alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.
ברוך ה"ה
sabato 29 ottobre 2016
domenica 2 ottobre 2016
lunedì 19 settembre 2016
MEUS ANTIGOS ESTUDANTES DE DIREITO: UMA VEZ MAIS, EMOÇÃO!
Entre os meus Livros encontrei Convites de
Formatura. Eram de três Turmas (duas do noturno e uma da manhã), queridas
Turmas, das quais fui Patrono. Li os Nomes dos Diretores, dos Docentes, dos
Discentes... E, nos Convites, fotos das Turmas.
Parei, então, a lufa-lufa, suspendi a leitura que
vinha fazendo, abri os Convites sobre os Livros, e com a ponta do dedo bem
vagamente fui percorrendo cada Nome nas Listas de docentes e discentes, e cada
rosto, cada Pessoa, lembrando-me de cada um deles (e até do lugar onde se
sentavam na Sala de Aula, o que perguntavam, como interagiam, dos cafés que
experienciamos na Cantina, enfim, dos nossos multifacetados encontros...
Foram três Turmas, duas das quais acompanhei desde
o Segundo Semestre, e a outra, desde o Primeiro, e todas até o final do Curso -
quatro (e cinco) longos anos de Direito Civil!
E, novamente, voltei nos rostos com a ponta do
dedo, rosto a rosto, por três vezes, quando, então parei, parei tomado de
profunda emoção, daquelas emoções que nos fazem parar e mergulhar em alguma
coisa superior, que vai além, muito além, de um Artigo, de um Instituto de
Direito Civil, alguma coisa que seja, talvez, a Alma do Universo - chorei, um
choro bom, talvez, de unção, libertação, plenitude... Por quê? Porque passamos
uns nas vidas dos outros por esses anos todos.
Tenho, eu tenho, de muitos deles, notícias, boas
notícias. Não, não apenas de boas notícias de conquistas profissionais, mas
boas notícias de que continuam humanos, bons e justos. Nossos cafés e estudos não
foram em vão...
Voltei, olhei uma vez mais, e no olhar, apenas no
olhar, enviei todas as bênçãos que conheço para cada um deles, de modo intenso
e profundo: Shalom Aleikhem! (Paz para Vocês Todos!)
Pietro Nardella-Dellova
Adriana P Capeletto, Agnes R S Correia, Alex Fadel, Ana Maria C S Oliveira, Ana Maria O Fernandes, Ana Maura L Couto, Andrey F Coletta, Antonio O Viana, Augusta S Macedo, Bárbara P Hubert, Bianca Previtali, Camila R Bertazzoli, Claudete L Hinz, Claudia Gamberini Mardones, Cleia N Lopes Carvalho, Eliane R Moreno Oliveira, Elyette Merendi Costa, Fernanda A Rondinelli, Fernanda V Tournieux, Gisele Carvalho, Glaucia G Baracat, Hilda A Guerra Oliveira, João Passos S Junior, Juliana G Esteves, Karina Zapellini Madruga, Katiane Ferreira Cotomacci, Keila C C Ferreira, Lea C M V Pacheco, Leandra Bertolini Soares, Lucia Helena G Mingati, Luiz Levantesii, Maciel A Lastoria, Manaíra D C Martins, Manoel Omati Duarte, Marcela Trevisan, Márcia M M Villar, Márcio Antonio Ribeiro, Maria Laura S Cortez, Maria Teresa Oliveira, Marli Messias, Nacle Z Baracat, Omar Qbar Ribeiro, Plínio soares Jr., Robison A C Veiga, Rosangela B Oséas, Rosely F Manzi, Rute Marques Morato, Samantha Zulian M C Mattos, Solange Urbano, Tak Chung Wu, Vicente Caricchio, Zaida da Rosa de Sá e Vasconcelos, Paolo Romiti, Danielle Maximovitz Bordinhon, Izilda Stoqui...
Em um dos Convites encontrei, para minha surpresa, a parte de um dos meus poemas (foto acima). Bom sinal, muito mais que o Direito, permaneceu a Poesia...
domenica 11 settembre 2016
OMAGGIO ALLA MIA NAPOLI
OMAGGIO ALLA MIA NAPOLI
quando ero nel bel mezzo dell'Amazzonia, lavorando su un progetto di Diritto e Scienze Sociali.
