alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







domenica 23 aprile 2017

GENOCIDIO , VIOLENZA ED OLOCAUSTO

GENOCIDIO, VIOLENZA ED OLOCAUSTO

Il prossimo 24 aprile coincide con il 27 di Nissan (calendario ebraico): è Yom HaShoah in Israele, cioè Giorno del Ricordo dell'Olocausto: l’assassinio e lo sterminio di 6 milioni di Ebrei (1939-1945) dai nazisti. Per coincidenza, nel 24 aprile si ricorda anche il Genocidio di 1,5 milioni di armeni uccisi (1915-1923) dall'Impero Ottomano (attuale Turchia in particolare).

Insieme con i miei 6 milioni di Ebrei, altri 10 milioni de persone sono stati uccisi dai nazisti (1939-1945: disabili, disabili mentali, zingari, omosessuali, testimoni di Geova, polacchi e tedeschi antinazisti). Insieme: 16 milioni!

Come Ebreo, ho la responsabilità di ricordare le mie persone uccise, ed anche tutti gli altri uccisi, e per lo più sempre combattere, senza fine, ogni fascismo, ogni nazismo, l'autoritarismo, il militarismo, la ditatura, e resistere com tutta la mia forza a tutte le rotture con la democrazia.

© Pietro N-Dellova

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GENOCÍDIO, VIOLÊNCIA E HOLOCAUSTO

O próximo dia 24 de abril coincide com o 27 de Nissan (calendário judaico): é Yom HaShoa em Israel, isto é, Dia da Recordação do Holocausto: o assassinato e extermínio de 6 milhões de Judeus (1939-1945) pelos nazistas. Por coincidência, no dia 24 de abril se recorda também o Genocídio de 1,5 milhões de armênios assassinados (1915-1923) pelo Império Otomano (hoje, especificamente, Turquia).

Junto com os meus 6 milhões de Judeus, outros 10 milhões de pessoas foram assassinadas pelos nazistas (1939-1945: deficientes físicos, deficientes mentais, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, poloneses e alemães anti-nazistas). Juntos: 16 milhões!

Como Judeu, tenho a responsabilidade de recordar as minhas pessoas assassinadas e, também, todos os outros assassinados, bem como combater, sem fim, cada fascismo, cada nazismo, o autoritarismo, o militarismo, a ditadura, e resistir com toda a minha força a todas as rupturas com a democracia.


© Pietro N-Dellova 

domenica 16 aprile 2017

O PAÍS DA IDEIA FIXA E DA BURRICE

O PAÍS DA IDEIA FIXA E DA BURRICE

por Pietro Nardella-Dellova 

A ideia fixa  de “prisão” como expressão de justiça, bem como a ideia repetitiva osmótica, diuturna e incessante de “combate à corrupção”,  agora, pioradas muitas vezes com a divulgação da Lista da Oldebrecht, demonstram uma sociedade doente, muito enferma, diria mesmo, cronicamente enferma.

Toda a energia e atenção estão concentradas, fixadas, centrifugadas, sem qualquer criatividade (tipo rio residual e barrento que se arrasta), na coisa da “prisão” e na coisa do “combate à corrupção”. Um dos sintomas é a apresentação dos muitos nomes da tal Lista com ares de “surpresa”. Movidos, como sempre, pelo cérebro pouco inteligente, futebolístico, gosmento, narrativo, noveleiro e estupidamente messiânico, as grandes mídias apresentam (e a população recebe e come) o ar e a ração da surpresa. Demonstram surpresa, surpresa incompreensível, ao que aí está desde Cabral (o primeiro Cabral!), criando um estado de abandono crítico. As pessoas resolveram transmitir e receber, assumindo que vivem de ideia fixa e repetição – doença acrítica e burrice!

O quadro fica piorado, agora, com a apresentação de novos (porém velhos e velhacos) tipos políticos, tais como o raso Dória - o “chuchu com farinha”, e Bolsonaro - o “babão fascistoide”, ambas figuras espelhadas no Collor "globalizado" dos anos 80, sempre criadas na chave e adubo dos “salvadores da Pátria” e “portadores da decência").  O que já é pior fica ainda piorado muitas vezes quando se multiplicam as defesas e os discursos para a instalação de uma “Nova Constituinte” e, assim, para uma Nova Constituição. Neste caso, é o fenômeno farmacêutico: o doente quer uma “receita”, ainda que, como sói acontecer, o paciente jamais a cumpra! No caso da Constituição (ou de ideia de receita), o Brasil mantém-se doente pelas suas oito, quase nove, Constituições.

É uma situação já abordada por Machado de Assis, em sua obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, bem como por Theodor Adorno e Max Horkheimer (Dialética do Esclarecimento), respectivamente, acerca da “ideia fixa” do emplastro e da “burrice”, sintoma da coisa repetitiva. 

Reconheço que não é tão simples fugir à “ideia fixa” ou à “burrice” da repetição. São comportamentos assumidos (ainda que de modo centrigufado). A solução, segundo o que eu penso (e falo diante do quadro que aí está – e é apenas um ponto de referência do meu pensamento), seria (seria, porque não foi ainda) a efetivação decidida da Constituição Federal de 1988 e de todos os direitos fundamentais (e de cada um em especial!), bem como a abertura ao debate entre inteligências críticas (sem o funeral da ideia fixa ou a mesmice da burrice), debate amplo, irrestrito, proativo. De um lado, a solução está no texto da atual (e espero mantenha-se!)  Constituição Federal e na resistência (sem meias palavras) à indicação de nomes esquálidos como Bolsonaro ou “fakerizados” como Dória.

A ideia fixa da “prisão” e o repetitivo “combate à corrupção” (burrice) são isso, e isso apenas: ideia fixa mórbida e burrice assumida! Aliás, reconheçamos, tal a busca paneleira ou blá-blá-blá dos movimentos sociais (artificiais) pela ideia fixa do emplastro machadiano e revelação desavergonhada da burrice, um resultado aí está, fazendo, mandando, cooptando e destruindo direitos: Temer - cara, corpo e alma, da sociedade do emplastro e da burrice!


[Pietro Nardella-Dellova, é ligado ao PPGSD (Doutorado) da Universidade Federal Fluminense, onde escreve sobre "Ideias Libertárias e o Direito Civil: Propriedade". É Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, e, também, Mestre em Ciência da Religião pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e Graduado em Filosofia. Palestrante e Professor de Direito Civil, Literatura e Direitos Humanos, desde 1990, em várias Instituições Superiores de Ensino, entre as quais, a EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. É Membro Efetivo da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP. Coordenador do NUDAR - Núcleo de Pesquisas e Estudos das Teorias Críticas Aplicadas ao Direito. É Poeta, Membro da UBE - União Brasileira de Escritores, São Paulo, Apoiador do "Gruppo Martin Buber" para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, de Roma, e Membro da "Accademia Napoletana", Napoli]