alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







mercoledì 30 dicembre 2015

DETALHES DA DEFORMAÇÃO DE CARÁTER DE PARTE DA POPULAÇÃO BRASIL(EIRA)

DETALHES DA DEFORMAÇÃO DE CARÁTER DE PARTE DA POPULAÇÃO BRASIL(EIRA)

O que realmente existe no Brasil não é uma crise econômica, mas uma crise moral, ética, social (de cinco séculos). O que se observa, visível e expressivamente, é o ódio que se tem do trabalhador, do pobre, do negro, do nordestino, do índio, do imigrante. Uma pequena classe que viveu às custas dos índios, dos negros, dos imigrantes e do nordestino, vê, hoje, com profundo nojo, com vontade de vomitar, com desprezo, o trabalhador comum, o pobre, o negro, o nordestino, o índio, o imigrante, sobretudo, quando alcançam determinados postos ou dimensões econômicas. 

Esse pequeno grupo, que discrimina e tem nojo, grita pelas ruas contra a corrupção, mas é ele, ele mesmo, o mais corrupto e indecente. É ele quem compra, é ele quem dá propina, é ele quem desvirtua a política, é ele que reclama das faixas de ônibus (porque não as usa e sente ódio de dividir espaço com usuários de ônibus). Aliás, sente ódio em saber que usuários de ônibus possam chegar mais cedo, desfrutar da própria vida e de suas famílias.

Há um certo "estilo" em ser dessa classe. Ela pode dizer que não faz parte de tudo isso. É a classe que não é negra, não é indígena, não é imigrante, não é pobre. Mas, como não tem capacidade alguma, não é pela competição que a "pequena classe" desenvolve e se aperfeiçoa, mas por manter a grande maioria em situações de miséria, pobreza e dificuldades mil. 

É dela, da classe com "estilo", que saem determinados professores que, ao encontrar um estudante com potencial, mas sendo pobre (ou negro) impõe sofrimentos, perseguição, fala mal, e torce, torce ( e atua) com tudo o que tem, para ver tal e qual estudante dar-se mal. A glória dessa classe é afirmar (e comprovar) que existe um "povinho" que não tem musculatura intelectual nem inteligência, pois é demais que o "povinho" alcance postos de trabalho e sucesso. 

Não é sem razão que essa classe forma "operadores" do direito para servi-la, advogar sua causa (que é a de não perder seu status), sentenciar a seu favor, prendendo o negro e o pobre (e libertando o branco e o rico). Não é sem razão que 73% dos presos são pobres, negros e analfabetos. É um excedente que deve ser retirado do cenário público! Não é sem razão que essa classe odeia cotas, odeia projetos sociais como o bolsa-família e o mais-médicos, odeia as universidades federais, pois, até então, essa classe era dona das vagas das universidades estaduais e, hoje, as federais dão acesso a quaisquer pessoas, especialmente àquelas que foram historicamente excluídas. 

Não é sem razão que essa classe corrige os erros de português da Presidente da República (porque é classe (de)formada no preconceito linguístico), mas não corrige os seus próprios (que são imensos, inúmeros e escandalosos). Quando essa classe está fora do país, ela é subserviente, venal, ridícula, fala um inglês ridículo, mal sabe falar uma das línguas europeias (nem mesmo o português de Portugal). Espanhol? Nem pensar. Espanhol é a língua dos povos, entre os quais, ela não quer ser contada!

Enfim, é a classe racista, preconceituosa, de caráter defeituoso, sem ética, corrupta e burra, muito burra! Por isso mesmo, faz dois séculos, recusou-se a se chamar de povo "brasiliano" ou "brasiliense" (nomes gramaticalmente corretos) e preferiu ser "brasil-eiro" (absolutamente incorreto, pois designa apenas os que faziam comércio com as coisas do Brasil). As primeiras duas formas (corretas) designavam os brancos (sem bens nem posses) nascidos no Brasil e os indígenas, originais da terra.

É isso que existe no Brasil. É este o som dos panelaços! É apenas isso!

Pietro N-Dellova 

*
*
*

martedì 29 dicembre 2015

CONVITE AOS AMIGOS

CONVITE

Queridos Amigos e Amigas, salve!






Agradeço imensamente o apoio, a amizade e a solidariedade que tem marcado nossa caminhada até aqui. 


Convido a todos (e todas) a continuarem conosco, agora no Blog CAFÉ & DIREITO, onde postarei, a partir do próximo ano, os textos, comentários e análises críticas. Conto com o mesmo apoio que marcou nossa relação, com o debate, a leitura e a divulgação de nosso trabalho.


o link do Blog
www.nardelladellova.blogspot.com 

Fiquem por perto. 
Com apreço e amizade. Feliz 2016

Pietro N-Dellova

ÍNVIO


PAREMOS TODOS... PAREM, PAREM, PAREM !!!


DOUTOR? COMO ASSIM MANÉ?

DOUTOR? COMO ASSIM MANÉ?
(suum cuique tribuere, honeste vivere)

por Pietro N-Dellova


Em que pese o “costume” de se atribuir o título de “Dr.” a vários profissionais (bons que sejam!), costume esse defendido com argumentações de A a Z, entre as quais “decretos” monárquicos, primazia de curso superior, nivelamento ou cópia estadunidense (doctor) etc.

Em que pese o costume e a argumentação, sejamos esclarecidos, esta não é válida e cabal nem aquele se tornou um direito!

Aliás, espantosa e inacreditavelmente, "direito" exigido por profissionais, além de bacharéis em direito e médicos, tais como, psicólogos, dentistas, contadores, despachantes, enfermeiros, administradores. Há, inclusive, muitos debates, alguns em jornais impressos e outros em meios virtuais (debates tão antigos quanto o equívoco do título “Dr.”) em que uns dizem ter mais “direito” que outros ao título de Dr.! Debate banal!

Bem, a argumentação é um tanto (e quanto) falaciosa ou tosca. O costume é, de fato, um costume, mas não de direito e, portanto, não se encaixa nos assim chamados “bons costumes”!

O Bacharel em Direito é mesmo Bacharel – e não Dr.! Ingresso nos quadros da Ordem dos Advogados, portanto, com direito a Advogar é, ainda que seja a mais linda das profissões, um Advogado – eis o título! E mais. Se Juiz, Juiz! Se Procurador de Justiça, Procurador de Justiça! Se Delegado, Delegado! Se Professor, Professor! Os títulos são os nomes de suas funções e, dificilmente, tais profissionais chegam ao Doutoramento, ao Doutor!

O Psicólogo é Psicólogo! O Médico é Médico! O Nutricionista é Nutricionista!