...e che cosa fare così lontano, lontano?
Non lo so, forse cantare, ma io non sono un cantante, va bene, sono napoletano, e ho cantato 'O Sole Mio... con la partecipazione strumentale della professoressa Patrizia Duarte
Pietro Nardella-Dellova
_____________
il video è amatoriale, con pochi mezzi tecnici, inviato da una persona che era presente in quell'incontro!
quando ero nel bel mezzo dell'Amazzonia, lavorando su un progetto di Diritto e Scienze Sociali.
...e che cosa fare così lontano, lontano?
Non lo so, forse cantare, ma io non sono un cantante, va bene, sono napoletano, e ho cantato 'O Sole Mio... con la partecipazione strumentale della professoressa Patrizia Duarte
Pietro Nardella-Dellova
_____________
il video è amatoriale, con pochi mezzi tecnici, inviato da una persona che era presente in quell'incontro!
lunedì 5 settembre 2016
UMA TRADIÇÃO JUDAICA
UMA TRADIÇÃO JUDAICA
Hoje, pela manhã, uma querida aluna me perguntou, demonstrando perplexidade, sobre os porquês de eu ser de esquerda, mais especificamente libertário. Disse-me a querida aluna: "Professor, mas o senhor não é Judeu (letra maiúscula por minha conta), como tem, então, uma postura libertária?"
Hoje, pela manhã, uma querida aluna me perguntou, demonstrando perplexidade, sobre os porquês de eu ser de esquerda, mais especificamente libertário. Disse-me a querida aluna: "Professor, mas o senhor não é Judeu (letra maiúscula por minha conta), como tem, então, uma postura libertária?"
"Querida", comecei assim a responder "ser Judeu é ser sempre libertário, somos de tradição libertária, muito mais próximos dos tradicionais socialistas...", e continuei: "Abraham, Itzchak, Ya'akov, eram libertários e socialistas; Moisés, Josué e Caleb, eram libertários e socialistas; todos os Profetas eram libertários e socialistas, em especial, Isaias e Elias; Jesus (de Nazaré - não o Cristo), foi libertário, aliás, um anarquista; seu primo, João, o Imersor (não o São João Batista), foi um anarquista e libertário; todos os discípulos judeus de Jesus eram anarquistas e comunistas; a esposa de Jesus, Miriam de Magdala, era anarquista; todos os que lutaram em Jerusalém e, depois, em Masada, contra os romanos, entre os anos 70 e 133, eram libertários; nossos melhores Rabinos medievais foram libertários; Karl Marx era comunista; Theodor Herzl era libertário; Emile Zolá era libertário; Franz Kafka era libertário; Max Nordau era libertário; Rosa de Luxemburgo era libertária; todos os Pioneiros dos Kibutzim eram comunistas ou anarquistas; Freud era libertário; Erich Fromm era comunista; Albert Einsten era libertário; Theodor Adorno era comunista, Walter Benjamin era comunista; Martim Buber e Landauer eram, respectivamente, anarquista e comunista; Olga Benário era comunista; Emma Goldman era anarquista; Noan Chomsky é anarquista; Michael Löwy é libertário; Wood Allen é anarquista; e há os que, não sendo libertários, anarquistas ou comunistas, todavia não se afastam dos pressupostos dos Direitos Humanos (que nada têm a ver com a direita!) e a lista não tem fim... aliás, o Deus dos Judeus (enquanto Elohim) é anarquista e radicalmente comunista! Então, querida, como Judeu, se eu fosse qualquer outra coisa à direita, e defendesse essa gosma e pauta da direita, trairia os meus melhores, mais humanos e mais expressivos Mestres da tradição judaica, da melhor tradição judaica."
