alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







giovedì 30 dicembre 2010

חי VIDA ou, A energia de duas letrinhas hebraicas



חי

Duas letrinhas hebraicas!

hete ח

yud י

Hete vale 8 (oito) e Yud vale 10 (dez).


"hete" é o medo e a força da vida, a unidade do Eterno e as Facetas dos Elohim (forças da "creação") (crEação e não crIação). O Eterno (tetragrama impronunciável, Misericórida) e Elohim (Justiça) em ação para o Bereshit (atos iniciais de formação/palavras-princípio). Hete é a VISÃO.

"yud" é a ação, o ato. O Infinito concentrando-se no finito para proporcionar a existência e, logo após, a vida. Primeiro a existência; depois a vida! O impulso criativo. simboliza a MÃO agindo, atuando. Yud é a MÃO/AÇÃO.

Hete e Yud (da direita para a esquerda, pois em hebriaco se lê assim, ou seja, do lado direito, a força, para o lado esquerdo, o coração).

VISÃO e AÇÃO. Os dois juntos forma a força CREATIVA e CRIATIVA.

A VISÃO é "creativa", tira do nada.

A AÇÃO é "criativa", aproveitando o que existe e dando-lhe manutenção, uso adequado e fazendo frutificar, produzir.

Vida, portanto, em hebraico é este encontro entre a visão e a ação. No mundo judaico não se espera que nada aconteça sozinho, mas a VISÃO e a AÇÃO são constantes.

חי para todos os meus amigos

2010/5770-71 - 2011/5771-72

Pietro N-Dellova בן עבדיה

Sinagoga Scuola/Beit Midrash
Fondi/It

domenica 26 dicembre 2010

VAMOS AMIGOS, VAMOS COM SENSIBILIDADE





*
Vamos, amigos,
vamos com sensibilidade,
sentindo cada uma das notas da partitura da Vida.
Vamos cantando,
vamos dançando,
vamos com nossos tenores,
nossos sopranos,
nossos baixos,
nossos contraltos,
nossos barítonos.
Vamos com nossos olhos iluminados
porque em cada nota encontraremos
nosso sentido
e o sentido de vivermos
em
canto!


Pietro Dellova,
aos amigos que tenho (2010/2011 - 5771)

sabato 25 dicembre 2010

TEMPO e AÇÃO ou, FELIZ ANO NOVO!

por Pietro Nardella-Dellova

I
Apesar do valor relativo do novo período anual e de um estado de torpor a que muitos ficam sujeitos é, contudo, indiscutível, que nossas ações foram convencionalmente organizadas em face dele e que, apesar de sua inconsistência histórica, marca mesmo o tempo geral (ocidental) das ações individuais, sociais, privadas e públicas. Refiro-me, aqui, ao mal explicado calendário gregoriano.
II
Mas, temos outros calendários, como, por exemplo, o calendário dos povos pré-colombianos, o calendário babilônico, o calendário egípcio, o calendário judaico (hebraico), o calendário chinês, o calendário islâmico, apenas, para citar alguns poucos.
III
Em qualquer deles, do ponto de vista comparativo, ou mesmo em aspectos internos de cada um, como, por exemplo, o calendário judaico, no qual temos três anos novos (o das árvores em Israel “chamisha assar be-Shevat, o religioso “Nissan/Pessach” e o civil “Tirshrei/Rosh Hashana), encontramos sinais gerais de “oportunidade” ou, na expressão italiana, de “fortuna”. Daí que “buona fortuna” nos indica, não uma ilusão ou fantasia, mas o preparo para enxergar a “ocasião”. Há um tempo maior, infinito, no qual se encontra este tempo menor, finito, com o qual tentamos certo controle e contagem.
IV
Ao calendário gregoriano que não resiste muito a uma superficial análise histórica e científica, mas, efetivamente adotado, então, pela civilização ocidental, chamamos simplesmente de “calendário da era comum”. Pode-se dizer, então, 2010/2011 e.c. (2010/2011 da era comum).
V
Afastadas quaisquer análises transcendentais, místicas ou religiosas, sobretudo, aquelas que colocam nas mãos do tempo uma bandeja com “graças” e “bênçãos”, simplesmente porque milhares de encontros, brindes, rezas e orações resultaram não mais do que na morte de, igualmente, milhares de perus e franguinhos, podemos, ao menos, concordar que se trata de um específico novo período. Um tempo que se faz anteceder de uma parada, de um recesso na lufa-lufa e em outras atividades, sejam ou não meritórias.
VI
Podemos, também, mudar o referencial, já que todas as atividades festivas não melhoraram o mundo nem aperfeiçoaram as relações interpessoais e, provavelmente, por si mesmas, não melhorarão em nada, pois a cordialidade, a gentileza e certo senso de fraternidade, nestas festas, começam, duram e terminam, quando muito, em um minuto de fogos de artifício que enchem o espaço de luminosidade multicolorida, em qualquer parte do mundo.
VII
Mudemos o referencial! Não é o novo tempo que traz algo de especial, de luminoso ou de riqueza. O tempo em si já é a "coisa" boa, seja ele o tempo anual, mensal, semanal ou diário - seja, ainda, o tempo reduzido a horas, minutos e segundos. O tempo sempre é a oportunidade: a terra fértil que convida a semente; a lousa que convida o giz; o intervalo que convida o café; a dilatação das pupilas que convida o amor; o livro que convida a leitura; os lábios que convidam o beijo.
VIII
O tempo é como o novelo de linha para ser trabalhado pelas hábeis mãos na realização do tapete, do tecido e da roupa. O tempo é a folha branca com pentagramas esperando o músico, o compositor, lançar ali as notas musicais e transformá-la em partitura. É a pedra bruta diante dos olhos do escultor. O tempo, assim como a terra, a lousa, o intervalo, a dilatação das pupilas, o livro, os lábios, o novelo de linha, a folha com pentagramas e a pedra bruta, apenas se oferece à ação determinada de quem age - a ação do semeador, do mestre com o giz, do que toma a xícara com a mão esquerda, do amante, do ledor, do que beija, da tricoteira, do musicista e do artista.
IX
O tempo não traz coisa alguma, não esconde mistério algum nem abençoa mais este que aquele. É absolutamente inútil esperar, com místicos ou filmes, uma resposta ou uma fala do tempo. O tempo não é uma boca falante, apenas um ouvido para escutar. Não é um vaso repleto de doces e novidades, apenas a argila esperando ser feito em vaso! O tempo é a tela esperando a tinta.
X
Enquanto isso, perdidas, milhares de pessoas esperam ouvir algo ou receber algo, mas, o tempo espera ouvir algo ou receber algo. E outras milhares buscam seus livros esotéricos, códigos secretos, filmes de impacto, datas de destruição cósmica ou lutas apocalípticas. E, buscam, ainda, gênios e lâmpadas, vigílias de oração e preces e, finalmente, abrem livros sagrados e põem seus dedos indicativos a esmo a fim de encontrar uma palavra, uma mensagem ou qualquer coisa que lhes diga respeito. Eis o tempo: a terra, a lousa, o intervalo, a dilatação das pupilas, o livro, os lábios, o novelo de linha, o ouvido, a argila e a tela!
XI
Então, podemos avançar para a realização! Podemos ser proativos! Podemos manusear o tempo - qualquer tempo! Podemos buscar - e encontrar - a referência maior, a sabedoria, o entendimento, o conhecimento, o rigor, a bondade, a beleza, a gloria, a eternidade e o fundamento e, simplesmente, reinar como humanidade, em um estado de absoluta paz e vida!
XII
E, então, o que podemos fazer a respeito?
-------

New York, USA, 25 dicembre 2009

© Pietro Nardella-Dellova. É Professor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor das Obras: AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, SP: Ed. Scortecci, 2009, 312 p.. (obras disponíveis pela Livraria Cultura http://www.livrariacultura.com/)
Confira mais no Blog Café & Direito http://nardelladellova.blogspot.com/
e para contactar utilize o e-mail: professordellova@libero.it*

venerdì 24 dicembre 2010

VÉSPERA DE ROSH HASHANÁ ou, OS DIAS VOLTARAM!

por Pietro Nardella-Dellova

especialmente dedicado à Gigia e Gigi

Os dias voltaram! Os dias voltaram! Venham todos, venham e vejam - meus dias voltaram! Redescobrirei a amada no Éden, e cantarei com ela as canções de paz e felicidade. Abrirei minha voz na fermata ecoante e todos os seres ouvirão, todos os seres participarão da minha festa, pois o Eterno beijou-me os lábios com suavidade, deu-me vida e a bênção da sua Presença!

Os dias voltaram! Os dias voltaram! Voltaram para mim, saíram das prisões da minha própria indolência...Os dias voltaram, sorridentes! Os dias voltaram e, agora, sairei pelos meus jardins perfumados, sairei e respirarei, mergulharei nestes rios edênicos e banharei a minha alma nas Mikvot de águas correntes, águas sem fim, e os meus amigos serão convidados - e ficarão comigo cantando Tehilim por toda a noite!

Eu estava uivando e urrando entre as matas, escondido em minhas cavernas, perdido em meus labirintos, com duas pedras lascadas à mão, comendo os vermes da terra e fugindo dos monstros famélicos. Mas, o Eterno visitou-me - veio e beijou-me. O Eterno me beijou na suavidade de Misericórdia e deu-me uma alma à mais...O Eterno deu-me uma alma à mais! Os dias voltaram, coloridos! Ah, amigos, os dias voltaram! Todos eles voltaram!

Porque antes, eu andara meio perdido, meio acabado, meio animal, meio tosco, meio embrutecido, meio voraz, meio sem voz, meio sem fala, gaguejando pelos corredores, balbuciando nas esquinas e lamentando nas estradas – e, então, os dias se foram, reclamando do meu desprezo e da minha negligência. E olhei, e meu feixe de dias - empobrecido – era apenas uma trouxa na ponta de uma vara às costas, um embrulho de dias mendicantes, um pano roto, frágil e sem vigor. Olhei para aqueles dias que restaram e perguntei-lhes: onde estão os outros dias? E eles me disseram que os dias tinham-se ido – foram-se embora, partiram, perderam-se, abandonando-me entre cardos e espinhos, deixando-me arrastado pelos cantos e lançado de penhascos, em berros incontidos! Os dias tinham-se ido e, assim, batido de um lado para o outro, fui empurrado aos subterrâneos da existência, sem luz nem ar, sem pão nem vinho! Apenas eu e minha trouxa com as migalhas dos dias que ainda estavam comigo. E enfraquecido, vomitando, finalmente, desmaiei com a cara na terra.

