alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







venerdì 18 novembre 2016

OS DIREITOS HUMANOS SÃO FALSOS?

OS DIREITOS HUMANOS SÃO FALSOS?
Pietro Nardella Dellova
Os Direitos Humanos são falsos. Li tal afirmação em uma postagem de determinada professora. São falsos? Os Direitos Humanos não são falsos nem são originados por esta ou aquela agremiação religiosa. Não se prestam para a defesa de bandidos, criminosos, espancadores e, muito menos, para a defesa de policiais corruptos ou de autoridades opressoras (autoritárias), sejam de que matiz forem. Os Direitos Humanos não formam apenas uma das Disciplinas de um Curso de Direito, mas, uma tessitura de proteção da pessoa humana, inclusive quando criminosa, corrupta e desviante, porque mesmo criminosa, corrupta e desviante, há critérios para investigação, denúncia, julgamento e condenação (e execução da pena!) - e critérios que não devem ser mudados a fim de se atender à enxurrada vingativa da sociedade (que clama por linchamentos!).
São conquistas milenares da pessoa humana que foram criando raízes e força. Muito mais que Direitos Humanos, são direitos humanos! Trata-se da medida exata de atuação de quaisquer entes políticos, judiciais, administrativos, pessoas jurídicas e pessoas naturais. A todos se aplicam, a todos regram e a todos faz, ainda que muitos não queiram, olhar para o centro do Direito e das relações: a pessoa humana!
Desprezar ou dizer que os Direitos Humanos sejam falsos - ou "direitos dos manos", demonstra, entre outros defeitos de caráter, uma absoluta falta de inteligência e capacidade intelectual, bem como um "ethos" autoritário, impositivo, retilíneo, abusivo, discriminatório, preconceituoso, racista e destrutivo!
Entre todas as áreas do Direito, sem dúvida, a maior, de caráter internacionalista, de poder emancipatório, para além das fronteiras territoriais (bem como para além das limitações dos limitados), e que mais se aproxima das tradições de lutas e resistência, bem como dos ideais libertários, é a área dos Direitos Humanos! Aliás, não há uma única letra de quaisquer Códigos e Estatutos, até mesmo da própria Constituição, que não deva passar pela balança dos Direitos Humanos!
Não, os Direitos Humanos não são falsos! Os Direitos Humanos são a viva expressão de civilidade, altivez humana, respeito pelo individual, promoção do social, defesa de direitos individuais, sociais, coletivos e difusos. É tudo isso, e mais, tão mais que os cérebros de minhoca não podem compreendê-lo e sequer alcançá-los!
[© Pietro Nardella Dellova]


Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pelo PPGSD/UFF, onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi Coordenador Acadêmico da Faculdade de Direito (2002-2011). Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados, entre os quais o seu A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Membro efetivo da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.



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lunedì 19 settembre 2016

MEUS ANTIGOS ESTUDANTES DE DIREITO: UMA VEZ MAIS, EMOÇÃO!



Entre os meus Livros encontrei Convites de Formatura. Eram de três Turmas (duas do noturno e uma da manhã), queridas Turmas, das quais fui Patrono. Li os Nomes dos Diretores, dos Docentes, dos Discentes... E, nos Convites, fotos das Turmas.


Parei, então, a lufa-lufa, suspendi a leitura que vinha fazendo, abri os Convites sobre os Livros, e com a ponta do dedo bem vagamente fui percorrendo cada Nome nas Listas de docentes e discentes, e cada rosto, cada Pessoa, lembrando-me de cada um deles (e até do lugar onde se sentavam na Sala de Aula, o que perguntavam, como interagiam, dos cafés que experienciamos na Cantina, enfim, dos nossos multifacetados encontros...

Foram três Turmas, duas das quais acompanhei desde o Segundo Semestre, e a outra, desde o Primeiro, e todas até o final do Curso - quatro (e cinco) longos anos de Direito Civil!



E, novamente, voltei nos rostos com a ponta do dedo, rosto a rosto, por três vezes, quando, então parei, parei tomado de profunda emoção, daquelas emoções que nos fazem parar e mergulhar em alguma coisa superior, que vai além, muito além, de um Artigo, de um Instituto de Direito Civil, alguma coisa que seja, talvez, a Alma do Universo - chorei, um choro bom, talvez, de unção, libertação, plenitude... Por quê? Porque passamos uns nas vidas dos outros por esses anos todos.