E, assim, depois que terminei de falar, a querida aluna, um tanto enrubescida, disse-me em tom reflexivo: "aceita um café, Professor?". Eu disse que sim (desde que com espuminha de leite), e perguntei o porquê do café. Respondeu-me ela: "para continuarmos a falar desse Judaísmo tão maravilhoso...". Ao chegar o café (com espuminha de leite), tomei a xícara com a mão esquerda, e perguntei: "sobre o que gostaria que eu falasse, querida?". Respondeu-me ela, então, sem titubear: "fale-me sobre o Cântico dos Cânticos, Professor, do ponto de vista do Judaísmo libertário...".
Pietro Nardella-Dellova
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CAMPANHA DOS VEREADORES E MUNICÍPIOS
CAMPANHA DOS VEREADORES E MUNICÍPIOS
Esses vereadores e candidatos à vereança são um saco, mas, no atual sistema, é com eles que viria a solução de muitos dos males sociais. Não viria, como não vem, da Presidência da República nem dos Governos Estaduais.
O Município é o que tem de mais real, mais vívido, mais concreto e mais próximo do cidadão. Exemplo disso são os Kibutzim (de Israel) que não foram formados pelo Estado, aliás, existem bem antes, décadas antes, de que alguém imaginasse a possibilidade de um Estado israelense.
O Estado (unidade da federação), deveria ser não mais do que uma grande Cooperativa dos Municípios, administrada por um Conselho de gestores municipais, e a União, por sua vez, não mais que uma Federação de Cooperativas.
Apesar de eu falar sobre algo que, talvez, a maioria não tenha conhecimento, é possível alguma coisa nesse sentido, ou seja, força aos Municípios e à Vereança e enfraquecimento paulatino dos Estados e da União. Em síntese: os Municípios, e com eles, os munícipes, merecem mais atenção, pois o munícipe é alguém real, um ser humano, enquanto o "nacional" não passa de um número fiscal, de um registro geral e de um contribuinte (Estados e União nada sabem de seres humanos!).
Pietro Nardella-Dellova
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domenica 4 settembre 2016
I DREAMED A DREAM (Ho fatto un sogno) (Les Misérables)
I DREAMED A DREAM
(Ho fatto un sogno)
There was a time when men were kind
C'è stato un tempo in cui gli uomini erano gentili
When their voices were soft
Quando le loro voci erano morbide
And their words inviting
E le loro parole invitando
There was a time when love was blind
C'è stato un tempo in cui l'amore è cieco
And the world was a song
E il mondo era una canzone
And the song was exciting
E la canzone è stata emozionante
There was a time
C'è stato un tempo
Then it all went wrong
Poi tutto è andato storto
I dreamed a dream in time gone by
Ho sognato un sogno nel tempo passato
When hope was high
Quando speranza era alta
And life worth living
E la vita degna di essere vissuta
I dreamed that love would never die
Ho sognato che l'amore non sarebbe mai morto
I dreamed that God would be forgiving
Ho sognato che Dio sarebbe stato clemente
Then I was young and unafraid
Allora ero giovane e senza paura
And dreams were made and used and wasted
E i sogni sono stati realizzati e utilizzati e sprecati
There was no ransom to be paid
Non c'era nessun riscatto da pagare
No song unsung, no wine untasted
Nessun brano misconosciuto, niente vino untasted
But the tigers come at night
Ma le tigri vengono di notte
With their voices soft as thunder
Con le loro voci morbide come tuono
As they tear your hope apart
Come fanno a pezzi la tua speranza a parte
As they turn your dream to shame
Come si trasformano il vostro sogno di vergogna
He slept a summer by my side
Ha dormito un'estate al mio fianco
He filled my days with endless wonder
Ha riempito i miei giorni di meraviglia senza fine
He took my childhood in his stride
Ha preso la mia infanzia nel suo passo
But he was gone when autumn came
Ma lui non c'era più quando venne l'autunno
And still I dream he’ll come to me
E ancora io sogno che sarà lui a venire da me
That we will live the years together
Che vivremo gli anni insieme
But there are dreams that cannot be
Ma ci sono sogni che non possono essere
And there are storms we cannot weather
E ci sono le tempeste che non possiamo Meteo
I had a dream my life would be
Ho fatto un sogno la mia vita sarebbe
So different from this hell I’m living
Così diverso da questo inferno che sto vivendo
So different now from what it seemed
Così diversa ora da quello che sembrava
Now life has killed the dream I dreamed
Ora la vita ha ucciso il sogno che ho sognato
lunedì 4 aprile 2016
ASPECTOS DA MINHA EXPERIÊNCIA COM "CELSO DANIEL"
ASPECTOS DA MINHA EXPERIÊNCIA COM "CELSO DANIEL"
por Pietro Nardella Dellova
Uma das piores coisas é, não apenas falar mal de um homem, mas falar mal dele depois de morto. Pior ainda é usar seu nome e memória para a prática da política mais rasteira como tem feito o ajuntamento de chacais (mal chamado de "oposição").