O título de Doutor existe, de direito, atribuído àqueles que já sendo Mestres (em algumas Universidades de modo diverso), passam pelo exame de proficiência em duas línguas para além do vernáculo (geralmente, alemão, inglês, francês e italiano), cumprem créditos (disciplinas) em Universidades reconhecidas, escrevem uma Tese absolutamente nova e inovadora e a defendem (com aprovação) diante de uma Banca formada por Doutores! Eis, agora, sem saúde e solitário, o Doutor!

Quem fez um Mestrado é Mestre! Quem fez uma Especialização é Especialista!

Eu sei que muitos dos meus colegas e contatos – até mesmo os amigos, não concordarão comigo, pois ainda estão anestesiados com o costume e sob as névoas da má argumentação! Va bene! Continuamos colegas, contatos e amigos, mas, o título Doutor (Dr.) cabe apenas aos que fizeram um Doutorado que, por sua vez, não é mais nem menos que os títulos de Advogado, Médico, Juiz, Procurador, Delegado etc.

A meu ver, é ainda o resquício do espírito lusitano do bacharelismo que acabou por virar uma espécie de caricatura expressa em cartões de visita, grossos anéis de formatura, colações de grau (com direito a canudo vazio e serpentinas). Hoje, diante de um mundo mais inteligente, não é, sequer, de bom-tom!

Diria mais, apresentar-se como “Dr.” é um tipo sutil da arrogância de país eternamente colonizado, de estúpida superioridade social, de analfabetismo profissional e de agressão à inteligência. Uma infantilidade - para dizer o mínimo!. Geralmente, com um tanto de hipocrisia, os egressos (principalmente de um Curso de Direito) chamam seu colega de “Dr.”,  mas com a perceptível intenção de assim serem, também, chamados! Bah!

Uma curiosidade à parte. Os Doutores (de direito, pela Tese, e de fato, pela Pesquisa), em geral, não se apresentam como tais e, muito menos, em cartões de visita! São profissionais, comumente, Professores, que, quase em trapos e fusca, vivem orgasmaticamente entre livros, de sebo em sebo, de giz em giz, de laboratório em laboratório, sem anéis de formatura e, por desgraça (ou alívio), sem alianças de noivado e casamento - e fazem, neste silêncio empoado, a diferença cultural e científica em uma sociedade que se pretende evoluída!

Então, da próxima vez que mandar imprimir cartões de visita ou cunhar placas oficiais, não se esqueça do princípio jurídico “suum cuique tribuere” ou, no vernáculo, “dar a cada um o que é seu”. Se for Doutor, de direito e de fato (não de costume ou argumentação), possivelmente o cartão e a placa não existirão nem serão necessários, pois Doutores não têm tempo para isso: o tesão, prazer e orgasmo estão em níveis bem superiores!

Se não for Doutor (de direito) não exija ser chamado assim e, melhor ainda, recuse tal tratamento! Se for um Juiz, por exemplo, e receber aquela petição com cabeçalho padrão, determine, de pronto, seja a petição emendada! Se for Advogado, não escreva tal cabeçalho! Em um ou outro caso: “honeste vivere” (viver honestamente)!

Mas, se quiser mesmo o cartãozinho com aqueles símbolos “doirados”, reluzentes, ao ponto de se comunicar com o espaço, informe, com exatidão, o que é, ou seja, seu título profissional ou acadêmico: Advogado, Juiz, Procurador de Justiça, Médico, Psicólogo, Contador, Despachante, Administrador, Nutricionista ou, ainda, Bacharel, Especialista, Mestre. Neste caso, nunca, nunca mesmo, o título “Doutor”.

Se, por acaso – e por deslize do costume, argumentação, excitação imoderada ou ejaculação precoce - já tem em mãos os cartões e placas com o “Dr.”, não se intimide: rasgue-os todos - e arrebente as placas sob golpes de uma marreta certa e consciente! Aliviado, corra a um boteco e bela uma cachaça, dê um pouco aos santos e vá fazer amor pelo resto da tarde sem quaisquer títulos. É o que falta!


© Pietro N Dellova
in “DESTRUINDO MITOS E MENTIRAS”, 2000 

giovedì 24 dicembre 2015

SOBRE JESUS

SOBRE JESUS 
por Pietro Nardella-Dellova 

Jesus foi uma das figuras mais extraordinárias, das que nasceram e morreram sobre esta terra. Um libertário, diria, um anarquista no que de melhor tem um anarquista. Um amante-amado ao lado de uma mulher amante-amada. Um Mestre dedicado aos seus Amigos e Amigas. Alguém que sabia, em toda a dimensão, o que era comer e beber com seus alunos e alunas. Alguém que sabia, em toda a profundidade, quais as dores de todas as pessoas, seus anseios e fragilidades. 

Jesus, este meu querido irmão, duas vezes irmão, como Judeu e como Anarquista, de um honesto Judaísmo e um verdadeiro Anarquismo. Um amigo querido que jamais estenderia a mão contra quaisquer pessoas por questões teológicas, mas foi implacável contra Roma e contra os usurpadores do Templo (e da fé popular).

Jesus, o grande e estimado Mestre, foi tudo, tudo o que se pode querer e amar, tudo, menos o que os cristãos falam ou escrevem sobre ele - e em nome dele. Jesus foi abolicionista, antimilitarista, amava e convivia com prostitutas e miseráveis, assim como amava suas irmãs e irmãos, odiava quaisquer movimentos de acusação e punição. Foi o primeiro a compreender e, depois dele, Martin Buber (outro querido Mestre) que alguém (não sendo um doente mental)  pode praticar um crime quando está em sua menor resistência e maior excitação. Então, ensinava ele, aos doentes deve ser dado o tratamento; aos de menor resistência e maior excitação, uma convivência de fortalecimento e de simplicidade. Jesus jamais difamou sequer uma formiga e, nunca, nunca participaria de linchamentos públicos (ou privados). Jesus nunca foi (ou seria) autoritário (comunista ou capitalista).

Enfim, Jesus foi um exemplo de Judaísmo e Anarquismo Libertário, mas, sobretudo, de Humanidade. Oxalá o mundo o conhecesse profundamente!

Feliz Aniversário ao querido Irmão. Sua memória honra a todos os libertários!

