamente, anarquista e comunista; Olga Benário era comunista; Emma Goldman era anarquista; Noan Chomsky é anarquista; Michael Löwy é libertário; Wood Allen é anarquista; e há os que, não sendo libertários, anarquistas ou comunistas, todavia não se afastam dos pressupostos dos Direitos Humanos (que nada têm a ver com a direita!) e a lista não tem fim... aliás, o Deus dos Judeus (enquanto Elohim) é anarquista e radicalmente comunista! Então, querida, como Judeu, se eu fosse qualquer outra coisa à direita, e defendesse essa gosma e pauta da direita, trairia os meus melhores, mais humanos e mais expressivos Mestres da tradição judaica, da melhor tradição judaica."


E, assim, depois que terminei de falar, a querida aluna, um tanto enrubescida, disse-me em tom reflexivo: "aceita um café, Professor?". Eu disse que sim (desde que com espuminha de leite), e perguntei o porquê do café. Respondeu-me ela: "para continuarmos a falar desse Judaísmo tão maravilhoso...". Ao chegar o café (com espuminha de leite), tomei a xícara com a mão esquerda, e perguntei: "sobre o que gostaria que eu falasse, querida?". Respondeu-me ela, então, sem titubear: "fale-me sobre o Cântico dos Cânticos, Professor, do ponto de vista do Judaísmo libertário...".


Pietro Nardella-Dellova


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CAMPANHA DOS VEREADORES E MUNICÍPIOS

CAMPANHA DOS VEREADORES E MUNICÍPIOS

Esses vereadores e candidatos à vereança são um saco, mas, no atual sistema, é com eles que viria a solução de muitos dos males sociais. Não viria, como não vem, da Presidência da República nem dos Governos Estaduais.

O Município é o que tem de mais real, mais vívido, mais concreto e mais próximo do cidadão. Exemplo disso são os Kibutzim (de Israel) que não foram formados pelo Estado, aliás, existem bem antes, décadas antes, de que alguém imaginasse a possibilidade de um Estado israelense.

O Estado (unidade da federação), deveria ser não mais do que uma grande Cooperativa dos Municípios, administrada por um Conselho de gestores municipais, e a União, por sua vez, não mais que uma Federação de Cooperativas.

Apesar de eu falar sobre algo que, talvez, a maioria não tenha conhecimento, é possível alguma coisa nesse sentido, ou seja, força aos Municípios e à Vereança e enfraquecimento paulatino dos Estados e da União. Em síntese: os Municípios, e com eles, os munícipes, merecem mais atenção, pois o munícipe é alguém real, um ser humano, enquanto o "nacional" não passa de um número fiscal, de um registro geral e de um contribuinte (Estados e União nada sabem de seres humanos!).

Pietro Nardella-Dellova

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domenica 4 settembre 2016

I DREAMED A DREAM (Ho fatto un sogno) (Les Misérables)



I DREAMED A DREAM
(Ho fatto un sogno)

There was a time when men were kind
C'è stato un tempo in cui gli uomini erano gentili

When their voices were soft
Quando le loro voci erano morbide

And their words inviting
E le loro parole invitando

There was a time when love was blind
C'è stato un tempo in cui l'amore è cieco

And the world was a song
E il mondo era una canzone

And the song was exciting
E la canzone è stata emozionante

There was a time
C'è stato un tempo

Then it all went wrong
Poi tutto è andato storto

I dreamed a dream in time gone by
Ho sognato un sogno nel tempo passato

When hope was high
Quando speranza era alta

And life worth living
E la vita degna di essere vissuta

I dreamed that love would never die
Ho sognato che l'amore non sarebbe mai morto

I dreamed that God would be forgiving
Ho sognato che Dio sarebbe stato clemente

Then I was young and unafraid
Allora ero giovane e senza paura

And dreams were made and used and wasted
E i sogni sono stati realizzati e utilizzati e sprecati