Tenho, eu tenho, de muitos deles, notícias, boas notícias. Não, não apenas de boas notícias de conquistas profissionais, mas boas notícias de que continuam humanos, bons e justos. Nossos cafés e estudos não foram em vão...


Voltei, olhei uma vez mais, e no olhar, apenas no olhar, enviei todas as bênçãos que conheço para cada um deles, de modo intenso e profundo: Shalom Aleikhem! (Paz para Vocês Todos!)

Pietro Nardella-Dellova





Agnaldo Cazari, Airton Delpasso, Alcino Almeida, Álvaro Reis, Anderson Nais, Andery N souza, André Artioli, André Raldi, André L Vicente, Andreia M L Moraes, Antonio Navarro, Barbara Ribeiro Costa, Benedita F Mengaldo, Bruno E Pereira, Calebe Valença, Carlos E Batista, Carlos Roberto B Santos, Cíntia Cristina Santos, Cláudia Manfredine Borges, Cleuza H Costa, Cristina H Haddad, Daniel M Barreto, Daniela C Sardim Constancio, Dirceu Pastorelli, Edison A Bolson, Eduardo Aldriguete, Elaine C Borin, Elisângela Vieira Silva, Emanuel L R Neiva, Érika F Moura, Erika Ines Cortes , Fabiana P. Baccari, Fabiane G Pereira, Fábio N Carvalho, Fabio Paschoal, Fabricio Bortolli, Fernanda Bregion Daniel, Fernando Henrique Machado, Flavia Helena Quental Tanner, Gabriela C Romani França, Guani S Rocha Jr., Gustavo H Afonso Macedo, Gustavo Polli Antonio, Gustavo Sandrini Saochuk, Helio A Miyasato, Heloise C Baldovinotti, Henrique Romanenghi, Hercilio T Souza, Hilario Floriano, Igor Volkart Peron, Jackeline Chaves M D Anjos, Jala Freire Sá Leal, Janaina C Silveira, Janaina Peres Silva, Janaina F Vicentin, João M Gritti, João Paulo Macedo, Joaquim F Rodrigues, Jorge Augusto Albino Silva, José E Vannucci, Juliana Fenz, Juliana Paula Souza, Juliano Del Castilo Silva, Karen Gillich, Karise O Maximiano, Katia A Furlan, Katia G Bessegato, Ketley F Braghetti, Laércio F Reis, Lavínia A G Camargo, Leandro A Colaneri, Leticia G Zavarize, Lígia C Lourenção Silva, Lucelma Dalmolin, Luciana P Parsekian, Luciana Marinho, Luis Frederico M P G Minnicelli, Luis F Guerra, Luiz A Almeida, Luiz H Andretto, Marcel Figueira, Marcello Carraro César, Marcelo Mucci Franchi, Marcelo T Barbosa, Márcio Ribeiro Julio, Marco A Pastore, Maria do Carmo C Sanches, Maria Margarida O Santos, Maria Regina S N Gustavo, Marianne Orlandini, Mauricio Max Tommey, Mauricio Rodrigues, Michele Salgueiro Mota, Milena Vendrame Santos, Monica Louize Nascimento, Naiara B Campos, Patricia Guerra, Patricia H Mesquita, Pedro H Lazaro Santim, Rachel Neves Barbosa, Regina S Bernardo, Regis S D'Alberto, Renato C Favero, Renato Luiz P Araujo, Renato R Salmazo, Ricardo L Pizzo, Ricardo Mozine Moreira, Ricardo Particelli Dollo, Rita de Cassia Silveira, Rodrigo König Rasia, Rosemeire A P G Lafani, Ryan Carlos Baggio Guersoni, Santuzza B Amaral, Silvana Milanin, Silvia Schober, Simone N Tortorelli, Tânia L Lemos Ferreira, Thiago H O Theodoro, Vanessa A Bueno, Vanessa Yoshie G Silva, Vera Lúcia P Biondo, Victoria B Beltramelli, Viviane D Barboza, Viviane Orsi Santiago, Viviane Salles R Moreno, Wagner F Reis Oliveira, Walkiria E L B Sacilotto, Wanda Mesquita...