© Pietro Nardella-Dellova 


____________________
Prof. Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, pelo PPGSD/UFF ", onde está encerrando pesquisa e Tese sobre Ideias Libertárias e o Direito Civil. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP, Mestre em Ciência da Religião pelo CRE-PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e Filosofia. Professor de Direito Civil, Literatura, Ciência Política e Direitos Humanos desde 1990. Foi colaborador da Cadeira de Direito Romano para o tema “Estudos Comparados entre o Direito Hebraico e o Direito Romano” da USP. Professor da Graduação e Pós-Graduação de vários Cursos, entre os quais, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e da Faculdade de Direito da Universidade Federal, Niterói. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos, bem como Coordenador do NUDAR - Grupo de Estudos e Pesquisas de Teorias Críticas e Direitos Humanos, da Faculdade de Direito Damásio/DeVry. É Poeta e Escritor com vários livros publicados. Membro da UBE – União dos Escritores, São Paulo, Membro da "Accademia Napoletana", Napoli e Membro ativista do Gruppo Martin Buber para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos, Roma.

*
*

mercoledì 16 dicembre 2015

REFLEXÕES (em vídeos) do PROF. PIETRO N-DELLOVA



Convido os meus queridos amigos e amigas às seguintes reflexões (vídeos)
com gratidão e forte abraço
Pietro Dellova

1. DIREITO E RELIGIÃO
https://www.facebook.com/cursodamasio/videos/vb.153473248027527/986751298033047/?type=2&theater


2. SOBRE A TRAGÉDIA DE MARIANA, MG
(TV DAMÁSIO/DEVRY)
https://www.facebook.com/cursodamasio/videos/vb.153473248027527/973736092667901/?type=2&theater


3. SOBRE OS ATOS DE TERROR EM PARIS – PARTE I
(DAMÁSIO/DEVRY)
https://www.facebook.com/cursodamasio/videos/vb.153473248027527/973735172667993/?type=2&theater


4. SOBRE OS ATOS DE TERROR EM PARIS – PARTE II
(DAMÁSIO/DEVRY)
https://www.facebook.com/cursodamasio/videos/vb.153473248027527/973735536001290/?type=2&theater


5. DIREITO ALTERNATIVO - FLORIANÓPOLIS
https://youtu.be/2zjS2btcKwY


6. DIREITO E ANARQUIA – VÍDEO I - EMERJ
https://youtu.be/pCSvu_47Y1M


7. DIREITO E ANARQUIA – VÍDEO II - EMERJ
https://youtu.be/ZEyaCPm68yI


8. DIÁLOGO COM OS MUÇULMANOS
https://youtu.be/zdV4dfKkFL0


9. DIREITO EM CHAVE CRÍTICA - AJD
https://youtu.be/HPBy5RkqRio


10. DIÁLOGOS SOBRE CUBA – TV JUSTIÇA STF
https://youtu.be/lKUtageVxXw


11. ISRAEL E PALESTINA – EMERJ – PARTE I
https://youtu.be/4pczDFBe2A0


12. ISRAEL E PALESTINA – EMERJ – PARTE II
https://youtu.be/KKy5yiJ8z7k


13. ISRAEL E PALESTINA – EMERJ – PARTE III
https://youtu.be/sftduehuwQ0


14. DIREITO E AFETO – AJD
https://vimeo.com/22767840


15. ADVOCACIALIAÇÃO DO ENSINO JURÍDICO
https://vimeo.com/30520873


16. DIREITO E RELIGIÃO
https://youtu.be/_TMCHPfeuc8


*
*
*

lunedì 14 dicembre 2015

Direito e Religião - Pietro Nardella Dellova



RELIGIÃO E DIREITO 
por Pietro N-Dellova  


Abordagem feita na Faculdade de Direito Damásio/DeVry, sobre

RELIGIÃO & DIREITO: ENTRE TEOCRACIA, RELIGIOSISMO E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO 

Esta abordagem é a síntese do Projeto para o Seminário "RELIGIÃO E DIREITO",

sob minha Coordenação, idealizado para o primeiro semestre de 2016 em São Paulo. Oportunamente darei maiores informações sobre o Seminário.

Por ora, convido os amigos a refletirem comigo. Eis o vídeo



Prof. Pietro N-Dellova

*

*


FIM DE FEIRA: 13/12/2015

FIM DE FEIRA: 13/12/2015 
Pietro N-Dellova

Acabou-se a "manifestação" disentérica deste domingo, com seus coloridos, cheiros e gemidos característicos. De todas, não restam dúvidas, foi a mais pífia e brochante. Por quê?

Talvez porque os debiloides que a conclamaram tenham finalmente se revelado idiotas. Talvez porque parte do povo brasileiro, sempre de boas intenções, tenha mais completamente descoberto que a "oposição" não passa de um retiro de zumbis, morféticos e canalhas, um conluio de estelionatários de vários partidos. Talvez porque tenham percebido que os diretamente responsáveis pela derrocada econômica não seja a Dilma, mas a Câmara dos Deputados, com suas pautas bombas e omissão quanto ao que se deve fazer. Talvez porque tenham descoberto, depois de um ano, que o governo Dilma merece muita crítica, mas os Deputados merecem o fuzilamento. Talvez porque todos estejam de saco cheio desse discurso vagabundo. Talvez porque tenham lido alguma coisa sobre Economia Internacional. Talvez porque tenham percebido que quem deve ser processado, está sendo; quem deve estar preso, já está. Talvez tenham descoberto que os três patetas que assinaram o pedido de 'impeachment" não servem como monitores em uma sala de aula de Direito,  muito menos como "doutrinadores" do universo jurídico (pois não o são). Talvez poque tenham ouvido os mesmos patetas (dois patetas e uma pateta) dizerem alguma coisa em público, e sentiram, como qualquer inteligência mediana pode sentir, que não são lá, no discurso e na substância, tão superiores assim à Dilma (em seus desastrosos discursos). E, sobretudo, talvez tenham descoberto que um governo, em Estado Democrático de Direito, deve ser criticado de forma proativa e, assim, sob críticas proativas, pode mudar seu rumo, ajustar as medidas, tomar direções mais inteligentes e implementar projetos duradouros, mas que, em estado de sufocamento, não resta a ela, governo, mais que gemer, resmungar e se defender, imobilizando a Administração. Enfim, há muitos porquês e muitas razões do fracasso desta "manifestação".  Não há  uma, nem duas, mas muitas razões.

Porém, para os comentaristas da Rede Globo, entre os quais, Merval Pereira, as razões "absolutas" são a proximidade do Natal e o marketing do governo federal. Como assim? 

Isso mesmo, uma razão à mais para não fazer coro com idiotas de plantão. Os comentários ofendem a inteligência de uma minhoca e, talvez, muitos tenham compreendido que tais comentários se dirigem a uma massa de bois, pois como bois as pessoas são consideradas (e resolveram não ser bois no dia de hoje!). Apenas hoje, Merval mentiu algumas vezes, entre as quais, dizendo que o Collor sofreu "impeachment". Collor não sofreu impeachment, Collor renunciou! E mais, foi inocentado pelo STF. Isto não foi dito...