There was no ransom to be paid
Non c'era nessun riscatto da pagare

No song unsung, no wine untasted
Nessun brano misconosciuto, niente vino untasted

But the tigers come at night
Ma le tigri vengono di notte

With their voices soft as thunder
Con le loro voci morbide come tuono

As they tear your hope apart
Come fanno a pezzi la tua speranza a parte

As they turn your dream to shame
Come si trasformano il vostro sogno di vergogna

He slept a summer by my side
Ha dormito un'estate al mio fianco

He filled my days with endless wonder
Ha riempito i miei giorni di meraviglia senza fine

He took my childhood in his stride
Ha preso la mia infanzia nel suo passo

But he was gone when autumn came
Ma lui non c'era più quando venne l'autunno

And still I dream he’ll come to me
E ancora io sogno che sarà lui a venire da me

That we will live the years together
Che vivremo gli anni insieme

But there are dreams that cannot be
Ma ci sono sogni che non possono essere

And there are storms we cannot weather
E ci sono le tempeste che non possiamo Meteo

I had a dream my life would be
Ho fatto un sogno la mia vita sarebbe

So different from this hell I’m living
Così diverso da questo inferno che sto vivendo

So different now from what it seemed
Così diversa ora da quello che sembrava

Now life has killed the dream I dreamed
Ora la vita ha ucciso il sogno che ho sognato


 

lunedì 4 aprile 2016

ASPECTOS DA MINHA EXPERIÊNCIA COM "CELSO DANIEL"

ASPECTOS DA MINHA EXPERIÊNCIA COM "CELSO DANIEL" 
por Pietro Nardella Dellova

Uma das piores coisas é, não apenas falar mal de um homem, mas falar mal dele depois de morto. Pior ainda é usar seu nome e memória para a prática da política mais rasteira como tem feito o ajuntamento de chacais (mal chamado de "oposição"). 

Oposição, lembremos, em uma civilização e em uma sociedade democrática, é  muito importante, importantíssima. É alguma coisa de maior, bem maior. Não é isso que aí está. Isso que aí está é apenas ajuntamento de chacais. Por outro lado, surpreende (e a mim, que estou na Docência do Direito, faz mais de vinte anos, terrifica), saber que juízes e procuradores tenham se permitido centrifugar para a partidarização, deixando de lado uma importante operação, a Lava Jato, e, nos últimos dois meses, fabricado cenas e situações para intervir na política e prestar, já está claro, um desserviço ao Direito enquanto prestam um serviço aos partidos da "oposição".

É uma desgraça para o Direito o comportamento de tais juízes e procuradores! As últimas ações antijurídicas (e midiáticas), agora, foram a de retomar o caso Celso Daniel (ex-prefeito de Santo André, assassinado em 2002) e, de forma insana, ligá-lo aos partidos que estão no poder, especialmente ao PT (atribuindo ao PT a morte de Celso Daniel).

Resumo o assunto - e vou ao ponto "Celso Daniel".

Faço-o, infelizmente, depois de ler inúmeras absurdidades publicadas nessas redes (anti)ssociais. Posts que apenas fazem por piorar a situação da já moribunda e pouco inteligente "opinião pública". Faço-o, também, pelo apreço que tinha por Celso Daniel e por considerar ter sido ele umas das figuras mais esclarecidas e boas no cenário político.

Nunca fui do PT nem de Partido algum. Aliás, em 1989, fazendo oposição pública e construtiva ao PT (e suas pretensões presidenciais) na Faculdade de Direito, apoiei (e incentivei o apoio) à candidatura presidencial de Mario Covas, movido, não tanto pela figura do próprio Mário Covas, mas pelo respeito que tinha (e tenho) por Franco Montoro, um político do antigo MDB e, após Orestes Quércia dominar e estragar o PMDB paulista, foi fundador do antigo PSDB (hoje, óbvio, o PSDB é qualquer coisa menos aquele PSDB de Montoro!). 