Mas, de longe, bem longe, ouvi o som do Shofar e alguém gritando que o Rei estava pelos campos e, eu, ainda um pouco nauseabundo, arrastei a trouxa com os dias que estavam nela em direção ao meu rosto – eram poucos – mas, deixei ali bem diante dos meus olhos e lembrei-me do nome de cada um deles e senti o seu perfume, substância, colorido, peso, forma, gosto, singularidade, e vi suas asas, e ouvi suas vozes. E eles ficaram alvoroçados, inquietos, meio que surpresos e felizes comigo. Porque cada dia tem o seu nome próprio. Cada dia tem o seu perfume próprio. Cada dia tem a sua substância própria. Cada dia tem o seu colorido próprio. Cada dia tem o seu peso próprio. Cada dia tem a sua forma própria. Cada dia tem o seu gosto próprio. Cada dia tem a singularidade própria. Cada dia tem as suas asas próprias. Cada dia tem as suas vozes próprias. E merecem, por isso mesmo, uma linha própria, um respeito próprio e uma identidade própria – e mãos dignas que os protejam e os reúnam!

E porque os tomei às mãos, e os chamei pelo nome próprio, eles se olharam, sorridentes, e, abraçados, começaram a formar um círculo de dança exuberante em torno de mim, festejando sonoramente, porque os meus sentidos os redescobriram, porque os liberei dos panos rotos, da trouxa amarrada à ponta do espeto e do desprezo! E enquanto dançavam, sentei-me entre eles, e comecei a sorrir também, comecei a gargalhar com estes dias fazendo festa. E alegrei-me com os meus dias libertos dos panos rotos. Então, enquanto estávamos felizes, tomei as duas pedras lascadas e bati uma contra a outra, de modo decidido e ininterrupto, bati com o vigor de quem se cansa da escuridão e das cavernas, dos labirintos e da ânsia, bati com a determinação de quem descobre seu tesouro, sua vida, seu tempo, seus dias e, assim, tanto bati uma contra a outra que destas pedras, com as quais cavara outrora o chão em busca de vermes, eu criei faíscas, e mais decididamente bati, quanto mais faíscas fazia – e vi que era fácil fazer faíscas! Então tomei aqueles panos rotos, com os quais sufocava meus dias, e os amarrei na ponta do espeto – meus dias estavam soltos, agora, dançando em torno de mim, cantando e celebrando. E, novamente, tomei as pedras e bati com vigor redobrado, e ao som da música dos meus dias e dos passos dançantes, fiz faíscas, e mais faíscas, muitas faíscas, tantas faíscas, no ritmo musical, que pareceu-me grudar as pedras às mãos e fazer fogo, vivo e contínuo, com o qual transformei os panos velhos e o espeto em uma tocha de luz..

Por isso mesmo, dois destes dias, mais ávidos e esclarecidos, enxergando o caminho da saída das profundidades mórbidas, abriram suas asas e voaram – voaram às moradas dos dias perdidos, desprezados e entristecidos. Voaram sem parar, voaram cantando, e tanto cantaram que despertaram de suas celas e de suas cadeias, os antigos dias e lhes disseram, em dueto:

“Venham,
Venham para festa de vida e intensidade,
Venham ouvir a música,
Venham dançar,
Porque aquele homem lançado dos penhascos,
Entre feras embrutecido,
Escondido e moribundo,
Escutou o Shofar, e
Lembrou-se do nome de cada um de nós
E do que somos,
Da nossa substância e do nosso perfume,
Do nosso colorido e do nosso peso,
Da nossa forma e do nosso gosto,
Da nossa singularidade - e libertou nossas asas,
E ouviu nossas vozes.
Aquele homem
Transformou os velhos panos
Que nos sufocavam
E o espeto nos quais íamos pendurados
E desprezados,
Em uma tocha que o ilumina e nos alegra.
Venham, estamos em festa!
Venham, estamos em festa com o homem
Que criou a tocha e o fogo: a luz!
Estamos dançando em um campo
Repleto de flores e alegria – venham!”

E os dias, assim, foram se erguendo desses passados abissais e labirínticos, alongando sua musculatura atrofiada nos processos coisificantes, lavando seus rostos empoeirados na virtualização, soltando seus cabelos ao vento da afetividade, abrindo suas asas ao sol de justiça e, voando, foram ao Eterno e lhe disseram:

“Vieram dois dias, ávidos e esclarecidos,
E cantaram em nossas moradas abissais e labirínticas,
Bateram suas asas,
Vieram nos convidar a voltar ao homem
Que está fazendo festa!
E nós nos erguemos, tanta a felicidade destes dias,
E queremos voltar ao homem
Que nos entristeceu e nos desprezou,
Queremos voltar, porque, agora,
Aquele homem faz festa com os outros dias,
E transformou panos rotos, sufocantes e o espeto,
dos quais fugimos ao desprezo,
Em uma tocha!
Agora, aquele homem, desperto de seu desmaio,
Chama os dias pelo nome,
E sabe o que são os dias,
E sabe o que é a substância dos dias,
E reconhece o peso e a forma dos dias
E sente o perfume dos dias,
E vê o colorido dos dias,
E saboreia os dias...
Agora, aquele homem sabe da singularidade dos dias
E libertou as asas dos dias
E ouviu as vozes dos dias”
Queremos voltar ao homem
Que preza e alegra aqueles dias”

Então, o Eterno, meio que desacreditado, disse aos dias que se ergueram dos passados abissais e labirínticos:

“Vocês ouviram esta história
Que aquele homem está fazendo festa
Com os dias?
Que ele está cantando e dançando?
Vocês ouviram que ele libertou os dias?
E ouviram que, agora, ele chama os dias pelo nome,
E sabe o que são os dias, e qual sua substância?
E ouviram que aquele homem
Reconhece o peso, e a forma, e o perfume dos dias?
E que ele vê o colorido e sente o sabor,
E sabe da singularidade dos dias?
Vocês ouviram, mesmo, que aquele homem
Que andou amarrando seus dias em trapos na ponta do espeto
Libertou os seus dias, e libertou as asas de seus dias?
E que ouviu as vozes de seus dias?
Ei, vocês, dias que estavam
Nos passados abissais e labirínticos, digam-me:
Como têm certeza de que, agora, aquele homem
Preza e alegra seus dias?”

Foi, assim, que os dias, todos os dias [que estavam presos em passados abissais e labirínticos, que haviam fugido dos trapos e do espeto, que estavam com suas musculaturas atrofiadas por terem sido transformados em coisas entre coisas, com o rosto remelado e sujo pela virtualização e os cabelos presos e oleosos do asfalto das cavernas] abriram suas asas diante do Eterno e lhe disseram:

“Como temos certeza disto, Eterno?
Pergunta-nos, como sabemos
Que aquele homem preza e alegra os seus dias?
Porque vieram dois dias, ávidos e esclarecidos,
Dois dias com seus nomes próprios,
Dois dias libertos, singulares,
Dois dias com substância, peso e forma,
Dois dias perfumados, coloridos e saborosos,
E estes dois dias estavam cantando,
Dançando no espaço, com suas asas abertas!
Como temos certeza disto, Eterno?
Venha conosco, e veja
Como aquele homem, agora,
Preza e alegra seus dias!”

Por isso, então, o Eterno abriu, também, suas asas e veio para a festa dos dias! Porque os dias voltaram! Por isso o Eterno sorriu e beijou-me os lábios com suavidade. Os dias voltaram! Os dias voltaram! Voltaram para mim, saíram das prisões da minha própria indolência...Os dias voltaram - sorridentes! Os dias voltaram e, agora, sairei pelos meus jardins perfumados, sairei e respirarei, mergulharei nestes rios edênicos e banharei a minha alma nas Mikvot de águas correntes, águas sem fim, e os meus amigos serão convidados - e ficarão comigo, cantando Tehilim por toda a noite!

Os dias voltaram! Os dias voltaram! Venham todos, venham e vejam - meus dias voltaram! Redescobrirei a amada no Éden, e cantarei com ela as canções de paz e felicidade. Abrirei minha voz na fermata ecoante e todos os seres ouvirão, todos os seres participarão da minha festa, pois o Eterno beijou-me os lábios com suavidade, deu-me a vida e a bênção da sua Presença!

Setembro, 2010 – final de Elul 5770,

véspera de Rosh Hashaná 5771.

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor, Poeta e Professor. Leciona Direito Civil, Filosofia e Crítica Literária em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. Escritores. Escreve em várias revistas e jornais. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/texto 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. SP: Ed. Scortecci, 2009 ( disponível na Livraria Cultura www.livrariacultura.com )
Em preparo (prelo/breve) ESTUDOS CRÍTICOS DE DIREITO CIVIL e DERECH: CAMINHO PARA VIDA.
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mercoledì 15 dicembre 2010

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO ou, IDIOTAS DE TODO GÊNERO



por Pietro Nardella-Dellova


Perguntaram-me há alguns dias, se eu acreditava em “evolução”. Minha resposta foi precisa: “não!”. E completei: “acredito na involução!”.

De fato (mas, não por ser convicto) há um processo de involução e, sem dúvida, vão ficando distantes as narrativas semíticas de Adam (do homem barro que recebe a luz e o sopro) e aquelas gregas de Prometeu (do homem verme que recebe o fogo), pois tem parecido que o homem vai apagando todas as luzes, sufocando na praia, e cuspindo na tocha!

Nem quero, hoje, escrever sobre esta coisa estúpida chamada “nacionalidade”, “território”, “soberania”, ou seja, das cercas feudais que se foram erguendo em torno de espaços universais. E, muito menos, desta outra coisa que se verifica em tempos de eleição, ou seja, “votos” fiéis, isto é, conceito pelo qual o candidato eleito – ou não, considera que o “sem número” de votos sejam objetos em sua mala de viagem! Não escreverei sobre o recenseamento chinês que busca, de modo frenético, descobrir se algum casal escondeu (do registro) filhos havidos fora da lei que permite (ali) apenas um filho! São assuntos que despertariam o ódio de robôs, sem cérebro e sem alma!

Odeio cercas nacionais, territoriais, federais, latifundiárias (e os donos das cercas). Igualmente, odeio candidatos que se colocam na posição messiânica de salvação do povo, da população (e odeio as massas que amam messias de todos os gêneros). Odeio leis que entram no espaço do “domus”, na “cama” e, assim, estabelecem o que deve ou não suceder ali!

Mas, dentre as milhares de coisas odiosas de conhecer (ou de saber) há uma que somente idiotas crônicos trazem para espaços de conversas. É a (ou as) teoria da conspiração! Quando alguém (e pior, se com algum diploma) começa a espumar e falar, com crença incontida, sobre “illuminati”, “nova ordem mundial”, “as treze famílias dominantes do mundo”, “o código da Vinci”, “os artistas e seus pactos com o diabo”, entre outras idiotices.