Eu adoraria (ao lado de outros como eu), de fazer críticas ao plano econômico, às escolhas de ministros e a uma série de outros aspectos da Administração pública federal. Exatamente porque não sou petista (e, muito menos, sofro de uma doença, isto é, uma demência, chamada antipetismo). Mas, olho para um lado, e vejo ratos como Aécio, Paulinho da Força, Caiado, Agripino, Eduardo Cunha, Temer (e todas as bactérias parlamentares a eles ligadas) e, de outro, um governo frágil e indolente. Consigo propor algo para o frágil e indolente, mas não consigo conviver com os ratos e suas doenças respectivas! 

Quem sabe consigamos retomar a crítica de alto nível ao governo, afastar os ratos, dar espaço a uma oposição sadia e esclarecida e reforçar a tessitura constitucional e, a partir disso, apenas disso, recomeçar a construção de um país que, eu confesso - e reconheço, não merece ratos nem fragilidades! 

Em tempo. Apesar das brincadeiras, de modo algum alegra-me ver um povo, honesto e bom, como o brasileiro, sair às ruas e ser humilhado, ridicularizado e caricaturizado, como foram aqueles que hoje saíram às ruas. Não são eles que merecem o ácido e o cuspe da minha língua, mas a "oposição" que os droga, juntamente com os idiotas que promovem tais manifestações. Que viva, enfim, o povo brasileiro e redescubra seu caminho de desenvolvimento, alegria, música, hospitalidade. Que morram, sete vezes, todos os ratos!

© Pietro N-Dellova 

*
*

domenica 6 dicembre 2015

três coisas importantes, aliás quatro, sobre o "impeachment"



TÓPICOS SOBRE O ILEGÍTIMO IMPEACHMENT

Três coisas importantes, aliás, quatro:

1) Colocar-se contra o Impeachment não é colocar-se a favor do Governo Dilma!

2) Colocar-se contra o Impeachment é salvar a jovem Democracia brasileira de um atentado, uma violência!

3) O Brasil não sabe o que seja Democracia em sua História. O único momento em que viveu, por pouco tempo a Democracia, sofreu um tremendo golpe, 1964, enterrando-o na Ditadura Militar e, agora, com a Democracia em sua plena adolescência, a oposição irresponsável, desrespeitando 52 milhões de votos democráticos, novamente excita-se com um novo golpe!

4) Para um Estado Democrático de Direito manter-se e desenvolver-se, o mínimo, a base, o chão, chama-se Constituição Federal. Um eventual "impeachment da Presidente Dilma" é, gostemos ou não dela, o desprezo total pela Carta Magna! O que vier depois nunca será uma coisa boa!

Prof. Pietro N-Dellova
*
*

na URCA - UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI


SEM OFENSAS, MAS PREFIRO MENTES ESCLARECIDAS EM FACE DO ASSUNTO "IMPEACHMENT"

SEM OFENSAS, MAS
PREFIRO MENTES ESCLARECIDAS EM FACE DO ASSUNTO IMPEACHMENT

Em todo lugar em que estive, sempre utilizei um princípio básico da minha educação familiar e, a cada chegada, desde a rodoviária, aeroporto ou estação de trem, ouço a voz do meu babbino:

<<filho, não importa aonde vá ou onde esteja, procure conhecer o pensamento dos grupos e, sobretudo, procure identificar todos os que tenham posicionamentos razoáveis e esclarecidos e, não tenha dúvida, fique ao lado destes>>

Bem, sou Professor faz duas décadas. Estudei muito, desde cedo e, sem cansaço, estudo ainda nas melhores Universidades. Sei reconhecer, para além de qualquer vaidade pessoal minha, os Mestres que atravessam meu caminho. E, sobretudo, sei escutá-los. Por um princípio judaico sei respeitá-los e ficar atento ao que me dizem. Como Judeu, ficarei idoso (se D'us não me matar antes...) e, como todo Professor e Judeu idoso, ainda lá saberei ouvir e escutar um Mestre, pois todo Professor, nestas condições minhas, é sempre - e alegremente - um Estudante, aliás, um Estudioso e, por isso mesmo, sabe enxergar Mestres!

Fiz isso em todo lugar. Faço isso em todo lugar. Agora, novamente faço isso diante da crise política instaurada no país onde vivo, com o qual contribuo em termos tributários e, também, no contexto acadêmico, bem como na Educação. Diga-se crise com face dupla (de um lado, um governo anestesiado pela insolência partidária, o PT; de outro, a pequenez e a indignidade da "oposição" e "abutres", ou seja, o PSDB, o PMDB e outras coisas)! No conjunto, o desfazimento dos Poderes Executivo e Legislativo, com pedido de "impeachment" de um lado e com os Presidentes do Senado e Câmara investigados, denunciados e comprometidos criminalmente).

Assim, fui procurar ouvir -  e escutar - as vozes esclarecidas e os posicionamentos razoáveis. Até o momento, especificamente sobre o "impeachment" ouvi muita besteira e superficialidade dos que o defendem, como FHC, Bicudo e Reale Jr, e, por outro lado, escutei muita consistência jurídica e política dos que se colocam contra ele, entre os quais, Dallari, Celso de Mello, Fabio Comparato, Ayres Britto e outros dos Grandes!

Mesmo entre os "torcedores" do pró-impeachment não encontrei mentes lúcidas, informadas ou esclarecidas, mas encontrei muito ódio. Ao contrário, entre os que firmemente se colocam contra o 'impeachment", descubro pessoas com sólidos argumentos, uma certa bondade na fala e criticidade.

Sigo, então, como Professor (e sempre respeitoso Estudante) escutando estas vozes que são, claramente, razoáveis e esclarecidas! Não por mim mesmo, que sou Anarquista, mas por estes Mestres e, também, pela voz do meu babbino, voz que me trouxe até aqui!