À época, eu tinha, também, um grave conflito com a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), sobretudo, em relação à estratégia de "greves" da qual me opunha. A APEOESP apoiava o PT e estava em sua base sindical. Meu conflito com o Sindicato chegou a tal ponto que, por algumas semanas seguidas, vários Artigos (meus, dos diretores do Sindicato e de outros) foram publicados pela Folha de São Paulo, em público debate - quase ofensivo! Eu já era Professor (de Literatura) e membro da União Brasileira dos Escritores (UBE).

Muito bem, mesmo sabendo disso, Celso Daniel me chamou em 1990 e, depois de conversarmos, contratou-me no começo de seu primeiro Mandato à Prefeitura. Eu atuava, então, além da Docência, na iniciativa privada, em uma área de ponta, muito refinada, que se chama Logística (tinha também, à época, formação jurídica). 

Tudo isso  interessava à modernização da Prefeitura. Celso Daniel, ao me contratar, disse três coisas: "Dellova, sabemos que você não é do PT, sabemos da tua integridade e queremos que faça o que puder para, não apenas "limpar" o Departamento de Licitações e Materiais, mas para dar a ele a transparência necessária".

Afastei funcionários que estavam ligados a vários esquemas de corrupção do prefeito anterior (PTB de Newton Brandão), encabecei um projeto de OeM (Organização e Métodos), mudei o layout do setor DECOM (Depto Comercial), bem como do Setor de Contratos e Licitações (tirando as paredes e deixando as mesas expostas e visíveis), criei o conceito de "almoxarifados" (criei mais de sete à época), tanto na área interna da Prefeitura como nos Centros Médicos e, principalmente, nos depósitos de materiais de construção. Determinei a revisão de vários contratos (firmados anteriormente), a abertura de sindicâncias e começamos a por a casa em ordem. Participei de poucas reuniões com membros do PT (sempre fui visto como estranho no ninho e não tinha interesse algum partidário), mas, das reuniões que participei ouvia sempre elogios de todos, sobretudo do próprio  Celso Daniel. A orientação era a de prosseguir no trabalho e tornar a Administração transparente e capaz de atender aos munícipes. Essas ações (e outras, depois) sufocaram naquele momento o esquema de corrupção criado anteriormente pelo PTB, e colocaram todos sob ameaças constantes, inclusive eu mesmo. Eu recebi várias ameaças!

A situação que levou Celso Daniel à morte em 2002 (a real, e não a midiática, e, hoje, uma vez mais, sensacionalista e curitibana), foi ter ele continuado sua luta contra uma outra máfia, antiga e abrangente, a saber, a dos "transportes públicos". A mesma máfia que impede a efetivação de transportes ferroviários (por exemplo), a mesma que está ainda relacionada aos metrôs paulistas, e a um sem-número de cidades, incluindo as do ABC Paulista, São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, entre outras.

No mais, é mentira que Celso Daniel "descobriu" os "esquemas" em seu "terceiro" mandato, que tenha feito dossiês contra o PT e que, após descobrir "apenas" em seu terceiro mandato tais esquemas, querendo sair deles (ou opor-se a eles), foi morto a mando do PT. Mentira e estupidez!

Celso Daniel assumiu, como Prefeito, em 1989, e desde sempre conhecia os esquemas de corrupção instalados anteriormente, aliás, combateu-os sem trégua. Eu mesmo (não sendo do PT, em conflito com a Apeoesp e da iniciativa privada) fui um dos contratados para isso: combater a corrupção e tornar a Administração Municipal moderna e transparente.

É esta "máfia dos transportes" (que Celso Daniel combatia) que o assassinou (para mim, não restam dúvidas), e não o PT, que, mesmo merecendo críticas contundentes por conta de seus maus atos e maus comportamentos, todavia, neste caso, nada deve. Foi essa mesma máfia que matou outro prefeito do PT, ou seja, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT (de Campinas). A morte de Toninho que lutava contra a máfia dos transportes municipais no interior paulista se deu exatamente na noite anterior (10.11.2001) aos ataques contra as Torres Gêmeas.