Para tais pessoas, o mundo está nas mãos de alguns, tudo gira em torno da vontade desses alguns. A primeira de todas foi a conspiração de “Satanás” e “um terço dos anjos dos céus” querendo depor o Ein Sof (אין סוף) – O Infinito! Na Idade Média (que não termina, cazzo!), as conspirações apocalípticas medievais! Ultimamente, Barak Obama e os líderes mundiais com seus sinais secretos! E, ainda mais ultimamente, Berlusconi querendo vender a Itália e a Dilma conspirando para estrangular todas as criancinhas intra-ulterinas – os nascituros! ´

Realmente, é um estado de psicopatia (ou possessão) coletiva!

Enquanto isso, o pão encarece – não porque umas famílias dominam as pessoas ou porque o “diabo” seja dono do mundo, mas, ao contrário, porque as pessoas idiotizadas com teorias da conspiração, perdidas em espumas e cuspes de falatórios religiosos - sem fim, presas em suas cercas de bambu, em seus messianismos mórbidos, em suas crenças políticas personificadas, vão apagando o fogo de Prometeu, desprezando o sopro vital da "Ruach HaElohim", e, como gosma móvel, ocupando espaços nas cavernas de sua própria estupidez!

1/11/2010

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Professor de Ciências Jurídicas e Sociais e Literatura em graduação e pós-graduação. Coordenador de Curso de Direito. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).

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CARO AMICO TI SCRIVO, di Lucio Dalla

lunedì 13 dicembre 2010

TRA TE E IL MARE - nella voce di BIAGIO e LAURA PAUSINI

Non ho più paura di te

Tutta la mia vita sei tu

Vivo di respiri che lasci qui

Che consumo mentre sei via

Non posso più dividermi tra te e il mare

Non posso più restare ferma ad aspettare

Io che avrei vissuto da te

Nella tua straniera città

Sola, con l'istinto di chi sa amare

Sola, ma pur sempre con te

Non posso più dividermi tra te e il mare

Non posso più sentirmi stanca di aspettare

No, amore no Io non ci sto

O ritorni o resti lì

Non vivo più

Non sogno più

Ho paura aiutami

Amore non ti credo più

Ogni volta che vai via

Mi giuri che è l'ultima

Preferisco dirti addio.

Cerco di notte in ogni stella un tuo riflesso

Ma tutto questo a me non basta adesso cresco.

No, amore no Io non ci sto

O ritorni o resti lì

Non vivo più

Non sogno più

Ho paura aiutami

Amore non ti credo più

Ogni volta che vai via

Mi giuri che è l'ultima

Preferisco dirti addio.

Non posso più dividermi tra te e il mare

Non posso più restare ferma ad aspettare

Non posso più dividermi tra te e il mare.

domenica 12 dicembre 2010

VECCHIO SCARPONE



VECCHIO SCARPONE

Lassù in un ripostiglio polveroso,
Tra mille cose che non servon più,
Ho visto un poco logoro e deluso
Un caro amico della gioventù.
Qualche filo d'erba
Col fango disseccato
Tra i chiodi ancor pareva conservar.
Era uno scarpone militar.
Vecchio scarpone
Quanto tempo è passato
Quante illusioni
Fai rivivere tu
Quante canzoni Sul tuo passo ho cantato
Che non scordo più Sopra le dune
Del deserto infinito
Lungo le sponde Accarezzate dal mar
Per giorni e notti Insieme a te ho camminato
Senza riposar Lassù tra le bianche cime
Di nevi eterne immacolate al sol
Cogliemmo le stelle alpine
Per farne dono ad un lontano amor
Vecchio scarpone Come un tempo lontano
In mezzo al fango Con la pioggia o col sol
Forse sapresti Se volesse il destino Camminare ancor.
Vecchio scarpone Quanto tempo è passato
Quante illusioni Fai rivivere tu
Quante canzoni Sul tuo passo ho cantato
Che non scordo più Lassù tra le bianche cime
Di nevi eterne immacolate al sol
Cogliemmo le stelle alpine
Per farne dono ad un lontano amor
Vecchio scarpone Come un tempo lontano
In mezzo al fango Con la pioggia o col sol
Forse sapresti
Se volesse il destino Camminare ancor.
Vecchio scarpone
Fai rivivere tu
La
mia
gioventù.

giovedì 9 dicembre 2010

Dichiarazione della Fondazione dello Stato d'Israele 1948 / Declaração da Fundação do Estado de Israel 1948


Dichiarazione della Fondazione dello Stato d'Israele, 1948

Ricerca dal Dott. Pietro Nardella-Dellova

In ERETZ ISRAEL è nato il popolo ebraico, qui si è formata la sua identità spirituale, religiosa e politica, qui ha vissuto una vita indipendente, qui ha creato valori culturali con portata nazionale e universale e ha dato al mondo l'eterno Libro dei Libri.

Dopo essere stato forzatamente esiliato dalla sua terra, il popolo le rimase fedele attraverso tutte le dispersioni e non cessò mai di pregare e di sperare nel ritorno alla sua terra e nel ripristino in essa della libertà politica.

Spinti da questo attaccamento storico e tradizionale, gli ebrei aspirarono in ogni successiva generazione a tornare e stabilirsi nella loro antica patria; e nelle ultime generazioni ritornarono in massa. Pionieri, ma'apilim e difensori fecero fiorire i deserti, rivivere la loro lingua ebraica, costruirono villaggi e città e crearono una comunità in crescita, che controllava la propria economia e la propria cultura, amante della pace e in grado di difendersi, portando i vantaggi del progresso a tutti gli abitanti del paese e aspirando all'indipendenza nazionale.

Nell'anno 5657 (1897), alla chiamata del precursore della concezione d'uno Stato ebraico Theodor Herzl, fu indetto il primo congresso sionista che proclamò il diritto del popolo ebraico alla rinascita nazionale del suo paese. Questo diritto fu riconosciuto nella dichiarazione Balfour del 2 novembre 1917 e riaffermato col Mandato della Società delle Nazioni che, in particolare, dava sanzione internazionale al legame storico tra il popolo ebraico ed Eretz Israel [Terra d'Israele] e al diritto del popolo ebraico di ricostruire il suo focolare nazionale.

La Shoà [catastrofe] che si è abbattuta recentemente sul popolo ebraico, in cui milioni di ebrei in Europa sono stati massacrati, ha dimostrato concretamente la necessità di risolvere il problema del popolo ebraico privo di patria e di indipendenza, con la rinascita dello Stato ebraico in Eretz Israel che spalancherà le porte della patria a ogni ebreo e conferirà al popolo ebraico la posizione di membro a diritti uguali nella famiglia delle nazioni.

I sopravvissuti all'Olocausto nazista in Europa, così come gli ebrei di altri paesi, non hanno cessato di emigrare in Eretz Israel, nonostante le difficoltà, gli impedimenti e i pericoli e non hanno smesso di rivendicare il loro diritto a una vita di dignità, libertà e onesto lavoro nella patria del loro popolo.

Durante la seconda guerra mondiale, la comunità ebraica di questo paese diede il suo pieno contributo alla lotta dei popoli amanti della libertà e della pace contro le forze della malvagità nazista e, col sangue dei suoi soldati e il suo sforzo bellico, si guadagnò il diritto di essere annoverata fra i popoli che fondarono le Nazioni Unite.

Il 29 novembre 1947, l'Assemblea Generale delle Nazioni Unite adottò una risoluzione che esigeva la fondazione di uno Stato ebraico in Eretz Israel. L'Assemblea Generale chiedeva che gli abitanti di Eretz Israel compissero loro stessi i passi necessari da parte loro alla messa in atto della risoluzione. Questo riconoscimento delle Nazioni Unite del diritto del popolo ebraico a fondare il proprio Stato è irrevocabile. Questo diritto è il diritto naturale del popolo ebraico a essere, come tutti gli altri popoli, indipendente nel proprio Stato sovrano.

Quindi noi, membri del Consiglio del Popolo, rappresentanti della Comunità Ebraica in Eretz Israel e del Movimento Sionista, siamo qui riuniti nel giorno della fine del Mandato Britannico su Eretz Israel e, in virtù del nostro diritto naturale e storico e della risoluzione dell'Assemblea Generale delle Nazioni Unite, dichiariamo la fondazione di uno Stato ebraico in Eretz Israel, che avrà il nome di Stato d'Israele.

Decidiamo che, con effetto dal momento della fine del Mandato, stanotte, giorno di sabato 6 di Iyar 5708, 15 maggio 1948, fino a quando saranno regolarmente stabilite le autorità dello Stato elette secondo la Costituzione che sarà adottata dall'Assemblea costituente eletta non più tardi del 1 ottobre 1948, il Consiglio del Popolo opererà come provvisorio Consiglio di Stato, e il suo organo esecutivo, l'Amministrazione del Popolo, sarà il Governo provvisorio dello Stato ebraico che sarà chiamato Israele.

Lo Stato d'Israele sarà aperto per l'immigrazione ebraica e per la riunione degli esuli, incrementerà lo sviluppo del paese per il bene di tutti i suoi abitanti, sarà fondato sulla libertà, sulla giustizia e sulla pace come predetto dai profeti d'Israele, assicurerà completa uguaglianza di diritti sociali e politici a tutti i suoi abitanti senza distinzione di religione, razza o sesso, garantirà libertà di religione, di coscienza, di lingua, di istruzione e di cultura, preserverà i luoghi santi di tutte le religioni e sarà fedele ai principi della Carta delle Nazioni Unite. Lo Stato d'Israele sarà pronto a collaborare con le agenzie e le rappresentanze delle Nazioni Unite per l'applicazione della risoluzione dell'Assemblea Generale del 29 novembre 1947 e compirà passi per realizzare l'unità economica di tutte le parti di Eretz Israel.

Facciamo appello alle Nazioni Unite affinché assistano il popolo ebraico nella costruzione del suo Stato e accolgano lo Stato ebraico nella famiglia delle nazioni.

Facciamo appello - nel mezzo dell'attacco che ci viene sferrato contro da mesi - ai cittadini arabi dello Stato di Israele affinché mantengano la pace e partecipino alla costruzione dello Stato sulla base della piena e uguale cittadinanza e della rappresentanza appropriata in tutte le sue istituzioni provvisorie e permanenti.

Tendiamo una mano di pace e di buon vicinato a tutti gli Stati vicini e ai loro popoli, e facciamo loro appello affinché stabiliscano legami di collaborazione e di aiuto reciproco col sovrano popolo ebraico stabilito nella sua terra. Lo Stato d'Israele è pronto a compiere la sua parte in uno sforzo comune per il progresso del Medio Oriente intero.

Facciamo appello al popolo ebraico dovunque nella Diaspora affinché si raccolga intorno alla comunità ebraica di Eretz Israel e la sostenga nello sforzo dell'immigrazione e della costruzione e la assista nella grande impresa per la realizzazione dell'antica aspirazione: la redenzione di Israele.