Pietro N-Dellova 
Professor de Direito

*
*

lunedì 23 novembre 2015

XVIII Semana de Direito da URCA: Palestra e Minicurso com Prof. Pietro N-Dellova



XVIII SEMANA DE DIREITO - URCA
UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI 

*

Local: Faculdade de Direito 
da Universidade Regional do Cariri - URCA
Crato, Ceará

*

Palestra:

E AGORA, JOSÉS?
A POLÍTICA DESDE JOSÉ BONIFÁCIO ATÉ JOSÉ SARNEY: 
UM BRASIL PARA POUCOS
(uma revisitação à História do Brasil e análise do cenário jurídico e político de ontem e de hoje)
*
*
*
Minicurso:

DIREITO CIVIL: DIREITO DAS FAMÍLIAS

Programa

1. Histórico da Família: 
1.1. Patrimonial, Medieval, Proletária e Afetiva
2. A Família pós-moderna
2.1. Direitos Fundamentais e Famílias 
3. Família, Famílias e Núcleos Familiares 
4. Os Núcleos Familiares e o Afeto como valor jurídico
5. Filiação: biológica, jurídica e afetiva
6. Divórcio, Separação e Desfazimento como Direito substantivo
7. Movimentos de retrocesso no Legislativo federal
8. Proteção Civil-Constitucional dos Núcleos Familiares

*
*

mercoledì 18 novembre 2015

"NO MUNDO QUE EU IMAGINO (sem fuzis nem parágrafos)"



NO MUNDO QUE IMAGINO
(sem fuzis nem parágrafos)

No mundo que eu imagino - e defendo, ninguém é executado por usar drogas, aliás, nem preso! Ninguém é queimado ou apedrejado por ser gay, lésbica, amante, travesti, homem, mulher, negro, branco, ateu, comunista, anarquista, judeu, católico, evangélico, agnóstico, budista, macumbeiro. Ninguém é fuzilado, eletrocutado, serrado, esquartejado, enforcado, crucificado, linchado. Ninguém é proprietário ou usufrutuário (nem o Estado!), mas todos são usuários, habitadores, em igual modo e proporção. Ninguém lucra sobre outra pessoa, mas todos cooperaram, produzem, consomem, festejam, cantam, dançam, celebram. No mundo que imagino ninguém paga tributos a quaisquer entidades, religiosas ou administrativas. Ninguém é condenado por adorar seus deuses e ter seus livros sagrados, mas, também, ninguém é condenado por blasfemar contra os deuses nem por rasgar textos sagrados. No mundo que imagino há conflitos, muitos, mas ninguém os resolve nos Fóruns diante de "Autoridades" que desconhecem a realidade das Vilas e Vilarejos, diante de "Autoridades" que trazem "cartilhas" e "enunciados" codificados e uniformes para todos, porque não há todos, há indivíduos! Nem, muito menos, resolvem seus conflitos diante de Tribunais distantes ou nos Tribunais que ficam inacessíveis nas Capitais (nem há Capitais no mundo que imagino): os conflitos são resolvidos na Vila, no Vilarejo, com a participação de todos ao redor da mesa com café e pão à disposição dos presentes. No mundo que imagino não há Autoridade; há Solidariedade! Não há Poder, qualquer Poder, sequer simbólico! Ninguém estuda para servir o Mercado, mas há Mercado, Mercado Popular; estuda-se para - e pelo - Conhecimento, Emancipação e Desenvolvimento Individual e Humano. No mundo que imagino não há Mercado de Capitais nem Bancos, não há Sócios anônimos. Ninguém tem CPF - tem Nome. Ninguém é discriminado por usar (ou não usar) cabelos compridos (naturais ou tingidos), ser careca ou usar perucas, deixar a barba, o bigode ou rapar tudo, usar maquiagem, piercing, tatuagem, calça, vestido, sutiã, chinelo, sapatos, botas, camisa, gravata. Ninguém é humilhado por ser mais gordo ou mais magro, por ser criança, jovem ou idoso. No mundo que eu imagino não há diferença entre trabalho braçal ou intelectual, rural ou urbano, entre carregar uma enxada ou um livro, entre limpar privadas ou escrever sobre a lousa, entre plantadores de sementes e cantadores dos amares. Nenhuma mulher é processada ou condenada por fazer o aborto. Ninguém é bisbilhotado e difamado por ser separado, divorciado, por comer carnes ou vegetais, por beber café ou cognac. Nenhum homem manda em mulher, aliás, nenhum homem e nenhuma mulher mandam em quaisquer pessoas. Não há policiais militares - nem parágrafos! Não há portadores de bandeiras ou de fuzis! Não há zoológicos! No mundo que imagino, o Amor é Livre, total e absolutamente Livre. Não há Fidelidade nem Moral, mas há Ética!

Pietro N-Dellova 

*
*

G. Puccini - O MIO BABBINO CARO - Anna Netrebko





A te, mio babbino caro...
offro
Anna Netrebko
cantando
O MIO BABBINO CARO
(O my dear daddy)

di Giaccomo Puccini

*
O mio babbino caro
Mi piace è bello, bello
Vo'andare in porta rossa
A comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
E se l'amassi indarno
Andrei sul ponte Vecchio
Ma per buttarmi in arno!
Mi struggo e mi tormento!
O, Dio, vorrei morir!
Babbo, pietà, pietà!
*

venerdì 6 novembre 2015

A CRISE E O DIREITO: UMA ANÁLISE DA CONJUNTURA DO BRASIL ATUAL




A CRISE E O DIREITO:
UMA ANÁLISE 
DA CONJUNTURA 
DO BRASIL ATUAL

7/11/2015, 10h

Expositores

Dr. Paulo Roberto Cunha 
Dr. João Jampaulo Jr.
Prof. Pietro Nardella-Dellova 


Faculdade de Direito Padre Anchieta 
UniAnchieta
Jundiaí, São Paulo 
Telefone: 0800 7728445
*
Organização:
CAD - Centro Acadêmico de Direito 

Centro Acadêmico VIII de Dezembro

Jundiaí, São Paulo 
Telefone: 0800 7728445
*

giovedì 5 novembre 2015

"A MESMA MORTE"

A MESMA MORTE
por Pietro N-Dellova 


Gay não é gente! Lésbica não é gente! Travesti não é Gente! Transexual não é gente! Mulher não é gente! Morador de rua não é gente! Empregada doméstica não é gente! Corintiano não é gente (para o palmeirense idiotizado)! Palmeirense não é gente (para o corintiano idiotizado)! Favelado não é gente! Estuprada não é gente! Mulher que pratica o aborto não é gente! Adotado não é gente! Filho mestiço, adulterino, incestuoso, ilegítimo, não é gente! Divorciado não é gente! Ocupador de moradias não é gente! Estudante das Privadas não é gente! Formado em Supletivo não é gente! Analfabeto não é gente! Despossuído não é gente! Sem-terra não é gente! Palestino não é gente (para o evangélico esquizofrênico e de direita que mora no Brasil e ora para Israel explodir a Palestina). Israelense não é gente (para a esquerda esquizofrênica e burra que mora no Brasil e torce para os palestinos exterminarem os israelenses). Estrangeiro não é gente! Drogado não é gente! Não correntista não é gente! Nordestino não é gente! Morador da periferia não é gente! Morador de cortiço não é gente! Inquilino não é gente! Usuário de ônibus coletivo não é gente! Degredado não é gente! Preso não é gente! Gordo não é gente! Deficiente não é gente! Comunista não é gente! Anarquista não é gente! Empresário (para o comunista anencéfalo) não é gente! Imigrante não é gente! Preto (tido como maldito de Noé) não é gente! Índio (tido como sem alma) não é gente! Ateu não é gente! Endemoninhado não é gente! Não-dizimista não é gente - é ladrão! Ladrão não é gente! Infiel não é gente! Herege não é gente! Judeu não é gente! Não batizado não é gente! Muçulmano não é gente! Evangélico (para católico) não é gente! Católico (para evangélico) não é gente! Macumbeiro não é gente! Adúltera não é gente! (adúltero é!). Mulher sem companhia de pai, irmão e marido é Desonesta - não é gente! Prostituta não é gente! Mulher deflorada não é gente! Concubina não é gente! 