Em 2005, na CPI dos Bingos, os opositores do PT tentaram ligar membros do Partido à morte de Celso Daniel. No Mensalão, a mesma coisa. Agora, na Lava Jato, outra vez. Que estupidez! . É um filme repetido (e repetitivo) e sem fundamentos. Aliás, diga-se logo, as únicas falas, nas quais se baseiam os acusadores para tentar ligar o PT ao assassinato do ex-prefeito, são as suposições dos seus dois irmãos, os senhores João Francisco Daniel e Bruno Daniel, dois reconhecidos inimigos de Celso Daniel e, um deles, correligionário do partido contrário, o PTB.

É isso! Quem sabe, a memória de Celso Daniel, este bom cidadão, lúcido economista, e exemplar prefeito, seja respeitada finalmente (quando os midiáticos virarem farinha!).

Tentar ligar, outra vez, o PT à morte de Celso Daniel, criando cenário cinematográfico e sensacionalista é, não apenas irresponsável, mas monstruoso do ponto de vista jurídico, político e social. Enquanto isso, dada a confusão, a máfia continua, livre e solta!

O Brasil, infelizmente, tem se mostrado um país de mentalidade noveleira, rasa e sem preparo para o enfrentamento, honesto e eficaz, dos desvios na Administração Pública. É muita novela!

Prof. Pietro Nardella Dellova 

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martedì 12 gennaio 2016

PRONOME DE TRATAMENTO: EXCREMENTO GRAMATICAL

EXCREMENTO GRAMATICAL

por Pietro N-Dellova 



O Pronome de Tratamento é aquele aspecto retrógrado de uma classe gramatical, é discriminatório, inútil (além de hipócrita!) e faz não mais que qualificar, injustamente, os seres humanos. 

Ou todos são "excelências" - ou ninguém é!
Ou todos são "reverendíssimos" - ou ninguém é!
Ou todos são "santidades" - ou ninguém é!
Ou todos são "meritíssimos" - ou ninguém  é!

Em um país, como o Brasil, no qual 40 milhões de negros foram escravizados, 8 milhões de indígenas foram exterminados, milhões de imigrantes foram enganados, 12 milhões vivem em favelas, 3,5 milhões vivem em cortiços, 800 mil pessoas (a maioria de pretos, miseráveis e analfabetos) estão presas em condições de fazer inveja às prisões do ISIS, a grande maioria de egressos não tem algo chamado "habilidade" e "competência", centenas de mulheres dão à luz nas calçadas, milhares de crianças morrem, enfim, em um país em que os políticos (quase todos) não passam de vermes, roedores e criminosos e, agora, reina absoluto, o mosquito aedis egypt, deveria causar vergonha e repulsa, a qualquer um, se classificado - ou classificar - alguém com Pronome de Tratamento.

É preciso tirar da gramática - e da língua - todo resquício opressivo, incluindo os plurais para o masculino e as estruturas sintáticas minimais. Enquanto isso não ocorrer, continuaremos em hipocrisia, em preconceitos, em mortes selecionadas! E, assim, quando ocorrer a purificação da Gramática (e das consciências) seremos seres humanos solidários e felizes!

© Pietro N-Dellova, in trecho "atualizado" da minha primeira Dissertação de Mestrado "A Palavra como Construção do Sagrado: Um Estudo da Poesia e de Osman Lins", PUC/SP, 1998 (em breve, sairá a publicação deste trabalho)

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martedì 29 dicembre 2015

ÍNVIO


PAREMOS TODOS... PAREM, PAREM, PAREM !!!


DOUTOR? COMO ASSIM MANÉ?