Oposição, lembremos, em uma civilização e em uma sociedade democrática, é muito importante, importantíssima. É alguma coisa de maior, bem maior. Não é isso que aí está. Isso que aí está é apenas ajuntamento de chacais. Por outro lado, surpreende (e a mim, que estou na Docência do Direito, faz mais de vinte anos, terrifica), saber que juízes e procuradores tenham se permitido centrifugar para a partidarização, deixando de lado uma importante operação, a Lava Jato, e, nos últimos dois meses, fabricado cenas e situações para intervir na política e prestar, já está claro, um desserviço ao Direito enquanto prestam um serviço aos partidos da "oposição".
É uma desgraça para o Direito o comportamento de tais juízes e procuradores! As últimas ações antijurídicas (e midiáticas), agora, foram a de retomar o caso Celso Daniel (ex-prefeito de Santo André, assassinado em 2002) e, de forma insana, ligá-lo aos partidos que estão no poder, especialmente ao PT (atribuindo ao PT a morte de Celso Daniel).
Resumo o assunto - e vou ao ponto "Celso Daniel".
Faço-o, infelizmente, depois de ler inúmeras absurdidades publicadas nessas redes (anti)ssociais. Posts que apenas fazem por piorar a situação da já moribunda e pouco inteligente "opinião pública". Faço-o, também, pelo apreço que tinha por Celso Daniel e por considerar ter sido ele umas das figuras mais esclarecidas e boas no cenário político.
Nunca fui do PT nem de Partido algum. Aliás, em 1989, fazendo oposição pública e construtiva ao PT (e suas pretensões presidenciais) na Faculdade de Direito, apoiei (e incentivei o apoio) à candidatura presidencial de Mario Covas, movido, não tanto pela figura do próprio Mário Covas, mas pelo respeito que tinha (e tenho) por Franco Montoro, um político do antigo MDB e, após Orestes Quércia dominar e estragar o PMDB paulista, foi fundador do antigo PSDB (hoje, óbvio, o PSDB é qualquer coisa menos aquele PSDB de Montoro!).
À época, eu tinha, também, um grave conflito com a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), sobretudo, em relação à estratégia de "greves" da qual me opunha. A APEOESP apoiava o PT e estava em sua base sindical. Meu conflito com o Sindicato chegou a tal ponto que, por algumas semanas seguidas, vários Artigos (meus, dos diretores do Sindicato e de outros) foram publicados pela Folha de São Paulo, em público debate - quase ofensivo! Eu já era Professor (de Literatura) e membro da União Brasileira dos Escritores (UBE).
Muito bem, mesmo sabendo disso, Celso Daniel me chamou em 1990 e, depois de conversarmos, contratou-me no começo de seu primeiro Mandato à Prefeitura. Eu atuava, então, além da Docência, na iniciativa privada, em uma área de ponta, muito refinada, que se chama Logística (tinha também, à época, formação jurídica).
Tudo isso interessava à modernização da Prefeitura. Celso Daniel, ao me contratar, disse três coisas: "Dellova, sabemos que você não é do PT, sabemos da tua integridade e queremos que faça o que puder para, não apenas "limpar" o Departamento de Licitações e Materiais, mas para dar a ele a transparência necessária".