Só é gente quem tiver herança de sesmeiro, quem for branco, proprietário, "votador" da direita, dizimista, batizado, casado e fiel, heterossexual, filho legítimo de casamento legítimo, católico apostólico romano, nacional e nacionalista, dogmático, usador de gravata e usadora de tailleur... 

É a mesma história, sempre, recontada e institucionalizada, por via direta ou indireta, no texto da lei ou na omissão da lei. É a mesma patifaria dos mesmos patifes! É a mesma injustiça! É a mesma perseguição!  É a mesma coisificação! É o mesmo abuso! É a mesma iniquidade! É a mesma intolerância! É o mesmo nojo! É a mesma pequenez! É a mesma Vera Cruz! É a mesma Colônia! É o mesmo Império! É a mesma República! É o mesmo Estado Novo! É a mesma Ditadura Militar! E, por desgraça, é ainda o mesmo "Estado Democrático de Direito"! 

Enfim, é a mesma morte!

Pietro N-Dellova, 2015

*
*
*

Giz, Indignidade & Águas Sujas da Patifaria Ilimitada



GIZ, 
INDIGNIDADE 
& ÁGUAS SUJAS DA PATIFARIA 
ILIMITADA


Quando falta "dignidade" a uma pessoa, dizemos que ela é indigna, mas quando três pessoas não se apresentam com a "dignidade" que o Magistério Superior exige, dizemos que há "pacto de patifes"! E, por "patifes", refiro-me a quaisquer pessoas que nada sabem - nem saberão - algo, superficial que seja, sobre dignidade Acadêmica, Gizes com dignidade e Magistério com dignidade!
Enfim, há águas sujas que tomam de assalto os corredores e fazem feder a Universidade...

Pietro N-Dellova, 2015 

*
*

martedì 3 novembre 2015

outra vez, do mesmo CENTRÍFUGA



CENTRÍFUGA
(outra vez, do mesmo)

Se há algo que me irrita sobremaneira é quando um governo, um parlamentar, um sacerdote, um líder qualquer religioso ou qualquer "tomador" do poder e autoridade (sempre ilegítimo!), para logo querem me uniformizar, marcar, numerar, igualar, acondicionar, armazenar e me converter em um "contribuinte", um "eleitor", uma "ovelha ou boi" e um "objeto/coisa numerado", enfim, em um anencéfalo, acrítico, massificado e descaracterizado.

Irrita-me essa coisa de coletivização, azul ou vermelha, porque deixo de ser um Eu, deixo de enxergar um Tu e não experiencio a Solidariedade - apenas possível onde as pluralidades individuais são respeitadas!

Pietro N-Dellova, 2015
*
*

"Alguns" ASPECTOS DA INDIVIDUALIDADE

ALGUNS ASPECTOS DA INDIVIDUALIDADE
por Pietro N-Dellova 

A vida íntima das Pessoas não me interessa, e não é (nem poderia ser) objeto de especulação ou defesa. Já é uma luta (cotidianamente bastante) que eu defenda a minha própria intimidade e as minhas relações interpessoais, ou seja, que eu defenda minha individualidade contra autoridades e abusos de natureza vária. 

Cada qual é absoluta e exclusivamente titular da sua vida íntima e do que faz com ela, bem como com quem se relaciona. 

Mas, a Intimidade e o Afeto, enquanto valores individuais juridicamente protegidos, interessam-me de modo especial, pois são, de início, limitadores a qualquer intromissão de outrem, são placas com os dizeres: "não ultrapasse". É nesse sentido que faço guerra constante a quaisquer pessoas (e suas ideias e projetos) em movimento para obstruir ou impedir a plenitude da Intimidade e do Afeto de cada (individual) pessoa. A Intimidade e o Afeto (individuais) são valores absolutos e a ninguém é dado o direito de imiscuir-se ou transitar nesse espaço/tempo de individualidades.

Por isso mesmo, a cada vez que um grupo de religiosos (ou moralistas idiotizantes e caricaturizados) sai de seu espaço privado, onde deve ser mantido sob correntes jurídicas, para invadir o espaço público, plural e multifacetado, com suas unidimensionalidades, suas teologias insustentáveis, seus desvarios de possessão e seu discurso vagabundo, coletivizante e uniformizador, a fim de, com ideias ou atos, invadir e violar o direito à Intimidade, ao Afeto, ou seja, à Individualidade de outrem, querendo com isso criar um pasto, um redil, um rebanho, um ajuntamento de massas tributárias e, sobretudo, usando a força da lei, merece ser contraposto, resistido, combatido e publicamente derrotado. 

A individualidade (diria mesmo, o individualismo - que não se confunde com egoismo) do qual são características fundamentais, a Intimidade, a Sexualidade e o Afeto, não pode ser submetida à baba do moralismo unificador, pulverizador e politicamente dominante.

Pietro N-Dellova 

*
*

lunedì 2 novembre 2015

A REPRESSÃO SEXUAL (a partir da perversa Bancada Religiosa e dos conceitos unidimensionais teológicos)

A REPRESSÃO SEXUAL
(a partir da perversa Bancada Religiosa e dos conceitos unidimensionais teológicos)

Ao contrário do que muitos dos meus amigos pensam - e defendem - as pautas econômicas e, em especial, o Ajuste Fiscal, não são os mais importantes, pois a Economia depende quase nada do cenário interno e muito, muito mesmo, do cenário internacional - que anda se arrastando...

As pautas mais importantes e que, por vezes, escapam à análise, são aquelas que se referem à Pessoa, à Sexualidade e a Direitos Fundamentais. Está em curso - e não vai parar, pois é a doentia ideia fixa da Bancada Religiosa - uma assustadora gama de apresentação de projetos e aprovações instantâneas que dizem respeito diretamente à Repressão Sexual e à Liberdade do Ser Integral (corpo, emocional, intelectual e relações sociais). Por quê?