DOUTOR? COMO ASSIM MANÉ?
(suum cuique tribuere, honeste vivere)

por Pietro N-Dellova


Em que pese o “costume” de se atribuir o título de “Dr.” a vários profissionais (bons que sejam!), costume esse defendido com argumentações de A a Z, entre as quais “decretos” monárquicos, primazia de curso superior, nivelamento ou cópia estadunidense (doctor) etc.

Em que pese o costume e a argumentação, sejamos esclarecidos, esta não é válida e cabal nem aquele se tornou um direito!

Aliás, espantosa e inacreditavelmente, "direito" exigido por profissionais, além de bacharéis em direito e médicos, tais como, psicólogos, dentistas, contadores, despachantes, enfermeiros, administradores. Há, inclusive, muitos debates, alguns em jornais impressos e outros em meios virtuais (debates tão antigos quanto o equívoco do título “Dr.”) em que uns dizem ter mais “direito” que outros ao título de Dr.! Debate banal!

Bem, a argumentação é um tanto (e quanto) falaciosa ou tosca. O costume é, de fato, um costume, mas não de direito e, portanto, não se encaixa nos assim chamados “bons costumes”!

O Bacharel em Direito é mesmo Bacharel – e não Dr.! Ingresso nos quadros da Ordem dos Advogados, portanto, com direito a Advogar é, ainda que seja a mais linda das profissões, um Advogado – eis o título! E mais. Se Juiz, Juiz! Se Procurador de Justiça, Procurador de Justiça! Se Delegado, Delegado! Se Professor, Professor! Os títulos são os nomes de suas funções e, dificilmente, tais profissionais chegam ao Doutoramento, ao Doutor!

O Psicólogo é Psicólogo! O Médico é Médico! O Nutricionista é Nutricionista!

O título de Doutor existe, de direito, atribuído àqueles que já sendo Mestres (em algumas Universidades de modo diverso), passam pelo exame de proficiência em duas línguas para além do vernáculo (geralmente, alemão, inglês, francês e italiano), cumprem créditos (disciplinas) em Universidades reconhecidas, escrevem uma Tese absolutamente nova e inovadora e a defendem (com aprovação) diante de uma Banca formada por Doutores! Eis, agora, sem saúde e solitário, o Doutor!

Quem fez um Mestrado é Mestre! Quem fez uma Especialização é Especialista!

Eu sei que muitos dos meus colegas e contatos – até mesmo os amigos, não concordarão comigo, pois ainda estão anestesiados com o costume e sob as névoas da má argumentação! Va bene! Continuamos colegas, contatos e amigos, mas, o título Doutor (Dr.) cabe apenas aos que fizeram um Doutorado que, por sua vez, não é mais nem menos que os títulos de Advogado, Médico, Juiz, Procurador, Delegado etc.

A meu ver, é ainda o resquício do espírito lusitano do bacharelismo que acabou por virar uma espécie de caricatura expressa em cartões de visita, grossos anéis de formatura, colações de grau (com direito a canudo vazio e serpentinas). Hoje, diante de um mundo mais inteligente, não é, sequer, de bom-tom!

Diria mais, apresentar-se como “Dr.” é um tipo sutil da arrogância de país eternamente colonizado, de estúpida superioridade social, de analfabetismo profissional e de agressão à inteligência. Uma infantilidade - para dizer o mínimo!. Geralmente, com um tanto de hipocrisia, os egressos (principalmente de um Curso de Direito) chamam seu colega de “Dr.”,  mas com a perceptível intenção de assim serem, também, chamados! Bah!

Uma curiosidade à parte. Os Doutores (de direito, pela Tese, e de fato, pela Pesquisa), em geral, não se apresentam como tais e, muito menos, em cartões de visita! São profissionais, comumente, Professores, que, quase em trapos e fusca, vivem orgasmaticamente entre livros, de sebo em sebo, de giz em giz, de laboratório em laboratório, sem anéis de formatura e, por desgraça (ou alívio), sem alianças de noivado e casamento - e fazem, neste silêncio empoado, a diferença cultural e científica em uma sociedade que se pretende evoluída!