Afastei funcionários que estavam ligados a vários esquemas de corrupção do prefeito anterior (PTB de Newton Brandão), encabecei um projeto de OeM (Organização e Métodos), mudei o layout do setor DECOM (Depto Comercial), bem como do Setor de Contratos e Licitações (tirando as paredes e deixando as mesas expostas e visíveis), criei o conceito de "almoxarifados" (criei mais de sete à época), tanto na área interna da Prefeitura como nos Centros Médicos e, principalmente, nos depósitos de materiais de construção. Determinei a revisão de vários contratos (firmados anteriormente), a abertura de sindicâncias e começamos a por a casa em ordem. Participei de poucas reuniões com membros do PT (sempre fui visto como estranho no ninho e não tinha interesse algum partidário), mas, das reuniões que participei ouvia sempre elogios de todos, sobretudo do próprio Celso Daniel. A orientação era a de prosseguir no trabalho e tornar a Administração transparente e capaz de atender aos munícipes. Essas ações (e outras, depois) sufocaram naquele momento o esquema de corrupção criado anteriormente pelo PTB, e colocaram todos sob ameaças constantes, inclusive eu mesmo. Eu recebi várias ameaças!
A situação que levou Celso Daniel à morte em 2002 (a real, e não a midiática, e, hoje, uma vez mais, sensacionalista e curitibana), foi ter ele continuado sua luta contra uma outra máfia, antiga e abrangente, a saber, a dos "transportes públicos". A mesma máfia que impede a efetivação de transportes ferroviários (por exemplo), a mesma que está ainda relacionada aos metrôs paulistas, e a um sem-número de cidades, incluindo as do ABC Paulista, São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, entre outras.
No mais, é mentira que Celso Daniel "descobriu" os "esquemas" em seu "terceiro" mandato, que tenha feito dossiês contra o PT e que, após descobrir "apenas" em seu terceiro mandato tais esquemas, querendo sair deles (ou opor-se a eles), foi morto a mando do PT. Mentira e estupidez!
Celso Daniel assumiu, como Prefeito, em 1989, e desde sempre conhecia os esquemas de corrupção instalados anteriormente, aliás, combateu-os sem trégua. Eu mesmo (não sendo do PT, em conflito com a Apeoesp e da iniciativa privada) fui um dos contratados para isso: combater a corrupção e tornar a Administração Municipal moderna e transparente.
É esta "máfia dos transportes" (que Celso Daniel combatia) que o assassinou (para mim, não restam dúvidas), e não o PT, que, mesmo merecendo críticas contundentes por conta de seus maus atos e maus comportamentos, todavia, neste caso, nada deve. Foi essa mesma máfia que matou outro prefeito do PT, ou seja, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT (de Campinas). A morte de Toninho que lutava contra a máfia dos transportes municipais no interior paulista se deu exatamente na noite anterior (10.11.2001) aos ataques contra as Torres Gêmeas.
Em 2005, na CPI dos Bingos, os opositores do PT tentaram ligar membros do Partido à morte de Celso Daniel. No Mensalão, a mesma coisa. Agora, na Lava Jato, outra vez. Que estupidez! . É um filme repetido (e repetitivo) e sem fundamentos. Aliás, diga-se logo, as únicas falas, nas quais se baseiam os acusadores para tentar ligar o PT ao assassinato do ex-prefeito, são as suposições dos seus dois irmãos, os senhores João Francisco Daniel e Bruno Daniel, dois reconhecidos inimigos de Celso Daniel e, um deles, correligionário do partido contrário, o PTB.
É isso! Quem sabe, a memória de Celso Daniel, este bom cidadão, lúcido economista, e exemplar prefeito, seja respeitada finalmente (quando os midiáticos virarem farinha!).
Tentar ligar, outra vez, o PT à morte de Celso Daniel, criando cenário cinematográfico e sensacionalista é, não apenas irresponsável, mas monstruoso do ponto de vista jurídico, político e social. Enquanto isso, dada a confusão, a máfia continua, livre e solta!
O Brasil, infelizmente, tem se mostrado um país de mentalidade noveleira, rasa e sem preparo para o enfrentamento, honesto e eficaz, dos desvios na Administração Pública. É muita novela!