Porque é na repressão sexual e na guerra declarada contra a liberdade sexual, que as religiões unidimensionais, teológicas e hierarquicamente monoteístas, de caráter patriarcal e fálico, mantêm-se no domínio e poder social. Reconhecer a pluralidade sexual, a liberdade sobre o próprio corpo é, e sempre foi, um assunto proibido. 

É na religião unidimensional e patriarcal, especialmente no contexto medieval, que nasceu a absurda (e insustentável) masculinização da divindade. É na teologia medieval que o "Elemento Feminino" (Ruach HaElohim) foi substituído pelo inexplicável "Espírito de Deus". É na teologia patriarcal que Lilith, a libertária, desaparece de cena sendo substituída pela contrita e silenciosa Eva, a pecadora e culpada dos males do mundo. É na teologia medieval que um Rabino, Jesus BenIosef, perfeitamente casado, torna-se um inexplicável celibatário. É na mesma teologia medieval que a mãe do citado Rabino se torna uma virgem (apesar de ter sido mães de vários filhos!). É na teologia medieval que o adultério é atribuído apenas à mulher (especialmente a partir da falsa história da adúltera sendo trazida aos pés de Jesus - há adúltera, mas não adúltero na historieta repressiva!). É na teologia medieval (e a partir dela) que os males do mundo são identificados com bruxaria e, por sua vez, bruxaria com "libertinagem" sexual. É na teologia medieval, travestida de reforma, que a repressão sexual encontra o ápice. É na teologia pós-medieval, agora, travestida de pentecostalismo e neo-pentecostalismo (expressão maior da Bancada Religiosa no Parlamento brasil-eiro), que a sexualidade é ideia fixa, pois que relacionada diretamente com "espíritos imundos", 

Mas, as perversões religiosas e a repressão sexual não têm caráter de fé ou de crença, mas de domínio, tendo em vista que é na sexualidade que uma pessoa liberta-se, especialmente, da autoridade (artificial) e de toda organização hierarquicamente piramidal. Para manter o poder e a exploração econômica é necessário manter a "ordem das coisas" e, por ordem das coisas, a Bancada entende a manutenção da "família matrimonializada", já que é ela - e não outra - a expressão maior da Propriedade, do "domus", do "famulus", da "patria potestas" e do "paterfamilias"! Enfim, a única que atende à opressão e exploração que aí está - e que aí pretende continuar...

Por isso mesmo, o mais importante não é a pauta econômica, mas a pauta da sexualidade (que envolve muitas coisas!). Opor-se veementemente a tais pautas, projetos, desatinos é, a um só tempo, fazer guerra contra a repressão, contra a opressão, contra o retrocesso e contra a patifaria sistêmica no Parlamento. Opor-se a tais pautas é manter-se no processo de emancipação da Pessoa Humana e no processo da Libertação de toda e qualquer Pessoa Humana!

Prof. Pietro N-Dellova, 2015

*
*
*
imagem: 

repressão eclesiástica, a partir da "santa" Inquisição contra uma mulher. Note-se que a engenhoca foi imaginada para não apenas humilhar a mulher, mas para impingir-lhe dores terríveis exatamente em sua vagina, já que, para os teólogos unidimensionais, é na vagina que começa o pecado!

venerdì 30 ottobre 2015

TÍTULOS CAMBIAIS, TÍTULOS CAMBIARIFORMES E VALORES MOBILIÁRIOS NO TRESFOLEGANTE MERCADO DE TÍTULOS E DE CAPITAIS

TÍTULOS CAMBIAIS,  TÍTULOS CAMBIARIFORMES E VALORES MOBILIÁRIOS NO TRESFOLEGANTE MERCADO DE TÍTULOS E DE CAPITAIS: UMA ANÁLISE SISTÊMICA DESDE VENEZA À NEW YORK, DO COMÉRCIO À EMPRESA E SUAS FACETAS NO DIREITO PRIVADO ou, HÁ ALGO MAIS SUTIL E REFINADO QUE ESCAPA AO DIREITO CIVIL CODIFICADO

Prof. Pietro N-Dellova


Minicurso em São Paulo 
Grupo de Pesquisa NUDAR - Teorias Críticas Aplicadas ao Direito 
Janeiro/2015 - 40 horas 
(informações no comentário a este post)

Programa 

1. Contexto Histórico do Comércio: Hebreus, Árabes e Europeus
2. Contexto Histórico das Companhias de Navegação
3. O Nascimento das Sociedades Anônimas 
4. Sociedades de Pessoas e Sociedades de Capitais
5. As Sociedades por Ações de Capital Aberto e Fechado

6. Títulos Cambiais
7. Títulos Cambiariformes 
8. Valores Mobiliários
9. Mercado de Títulos
9.1. Bolsa de Valores e BM&F
9.2. Mercado de Balcão
9.3. Mercado fechado
10. Direito Cambiário e Mercado de Capitais
11. Obrigações: civis, empresariais e cambiais
12. Legislação Aplicável

13. Direito Civil, Direito Comercial, Direito Empresarial e Direito Privado: em busca de um microssistema que suporte o movimento do Capital

14. Limites Éticos, Constitucionais e Infraconstitucionais para o Capital

Prof. Pietro N-Dellova

giovedì 29 ottobre 2015

A Crise e o Direito: Uma Análise da Conjuntura do Brasil Atual



O CAD da 
Faculdade de Direito da Universidade Padre Anchieta
convida para a exposição e debates sobre

A CRISE E O DIREITO: 
UMA ANÁLISE DA CONJUNTURA 
DO BRASIL ATUAL

Com os Palestrantes

PAULO ROBERTO CUNHA
Doutorando e Mestre em Ciência Ambiental - PROCAM pela Universidade de São Paulo (2013).
Atua como Advogado Dativo do Convênio Defensoria Pública de SP e Ordem dos Advogados do Brasil.

JOÃO JAMPAULO JUNIOR
Doutor e Mestre em Direito Constitucional – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Especialista em Didática do Ensino Superior (Pós lato senso).
Atua como Professor Direito Constitucional. Advogado e Consultor Jurídico de diversas Câmaras de Vereadores e Prefeituras

PIETRO NARDELLA-DELLOVA
Doutoramento (em curso) em Ciências Sociais e Jurídicas pelo PPGSD da Universidade Federal Fluminense, Niterói. Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Graduado em Filosofia e Direito.
Atua como Professor de graduação e pós-graduação desde 1990, lecionando Direito Civil e Direitos Humanos em várias Universidades. É Coordenador do Grupo de Pesquisa NUDAR - Teorias Críticas Aplicadas ao Direito Civil, SP. É Membro da UBE - União dos Escritores, com vários Livros publicados e centenas de Artigos; é participante da ABEDI - Associação de Ensino Jurídico; membro do Gruppo Martin Buber (Roma/Milano per i dialoghi tra israeliani e palestinesi); Socio dellAssociazione socio-culturale Notre Napul a Visionaire (Napoli).