Então, da próxima vez que mandar imprimir cartões de visita ou cunhar placas oficiais, não se esqueça do princípio jurídico “suum cuique tribuere” ou, no vernáculo, “dar a cada um o que é seu”. Se for Doutor, de direito e de fato (não de costume ou argumentação), possivelmente o cartão e a placa não existirão nem serão necessários, pois Doutores não têm tempo para isso: o tesão, prazer e orgasmo estão em níveis bem superiores!

Se não for Doutor (de direito) não exija ser chamado assim e, melhor ainda, recuse tal tratamento! Se for um Juiz, por exemplo, e receber aquela petição com cabeçalho padrão, determine, de pronto, seja a petição emendada! Se for Advogado, não escreva tal cabeçalho! Em um ou outro caso: “honeste vivere” (viver honestamente)!

Mas, se quiser mesmo o cartãozinho com aqueles símbolos “doirados”, reluzentes, ao ponto de se comunicar com o espaço, informe, com exatidão, o que é, ou seja, seu título profissional ou acadêmico: Advogado, Juiz, Procurador de Justiça, Médico, Psicólogo, Contador, Despachante, Administrador, Nutricionista ou, ainda, Bacharel, Especialista, Mestre. Neste caso, nunca, nunca mesmo, o título “Doutor”.

Se, por acaso – e por deslize do costume, argumentação, excitação imoderada ou ejaculação precoce - já tem em mãos os cartões e placas com o “Dr.”, não se intimide: rasgue-os todos - e arrebente as placas sob golpes de uma marreta certa e consciente! Aliviado, corra a um boteco e bela uma cachaça, dê um pouco aos santos e vá fazer amor pelo resto da tarde sem quaisquer títulos. É o que falta!


© Pietro N Dellova
in “DESTRUINDO MITOS E MENTIRAS”, 2000 

lunedì 14 dicembre 2015

Direito e Religião - Pietro Nardella Dellova



RELIGIÃO E DIREITO 
por Pietro N-Dellova  


Abordagem feita na Faculdade de Direito Damásio/DeVry, sobre

RELIGIÃO & DIREITO: ENTRE TEOCRACIA, RELIGIOSISMO E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO 

Esta abordagem é a síntese do Projeto para o Seminário "RELIGIÃO E DIREITO",

sob minha Coordenação, idealizado para o primeiro semestre de 2016 em São Paulo. Oportunamente darei maiores informações sobre o Seminário.

Por ora, convido os amigos a refletirem comigo. Eis o vídeo



Prof. Pietro N-Dellova

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lunedì 23 novembre 2015

XVIII Semana de Direito da URCA: Palestra e Minicurso com Prof. Pietro N-Dellova



XVIII SEMANA DE DIREITO - URCA
UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI 

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Local: Faculdade de Direito 
da Universidade Regional do Cariri - URCA
Crato, Ceará

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Palestra:

E AGORA, JOSÉS?
A POLÍTICA DESDE JOSÉ BONIFÁCIO ATÉ JOSÉ SARNEY: 
UM BRASIL PARA POUCOS
(uma revisitação à História do Brasil e análise do cenário jurídico e político de ontem e de hoje)
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Minicurso:

DIREITO CIVIL: DIREITO DAS FAMÍLIAS

Programa

1. Histórico da Família: 
1.1. Patrimonial, Medieval, Proletária e Afetiva
2. A Família pós-moderna
2.1. Direitos Fundamentais e Famílias 
3. Família, Famílias e Núcleos Familiares 
4. Os Núcleos Familiares e o Afeto como valor jurídico
5. Filiação: biológica, jurídica e afetiva
6. Divórcio, Separação e Desfazimento como Direito substantivo
7. Movimentos de retrocesso no Legislativo federal
8. Proteção Civil-Constitucional dos Núcleos Familiares

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mercoledì 18 novembre 2015

"NO MUNDO QUE EU IMAGINO (sem fuzis nem parágrafos)"