Prof. Pietro Nardella Dellova
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martedì 12 gennaio 2016
PRONOME DE TRATAMENTO: EXCREMENTO GRAMATICAL
EXCREMENTO GRAMATICAL
© Pietro N-Dellova, in trecho "atualizado" da minha primeira Dissertação de Mestrado "A Palavra como Construção do Sagrado: Um Estudo da Poesia e de Osman Lins", PUC/SP, 1998 (em breve, sairá a publicação deste trabalho)
*
*
por Pietro N-Dellova
O Pronome de Tratamento é aquele aspecto retrógrado de uma classe gramatical, é discriminatório, inútil (além de hipócrita!) e faz não mais que qualificar, injustamente, os seres humanos.
Ou todos são "excelências" - ou ninguém é!
Ou todos são "reverendíssimos" - ou ninguém é!
Ou todos são "santidades" - ou ninguém é!
Ou todos são "meritíssimos" - ou ninguém é!
Em um país, como o Brasil, no qual 40 milhões de negros foram escravizados, 8 milhões de indígenas foram exterminados, milhões de imigrantes foram enganados, 12 milhões vivem em favelas, 3,5 milhões vivem em cortiços, 800 mil pessoas (a maioria de pretos, miseráveis e analfabetos) estão presas em condições de fazer inveja às prisões do ISIS, a grande maioria de egressos não tem algo chamado "habilidade" e "competência", centenas de mulheres dão à luz nas calçadas, milhares de crianças morrem, enfim, em um país em que os políticos (quase todos) não passam de vermes, roedores e criminosos e, agora, reina absoluto, o mosquito aedis egypt, deveria causar vergonha e repulsa, a qualquer um, se classificado - ou classificar - alguém com Pronome de Tratamento.
É preciso tirar da gramática - e da língua - todo resquício opressivo, incluindo os plurais para o masculino e as estruturas sintáticas minimais. Enquanto isso não ocorrer, continuaremos em hipocrisia, em preconceitos, em mortes selecionadas! E, assim, quando ocorrer a purificação da Gramática (e das consciências) seremos seres humanos solidários e felizes!
© Pietro N-Dellova, in trecho "atualizado" da minha primeira Dissertação de Mestrado "A Palavra como Construção do Sagrado: Um Estudo da Poesia e de Osman Lins", PUC/SP, 1998 (em breve, sairá a publicação deste trabalho)
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martedì 29 dicembre 2015
DOUTOR? COMO ASSIM MANÉ?
DOUTOR? COMO ASSIM MANÉ?
(suum cuique tribuere, honeste vivere)
Em que pese o “costume” de se atribuir o título de “Dr.” a
vários profissionais (bons que sejam!), costume esse defendido com
argumentações de A a Z, entre as quais “decretos” monárquicos, primazia de
curso superior, nivelamento ou cópia estadunidense (doctor) etc.
Em que pese o costume e a argumentação, sejamos
esclarecidos, esta não é válida e cabal nem aquele se tornou um direito!
Aliás, espantosa e inacreditavelmente, "direito"
exigido por profissionais, além de bacharéis em direito e médicos, tais como,
psicólogos, dentistas, contadores, despachantes, enfermeiros, administradores.
Há, inclusive, muitos debates, alguns em jornais impressos e outros em meios
virtuais (debates tão antigos quanto o equívoco do título “Dr.”) em que uns
dizem ter mais “direito” que outros ao título de Dr.! Debate banal!
Bem, a argumentação é um tanto (e quanto) falaciosa ou tosca.
O costume é, de fato, um costume, mas não de direito e, portanto, não se
encaixa nos assim chamados “bons costumes”!
O Bacharel em Direito é mesmo Bacharel – e não Dr.! Ingresso
nos quadros da Ordem dos Advogados, portanto, com direito a Advogar é, ainda
que seja a mais linda das profissões, um Advogado – eis o título! E mais. Se
Juiz, Juiz! Se Procurador de Justiça, Procurador de Justiça! Se Delegado, Delegado!
Se Professor, Professor! Os títulos são os nomes de suas funções e,
dificilmente, tais profissionais chegam ao Doutoramento, ao Doutor!
O Psicólogo é Psicólogo! O Médico é Médico! O Nutricionista
é Nutricionista!