Local/Data

Faculdade de Direito da Universidade Padre Anchieta
7/11/2015, às 10h

sabato 24 ottobre 2015

Nós, os Devoradores

NÓS, 
OS DEVORADORES

Enquanto comermos animais 
não é possível sermos civilizados - nem humanos: 
não passamos, afinal, 
de vorazes devoradores de animais, 
de sua carne, 
de suas almas, 
de seu sangue 
e de sua dignidade!

Pietro N-Dellova, 2015 

*

uma Força "SEM NOME"

(SEM NOME)



Há uma Força maior que a minha, 
acima, 
superior, 
para a qual não tenho um "nome": 
é uma Força sem Nome, 
uma Força que não nomino 
pois não a desejo 
dominada nem controlada...

Uma Força que não é Moral nem Ética, 
não é Política nem Jurídica, 
não tem Bandeira nem Povo, 
não Come nem Bebe, 
não é Justa nem Injusta, 
não é Boa nem Má, 
não é Masculina nem Feminina;
é Força incompreensível, 
Força que não compreendo!

É a Força sem Nome 
que me faz quieto, bem quieto, em silencioso respeito... 
Força que me faz levantar e ir. 
Por isso não paro nem fico, vou apenas, 
porque posso me levantar, e posso ir...


Pietro N-Dellova
*

giovedì 15 ottobre 2015

Jurista Dalmo Dallari analisa o cenário político do Brasil no Espaço Púb...

Professor-Estudante

PROFESSOR-ESTUDANTE
por Prof. Pietro N-Dellova 


Queridos e Queridas Estudantes e ex-Estudantes, recebi, hoje, dezenas de mensagens de cumprimentos pelo DIA DOS PROFESSORES. 

É sempre emocionante esse tipo de mensagem, tanto a mim quanto a outros queridos Professores. Afinal, formamos uma equipe: Professores & Estudantes, da qual depende o presente e futuro de qualquer Povo que se respeite.
Minha experiência de mais de duas décadas na Sala de Aula, eu bem sei, autoriza-me a dizer que o Magistério é a atividade maior, melhor, mais elevada e, sobretudo, plenamente humana! 

Não se trata de "missão", mas de "experiência" dialógica! Ensinar é um ato irreligioso e ateológico de AMAR!

E, assim, sigo adiante, no diálogo, nos encontros, nas cantinas, nos cafés, nas  bibliotecas universitárias, nos corredores, nas provocações e testemunhando ingressantes desenvolverem suas capacidades, potencial, habilidades e se tornarem egressos e, daí, respeitáveis profissionais. 

Sigamos, juntos, nesta parceria PROFESSOR-ESTUDANTE!

Abraço libertário a todos vocês, meus queridos e minhas queridas, pois libertária é a Educação que conheço e reconheço. Abraço cordial e fraterno a todos os Professores e Professoras neste dia especial.

Prof. Dellova 
(Pietro N-Dellova)

* foto: uma das quatro caixas de gizes que me acompanham nestes anos todos de Magistério.
*

Sobre FACAS e FOGO: Palestinos e Israelenses

SOBRE FACAS & FOGO
por Pietro N-Dellova

Todo Palestino que esfaqueia um Israelense não representa o Povo Palestino - trata-se de um, dois, três (ou mais) criminosos e homicidas comuns! Devem ser tratados como quaisquer criminosos comuns e não como "embaixador de seu Povo".

Todo Israelense que atira contra um Palestino ou ateia fogo em sua casa, não representa o Povo Israelense - trata-se de um, dois, três (ou mais) criminosos e homicidas comuns! Devem ser tratados como criminosos comuns e não como "embaixador de seu Povo".

Os Povos Palestino e Israelense não podem ser representados por seus criminosos comuns, pois não é com criminosos que dialogamos - é de Povo para Povo! O que passar disso é estupidez midiática, provocação e destruição...

Salam -- Shalom a todos!

Pietro N-Dellova, 2015
*
*
*

mercoledì 14 ottobre 2015

Módulo "OS DESAFIOS DA FAMÍLIA NA CONTEMPORANEIDADE"


NÚCLEOS FAMILIARES

Estimados alunos e alunas, salve!
Em breve retomamos os Encontros no Rio de Janeiro na já querida 
Pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil da Estácio. 
Serão vários finais de semana, agora na área pluralíssima e multifacetada de Direito Civil: Núcleos Familiares - em chave de Direitos Fundamentais e Humanos:

O Módulo:

OS DESAFIOS DA FAMÍLIA NA CONTEMPORANEIDADE

Os principais Tópicos:

1. Famílias: matrimonializadas, monoparentais e uniões estáveis heteroafetivas. 
2. A família homoafetiva
3. Homoparentalidade
4. Filiação e reprodução medicamente assistida
5. Afetividade e cuidado
6. Alienação parental
7. Alimentos gravídicos e cadastro de proteção ao credor de alimentos
8. Uniões Paralelas

Espero encontrar todos por lá e, sobretudo, que me paguem um cafezinho ou uma tapioca.

Abraços
Prof. Pietro N-Dellova

"Zumbilização"

ZUMBILIZAÇÃO
por Pietro N-Dellova

Eu não sei ainda a diferença (e nem sei se há diferença)
entre os zumbis, os que se drogam diuturnamente, os que fazem sexo psicótico com plástico 
e aqueles, todos aqueles, 
que mantêm seus celulares (respectivos e similares) ligados, conectados e em uso deseducado, com sinais evidentes de abdução, idiotização, alienação, desinteligência e insensibilidade (cabeça baixa, dedos nervosos e aquela risadinha característica que a todos iguala), nos metrôs, na sala de jantar, na sala de estar, na sala de audiência, nos templos, nas salas de teatro e cinema, nos Cafés, no pátio, na cantina, nos corredores, nos auditórios de palestras, nas reuniões, nas salas de aula (no meio da aula), nas salas de professores e, pior que tudo, antes (durante e depois) do sexo!

Seria cômico se não fosse triste.  Seria apenas deselegante não fosse já uma psicopatia e estupidez! Seria ridículo não fosse o rompimento completo de (e em) qualquer encontro!

Enfim, aos mortos-vivos entre mortos-vivos, os mortos-vivos!

Pietro N-Dellova, 2015 

*
*