NO MUNDO QUE IMAGINO
(sem fuzis nem parágrafos)

No mundo que eu imagino - e defendo, ninguém é executado por usar drogas, aliás, nem preso! Ninguém é queimado ou apedrejado por ser gay, lésbica, amante, travesti, homem, mulher, negro, branco, ateu, comunista, anarquista, judeu, católico, evangélico, agnóstico, budista, macumbeiro. Ninguém é fuzilado, eletrocutado, serrado, esquartejado, enforcado, crucificado, linchado. Ninguém é proprietário ou usufrutuário (nem o Estado!), mas todos são usuários, habitadores, em igual modo e proporção. Ninguém lucra sobre outra pessoa, mas todos cooperaram, produzem, consomem, festejam, cantam, dançam, celebram. No mundo que imagino ninguém paga tributos a quaisquer entidades, religiosas ou administrativas. Ninguém é condenado por adorar seus deuses e ter seus livros sagrados, mas, também, ninguém é condenado por blasfemar contra os deuses nem por rasgar textos sagrados. No mundo que imagino há conflitos, muitos, mas ninguém os resolve nos Fóruns diante de "Autoridades" que desconhecem a realidade das Vilas e Vilarejos, diante de "Autoridades" que trazem "cartilhas" e "enunciados" codificados e uniformes para todos, porque não há todos, há indivíduos! Nem, muito menos, resolvem seus conflitos diante de Tribunais distantes ou nos Tribunais que ficam inacessíveis nas Capitais (nem há Capitais no mundo que imagino): os conflitos são resolvidos na Vila, no Vilarejo, com a participação de todos ao redor da mesa com café e pão à disposição dos presentes. No mundo que imagino não há Autoridade; há Solidariedade! Não há Poder, qualquer Poder, sequer simbólico! Ninguém estuda para servir o Mercado, mas há Mercado, Mercado Popular; estuda-se para - e pelo - Conhecimento, Emancipação e Desenvolvimento Individual e Humano. No mundo que imagino não há Mercado de Capitais nem Bancos, não há Sócios anônimos. Ninguém tem CPF - tem Nome. Ninguém é discriminado por usar (ou não usar) cabelos compridos (naturais ou tingidos), ser careca ou usar perucas, deixar a barba, o bigode ou rapar tudo, usar maquiagem, piercing, tatuagem, calça, vestido, sutiã, chinelo, sapatos, botas, camisa, gravata. Ninguém é humilhado por ser mais gordo ou mais magro, por ser criança, jovem ou idoso. No mundo que eu imagino não há diferença entre trabalho braçal ou intelectual, rural ou urbano, entre carregar uma enxada ou um livro, entre limpar privadas ou escrever sobre a lousa, entre plantadores de sementes e cantadores dos amares. Nenhuma mulher é processada ou condenada por fazer o aborto. Ninguém é bisbilhotado e difamado por ser separado, divorciado, por comer carnes ou vegetais, por beber café ou cognac. Nenhum homem manda em mulher, aliás, nenhum homem e nenhuma mulher mandam em quaisquer pessoas. Não há policiais militares - nem parágrafos! Não há portadores de bandeiras ou de fuzis! Não há zoológicos! No mundo que imagino, o Amor é Livre, total e absolutamente Livre. Não há Fidelidade nem Moral, mas há Ética!