Confidando nell'Onnipotente, noi firmiamo questa Dichiarazione in questa sessione del Consiglio di Stato provvisorio, sul suolo della patria, nella città di Tel Aviv, oggi, vigilia di sabato 5 Iyar 5708, 14 maggio 1948.

Fonte: www.digilander.libero.it

Ricerca dal Dott. Pietro Nardella-Dellova, della Sinagoga Scuola, nel Lazio, Italia

martedì 7 dicembre 2010

O AMAR É FESTA (e gratitudine)

א
O amar é festa!
ב
O sopro poético é capaz de levar a lugares desconhecidos, para além e aquém, e arrebenta caixas registradoras, a frieza do Shopping e as lições sebosas do moralismo mórbido de quem, por nada, acende velas aos santinhos da prosperidade. Então, bella, mantém o sorriso, o peito erguido, a singularidade, o carinho, os olhos claros e cabelos ao vento. Ao caminhar, faze-o com a tranqüilidade e modo feminino das que foram plenamente amadas por um Poeta! Caminha, mas, dando a impressão de que danças, com intensidade, largura e alturas maravilhosas. Vai, retoma o balé e a leveza do passo seguinte, estende o braço acima no giro completo e não perca o equilíbrio da sua cabeça.
ג
A Poesia fará bem em qualquer tempo – hoje e amanhã. É a força vital de poucas mulheres que foram tão amadas e de poucas mulheres que foram ungidas no amor e manto da Poesia! O passeio na intensidade poética amadurece e robustece a qualquer pessoa - ainda que feita nas ventas da simplicidade imperdoável.
ד
O amar se expressa na Poesia e se converte em respeito e amizade, e a Poesia em amor e ternura à mulher amada. Amor sem peso nem dor – sem amarguras quaisquer. Apenas amor feito na delicadeza. Amor feito de perfume do vinho nas bocas oferecidas e da marca no umbigo desnudo. Amor de peles coladas na fragrância de seres rebelados.
ו
Amar, amar e Poesia... amar com chocolate e água, e brisa, e fogo... amar no entardecer e escurecer, 0 amar de amanhecer... amar de ir e vir, amar de música e espuma, amar de café
נ
Amar é um estado de gratidão diante de um Keter inatingível, é um estado de bênção continuada diante do Eterno. Um estado de vigor, de cântico, de ternura – estado de vida!
צ
Amar duas vezes em dois mundos é um estado de renascimento! Amar duas vezes em dois mundos a mesma mulher é um estado de comunhão do homem-poeta – que ama uma mulher, que ama em dois mundos, que ama em dois mundos a mesma mulher. Porque há mulheres, cujo rosto ilumina! São mulheres que se reconhecem no tempo de um instante, que permanecem para sempre. São mulheres que enfraquecem querubins...
ט
O Poeta trazia nos bolsos, nas mãos, debaixo da língua, nos cantos dos olhos, entre os cabelos revoltos, entre os dedos, nos murmúrios da boca, o amar profundo e intenso. O amar que quebra cadeias, o amar que liberta e dá asas e amadurece. O amar que abre os mares. Era o homem portando riquezas inimagináveis na aurora de sua criação. Porque o Poeta tem o amar mais doce, o amar mais puro, o amar mais delicado, o amar mais inocente, o amar mais liberto e intenso – o amar-suavidade!
י
O amar do Poeta é amar que humaniza! A mulher-menina bebeu do amor-amar, sentiu todos os poros e converteu-se em mulher-Poesia na experiência de terra-céu-encanto...
ק
Por isto mesmo, trago-te a gratidão pela experiência de amar, pelo leito branco e pelo manto: a tua pele suave e perfumada. Porque diante da tua vida, desfrutei de encantos. Do teu estado de mulher plena rasguei o pão com as mãos.
ש
Adiante estou leve, pois levo comigo a certeza de que tenhas sido amada, muito amada. Amada plenamente na leveza. Agora, trago-te uma vez mais a gratidão por ter amado mulher, assim, tão única, tão linda, tão vida... Vai agora, meu amor. Vou, também! Abre bem as tuas asas e voe como águia nas alturas. E, sejam tantos os mundos, tantas serão as criações do amar com a mulher amada, cujas faces trazem a luz e a descoberta!
ת
Darias um café com espuma de leite a este Poeta?

[.......]

© Pietro Nardella-Dellova. Trecho do livro A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS in Conversa de Corredor. Ed. Scortecci, 2009, 312 p.. (Livraria Cultura www.livrariacultura.com.br)

mercoledì 1 dicembre 2010

UN NUOVO 1968? SPERIAMO DI SI... (di Luigi De Magistris)


UN NUOVO 1968? SPERIAMO DI SI...
di Luigi De Magistris


Università e lavoro. Atenei e fabbriche. Rivive il 1968? Si, rivive nelle coscienze di oggi, quelle vigili e vive dei giovani che dimostrano consapevolezza dei loro diritti e che sanno capire quando essi sono minacciati. E che soprattutto non si arrendono, non cedono, non indietreggiano ma scelgono di combattere.

E' un 1968 in versione aggiornata, caratterizzato da nuovi strumenti di comunicazione come la Rete, per mezzo della quale ci si parla e ci si scambia informazioni, per mezzo della quale ci si convoca alla mobilitazione. Il mondo dell'istruzione scende in piazza per protestare, i ricercatori e gli studenti salgono sui tetti delle facoltà universitarie ed occupano luoghi simbolo della storia e della cultura nazionale, Colosseo compreso, con un impatto mediatico strabiliante che rimbalza sui blog e sui siti. I rettori e gli insegnanti affiancano questo movimento di opposizione saldando insieme, in un unico e comune sforzo di ribellione, generazioni diverse che rivestono ruoli diversi.

A macchia d'olio, la protesta si estende come un virus salvifico in tutto il Paese, riconsegnando la speranza che la società civile non sia morta sotto i colpi del bromuro di regime, della tv commerciale, del modello produci-consuma-crepa, del dominio dell'apparire/avere sull'essenza/essere, della dittatura del benessere privato sull'interesse pubblico, del liberismo senza regole che concepisce lo Stato sociale come una zavorra. Insomma il berlusconismo non ha vinto totalmente, come è dimostrato da queste settimane di mobilitazione contro la riforma dell'istruzione firmata Gelmini.

Una riforma che è distillato puro del berlusconismo, che rappresenta una negazione della democrazia, che risponde ad un piano preciso neo-autoritario messo a punto da questo esecutivo. Un piano che ha due terreni di intervento principali: l'istruzione e il lavoro. Piegare questi due pilastri della democrazia significa controllare la democrazia stessa. Le scuole e le università ridotte a serbatoi di giovani cervelli spenti e le fabbriche a spazi di contenimento di automi meccanici, centrando così l'obiettivo: rendere le coscienze controllabili e manovrabili. Riforma Gelmini e piano Marchionne-Confindustria-parte dei sindacati sono speculari perché servono lo stesso fine del governo.

Un piano tanto pericoloso quanto vecchio, a cui risponde per fortuna la protesta sociale e la disobbedienza civile, che l'esecutivo cerca di criminalizzare e soprattutto di provocare, magari per mezzo della militarizzazione degli spazi del dissenso come accaduto a Roma: il Palazzo blindato durante l'approvazione del ddl Gelmini, un dispiegamento di forze dell'ordine dislocate per tutta la città, ridotta a paesaggio spettrale. Roma città fantasma da golpe. La tecnica è antica, nemmeno troppo raffinata.

E' andata in scena a Genova col G8 del 2001 ed è stata riproposta a L'Aquila nel post terremoto. Il piano è invece chiarissimo. Si tenta di affondare la formazione pubblica per salvaguardare quella privata, quindi trasformare un diritto di tutti in privilegio di pochi; rendere gli atenei degli incubatori di servizievoli esecutori senza capacità critiche, esponendoli ai cda delle grandi aziende affinchè vi attingano gli odierni precari di cui hanno bisogno e che poi destinano ad un futuro di schiavitù; depotenziare la ricerca tirando la cinghia degli investimenti, quando in piena crisi una democrazia moderna stornerebbe tutte le risorse in essa senza tentennamenti, perché unico terreno su cui costruire lo sviluppo stabile che arricchisce un paese intero. Parallelamente, come nel '68, alle proteste degli studenti si accompagnano le manifestazioni dei lavoratori in difesa dell'occupazione e dei diritti, che si chiamano contratto nazionale, tempo indeterminato, concertazione, unità sindacale, referendum, salario proporzionato, sicurezza e salute. Ispirato da Tremonti, infatti, il ministro Sacconi sta attuando una contrazione della sfera dei diritti dell'occupazione, sterilizzando lo Statuto e svuotando la Costituzione.

In ultimo con il collegato al lavoro, in cui spicca la restrizione dei tempi per ricorrere contro il licenziamento, in primis con la 'partita Fiat' su Pomigliano, giocata in realtà sulla pelle di tutti i lavoratori. Pomigliano come modello del lavoro che sarà, o meglio del lavoro come vorrebbero che fosse, Pomigliano come modello da esportare su scala nazionale. Abrogare il contratto nazionale aprendo la strada alla giungla del contratto aziendale, con il lavoratore solo davanti al datore di impiego, quindi debole e ricattabile, disponibile anche a cedere sul fronte del diritto (pause, orari, malattia, sciopero).

Smantellando anche ogni difesa sindacale per mezzo della ingiusta pratica degli accordi separati che isolano quella rappresentanza dei lavoratori che invece resiste e vorrebbe fosse affidato a loro, con il referendum, l'ultima parola. E' dunque un nuovo 1968? Speriamo di si. Se non lo fosse, ce ne sarebbe comunque bisogno, e allora dovremmo augurarcelo. Soltanto ritrovando l'unità tra sapere e lavoro, come diritti di tutti, soltanto con un asse fra fabbriche e atenei sarà possibile respingere questo tentativo distruttivo della democrazia.
E' un dovere di noi tutti lottare per questo. Come in una bella canzone di De Andrè, infatti, "anche se voi vi crede assolti, siete lo stesso coinvolti".

1 / 12 / 2010
© di Luigi De Magistris

lunedì 29 novembre 2010

MORRO ou, ESQUECERAM-SE DE MIM

Pietro Nardella-Dellova

Os atuais acontecimentos no Rio de Janeiro não são tão atuais assim! O Rio foi esquecido faz tempo!

O Estado, seja ele em sua versão municipal, estadual ou federal, esqueceu-se do seu cartão postal mais expressivo, esqueceu-se das populações do morro, esqueceu-se de tal forma, que hoje, por absurdo que pareça, ratos podem tomar conta de milhares de pessoas!