O título de Doutor existe, de direito, atribuído àqueles que
já sendo Mestres (em algumas Universidades de modo diverso), passam pelo exame
de proficiência em duas línguas para além do vernáculo (geralmente, alemão,
inglês, francês e italiano), cumprem créditos (disciplinas) em Universidades
reconhecidas, escrevem uma Tese absolutamente nova e inovadora e a defendem
(com aprovação) diante de uma Banca formada por Doutores! Eis, agora, sem saúde
e solitário, o Doutor!
Quem fez um Mestrado é Mestre! Quem fez uma Especialização é
Especialista!
Eu sei que muitos dos meus colegas e contatos – até mesmo os
amigos, não concordarão comigo, pois ainda estão anestesiados com o costume e
sob as névoas da má argumentação! Va bene! Continuamos colegas, contatos e
amigos, mas, o título Doutor (Dr.) cabe apenas aos que fizeram um Doutorado
que, por sua vez, não é mais nem menos que os títulos de Advogado, Médico,
Juiz, Procurador, Delegado etc.
A meu ver, é ainda o resquício do espírito lusitano do
bacharelismo que acabou por virar uma espécie de caricatura expressa em cartões
de visita, grossos anéis de formatura, colações de grau (com direito a canudo
vazio e serpentinas). Hoje, diante de um mundo mais inteligente, não é, sequer,
de bom-tom!
Diria mais, apresentar-se como “Dr.” é um tipo sutil da
arrogância de país eternamente colonizado, de estúpida superioridade social, de
analfabetismo profissional e de agressão à inteligência. Uma infantilidade -
para dizer o mínimo!. Geralmente, com um tanto de hipocrisia, os egressos (principalmente
de um Curso de Direito) chamam seu colega de “Dr.”, mas com a perceptível intenção de assim
serem, também, chamados! Bah!
Uma curiosidade à parte. Os Doutores (de direito, pela Tese,
e de fato, pela Pesquisa), em geral, não se apresentam como tais e, muito
menos, em cartões de visita! São profissionais, comumente, Professores, que,
quase em trapos e fusca, vivem orgasmaticamente entre livros, de sebo em sebo,
de giz em giz, de laboratório em laboratório, sem anéis de formatura e, por
desgraça (ou alívio), sem alianças de noivado e casamento - e fazem, neste
silêncio empoado, a diferença cultural e científica em uma sociedade que se
pretende evoluída!
Então, da próxima vez que mandar imprimir cartões de visita
ou cunhar placas oficiais, não se esqueça do princípio jurídico “suum cuique
tribuere” ou, no vernáculo, “dar a cada um o que é seu”. Se for Doutor, de
direito e de fato (não de costume ou argumentação), possivelmente o cartão e a
placa não existirão nem serão necessários, pois Doutores não têm tempo para
isso: o tesão, prazer e orgasmo estão em níveis bem superiores!
Se não for Doutor (de direito) não exija ser chamado assim
e, melhor ainda, recuse tal tratamento! Se for um Juiz, por exemplo, e receber
aquela petição com cabeçalho padrão, determine, de pronto, seja a petição
emendada! Se for Advogado, não escreva tal cabeçalho! Em um ou outro caso:
“honeste vivere” (viver honestamente)!
Mas, se quiser mesmo o cartãozinho com aqueles símbolos
“doirados”, reluzentes, ao ponto de se comunicar com o espaço, informe, com
exatidão, o que é, ou seja, seu título profissional ou acadêmico: Advogado,
Juiz, Procurador de Justiça, Médico, Psicólogo, Contador, Despachante,
Administrador, Nutricionista ou, ainda, Bacharel, Especialista, Mestre. Neste
caso, nunca, nunca mesmo, o título “Doutor”.
Se, por acaso – e por deslize do costume, argumentação, excitação
imoderada ou ejaculação precoce - já tem em mãos os cartões e placas com o
“Dr.”, não se intimide: rasgue-os todos - e arrebente as placas sob golpes de uma
marreta certa e consciente! Aliviado, corra a um boteco e bela uma cachaça, dê
um pouco aos santos e vá fazer amor pelo resto da tarde sem quaisquer títulos. É o que falta!
© Pietro N Dellova
in “DESTRUINDO MITOS E MENTIRAS”, 2000
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