Pietro N-Dellova 

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G. Puccini - O MIO BABBINO CARO - Anna Netrebko





A te, mio babbino caro...
offro
Anna Netrebko
cantando
O MIO BABBINO CARO
(O my dear daddy)

di Giaccomo Puccini

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O mio babbino caro
Mi piace è bello, bello
Vo'andare in porta rossa
A comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
E se l'amassi indarno
Andrei sul ponte Vecchio
Ma per buttarmi in arno!
Mi struggo e mi tormento!
O, Dio, vorrei morir!
Babbo, pietà, pietà!
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giovedì 5 novembre 2015

Giz, Indignidade & Águas Sujas da Patifaria Ilimitada



GIZ, 
INDIGNIDADE 
& ÁGUAS SUJAS DA PATIFARIA 
ILIMITADA


Quando falta "dignidade" a uma pessoa, dizemos que ela é indigna, mas quando três pessoas não se apresentam com a "dignidade" que o Magistério Superior exige, dizemos que há "pacto de patifes"! E, por "patifes", refiro-me a quaisquer pessoas que nada sabem - nem saberão - algo, superficial que seja, sobre dignidade Acadêmica, Gizes com dignidade e Magistério com dignidade!
Enfim, há águas sujas que tomam de assalto os corredores e fazem feder a Universidade...

Pietro N-Dellova, 2015 

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martedì 3 novembre 2015

outra vez, do mesmo CENTRÍFUGA



CENTRÍFUGA
(outra vez, do mesmo)

Se há algo que me irrita sobremaneira é quando um governo, um parlamentar, um sacerdote, um líder qualquer religioso ou qualquer "tomador" do poder e autoridade (sempre ilegítimo!), para logo querem me uniformizar, marcar, numerar, igualar, acondicionar, armazenar e me converter em um "contribuinte", um "eleitor", uma "ovelha ou boi" e um "objeto/coisa numerado", enfim, em um anencéfalo, acrítico, massificado e descaracterizado.

Irrita-me essa coisa de coletivização, azul ou vermelha, porque deixo de ser um Eu, deixo de enxergar um Tu e não experiencio a Solidariedade - apenas possível onde as pluralidades individuais são respeitadas!

Pietro N-Dellova, 2015
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"Alguns" ASPECTOS DA INDIVIDUALIDADE

ALGUNS ASPECTOS DA INDIVIDUALIDADE
por Pietro N-Dellova 

A vida íntima das Pessoas não me interessa, e não é (nem poderia ser) objeto de especulação ou defesa. Já é uma luta (cotidianamente bastante) que eu defenda a minha própria intimidade e as minhas relações interpessoais, ou seja, que eu defenda minha individualidade contra autoridades e abusos de natureza vária. 

Cada qual é absoluta e exclusivamente titular da sua vida íntima e do que faz com ela, bem como com quem se relaciona. 

Mas, a Intimidade e o Afeto, enquanto valores individuais juridicamente protegidos, interessam-me de modo especial, pois são, de início, limitadores a qualquer intromissão de outrem, são placas com os dizeres: "não ultrapasse". É nesse sentido que faço guerra constante a quaisquer pessoas (e suas ideias e projetos) em movimento para obstruir ou impedir a plenitude da Intimidade e do Afeto de cada (individual) pessoa. A Intimidade e o Afeto (individuais) são valores absolutos e a ninguém é dado o direito de imiscuir-se ou transitar nesse espaço/tempo de individualidades.

Por isso mesmo, a cada vez que um grupo de religiosos (ou moralistas idiotizantes e caricaturizados) sai de seu espaço privado, onde deve ser mantido sob correntes jurídicas, para invadir o espaço público, plural e multifacetado, com suas unidimensionalidades, suas teologias insustentáveis, seus desvarios de possessão e seu discurso vagabundo, coletivizante e uniformizador, a fim de, com ideias ou atos, invadir e violar o direito à Intimidade, ao Afeto, ou seja, à Individualidade de outrem, querendo com isso criar um pasto, um redil, um rebanho, um ajuntamento de massas tributárias e, sobretudo, usando a força da lei, merece ser contraposto, resistido, combatido e publicamente derrotado. 

A individualidade (diria mesmo, o individualismo - que não se confunde com egoismo) do qual são características fundamentais, a Intimidade, a Sexualidade e o Afeto, não pode ser submetida à baba do moralismo unificador, pulverizador e politicamente dominante.

Pietro N-Dellova 

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