Porque o Rio nada mais é que o “ato falho” (ou fálico) do Brasil e de seus governos aparentemente atrapalhados. Sim, aparentemente atrapalhados, posto que o que impera é o “status” de corrupção desde os vendedores de sorvete até os governos e poderes legislativos e executivos.

Canta-se o Rio, bebe-se o Rio e, agora, chora-se o Rio!

Deliberadamente viraram as costas aos morros, à população carente e às famílias, deixando todos nas mãos de canalhas de esgoto. Sim, canalhas, mas, canalhas com armamento das forças armadas! Canalhas, sim, mas canalhas com poder econômico – e financeiro, concedido por uma classe média desfigurada e abobalhada! Canalhas que recebem seu produto (ou produtos) para o tráfico das várias regiões da América do Sul. Produtos que entram, sem mais dificuldades, pelas divisas territoriais e aéreas da amazônia. Ninguém viu, ninguém sabe!

Os canalhas que (ainda) tomam conta do Rio – sejam eles os do tráfico, sejam eles os do tráfego, sejam eles dos gabinetes políticos, sejam eles das escolas de samba, criaram uma imagem de fantasia! O Rio precisa de higiene urgente e real!

E, no mesmo fluxo, diga-se, ainda, outras regiões do Brasil estão ao acaso. Cada vez mais os mesmos tipos, ou seja, “canalhas”, depredadores das florestas, dos rios, das reservas, destruidores do meio ambiente, corruptos de toda espécie, vaão se perpetuando em postos de poder decisório, seja executivo, legislativo e, por desgraça, o cambaleante judiciário!

É uma situação de pressa, de urgência.

Explico melhor! É a pressa de quem precisa roubar e desviar o mais urgente possível, de quem precisa (hoje ainda) encher seus sacos, cuecas, meias e intestinos do Erário! E, por outro lado, é a pressa de ir deixando à beira do caminho questões sociais não resolvidas, sejam elas de moradia, de saúde pública, de segurança pública ou, pior que tudo, de educação. É a pressa de legar à próxima geração as decisões de ontem, como, por exemplo, a que deveria ter resolvido a questão pós-escravidão no Brasil.

O Brasil e o Rio de Janeiro têm belezas indiscutivelmente únicas. Só não têm um Projeto Nacional definido e um Projeto de desenvolvimento regional. Enquanto seus políticos e toda a tessitura estatal se desfaz em mazelas e desvios, a população fica construindo castelos de areia na praia, alucinada no pó, sufocada nos fogos de artifício, ao som de “Garota de Ipanema”. Mas, nos esgotos, ou seja, no lixo social, crescem os ratos e proliferam as baratas "senzafine", pois ratos e baratas também têm pressa! Enquanto isso, populações inteiras sofrem, ora pelo descaso governamental, ora pelo abuso de vermes traficantes, ora pela truculência militar e, para tristeza de almas de poetas que povoaram aquele lugar, toda poesia e encanto vai ficando por conta de idiotas midiáticos!
Enfim, não nos equivoquemos. A limpeza não vem diretamente nos morros cariocas, mas, nos gabinetes, diretórios, secretarias, e outras bocas de lobo!

29 novembro 2010

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Professor de Direito e Arte Literária em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).

Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/
e pelo e-mail professordellova@libero.it

giovedì 18 novembre 2010

COLLOQUI DI PACE: UN APPIGLIO DI SPERANZA


di Giorgio Gomel,
Confronti, settembre 2010


Lo scetticismo domina nelle menti e nei cuori di israeliani e palestinesi, nel mondo degli esperti e dei diplomatici, circa un esito positivo della trattativa di pace appena avviata. Eppure è importante e confortante che, dopo una lunga e deprimente fase di stallo dai negoziati di Annapolis del 2007, costellata di episodi funesti, le due parti abbiano ripreso a trattare, con la mediazione e sotto la forte pressione degli Stati Uniti.

I sondaggi di opinione e le impressioni degli osservatori sul campo mostrano come nello stato d’animo dei due popoli dominino due sentimenti contrapposti. Da un lato, la consapevolezza che la soluzione di “due stati per due popoli” è l’unica possibile, e che essa esige la spartizione concordata di quella terra contesa e che il costo di un compromesso sui confini, Gerusalemme, gli insediamenti e il diritto al ritorno dei rifugiati è molto minore di quello del perpetuare lo status quo dell’occupazione e della violenza. Dall’altro, un pessimismo rassegnato, fatto di stanchezza, sconforto, frustrazione per i fallimenti trascorsi, circa la possibilità vera di un esito positivo del negoziato, per l’incapacità della classe politica delle due parti di pagare il costo della pace.

Per Israele, soprattutto, il momento è decisivo e la mancanza di una convinta mobilitazione dell’opinione pubblica e di un senso di urgenza per il futuro della nazione preoccupano. Nonostante ambiguità, diversivi dialettici e la naturale tentazione al procrastinare, dovrebbe essere chiaro che di tre cose – Israele come stato-nazione del popolo ebraico, Israele come democrazia, continua espansione delle colonie fino all’annessione di fatto della Cisgiordania –due sole si possono conseguire in un futuro non lontano.

O Israele rinuncia ai territori, sgomberando le colonie ed eventualmente negoziando uno scambio paritario di territori con il futuro stato di Palestina per quanto riguarda gli insediamenti più densamente popolati e prossimi alla “Linea verde” – Maaleh Adumin e Gush Etzion -, e conserva quindi la sua identità di stato “ebraico e democratico”, di stato, cioè, in cui gli ebrei sono maggioritari ma gli arabi godono della pienezza di diritti politico-civili di una minoranza nazionale.
Oppure, perpetuando l’occupazione dei territori, dà luogo a uno stato binazionale , in cui gli ebrei saranno minoritari in virtù della demografia, sacrificando quindi le fondamenta ideali e pratiche del sionismo.
Oppure, infine, annettendo i territori ma privando i palestinesi che vi risiedono di diritti civili e politici, conserva l’ebraicità dello stato, in un senso rozzamente etnico, ma in un regime di segregazione ed esclusione degli abitanti arabi che sarà bandito dalla comunità internazionale e segnato dalla guerra civile.

Per queste ragioni etico-politiche e di portata storica, il negoziato è oggi così decisivo e lo sforzo di mediazione degli Stati Uniti, con il sostegno della comunità delle nazioni, così essenziale. Né credo che si possa in questa occasione, diversamente dagli accordi di Oslo del 1993 e di altri successivi negoziati, mirare ad accordi interinali e provvisori. Si può, e certamente si dovrà, dare attuazione agli accordi con gradualità e con i necessari dispositivi di sicurezza; certamente, evacuare l’esercito e le colonie dalla Cisgiordania sarà un processo graduale. Il rimpatrio volontario dei coloni costerà molto al bilancio dello stato; indennizzi materiali saranno necessari. Sarà molto arduo evitare il confronto tra lo Stato d’Israele e i coloni più intransigenti, negli insediamenti più remoti e negli outposts sorti qua e là in contrasto con la stessa legge dello Stato.

Ma l’accordo dovrà riguardare lo “status” finale, e comprendere: i confini dei due stati; lo status di Gerusalemme, capitale fisicamente unita ma amministrativamente divisa dei due stati; il ritiro di circa 100.000 dei 300.000 coloni israeliani che risiedono in Cisgiordania, escludendo quindi coloro i cui insediamenti saranno oggetto di scambio di territori con lo stato di Palestina e coloro che accetteranno di vivere come minoranza ebraica in quello stato; il ritorno di una parte dei rifugiati palestinesi nel loro stato, tranne un numero limitato e già negoziato a Camp David e Taba nel 2000, che potranno unirsi alle loro famiglie in Israele e un numero rilevante di cui i paesi arabi dovranno accettare l’integrazione, invece della segregazione fisica e politica alla quale li hanno costretti dal 1948, con i dovuti indennizzi finanziari da parte di Israele.

Insomma, un quadro molto complesso. Sarebbe un forte e politicamente astuto atto di coraggio da parte dell’ANP di Abu Mazen, per ottenere subito la cosa principale – uno stato degno di questo nome -, offrire ad Israele di accettare grosso modo quelle condizioni, senza insistere su istanze massimaliste. La classe politica israeliana sarebbe costretta a scelte nette, rispetto alla sua opinione pubblica, agli Stati Uniti, all’Europa. La coalizione di destra al potere si sfalderebbe. Ne seguirebbe un governo più orientato al centro. Le possibilità di un accordo si farebbero più concrete.

Ragione, ragionevolezza, non solo il sogno utopistico della pace, spingono al negoziato, nonostante le immani difficoltà. L’estremismo degli oppositori del compromesso sarebbe sconfitto se il negoziato avanzasse. Per questo Hamas da una parte, i coloni più oltranzisti dall’altra agiscono per sabotare il negoziato. Ma, come disse Y. Rabin nei primi anni ’90, occorre combattere il terrorismo come se la pace già ci fosse e mirare a un accordo di pace come se il terrorismo non ci fosse.

Giorgio Gomel

fonte: Gruppo Martin Buber
http://www.martinbubergroup.org/

giovedì 28 ottobre 2010

URNAS DA MEDIOCRIDADE ou, POR QUE O BRASIL PERDEU?


URNAS DA MEDIOCRIDADE ou,
POR QUE O BRASIL PERDEU?
Pietro Nardella-Dellova



Este pequeno artigo está sendo escrito alguns dias antes da Eleição do Segundo Turno, mas já sei quem perdeu – e quem ganhou.

O Brasil perdeu!

Não importa ganhe este ou aquele candidato, com suas respectivas – e estranhas coligações. O Brasil perdeu em vários aspectos: perdeu a oportunidade (mais uma, aliás, a sétima após o período de “ditadura militar”) de construir um Projeto nacional capaz de “realizar” um povo; perdeu a oportunidade de discutir os rumos da Educação capaz de “realizar” uma formação cidadã e comprometida; perdeu a oportunidade de discutir o Erário (dinheiro público) capaz de “realizar” um Estado.

Perdeu, então, o processo de debate e construção de um Projeto (já que não tem nenhum) que desse uma cara ao país. Perdeu o debate por uma Educação pública efetiva e clara (já que não tem nenhuma) que desse o contexto preciso para alcançar as almas e dar-lhes a luz e, assim, sair das privadas básicas, fundamentais, médias e universitárias. Perdeu o debate em torno do Erário (já que o dinheiro público é tratado como privado) e justificar a carga tributária perversa (não porque seja alta apenas, mas porque seu fruto, ou seja, a energia de quem realmente trabalha, o dinheiro, vai para os bolsos dos diretamente envolvidos com a política de esgoto)!