Adriana P Capeletto, Agnes R S Correia, Alex Fadel, Ana Maria C S Oliveira, Ana Maria O Fernandes, Ana Maura L Couto, Andrey F Coletta, Antonio O Viana, Augusta S Macedo, Bárbara P Hubert, Bianca Previtali, Camila R Bertazzoli, Claudete L Hinz, Claudia Gamberini Mardones, Cleia N Lopes Carvalho, Eliane R Moreno Oliveira, Elyette Merendi Costa, Fernanda A Rondinelli, Fernanda V Tournieux, Gisele Carvalho, Glaucia G Baracat, Hilda A Guerra Oliveira, João Passos S Junior, Juliana G Esteves, Karina Zapellini Madruga, Katiane Ferreira Cotomacci, Keila C C Ferreira, Lea C M V Pacheco, Leandra Bertolini Soares, Lucia Helena G Mingati, Luiz Levantesii, Maciel A Lastoria, Manaíra D C Martins, Manoel Omati Duarte, Marcela Trevisan, Márcia M M Villar, Márcio Antonio Ribeiro, Maria Laura S Cortez, Maria Teresa Oliveira, Marli Messias, Nacle Z Baracat, Omar Qbar Ribeiro, Plínio soares Jr., Robison A C Veiga, Rosangela B Oséas, Rosely F Manzi, Rute Marques Morato, Samantha Zulian M C Mattos, Solange Urbano, Tak Chung Wu, Vicente Caricchio, Zaida da Rosa de Sá e Vasconcelos, Paolo Romiti, Danielle Maximovitz Bordinhon, Izilda Stoqui...


Em um dos Convites encontrei, para minha surpresa, a parte de um dos meus poemas (foto acima). Bom sinal, muito mais que o Direito, permaneceu a Poesia...


Palestra: DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL


domenica 11 settembre 2016

SOU HOMEM DE MARCAS DO TEMPO


OMAGGIO ALLA MIA NAPOLI


OMAGGIO ALLA MIA NAPOLI 

quando ero nel bel mezzo dell'Amazzonia, lavorando su un progetto di Diritto e Scienze Sociali. 

...e che cosa fare così lontano, lontano? 
Non lo so, forse cantare, ma io non sono un cantante, va bene, sono napoletano, e ho cantato 'O Sole Mio... con la partecipazione strumentale della professoressa Patrizia Duarte


Pietro Nardella-Dellova
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il video è amatoriale, con pochi mezzi tecnici, inviato da una persona che era presente in quell'incontro!

lunedì 5 settembre 2016

UMA TRADIÇÃO JUDAICA

UMA TRADIÇÃO JUDAICA

Hoje, pela manhã, uma querida aluna me perguntou, demonstrando perplexidade, sobre os porquês de eu ser de esquerda, mais especificamente libertário. Disse-me a querida aluna: "Professor, mas o senhor não é Judeu (letra maiúscula por minha conta), como tem, então, uma postura libertária?"

"Querida", comecei assim a responder "ser Judeu é ser sempre libertário, somos de tradição libertária, muito mais próximos dos tradicionais socialistas...", e continuei: "Abraham, Itzchak, Ya'akov, eram libertários e socialistas; Moisés, Josué e Caleb, eram libertários e socialistas; todos os Profetas eram libertários e socialistas, em especial, Isaias e Elias; Jesus (de Nazaré - não o Cristo), foi libertário, aliás, um anarquista; seu primo, João, o Imersor (não o São João Batista), foi um anarquista e libertário; todos os discípulos judeus de Jesus eram anarquistas e comunistas; a esposa de Jesus, Miriam de Magdala, era anarquista; todos os que lutaram em Jerusalém e, depois, em Masada, contra os romanos, entre os anos 70 e 133, eram libertários; nossos melhores Rabinos medievais foram libertários; Karl Marx era comunista; Theodor Herzl era libertário; Emile Zolá era libertário; Franz Kafka era libertário; Max Nordau era libertário; Rosa de Luxemburgo era libertária; todos os Pioneiros dos Kibutzim eram comunistas ou anarquistas; Freud era libertário; Erich Fromm era comunista; Albert Einsten era libertário; Theodor Adorno era comunista, Walter Benjamin era comunista; Martim Buber e Landauer eram, respectivamente, anarquista e comunista; Olga Benário era comunista; Emma Goldman era anarquista; Noan Chomsky é anarquista; Michael Löwy é libertário; Wood Allen é anarquista; e há os que, não sendo libertários, anarquistas ou comunistas, todavia não se afastam dos pressupostos dos Direitos Humanos (que nada têm a ver com a direita!) e a lista não tem fim... aliás, o Deus dos Judeus (enquanto Elohim) é anarquista e radicalmente comunista! Então, querida, como Judeu, se eu fosse qualquer outra coisa à direita, e defendesse essa gosma e pauta da direita, trairia os meus melhores, mais humanos e mais expressivos Mestres da tradição judaica, da melhor tradição judaica."