E, por perder a oportunidade de debates profícuos e inteligentes (já que ouvimos apenas estultícias, temas idiotizantes e cenas de desespero e possessão), e perderá mais quatro anos de vida, perderá mais quatro anos de formação e perderá mais quatro anos de dinheiro público! Enfim, vai-se a vida pelo esgoto das conversinhas de internet e as gerações vão se perdendo - e perdendo, também, a noção mais rudimentar de “polis”! O Brasil perdeu-se em jogo de estupidez, palhaçada e o trato respeitoso da “coisa pública”, da "res" pública, da República.

Pela internet invocaram cristo, maomé, aborto, lesão corporal com papel, acordos etílicos e petrolíferos com os persas, os índios da Bolívia e da Venezuela, as guerrilhas da Colômbia, a resistência de grupos de esquerda brasileiros nos anos de chumbo, a novela das 6h, das 7h e das 8h, o futebol, o STF, as fichas limpas, as fichas sujas, as igrejas evangélicas, os católicos, os espiritualistas, Napoleão, D. João, Antonio Conselheiro, os sindicatos, o livro do Paulo Coelho, os palhaços e, assim, foi-se o tempo!

O grande termômetro desta campanha não está no candidato tucano – capaz de matar o próprio partido e seus pressupostos, para alimentar uma vaidade pessoal nem, tampouco, na candidata da situação – criação última do “cara” que, realmente, modificou a relação trabalhista no ABC Paulista quando efetivo agente sindical; que modificou, também, a ordem das coisas na política brasileira que se arrastava pelos séculos e que, com maestria, suspende, por agora, sua atuação presidencial, em índices elevadíssimos de popularidade, mas, que não será lembrado por algum Projeto Nacional, Educacional ou de respeito ao Erário! Todos calaram e todos foram calados!

O grande termômetro é a ausência de um povo capaz de discutir, em alto nível, o que quer para sua própria nação! O eleito, seja Maria ou José, nada mais é que uma figura, ainda (e sempre) incapaz de fazer alguma coisa sobre uma população que insiste na mediocridade!
O Brasil – ou a idéia de Brasil, perdeu!

Perderam os brasilianos e brasilienses (porque estão escondidos entre as grades e prostíbulos portugueses, em caricaturas indígenas e na excitação por correntes nos tornozelos). Ganharam (outra vez) os brasileiros, no seu sentido mais puramente histórico, comercial e etimológico!

Então, enquanto Escolas, Faculdades e Universidades vão mantendo seu papel de manutenção do "status quo" dos currais, cuidando de cascos e carrapatos e, ainda, enquanto o grande Projeto nacional seja o "hexa" e o dinheiro público vai financiando vampiros e sanguessugas, os deuses das florestas e as almas perdidas, continuam na cantoria, cachaça, bumbo e vigílias: “joga pedra na Geni / joga bosta na Geni / ela é feita pra apanhar / ela boa de cuspir / maldita Geni!”. Ou, “vem, vamos embora / que esperar não é saber / quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Ou, “se já perdemos a noção da hora / se juntos já jogamos tudo fora”. Ou "Brasil, mostra a tua cara / Quero ver quem paga / Pra gente ficar assim / Brasil! / Qual é o teu negócio? / O nome do teu sócio? / Confia em mim....


27 de outubro, 2010 (véspera da eleição presidencial do Brasil)


© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Professor de Ciências Jurídicas e Sociais e Literatura em graduação e pós-graduação. Coordenador de Curso de Direito. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – U. B. dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS (2009).

Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

martedì 19 ottobre 2010

INSTRUÇÃO e HUMANIZAÇÃO OU, POR QUE AMO A TORÁ...


INSTRUÇÃO e HUMANIZAÇÃO OU,
POR QUE AMO A TORÁ...
Pietro Nardella-Dellova


A Torá ergueu o homem das camadas inferiores e o colocou em pé, ensinando-o as notas musicais e o fez abrir os olhos e ver ali, diante de si, o elemento feminino transbordando música e vida! Ela deu, enfim, sentido ao homem, e deu encanto, inteligência e poesia à mulher, e cada uma de suas letras afogueadas desde o alto, brilha em uma coroa que movimenta e organiza sabedoria e compreensão, bondade, poder e beleza, eternidade, esplendor e fundamento e, por isso mesmo, o reino da humanidade vai se estabelecendo em busca de harmonia e paz. A Torá é, de fato (e de forma geral), um presente para a humanidade – mas, para alguns, tornou-se toda a experiência de vida!

Por isso mesmo amo a Torá, porque não estou só no mundo e em qualquer parte reconheço meus pares que se vestem dela. E não importam quais sejam aqueles que investem contra nós (de dentro ou de fora), de ontem e de hoje, com lanças ou tiros, discursos ou fogo – ela alimenta uma alma plenamente agigantada na sua experiência! Ela renova minhas forças a cada vez que ergo um menino nos seus primeiros dias de vida ou ouço o nome de uma filha anunciado como disposição de bênção de seu pai. A Torá nos leva à Bimá - e não o contrário, onde somos profundamente humanos porque dali e em direção ao sol nascente nossas faces são iluminadas e voamos ao centro do mundo, ao lugar por onde passaram Shem - o Mestre de Justiça, e Avraham, Ytzchak e Ya’akov. O lugar por que sonhou Moshè rabenu!

Mas, ela não me aliena. Não me faz desperdiçar energia com fantasias nem com o desconhecido além do rio. Ela me remete à minha boca, ao meu peito, às minhas mãos, aos meus pés e aos meus olhos. Ah, eu amo a Torá porque ela me faz amar meu corpo plenamente abençoado por HaShem e, sobretudo, porque, tomado pela mão, ela me ajuda a construir um mundo de sentimentos bons e em seu contexto crio tantas coisas boas, desde o campo ao espaço, das águas aos desertos, de onde tiro o a multiplicação dos meus animais, e abro asas de fogo, e transformo sal em vida, e faço nascer o algodão e a romã. A Torá me realiza e me dá o poder de discernimento do sim e do não, da proximidade e da distância, dos que devem se sentar à mesa e dos que devem ser mantidos longe.

Eu amo a Torá porque ela me ensina o tempo e o espaço, onde vivo na máxima expressão humana. E me ensina a ver tudo como Jardim do Eterno, pois não importa onde esteja ou aonde vá, no hemisfério sul ou norte, no gelo perpétuo dos Alpes ou na Floresta Amazônica, no vale verdejante do Jordão ou na solidão do Neguev, no leste ou oeste – seja em qualquer lugar, em qualquer terra, em qualquer mar, por onde navego, ou céu, por onde vôo. Não importa a cor das pessoas que encontro, se negras, brancas ou orientais – em tudo e em todos a Torá me ensinou a música e a partitura em que ouço o devir dos Espíritos do Eterno e sua voz abençoando o Poiema de sua Justiça e a Poiesis de sua Misericórida em um eco continuado e imutável, dizendo: é muito bom!

Por isso ouço compositores e musicistas, e sopranos, tenores, barítonos, contraltos e baixos, e as vozes de meio, sejam italianos, judeus, árabes, alemães, espanhóis ou brasilianos, de hoje e de séculos passados – porque me parece que todos os que são feitos de música e de poesia querem alcançar os acordes e a melodia deste “é muito bom!”. Por isso, também, vejo dançarinas que abrem seus braços como as asas da borboleta e mulheres em um ritmo do vôo da águia – porque me parece que todas as mulheres que são feitas de delicadeza e doçura, inteligência e força, dança e asas, querem revelar algo daquele elemento feminino que cobriu um mundo sem forma e vazio e lhe deu colorido e beleza. Porque em cada voz em soprano ou contralto, em cada passo da dança da águia, elas mostram o porquê da mulher ser a Bênção do Eterno e os que as encontram os abençoados do Eterno!

Ah, como eu amo a Torá! Porque ando com meus filhos pelo campo e pela neve, no sol ou na chuva, e tudo que vejo abençoa o Nome do Eterno – e não lhes ensino a reza, mas a vida, a sensibilidade, o sentir cada passo e a brisa no rosto. E porque ela, a Torá, me faz repousar em paz, sem medo nem pesadelo. Quando durmo apenas descanso, e não grito nem choro, porque o pão que divido com as mãos para meus filhos formou-se dos princípios vívidos de Torá! Então, o fogo da Torá me leva ao máximo de minha humanidade e onde estou dos poros brotam energias de comunhão com o bem e com a paz. Por isso mesmo, antes de um livro de rezas, dei um piano, um violino e uma flauta aos meus filhos e, ainda, antes de ensinar as bênçãos da manhã, da tarde e da noite, ensinei as notas musicais, simplesmente porque elas vieram primeiro. E, além disso, alguém que não saiba música nem apreciar música, que não saiba dançar nem apreciar a dança, que não saiba andar pelo campo ou pela neve, que nada saiba de elemento feminino ou da mulher como bênção do Eterno, não saberá o que significam as bênçãos da manhã, da tarde e da noite...

E quando me debruço sobre o Sêfer ela me permite ver na superfície multicolorida da letra-princípio e aprofundar, ainda, em mares profundos das idéias humanizadoras, abrindo conexões sutis de insights vigorosos até, enfim, voar como águia em busca do brilho da coroa de que emanam as Forças da Criação!

Mas, ao passar pelas suas letras, nada encontro que me leva à obscuridade religiosa, porque não a busco pela morte, mas pela vida. Amo a Torá porque ela me mantém à distância dos desvarios religiosos multifacetados! Porque ela me ensina que o Eterno me abençoou para viver e não para morrer, para expandir e não para cair moribundo, com culpas opressivas.

Amo a Torá porque ela me faz ver em profundidade e extensão, porque me dá saúde e paz, e nela não tropeço nem manco. Porque nela todo deserto se converte em jardim e todo gigante em pão. Amo a Torá porque ela é uma canção para a minha vida e por ela abençôo o Nome do Eterno. Amo a Torá porque ela fez homens e mulheres me abençoarem à distância, em tempos remotos,e por ela, abençôo meus filhos e aqueles que viverão à distância em tempo remotamente futuros.

17 de Adar, 5770.