E, assim, depois que terminei de falar, a querida aluna, um tanto enrubescida, disse-me em tom reflexivo: "aceita um café, Professor?". Eu disse que sim (desde que com espuminha de leite), e perguntei o porquê do café. Respondeu-me ela: "para continuarmos a falar desse Judaísmo tão maravilhoso...". Ao chegar o café (com espuminha de leite), tomei a xícara com a mão esquerda, e perguntei: "sobre o que gostaria que eu falasse, querida?". Respondeu-me ela, então, sem titubear: "fale-me sobre o Cântico dos Cânticos, Professor, do ponto de vista do Judaísmo libertário...".


Pietro Nardella-Dellova


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CAMPANHA DOS VEREADORES E MUNICÍPIOS

CAMPANHA DOS VEREADORES E MUNICÍPIOS

Esses vereadores e candidatos à vereança são um saco, mas, no atual sistema, é com eles que viria a solução de muitos dos males sociais. Não viria, como não vem, da Presidência da República nem dos Governos Estaduais.

O Município é o que tem de mais real, mais vívido, mais concreto e mais próximo do cidadão. Exemplo disso são os Kibutzim (de Israel) que não foram formados pelo Estado, aliás, existem bem antes, décadas antes, de que alguém imaginasse a possibilidade de um Estado israelense.

O Estado (unidade da federação), deveria ser não mais do que uma grande Cooperativa dos Municípios, administrada por um Conselho de gestores municipais, e a União, por sua vez, não mais que uma Federação de Cooperativas.

Apesar de eu falar sobre algo que, talvez, a maioria não tenha conhecimento, é possível alguma coisa nesse sentido, ou seja, força aos Municípios e à Vereança e enfraquecimento paulatino dos Estados e da União. Em síntese: os Municípios, e com eles, os munícipes, merecem mais atenção, pois o munícipe é alguém real, um ser humano, enquanto o "nacional" não passa de um número fiscal, de um registro geral e de um contribuinte (Estados e União nada sabem de seres humanos!).

Pietro Nardella-Dellova

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domenica 4 settembre 2016

I DREAMED A DREAM (Ho fatto un sogno) (Les Misérables)



I DREAMED A DREAM
(Ho fatto un sogno)

There was a time when men were kind
C'è stato un tempo in cui gli uomini erano gentili

When their voices were soft
Quando le loro voci erano morbide

And their words inviting
E le loro parole invitando

There was a time when love was blind
C'è stato un tempo in cui l'amore è cieco

And the world was a song
E il mondo era una canzone

And the song was exciting
E la canzone è stata emozionante

There was a time
C'è stato un tempo

Then it all went wrong
Poi tutto è andato storto

I dreamed a dream in time gone by
Ho sognato un sogno nel tempo passato

When hope was high
Quando speranza era alta

And life worth living
E la vita degna di essere vissuta

I dreamed that love would never die
Ho sognato che l'amore non sarebbe mai morto

I dreamed that God would be forgiving
Ho sognato che Dio sarebbe stato clemente

Then I was young and unafraid
Allora ero giovane e senza paura

And dreams were made and used and wasted
E i sogni sono stati realizzati e utilizzati e sprecati

There was no ransom to be paid
Non c'era nessun riscatto da pagare

No song unsung, no wine untasted
Nessun brano misconosciuto, niente vino untasted

But the tigers come at night
Ma le tigri vengono di notte

With their voices soft as thunder
Con le loro voci morbide come tuono

As they tear your hope apart
Come fanno a pezzi la tua speranza a parte

As they turn your dream to shame
Come si trasformano il vostro sogno di vergogna

He slept a summer by my side
Ha dormito un'estate al mio fianco

He filled my days with endless wonder
Ha riempito i miei giorni di meraviglia senza fine

He took my childhood in his stride
Ha preso la mia infanzia nel suo passo

But he was gone when autumn came
Ma lui non c'era più quando venne l'autunno

And still I dream he’ll come to me
E ancora io sogno che sarà lui a venire da me

That we will live the years together
Che vivremo gli anni insieme

But there are dreams that cannot be
Ma ci sono sogni che non possono essere

And there are storms we cannot weather
E ci sono le tempeste che non possiamo Meteo

I had a dream my life would be
Ho fatto un sogno la mia vita sarebbe

So different from this hell I’m living
Così diverso da questo inferno che sto vivendo

So different now from what it seemed
Così diversa ora da quello che sembrava

Now life has killed the dream I dreamed
Ora la vita ha ucciso il sogno che ho sognato


 

lunedì 4 aprile 2016

ASPECTOS DA MINHA EXPERIÊNCIA COM "CELSO DANIEL"

ASPECTOS DA MINHA EXPERIÊNCIA COM "CELSO DANIEL" 
por Pietro Nardella Dellova

Uma das piores coisas é, não apenas falar mal de um homem, mas falar mal dele depois de morto. Pior ainda é usar seu nome e memória para a prática da política mais rasteira como tem feito o ajuntamento de chacais (mal chamado de "oposição"). 

Oposição, lembremos, em uma civilização e em uma sociedade democrática, é  muito importante, importantíssima. É alguma coisa de maior, bem maior. Não é isso que aí está. Isso que aí está é apenas ajuntamento de chacais. Por outro lado, surpreende (e a mim, que estou na Docência do Direito, faz mais de vinte anos, terrifica), saber que juízes e procuradores tenham se permitido centrifugar para a partidarização, deixando de lado uma importante operação, a Lava Jato, e, nos últimos dois meses, fabricado cenas e situações para intervir na política e prestar, já está claro, um desserviço ao Direito enquanto prestam um serviço aos partidos da "oposição".

É uma desgraça para o Direito o comportamento de tais juízes e procuradores! As últimas ações antijurídicas (e midiáticas), agora, foram a de retomar o caso Celso Daniel (ex-prefeito de Santo André, assassinado em 2002) e, de forma insana, ligá-lo aos partidos que estão no poder, especialmente ao PT (atribuindo ao PT a morte de Celso Daniel).

Resumo o assunto - e vou ao ponto "Celso Daniel".

Faço-o, infelizmente, depois de ler inúmeras absurdidades publicadas nessas redes (anti)ssociais. Posts que apenas fazem por piorar a situação da já moribunda e pouco inteligente "opinião pública". Faço-o, também, pelo apreço que tinha por Celso Daniel e por considerar ter sido ele umas das figuras mais esclarecidas e boas no cenário político.

Nunca fui do PT nem de Partido algum. Aliás, em 1989, fazendo oposição pública e construtiva ao PT (e suas pretensões presidenciais) na Faculdade de Direito, apoiei (e incentivei o apoio) à candidatura presidencial de Mario Covas, movido, não tanto pela figura do próprio Mário Covas, mas pelo respeito que tinha (e tenho) por Franco Montoro, um político do antigo MDB e, após Orestes Quércia dominar e estragar o PMDB paulista, foi fundador do antigo PSDB (hoje, óbvio, o PSDB é qualquer coisa menos aquele PSDB de Montoro!). 

À época, eu tinha, também, um grave conflito com a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), sobretudo, em relação à estratégia de "greves" da qual me opunha. A APEOESP apoiava o PT e estava em sua base sindical. Meu conflito com o Sindicato chegou a tal ponto que, por algumas semanas seguidas, vários Artigos (meus, dos diretores do Sindicato e de outros) foram publicados pela Folha de São Paulo, em público debate - quase ofensivo! Eu já era Professor (de Literatura) e membro da União Brasileira dos Escritores (UBE).

Muito bem, mesmo sabendo disso, Celso Daniel me chamou em 1990 e, depois de conversarmos, contratou-me no começo de seu primeiro Mandato à Prefeitura. Eu atuava, então, além da Docência, na iniciativa privada, em uma área de ponta, muito refinada, que se chama Logística (tinha também, à época, formação jurídica). 

Tudo isso  interessava à modernização da Prefeitura. Celso Daniel, ao me contratar, disse três coisas: "Dellova, sabemos que você não é do PT, sabemos da tua integridade e queremos que faça o que puder para, não apenas "limpar" o Departamento de Licitações e Materiais, mas para dar a ele a transparência necessária".