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Coordena Curso de Direito e leciona Direito Civil e Filosofia da Linguagem em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

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com o apreço de sempre


Pietro Nardella-Dellova

lunedì 18 ottobre 2010

SHIR HASSHIRIM – CANTICO DEI CANTICI (di Sh'lomò Ben David (Salomone)


SHIR HASSHIRIM – CANTICO DEI CANTICI
di Sh’lomò Ben David (Salomone)

1
1Cantico dei cantici, che è di Salomone.
2Mi baci con i baci della sua bocca!Sì, le tue tenerezze sono più dolci del vino.3Per la fragranza sono inebrianti i tuoi profumi,profumo olezzante è il tuo nome,per questo le giovinette ti amano.4Attirami dietro a te, corriamo!M'introduca il re nelle sue stanze:gioiremo e ci rallegreremo per te,ricorderemo le tue tenerezze più del vino.A ragione ti amano!
5Bruna sono ma bella,o figlie di Gerusalemme,come le tende di Kedar,come i padiglioni di Salma.6Non state a guardare che sono bruna,poiché mi ha abbronzato il sole.I figli di mia madre si sono sdegnati con me:mi hanno messo a guardia delle vigne;la mia vigna, la mia, non l'ho custodita.7Dimmi, o amore dell'anima mia,dove vai a pascolare il gregge,dove lo fai riposare al meriggio,perché io non sia come vagabondadietro i greggi dei tuoi compagni.
8Se non lo sai, o bellissima tra le donne,segui le orme del greggee mena a pascolare le tue caprettepresso le dimore dei pastori.
9Alla cavalla del cocchio del faraoneio ti assomiglio, amica mia.10Belle sono le tue guance fra i pendenti,il tuo collo fra i vezzi di perle.11Faremo per te pendenti d'oro,con grani d'argento.
12Mentre il re è nel suo recinto,il mio nardo spande il suo profumo.13Il mio diletto è per me un sacchetto di mirra,riposa sul mio petto.14Il mio diletto è per me un grappolo di cipronelle vigne di Engàddi.15Come sei bella, amica mia, come sei bella!I tuoi occhi sono colombe.16Come sei bello, mio diletto, quanto grazioso!Anche il nostro letto è verdeggiante.17Le travi della nostra casa sono i cedri,nostro soffitto sono i cipressi.
2
1Io sono un narciso di Saron,un giglio delle valli.2Come un giglio fra i cardi,così la mia amata tra le fanciulle.3Come un melo tra gli alberi del bosco,il mio diletto fra i giovani.Alla sua ombra, cui anelavo, mi siedoe dolce è il suo frutto al mio palato.4Mi ha introdotto nella cella del vinoe il suo vessillo su di me è amore.5Sostenetemi con focacce d'uva passa,rinfrancatemi con pomi,perché io sono malata d'amore.6La sua sinistra è sotto il mio capoe la sua destra mi abbraccia.7Io vi scongiuro, figlie di Gerusalemme,per le gazzelle o per le cerve dei campi:non destate, non scuotete dal sonno l'amata,finché essa non lo voglia.
8Una voce! Il mio diletto!Eccolo, vienesaltando per i monti,balzando per le colline.9Somiglia il mio diletto a un caprioloo ad un cerbiatto.Eccolo, egli stadietro il nostro muro;guarda dalla finestra,spia attraverso le inferriate.10Ora parla il mio diletto e mi dice:"Alzati, amica mia,mia bella, e vieni!11Perché, ecco, l'inverno è passato,è cessata la pioggia, se n'è andata;12i fiori sono apparsi nei campi,il tempo del canto è tornatoe la voce della tortora ancora si fa sentirenella nostra campagna.13Il fico ha messo fuori i primi fruttie le viti fiorite spandono fragranza.Alzati, amica mia,mia bella, e vieni!14O mia colomba, che stai nelle fenditure della roccia,nei nascondigli dei dirupi,mostrami il tuo viso,fammi sentire la tua voce,perché la tua voce è soave,il tuo viso è leggiadro".15Prendeteci le volpi,le volpi piccolineche guastano le vigne,perché le nostre vigne sono in fiore.16Il mio diletto è per me e io per lui.Egli pascola il gregge fra i figli.17Prima che spiri la brezza del giornoe si allunghino le ombre,ritorna, o mio diletto,somigliante alla gazzellao al cerbiatto,sopra i monti degli aromi.
3
1 Sul mio letto, lungo la notte, ho cercatol'amato del mio cuore;l'ho cercato, ma non l'ho trovato.2"Mi alzerò e farò il giro della città;per le strade e per le piazze;voglio cercare l'amato del mio cuore".L'ho cercato, ma non l'ho trovato.3Mi hanno incontrato le guardie che fanno la ronda:"Avete visto l'amato del mio cuore?".4Da poco le avevo oltrepassate,quando trovai l'amato del mio cuore.Lo strinsi fortemente e non lo lasceròfinché non l'abbia condotto in casa di mia madre,nella stanza della mia genitrice.
5Io vi scongiuro, figlie di Gerusalemme,per le gazzelle e per le cerve dei campi:non destate, non scuotete dal sonno l'amatafinché essa non lo voglia.
6Che cos'è che sale dal desertocome una colonna di fumo,esalando profumo di mirra e d'incensoe d'ogni polvere aromatica?7Ecco, la lettiga di Salomone:sessanta prodi le stanno intorno,tra i più valorosi d'Israele.8Tutti sanno maneggiare la spada,sono esperti nella guerra;ognuno porta la spada al fiancocontro i pericoli della notte.9Un baldacchino s'è fatto il re Salomone,con legno del Libano.10Le sue colonne le ha fatte d'argento,d'oro la sua spalliera;il suo seggio di porpora,il centro è un ricamo d'amoredelle fanciulle di Gerusalemme.11Uscite figlie di Sion,guardate il re Salomonecon la corona che gli pose sua madre,nel giorno delle sue nozze,nel giorno della gioia del suo cuore.
4
1Come sei bella, amica mia, come sei bella!Gli occhi tuoi sono colombe,dietro il tuo velo.Le tue chiome sono un gregge di capre,che scendono dalle pendici del Gàlaad.2I tuoi denti come un gregge di pecore tosate,che risalgono dal bagno;tutte procedono appaiate,e nessuna è senza compagna.3Come un nastro di porpora le tue labbrae la tua bocca è soffusa di grazia;come spicchio di melagrana la tua gotaattraverso il tuo velo.4Come la torre di Davide il tuo collo,costruita a guisa di fortezza.Mille scudi vi sono appesi,tutte armature di prodi.5I tuoi seni sono come due cerbiatti,gemelli di una gazzella,che pascolano fra i gigli.6Prima che spiri la brezza del giornoe si allunghino le ombre,me ne andrò al monte della mirrae alla collina dell'incenso.7Tutta bella tu sei, amica mia,in te nessuna macchia.8Vieni con me dal Libano, o sposa,con me dal Libano, vieni!Osserva dalla cima dell'Amana,dalla cima del Senìr e dell'Èrmon,dalle tane dei leoni,dai monti dei leopardi.9Tu mi hai rapito il cuore,sorella mia, sposa,tu mi hai rapito il cuorecon un solo tuo sguardo,con una perla sola della tua collana!10Quanto sono soavi le tue carezze,sorella mia, sposa,quanto più deliziose del vino le tue carezze.L'odore dei tuoi profumi sorpassa tutti gli aromi.11Le tue labbra stillano miele vergine, o sposa,c'è miele e latte sotto la tua linguae il profumo delle tue vesti è come il profumo del Libano.12Giardino chiuso tu sei,sorella mia, sposa,giardino chiuso, fontana sigillata.13I tuoi germogli sono un giardino di melagrane,con i frutti più squisiti,alberi di cipro con nardo,14nardo e zafferano, cannella e cinnamòmocon ogni specie d'alberi da incenso;mirra e aloecon tutti i migliori aromi.15Fontana che irrora i giardini,pozzo d'acque vivee ruscelli sgorganti dal Libano.
16Lèvati, aquilone, e tu, austro, vieni,soffia nel mio giardinosi effondano i suoi aromi.Venga il mio diletto nel suo giardinoe ne mangi i frutti squisiti.
5
1Son venuto nel mio giardino, sorella mia, sposa,e raccolgo la mia mirra e il mio balsamo;mangio il mio favo e il mio miele,bevo il mio vino e il mio latte.Mangiate, amici, bevete;inebriatevi, o cari.
2Io dormo, ma il mio cuore veglia.Un rumore! È il mio diletto che bussa:"Aprimi, sorella mia,mia amica, mia colomba, perfetta mia;perché il mio capo è bagnato di rugiada,i miei riccioli di gocce notturne".3"Mi sono tolta la veste;come indossarla ancora?Mi sono lavata i piedi;come ancora sporcarli?".4Il mio diletto ha messo la mano nello spiraglioe un fremito mi ha sconvolta.5Mi sono alzata per aprire al mio dilettoe le mie mani stillavano mirra,fluiva mirra dalle mie ditasulla maniglia del chiavistello.6Ho aperto allora al mio diletto,ma il mio diletto già se n'era andato, era scomparso.Io venni meno, per la sua scomparsa.L'ho cercato, ma non l'ho trovato,l'ho chiamato, ma non m'ha risposto.7Mi han trovato le guardie che perlustrano la città;mi han percosso, mi hanno ferito,mi han tolto il mantellole guardie delle mura.8Io vi scongiuro, figlie di Gerusalemme,se trovate il mio diletto,che cosa gli racconterete?Che sono malata d'amore!
9Che ha il tuo diletto di diverso da un altro,o tu, la più bella fra le donne?Che ha il tuo diletto di diverso da un altro,perché così ci scongiuri?
10Il mio diletto è bianco e vermiglio,riconoscibile fra mille e mille.11Il suo capo è oro, oro puro,i suoi riccioli grappoli di palma,neri come il corvo.12I suoi occhi, come colombesu ruscelli di acqua;i suoi denti bagnati nel latte,posti in un castone.13Le sue guance, come aiuole di balsamo,aiuole di erbe profumate;le sue labbra sono gigli,che stillano fluida mirra.14Le sue mani sono anelli d'oro,incastonati di gemme di Tarsis.Il suo petto è tutto d'avorio,tempestato di zaffiri.15Le sue gambe, colonne di alabastro,posate su basi d'oro puro.Il suo aspetto è quello del Libano,magnifico come i cedri.16Dolcezza è il suo palato;egli è tutto delizie!Questo è il mio diletto, questo è il mio amico,o figlie di Gerusalemme.
6
1Dov'è andato il tuo diletto,o bella fra le donne?Dove si è recato il tuo diletto,perché noi lo possiamo cercare con te?
2Il mio diletto era sceso nel suo giardinofra le aiuole del balsamoa pascolare il gregge nei giardinie a cogliere gigli.3Io sono per il mio diletto e il mio diletto è per me;egli pascola il gregge tra i gigli.
4Tu sei bella, amica mia, come Tirza,leggiadra come Gerusalemme,terribile come schiere a vessilli spiegati.5Distogli da me i tuoi occhi:il loro sguardo mi turba.Le tue chiome sono come un gregge di capreche scendono dal Gàlaad.6I tuoi denti come un gregge di pecoreche risalgono dal bagno.Tutte procedono appaiatee nessuna è senza compagna.7Come spicchio di melagrana la tua gota,attraverso il tuo velo.8Sessanta sono le regine,ottanta le altre spose,le fanciulle senza numero.9Ma unica è la mia colomba la mia perfetta,ella è l'unica di sua madre,la preferita della sua genitrice.L'hanno vista le giovani e l'hanno detta beata,le regine e le altre spose ne hanno intessuto le lodi.10"Chi è costei che sorge come l'aurora,bella come la luna, fulgida come il sole,terribile come schiere a vessilli spiegati?".11Nel giardino dei noci io sono sceso,per vedere il verdeggiare della valle,per vedere se la vite metteva germogli,se fiorivano i melograni.12Non lo so, ma il mio desiderio mi ha postosui carri di Ammi-nadìb.
7
1"Volgiti, volgiti, Sulammita,volgiti, volgiti: vogliamo ammirarti"."Che ammirate nella Sulammitadurante la danza a due schiere?".
2"Come son belli i tuoi piedinei sandali, figlia di principe!Le curve dei tuoi fianchi sono come monili,opera di mani d'artista.3Il tuo ombelico è una coppa rotondache non manca mai di vino drogato.Il tuo ventre è un mucchio di grano,circondato da gigli.4I tuoi seni come due cerbiatti,gemelli di gazzella.5Il tuo collo come una torre d'avorio;i tuoi occhi sono come i laghetti di Chesbòn,presso la porta di Bat-Rabbìm;il tuo naso come la torre del Libanoche fa la guardia verso Damasco.6Il tuo capo si erge su di te come il Carmeloe la chioma del tuo capo è come la porpora;un re è stato preso dalle tue trecce".7Quanto sei bella e quanto sei graziosa,o amore, figlia di delizie!8La tua statura rassomiglia a una palmae i tuoi seni ai grappoli.9Ho detto: "Salirò sulla palma,coglierò i grappoli di datteri;mi siano i tuoi seni come grappoli d'uvae il profumo del tuo respiro come di pomi".
10"Il tuo palato è come vino squisito,che scorre dritto verso il mio dilettoe fluisce sulle labbra e sui denti!11Io sono per il mio dilettoe la sua brama è verso di me.12Vieni, mio diletto, andiamo nei campi,passiamo la notte nei villaggi.13Di buon mattino andremo alle vigne;vedremo se mette gemme la vite,se sbocciano i fiori,se fioriscono i melograni:là ti darò le mie carezze!14Le mandragore mandano profumo;alle nostre porte c'è ogni specie di frutti squisiti,freschi e secchi;mio diletto, li ho serbati per te".
8
1Oh se tu fossi un mio fratello,allattato al seno di mia madre!Trovandoti fuori ti potrei baciaree nessuno potrebbe disprezzarmi.2Ti condurrei, ti introdurrei nella casa di mia madre;m'insegneresti l'arte dell'amore.Ti farei bere vino aromatico,del succo del mio melograno.3La sua sinistra è sotto il mio capoe la sua destra mi abbraccia.
4Io vi scongiuro, figlie di Gerusalemme,non destate, non scuotete dal sonno l'amata,finché non lo voglia.
5Chi è colei che sale dal deserto,appoggiata al suo diletto?Sotto il melo ti ho svegliata;là, dove ti concepì tua madre,là, dove la tua genitrice ti partorì.
6Mettimi come sigillo sul tuo cuore,come sigillo sul tuo braccio;perché forte come la morte è l'amore,tenace come gli inferi è la passione:le sue vampe son vampe di fuoco,una fiamma del Signore!7Le grandi acque non possono spegnere l'amorené i fiumi travolgerlo.Se uno desse tutte le ricchezze della sua casain cambio dell'amore, non ne avrebbe che dispregio.
8Una sorella piccola abbiamo,e ancora non ha seni.Che faremo per la nostra sorella,nel giorno in cui se ne parlerà?9Se fosse un muro,le costruiremmo sopra un recinto d'argento;se fosse una porta,la rafforzeremmo con tavole di cedro.10Io sono un muroe i miei seni sono come torri!Così sono ai suoi occhicome colei che ha trovato pace!11Una vigna aveva Salomone in Baal-Hamòn;egli affidò la vigna ai custodi;ciascuno gli doveva portare come suo fruttomille sicli d'argento.12La vigna mia, proprio mia, mi sta davanti:a te, Salomone, i mille siclie duecento per i custodi del suo frutto!
13Tu che abiti nei giardini- i compagni stanno in ascolto -fammi sentire la tua voce.14"Fuggi, mio diletto,simile a gazzellao ad un cerbiatto,sopra i monti degli aromi!".