Afastei funcionários que estavam ligados a vários esquemas de corrupção do prefeito anterior (PTB de Newton Brandão), encabecei um projeto de OeM (Organização e Métodos), mudei o layout do setor DECOM (Depto Comercial), bem como do Setor de Contratos e Licitações (tirando as paredes e deixando as mesas expostas e visíveis), criei o conceito de "almoxarifados" (criei mais de sete à época), tanto na área interna da Prefeitura como nos Centros Médicos e, principalmente, nos depósitos de materiais de construção. Determinei a revisão de vários contratos (firmados anteriormente), a abertura de sindicâncias e começamos a por a casa em ordem. Participei de poucas reuniões com membros do PT (sempre fui visto como estranho no ninho e não tinha interesse algum partidário), mas, das reuniões que participei ouvia sempre elogios de todos, sobretudo do próprio  Celso Daniel. A orientação era a de prosseguir no trabalho e tornar a Administração transparente e capaz de atender aos munícipes. Essas ações (e outras, depois) sufocaram naquele momento o esquema de corrupção criado anteriormente pelo PTB, e colocaram todos sob ameaças constantes, inclusive eu mesmo. Eu recebi várias ameaças!

A situação que levou Celso Daniel à morte em 2002 (a real, e não a midiática, e, hoje, uma vez mais, sensacionalista e curitibana), foi ter ele continuado sua luta contra uma outra máfia, antiga e abrangente, a saber, a dos "transportes públicos". A mesma máfia que impede a efetivação de transportes ferroviários (por exemplo), a mesma que está ainda relacionada aos metrôs paulistas, e a um sem-número de cidades, incluindo as do ABC Paulista, São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, entre outras.

No mais, é mentira que Celso Daniel "descobriu" os "esquemas" em seu "terceiro" mandato, que tenha feito dossiês contra o PT e que, após descobrir "apenas" em seu terceiro mandato tais esquemas, querendo sair deles (ou opor-se a eles), foi morto a mando do PT. Mentira e estupidez!

Celso Daniel assumiu, como Prefeito, em 1989, e desde sempre conhecia os esquemas de corrupção instalados anteriormente, aliás, combateu-os sem trégua. Eu mesmo (não sendo do PT, em conflito com a Apeoesp e da iniciativa privada) fui um dos contratados para isso: combater a corrupção e tornar a Administração Municipal moderna e transparente.

É esta "máfia dos transportes" (que Celso Daniel combatia) que o assassinou (para mim, não restam dúvidas), e não o PT, que, mesmo merecendo críticas contundentes por conta de seus maus atos e maus comportamentos, todavia, neste caso, nada deve. Foi essa mesma máfia que matou outro prefeito do PT, ou seja, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT (de Campinas). A morte de Toninho que lutava contra a máfia dos transportes municipais no interior paulista se deu exatamente na noite anterior (10.11.2001) aos ataques contra as Torres Gêmeas.

Em 2005, na CPI dos Bingos, os opositores do PT tentaram ligar membros do Partido à morte de Celso Daniel. No Mensalão, a mesma coisa. Agora, na Lava Jato, outra vez. Que estupidez! . É um filme repetido (e repetitivo) e sem fundamentos. Aliás, diga-se logo, as únicas falas, nas quais se baseiam os acusadores para tentar ligar o PT ao assassinato do ex-prefeito, são as suposições dos seus dois irmãos, os senhores João Francisco Daniel e Bruno Daniel, dois reconhecidos inimigos de Celso Daniel e, um deles, correligionário do partido contrário, o PTB.

É isso! Quem sabe, a memória de Celso Daniel, este bom cidadão, lúcido economista, e exemplar prefeito, seja respeitada finalmente (quando os midiáticos virarem farinha!).

Tentar ligar, outra vez, o PT à morte de Celso Daniel, criando cenário cinematográfico e sensacionalista é, não apenas irresponsável, mas monstruoso do ponto de vista jurídico, político e social. Enquanto isso, dada a confusão, a máfia continua, livre e solta!

O Brasil, infelizmente, tem se mostrado um país de mentalidade noveleira, rasa e sem preparo para o enfrentamento, honesto e eficaz, dos desvios na Administração Pública. É muita novela!

Prof. Pietro Nardella Dellova 

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