sabato 9 ottobre 2010

Dietro ai ristoranti cinesi - Il mercato della carne di cane Cina - Olt...




*
Questo è cane! Vorrete???

O preferirete Pollo?
O Topo?
O Mucca?
O Bue?
O Pesce?
O Balena?
O Delfino?
O Pecora?

Mangiare della carne è proprio dell'Alien della persona affetta da alienazione mentale!Bahhhhhhhhhh !!!!!!

giovedì 7 ottobre 2010

אינסוף

אינסוף

YOM KIPPUR 5772


YOM KIPPUR 5772
(...)
Yom Kippur
È immersione
Dentro me
Nella mia conoscenza
E nella ricerca me

Non c'è nessun gruppo di Yom Kippur
Ma un atto di silenzio solitario

Quindi per volare
Nell’incontro delle
Forze dell’elokhim
Ed abbracciare la natura
E l’anima dell’universo
Edenico

Cantando nella pace
Delle dieci Sefirot...
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in YOM KIPPUR 5772, 2011
*
*
*
YOM KIPPUR 5772
(...)
Yom Kippur
É o mergulho
Dentro de mim
No conhecimento
E busca de mim...

Não há Yom Kippur de grupo
Mas, um ato de silêncio solitário

Para, depois, voar
Ao encontro das
Forças de Elokhim
E abraçar a natureza
E a alma do universo
Edênico

Cantando na paz
Das dez Sefirot...
(...)

Pietro Nardella-Dellova, in YOM KIPPUR 5772, 2011

Zaz - Je veux









ZAZ - Je Veux
*
Donnez moi une suite au Ritz, je n'en veux pas
Des bijoux de chez Chanel, je n'en veux pas
... Donnez moi une limousine, j'en ferais quoi?
Papa lapa papa
Offrez moi du personnel, j'en ferais quoi?
Un manoir a Neuchâtel, c'est pas pour moi
Offrez moi la tour Eiffel, j'en ferais quoi?

[refrain:]
Je veux d'l'amour, d'la joie, de la bonne humeur
Ce n'est pas votre argent qui f'ra mon bonheur
Moi j'veux crever la main sur le cœur
papalapapapala
Allons ensemble découvrir ma liberté
Oubliez donc, tous vos clichés
Bienvenue dans ma réalité

J'en ai marre d'vos bonnes manières
C'est trop pour moi
Moi je mange avec les mains
Et j'suis comme ça
J'parle fort et je suis franche
Excusez moi
Fini l'hypocrisie moi,
J'me casse de là
J'en ai marre des langues de bois
Regardez moi
Toute manière j'vous en veux pas
Et j'suis comme ça
J'suis comme ça

papalapapapala

domenica 3 ottobre 2010

SAKINEH FORSE GIUSTIZIATA NELLE PROSSIME ORE

(di Paola Tamborlini)


ROMA - Sakineh potrebbe essere uccisa nelle prossime ore nel carcere di Tabriz. Non più lapidata, ma impiccata. L'allarme è arrivato in mattinata dal comitato internazionale contro le esecuzioni. L'Ue si è detta "molto preoccupata" ed ha immediatamente avviato accertamenti per verificare la notizia, in Italia il ministro degli Esteri Franco Frattini ha assicurato che non ci sono conferme, mentre dalla Francia sono rimbalzate le voci su una possibile "rapida esecuzione" della donna iraniana accusata di adulterio e concorso nell'omicidio del marito. Il tutto nel totale silenzio di Teheran.

Ma la notizia della possibile impiccagione di Sakineh ha immediatamente suscitato l'indignazione di diversi paesi europei, gli appelli di molti ministri, tra i quali Frattini e la collega delle Pari opportunità Carfagna, e l'organizzazione di marce e fiaccolate da Parigi a Roma e Bruxelles.

"La 'Commissione per i diritti umani' del regime - hanno assicurato al comitato - ha annunciato che 'secondo le prove esistenti, la sua colpevolezza e' stata confermatà ". Di fatto, è l'accusa del comitato, "il regime ha creato un nuovo scenario per accelerare la condanna a morte". A tutto ciò bisogna aggiungere che il mercoledì, in Iran, è il giorno delle esecuzioni, come ha sottolineato La Regle du jeu, rivista online di Henri-Levy che ha ottenuto informazioni analoghe, "c'é quindi da essere terribilmente preoccupati per Sakineh".

Da Teheran non sono arrivate né conferme né smentite, ma ieri il vice ministro degli Esteri ha ribadito la posizione del regime: "L'Iran - ha detto Hassan Qashqavi - difende la vittima e la sua famiglia, mentre l'Occidente difende chi ha recato l'offesa". Non una parola però su una possibile accelerazione dell'esecuzione. L'unica notizia di oggi è quella dell'arresto dell'avvocato iraniano dei due tedeschi finiti in manette mentre intervistavano il figlio e il legale di Sakineh, anche loro poi arrestati. Mentre il presidente del comitato 'Neda Days' ha annunciato di aver trovato un altro avvocato per difendere Sakineh. Si tratta di una donna che sarà aiutata a livello internazionale da un penalista italiano, Bruno Malattia.

Dalla Gran Bretagna, il Foreign Office ha definito la possibile impiccagione di Sakineh "un atto vergognoso", mentre dall'Italia Frattini, in contatto con l'ambasciata, ha assicurato che non ci sono conferme. "Rispetto le ong - ha detto - ma il nostro ambasciatore a Teheran non ha nessunissima conferma che domani la condanna a morte sarà eseguita".

Il titolare della Farnesina si è detto comunque fiducioso di trovare ascolto presso Teheran, rinnovando un appello "che non é contro l'Iran ma per la vita di Sakineh". Preoccupazione e "indignazione" è stata espressa dal ministro per le politiche europee Andrea Ronchi, mentre si sono rivolti al Governo e alla Ue, chiedendo di "fermare la mano del boia", i capigruppo del Pd Anna Finocchiaro e Dario Franceschini, come l'Idv che, con Pedica, ha chiesto all'esecutivo di "attivarsi per salvarla". I due vicepresidenti italiani del Parlamento europeo Gianni Pittella (Pd) e Roberta Angelilli (Pdl) hanno chiesto alle autorità di Teheran di chiarire le voci. Sakineh è diventata "un simbolo per la difesa della libertà", per il sindaco di Roma Gianni Alemanno, che ha esposto in Campidoglio l'immagine della donna e la presidente della Regione Renata Polverini che ha invitato il governo a non lasciarla sola. E dal Festival di Roma il regista iraniano Fariborz Kamkari ha invitato a continuare a battersi per Sakineh.


Redazione Libero